PADRES PRÓ-BOLSONARO DEFENDEM USO DE ARMAS PARA LEGÍTIMA DEFESA
O sujeito da direita é o padre Edivaldo Betioli, em um centro de treinamento de tiros em Atibaia. Deu em O Globo:
Em sua conta pessoal no Twitter o presidente Jair Bolsonaro aproveitou a segunda-feira uma postagem de uma pregação católica para destacar uma de suas principais bandeiras: a defesa das armas de fogo.
Bolsonaro retuitou um vídeo no qual o padre Paulo Ricardo de Azevedo afirma que os católicos têm direito à legítima defesa e, por isso, podem optar pelo uso do armamento.
A mensagem não é isolada no mundo católico. Entre os admiradores de Paulo Ricardo há até mesmo um outro padre que chegou a fazer curso de tiros ao lado de blogueiros que apoiam o presidente Bolsonaro.
Quem é o padre Paulo Ricardo, esse que aparece na foto acima ao lado de seu ídolo? Ele trabalha na Arquidiocese de Cuiabá (tinha que ser!) e, segundo o jornalista Kiko Nogueira, é uma espécie de Silas Malafaia da Igreja Católica. Um resumo do que diz Kiko:
Calvo, sem tirar a batina nem para ir à praia, a cara do Salaminho da dupla com Mortadelo, menos histérico e mais culto que Malafaia — o que não quer dizer muita coisa, convenhamos –, seguidor de Olavo de Carvalho, Paulo Ricardo daria orgulho a Torquemada pelo reacionarismo e pela pregação paranoica anticomunista e antipetista a que submete seu rebanho.
O papa é absolutamente ausente da vida do padre. A agenda de Francisco pelos pobres e seu combate à desigualdade são solenemente ignorados. A luta do padre Paulo Ricardo é para ficar famoso na web destruindo o demônio vermelho e denunciando o que chama de “imbecilização” do Brasil.
No mundo em que ele vive, aproximadamente no século XV, já teria excomungado e queimado na fogueira o Francisco, aquele velhote comunista argentino safado. Paulo Ricardo é um lembrete importante de que os nossos evangélicos de estimação não detêm o monopólio do arquiconservadorismo do Senhor.









