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CAMPANHA DE VACINAÇÃO EM JALES IRONIZA GURU DE BOLSONARO

Da coluna Enfoque, no jornal A Tribuna:

Os seguidores de Olavo de Carvalho – o guru do presidente Jair Bolsonaro – em Jales não devem ter notado, ou já estariam protestando nas redes sociais. A campanha de vacinação promovida pela Prefeitura de Jales ironiza uma das teses malucas de Olavo, a de que a terra não é redonda. A peça publicitária da Prefeitura diz que “a terra não é plana e vacina não faz mal”.

Das duas, uma: ou não temos terraplanistas em Jales ou os olavistas locais não perceberam a fina ironia da campanha. Fora daqui, houve quem notasse. No facebook, uma ex-moradora de Jales – provavelmente anti-olavista ou anti-bolsonarista – publicou uma imagem da campanha e registrou: “orgulho da minha cidade”.

Obs.: Se a ex-moradora – por sinal, minha amiga – soubesse o tanto de bolsominions que habitam nossa modesta urbe, não ficaria tão orgulhosa assim. Alguns desses bolsominions são frequentadores do blog. Um deles, que se apresenta com o pseudônimo de “Bigode Grosso”, costuma vomitar sua ignorância aqui neste espaço.

E como convém a todo bolsominion legítimo, o tal “Bigode Grosso“, além de imbecil e mal informado, usa o anonimato para agredir e caluniar. Ignorante, ainda se atreve a reclamar do bloqueio de seus comentários. Tem razão aqueles que dizem que a ignorância é atrevida.

ELES QUEREM VOLTAR

Alguns velhos conhecidos dos eleitores jalesenses deverão ter suas fotos nas urnas eletrônicas novamente, nas eleições marcadas para o dia 04 de outubro. É o caso dos quatro personagens da foto acima.

Rivail Rodrigues Júnior, que perdeu sua reeleição em 2016 por minguados três votos, levantou voo do PSB e pousou no PRB, partido que, segundo informações de bastidores, estaria montando um escrete de candidatos a vereador. Rivail terá que, provavelmente, enfrentar uma concorrência familiar: a do seu tio Rivelino Rodrigues.

Gilbertão – que, em 2016, jurou não se candidatar a mais nada – está prometendo abandonar a aposentadoria e disputar uma cadeira de vereador nestas eleições. Ex-filiado ao DEM, Gilbertão ainda não sabe por qual partido será candidato, mas garantiu a este blogueiro que não será pelo PSDB, partido do pré-candidato Luiz Henrique Moreira, que ele está apoiando.

A ex-petista Pérola Cardoso parecia ter desistido da política, depois de dois mandatos na Câmara. Aparentemente, no entanto, ela desistiu de desistir e tentará resgatar a cadeira de vereadora que ocupou de 2009 a 2016. Pérola, como se sabe, deixou o PT e está sendo apresentada como um dos reforços do PSDB para as eleições deste ano.

E o ex-vereador Jesus Martins Batista, atualmente na assessoria do deputado Fausto Pinato(PP), é outro que terá nome e foto nas urnas eletrônicas em outubro. Em 2016, Jesus, ainda no DEM do prefeito Flá, teve mais votos que os eleitos Macetão e Tiago Abra, mas, por conta de sua coligação acabou não se elegendo. Neste ano, ele concorrerá pelo PP.    

Rivail, Gilbertão, Pérola e Jesus não são os únicos veteranos de guerra que irão para o front em outubro. Rivelino Rodrigues, vereador por três mandatos, e Clóvis Viola, ex-vereador e ex-vice-prefeito, já deram certeza de que seus nomes estarão nas urnas novamente. Eles só não sabem ainda a qual cargo irão concorrer: prefeito, vice ou, em último caso, vereador.

Rivelino estava filiado ao MDB, mas deixou o partido e ainda não escolheu seu futuro ninho. Já o Clóvis Viola, depois de alguns anos no PPS, está de volta ao MDB, partido pelo qual foi eleito vereador em 2000.

Por fim, a disputa para a Câmara poderá ter, também, a participação do ex-vereador Jediel Zacarias. Em conversa com este blogueiro, Jediel disse que, se dependesse apenas de sua vontade, seria candidato com certeza, mas ele ainda terá que vencer a resistência da família, que não quer vê-lo na política novamente.

Ele deixou claro que, se for candidato, não será pelo MDB, partido que presidiu até há algumas semanas. Apesar de ressaltar o respeito que tem pelo vice-prefeito Garça, seu “padrinho político”, Jediel não concorda com o apoio do MDB à reeleição de Flá.

