REINALDO AZEVEDO: “MORO RASGOU A LEI CONTRA LULA E TENTA VENDER SEU ABUSO COMO ERRO”
Para quem não está acompanhado o caso, a Polícia Federal abriu um inquérito, a pedido do Ministério da Justiça de Sérgio Moro, para, com base no artigo 26 da Lei de Segurança Nacional, investigar possível crime de calúnia e difamação que teria sido cometido pelo ex-presidente Lula.
O que disse o ex-presidente de tão grave? Que estamos sendo governados por milicianos que são responsáveis pela morte da ex-vereadora Marielle. A PF, depois de ouvir Lula na semana passada, concluiu que ele não cometeu nenhum crime.
Ao ver que a opinião pública e a comunidade jurídica condenaram a utilização de uma lei da ditadura militar contra Lula, Sérgio Moro apresentou a versão de que não pediu o enquadramento do ex-presidente na LSN e que teria havido “uma confusão” no Ministério da Justiça.
Você acredita? O Reinaldo Azevedo, que já foi fã de Moro e um dos maiores críticos do PT e de Lula, não acreditou. Deu no Brasil 247:
O jornalista Reinaldo Azevedo critica a postura do ministro Sérgio Moro (Justiça) sobre a possibilidade de enquadrar o ex-presidente Lula na Lei de Segurança Nacional – o ex-juiz negou que tenha dado ordens. “Moro tinha plena consciência do que estava em curso e nada fez”, afirma em sua coluna publicada no UOL.
“E o que disse Moro quando o despropósito se tornou público? Esta maravilha: ‘A informação sobre a Lei de Segurança Nacional foi repassada de forma equivocada aos jornalistas, devido a um erro interno do Ministério da Justiça, pelo qual pedimos desculpas'”, reforça o jornalista. “O alvo do pedido de desculpas é que está errado: não é a imprensa, mas Lula”.
De acordo com o jornalista, “Moro quer a Presidência da República”. “Há quem diga que acabará no Supremo. Sua verdadeira vocação já está mais do que revelada: fazer discurso cafona em casamento cafona de gente cafona ao som de um piano cafona. Eis o Moro lírico. Mas também há o épico, que pretende fazer história. Esse é o que corrói as instituições, o Estado de Direito e a democracia”, diz.










