DEPUTADO QUE PROMETEU INCLUIR JALES ENTRE OS “MUNICÍPIOS DE INTERESSE TURÍSTICO” ENVOLVIDO EM MUTRETA
Lembram-se do ex-secretário estadual de Turismo, Laércio Benko? Ele esteve aqui em Jales em junho do ano passado, onde foi recebido por políticos locais, incluindo o prefeito Flá Prandi, o vice-prefeito Garça e o vereador Zanetoni.
Naquela oportunidade, depois de um goles a mais, Benko prometeu incluir Jales no projeto que transformaria alguns municípios paulistas em “Município de Interesse Turístico”. Infelizmente, não deu tempo dele cumprir a promessa. Três meses depois, o secretário foi substituído pelo filho de uma deputada tucana.
Pois bem, nesta segunda-feira o Estadão está noticiando uma mutreta, na qual Benko estaria envolvido. Eis parte da notícia:
As palavras ‘ALUGUEL CASA MÃE CLÉLIA’ preenchem uma das colunas de planilha de supostos desvios na Assembleia Legislativa de São Paulo. O documento está de posse do Ministério Público Estadual, que investiga a deputada Clélia Gomes (PHS) por supostamente tomar parte dos vencimentos de seus funcionários de confiança.
Ao Estado, dois ex-servidores e um servidor da Casa afirmaram que devolviam valores à deputada no quinto dia útil de cada mês. Eles afirmam que o dinheiro também era repassado ao ex-vereador Laércio Benko, que é presidente do PHS em São Paulo.
Segundo os depoimentos, Clélia também abriga funcionários fantasmas que, na verdade, trabalham em escritório pessoal de Benko.
Entre março de 2015 e novembro de 2017, os desvios somam R$ 1,6 milhão, de acordo com o depoimento de uma ex-funcionária ao Ministério Público.
Uma das colunas da planilha é somente destinada aos repasses do ‘pessoal do Benko’, segundo narram testemunhas. Outra mostra repasses a pessoas indicadas por Clélia, afirmam. A deputada tomaria R$ 10 mil por mês para si, como contaram os ex-servidores.
“O aluguel [da residência da mãe da deputada] tinha na minha planilha, eu pagava. Fazia um depósito na conta do dono da casa”, afirma um ex-servidor que diz ter desempenhado o papel de arrecadador dos esquemas e não quis se identificar. Ele ainda diz que os funcionários fantasmas eram obrigados a devolver remuneração referente às férias correspondente ao acréscimo de um terço nos salários.