DIOCESE DE ASSIS SUSPENDEU PADRE QUE ABENÇOOU UNIÃO DE HOMOSSEXUAIS

Do blogueiro Paulopes:

A Diocese de Assis (SP) decretou a suspensão “ad cautelam” (por cautela) do padre Vicente Paula Gomes por ele ter abençoado um casal gay, formado por Luiz Carlos dos Santos e Claudinei Batista de Almeida.

O bispo de Assis, dom Argemiro de Azevedo, considerou “as acusações” ao padre como grave, porque, segundo ele, o direito canônico proíbe esse tipo de benção.

Padre Gomes deu as bençãos aos homossexuais em dezembro de 2019. Fotos e vídeos que circulam na internet registram o momento.

A Luiz e Claudinei,o padre disse: “Não posso dar esse sacramento [do casamento], mas derramo sobre vocês a bênção para que tenham os deveres de companheiros até o fim de suas vidas e não se esqueçam que Deus abençoa o amor de vocês”.

A suspensão do padre Gomes é um pequeno exemplo entre outros, de maiores proporções, da dificuldade da Igreja Católica em se tornar uma religião contemporânea e, por isso, ela tende a continuar a perder fiéis nas próximas décadas, até virar um capítulo a história da humanidade.

A cerimônia foi realizada em um clube de Assis. O caso – com direito a vídeo das bençãos e cópia do decreto de suspensão – foi divulgado também por um site italiano especializado nas coisas da Igreja Católica. Veja aqui.

DOIS HOMENS QUE TRABALHAVAM NA COOPERSOL MORREM DO CORAÇÃO NA MESMA MANHÃ

Matéria do jornalista Luiz Ramires para o Jornal de Jales trouxe mais detalhes sobre o caso dos dois trabalhadores da Coopersol que faleceram na segunda-feira, 06, vítimas de problemas cardíacos. Eis a matéria:

Um caso inédito impactou os trabalhadores da Coopersol, na manhã da última segunda-feira, dia seis de janeiro. Dois homens que trabalhavam no local morreram de ataque cardíaco. 

Segundo informações de funcionários da cooperativa, João Donizete, de 62 ia começar mais um dia como motorista quando passou a sentir dores no peito e foi socorrido pelo seu companheiro Mário Henrique, de 52 anos, recém-chegado de Votuporanga que começaria a trabalhar naquele dia, com mais três contratados, mas também morreu pouco depois.

PRIMEIRO CASO

Dorival Zara, Juceli Nascimento Cardoso e Alexandre Leite Ramires que estavam trabalhando por volta das 7h30 da manhã, disseram ao Jornal de Jales que João começou a passar mal e andou até uma árvore, onde permaneceu sentado em uma cadeira, com ânsia de vômito e dizendo que estava com muita dor no peito. 

O Corpo de Bombeiros foi acionado e os policiais que atenderam, segundo os funcionários, realizaram os procedimentos emergenciais para tentar salvá-lo e o conduziram para a UPA onde veio a falecer.

SEGUNDO CASO

Já por volta das 11 horas, Mário Henrique que estava em seu primeiro dia de trabalho se sentiu mal e sentou no mesmo local. Os funcionários disseram que rapidamente ele ficou em estado crítico e os bombeiros foram mais uma vez acionados e por já estar desacordado, foi conduzido direto para a Santa Casa, mas não resistiu e também acabou morrendo.

A administradora da Coopersol, Paula Bueno confirmou as informações e afirmou que quando chegou para trabalhar, João já tinha sido levado e depois acompanhou a situação de Mário até ele ser transportado para o hospital. 

Paula disse que João era motorista da Coopersol há cerca de sete meses e Mário iria iniciar o seu primeiro dia de trabalho como ajudante. Os funcionários que conversaram com a reportagem do Jornal de Jales disseram que os dois afirmavam ter problemas cardíacos. João teria dito que estava com uma cirurgia marcada para fevereiro e Mário afirmou ter depressão por ver o pai e a mãe morrer em seus braços.

FRASE

“Não sei se Bolsonaro tentou fazer uma brincadeira. Talvez não, porque o humor e a ironia não são seus pontos fortes e são recursos de linguagem que exigem bastante do cérebro. Seu histórico é mesmo de agressões”.

(Da jornalista econômica Miriam Leitão, sobre os ataques do presidente Bolsonaro aos jornalistas, que, segundo o presidente, é uma “raça em extinção”).

