HERDEIRO DA “FAMÍLIA REAL” PEDE FIM DO LAUDÊMIO. DEPUTADO PETISTA TENTOU ACABAR COM O IMPOSTO EM 2020, MAS….
Aqui em Jales, até onde se sabe, o laudêmio – que é pago à nossa “família real”, os herdeiros do fundador Euphly Jalles – continua sendo cobrado em todos os negócios imobiliários que envolvam imóveis situados no quadrilátero central cidade, da Rua 2 até a 24 e da Rua 1 até a 23, bem como nos bairros Santo Expedito e Vila Inês.
A Vila Inês – cujo nome é uma homenagem à mãe do nosso fundador, dona Ignês de Castro – é separada da Vila Santa Inês pela Rua Nova Yorque. Os imóveis localizados na Vila Santa Inês tiveram melhor sorte e não pagam o tal “imposto do príncipe”.
Em abril de 2020, o deputado federal Rogério Correia(PT-MG) apresentou um projeto que acabava com a cobrança do laudêmio. O projeto do deputado mineiro foi uma resposta a uma proposição do deputado bolsonarista Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP) e herdeiro da “família real”, que previa a extinção do feriado da Inconfidência Mineira, comemorado no dia 21 de abril de cada ano.
O projeto valeria para todas as cidades onde o laudêmio é cobrado, incluindo Jales e Petrópolis. Quase um ano depois, em março de 2021, a proposta de extinção do laudêmio foi arquivada pela presidência da Câmara, através do deputado Arthur Lira, alegando que o projeto feria o “direito adquirido”.
Mas, vamos à notícia do Brasil 247:
O trineto de D. Pedro II, o empresário João Henrique de Orleans e Bragança, declarou em entrevista ao UOL, nesta quarta-feira (23), que é a favor do fim do laudêmio, taxa que virou alvo de polêmica em meio à tragédia de Petrópolis (RJ), que já deixou quase duzentos mortos.
“A tragédia é muito maior do que qualquer imposto e taxa. Precisamos focar a discussão no fato de ser uma tragédia estrutural e que nasceu errada, fruto da falta de políticas habitacionais nos níveis federal, estadual e municipal”, avaliou João Henrique.
O herdeiro da família real disse que a ‘taxa do príncipe’ – um pagamento feito pelos proprietários de uma terra aos donos do terreno após realizarem uma transação imobiliária – está obsoleta. “Sou contra e já falei isso. Acho uma taxa ultrapassada e que já teve seu tempo”.
João Henrique reconheceu que a taxa existe e é paga à família real, mas pontuou que outros laudêmios como os da Igreja, da Marinha e até de outras famílias também sejam avaliados.
Parte da polêmica em torno da taxa aconteceu após o primo de João Henrique, Betrand de Orleans e Bragança, publicar em uma rede social uma mensagem manifestando seu pesar pela tragédia em Petrópolis. Ele foi criticado por internautas e, embora não receba nenhum valor da taxa, teve o seu nome associado ao laudêmio.