JORNAL DE JALES: BISPO QUER MAIOR PARTICIPAÇÃO DOS CATÓLICOS NAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DESTE ANO

Eis a capa do Jornal de Jales deste domingo, cuja principal manchete destaca a ganhadora do prêmio de R$ 1 milhão do Saúde Cap, a serventuária do 2º Cartório de Notas, Nicinha Saura. Em entrevista, ela disse que ainda não sabe o que vai fazer com o dinheiro, mas já tem certeza de que irá doar parte dele (10%) para as entidades sociais de Jales. Nicinha contou que sempre compra as cartelas de um vendedor que vai até o Cartório todas as semanas, mas, dessa vez, ela estava muito ocupada e quem escolheu o número do bilhete foi sua colega de trabalho Norma. Ela contou, também, que a primeira pessoa que ligou para dar a boa notícia foi uma prima, mas, em princípio, ela achou que se tratava de um trote. Ela só acreditou quando recebeu ligações de outros familiares e amigos e do próprio Saúde Cap.

O jornal está destacando, também, a informação passada pelo delegado Marcos Negrelli, da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes, dando conta de que uma nova droga conhecida como MD, consumida por jovens com maior poder aquisitivo, já chegou a Jales. Segundo a notícia, a MD, também conhecida por “Michael Douglas”, “Madonna” ou “Molly”, é uma das drogas mais perigosas produzidas em laboratório e vem sendo consumida há cerca de 10 anos em baladas, shows, raves e festas de faculdades em vários pontos do país.

O caso dos dois funcionários da Coopersol que faleceram no mesmo dia, enquanto trabalhavam, vítimas de problemas cardíacos; o caso do jovem de 16 anos que se suicidou na manhã de quarta-feira, 08; as expectativas de alguns empresários jalesenses com relação a 2020; a posse do novo dirigente regional de ensino, Geraldo Niza da Silva; a emenda parlamentar de R$ 500 mil que o deputado federal Geninho Zuliani, aliado do prefeito Flá Prandi, está destinando para a Santa Casa; e a palavra do pré-candidato a prefeito, Luiz Henrique Moreira, garantindo que desta vez Jales não terá candidatura única, são outros assuntos do JJ.

Na coluna Fique Sabendo, o jornalista Deonel Rosa Júnior comenta que o bispo diocesano dom Reginaldo Andrietta surpreendeu os fiéis presentes à missa do domingo que antecedeu o Natal. Durante a homilia, o bispo pregou abertamente a participação dos católicos nas eleições municipais deste ano. Na opinião do bispo, é preciso que os católicos participem mais ativamente das eleições até como forma de garantir que, depois de eleitos, possam influir na implementação de políticas públicas que sejam do interesse da maioria, especialmente no campo social.

NEY MATOGROSSO – “O QUE É QUE A BAIANA TEM”

Recém-chegado ao Rio de Janeiro, o baiano Dorival Caymmi percorria as rádios cariocas, no segundo semestre de 1938, para mostrar suas músicas, em busca do sucesso. E o sucesso chegou até antes do esperado.

Naquele mesmo ano, um americano radicado no Brasil preparava um filme musical chamado “Banana da Terra”, que mostraria alguns artistas brasileiros. Um deles era a Carmem Miranda, que cantaria duas músicas de Ary Barroso: “Na Baixa do Sapateiro” e “Boneca de Piche”.

Ocorre que, depois de tudo acertado e com filme já em andamento, Ary Barroso cismou que tinha vendido muito barato os direitos autorais de suas músicas e passou a exigir o dobro do que havia sido combinado.

O produtor americano não gostou das exigências de Barroso e determinou que fossem providenciadas outras duas músicas para Carmem cantar. Foi aí que entrou em cena o quase desconhecido Dorival Caymmi.

Uma pessoa ligada ao filme ouviu Dorival cantando “O Que é Que a Baiana Tem” na rádio Tupi e sugeriu a canção como substituta de “Na Baixa do Sapateiro”. Com o lançamento do filme, o sucesso da música de Caymmi, cantada por Carmem Miranda, foi imediato.

Segundo Caymmi, a música causou tamanho burburinho na imprensa que as edições de domingo dos jornais entraram na onda de debater o que seria o tal “balangandã”, citado no trecho “quem não tem balangandãs não vai ao Bonfim”.

Em entrevista de 1943, Dorival contou que “O Que é Que a Baiana Tem” foi inspirada “naquelas mulheres que se vestiam ao rigor da moda e saíam à rua para saracotear nos dias de festa”.

No vídeo, quem canta “O Que é Que a Baiana Tem” é o Ney Matogrosso:

JUIZ DIZ QUE “BOSTA” PODE SER ELOGIO E ABSOLVE HOMEM QUE XINGOU GUARDA MUNICIPAL

Reparando bem, parece que esse juiz fez “merda”. Deu no blog do Fausto Macedo, no Estadão:

O juiz Caio Márcio de Brito, da 1ª Vara do Juizado Especial Cível e Criminal de Dourados (MS), absolveu um homem que xingou guardas municipais alegando que “ser chamado de bosta, dependendo da conotação, pode ser até um elogio”. Em sua decisão, o magistrado questionou a regularidade da autuação e ressaltou que a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual possui “muita relevância para tão pouca coisa”.

Segundo a denúncia apresentada pelo MP em outubro de 2019, o denunciado teria resistido a ser autuado por irregularidades na condução de moto e ao reagir teria chamado os guardas municipais de “bosta”. O homem alegou ter ficado “nervoso” com a apreensão do veículo.

“Sob o entendimento deste magistrado, não só não existiriam provas aptas a condenar o acusado pelo delito de resistência, como ficou demonstrado, pelo depoimento dos policiais, que não houve resistência na abordagem”, ressaltou o magistrado em sua decisão.

Sobre o fato do motociclista ter chamado os guardas de ‘bosta’, o magistrado disse que “ser chamado de ‘bosta’, dependendo da conotação, pode até ser um elogio, sim, porque ‘bosta’ pode ser visto como fertilizante, portanto, algo positivo. Pode ser visto como um objeto ou até um avião, quando se diz: esta ‘bosta’ voa? Ou utilizado de forma coloquial, quando se diz, a vida está uma ‘bosta’”.

A TRIBUNA: NOVA REGRA ELEITORAL QUE PROÍBE COLIGAÇÕES VAI TIRAR ALGUNS PARTIDOS DA DISPUTA PARA VEREADOR EM JALES

No jornal A Tribuna deste final de semana, o principal destaque é a movimentação política provocada pelas novas regras eleitorais. Uma das novidades da nova legislação – o fim das coligações entre partidos para a disputa das vagas de vereadores – deverá deixar de fora das disputas alguns partidos tradicionais, como o PTB da  ex-prefeita Nice Mistilides e o PPS, que, na eleição de 2016, elegeu o vereador Deley. Outra consequência das novas regras é o troca-troca de partidos: muitos dos que pretendem se candidatar a vereador estão indo para os partidos que, com certeza, estarão concorrendo com uma chapa completa de candidatos a vereador. Os atuais vereadores só poderão mudar de partido durante a “janela partidária”, de 04 de março a 04 de abril.

Ainda na seara política, o jornal traz matéria sobre alguns ex-vereadores que pretendem voltar à Câmara de Jales em 2021. Rivelino Rodrigues, que não disputou as duas últimas eleições, é um deles. Terá a concorrência de seu sobrinho Rivail Rodrigues Júnior(PRB), que também tentará uma volta. Gilbertão, que chegou a transferir seu título para Aparecida do Taboado, é outro que estará nas urnas eletrônicas, assim como Jediel Zacarias, Clóvis Viola(MDB), Jesus Martins Batista(PP) e Pérola Cardoso(PSDB). Rivelino, Gilbertão e Jediel ainda não definiram por qual partido se candidatarão.

O que a serventuária do Cartório do Garça, a Nicinha, que faturou o prêmio de R$ 1 milhão do Saúde Cap, pretende fazer com o dinheiro; as estatística do Cartório do Registro Civil de Jales, com os casamentos, nascimentos e falecimentos ocorridos em 2019; o resumo das prisões e apreensões realizadas pela Polícia Militar em dezembro; o temporal que voltou a alagar algumas ruas e avenidas de Jales; o novo dirigente regional de ensino, que assumiu o cargo na quarta-feira, 08; e as críticas do Conselho Municipal de Saúde às reformas do prédio da Câmara, que custarão R$ 263,6 mil, são outros assuntos de A Tribuna.

Na coluna Enfoque, a informação de que – segundo fontes ligadas ao prefeito Flá Prandi e ao seu provável adversário, Luiz Henrique Moreira – o ex-vereador Rivelino Rodrigues vem apresentando boa performance nos levantamentos feitos pelos dois lados para medir o humor dos eleitores jalesenses. Rivelino, que está sem partido, poderá aparecer como vice em uma das chapas concorrentes. Na página de opinião, o blogueiro Hélio Consolaro escreve sobre os nomes que os pais estão escolhendo para batizar seus filhos. E no caderno social, destaque para a inauguração da loja de conveniência do Posto Alvorada e para a coluna do Douglas Zílio.

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