Categoria: Política

MAURINHO ENFERMEIRO VAI PARA O PT

Notícias extra-oficiais dão conta de que o ex-vereador Mauro Hélio Lopes, o Maurinho Enfermeiro, que já foi do PSDB e, ultimamente, jogava no time do PTB, estaria se mudando de mala e cuia para o PT. A mudança de Maurinho para o PT atende a um pedido do premiado estadista, Humberto Parini.

As boas relações entre Maurinho e Parini já vem de longo tempo e ficaram mais estreitas quando, no final de 2008, o então vereador pelo PSDB, não tendo sido reeleito, aproveitou seus últimos momentos na Câmara para votar a favor do aumento do IPTU, reajustado logo após a reeleição de Parini.

Para o prefeito, o reajuste do IPTU – ou a alteração na Planta Genérica da cidade, como queiram – proporcionou um incremento de mais de R$ 2 milhões anuais, na arrecadação do imposto. Para Maurinho, o voto favorável proporcionou um emprego no Pronto-Socorro, através do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região de Jales – Consirj, do qual Parini é o presidente.

CLÓVIS VIOLA GARANTE QUE É CANDIDATO À SUCESSÃO DE PARINI

Ontem, pela manhã, encontrei o vice-prefeito Clóvis Viola em uma padaria da cidade. Ele me garantiu que será, sim senhor, candidato à sucessão do prefeito Humberto Parini. “Apesar de algumas pessoas andar falando por aí que eu não serei candidato, posso afiançar que vou prá disputa com a certeza de que sou o candidato natural à sucessão do Parini”, disse o vice.

Segundo Clóvis, nos próximos dias o PPS deverá fazer uma reunião para definir algumas posições. O vice-prefeito já está consciente, no entanto, de que não terá o apoio do PT  e do premiado estadista, o que, de certa forma, conta pontos em favor dele.

E, por falar em Clóvis, nos tempos em que eu trabalhava na Prefeitura o pessoal da assessoria de imprensa me dizia que o setor recebia ordens – via primeira-ministra Marli Mastelari – para não citar o nome do vice-prefeito nas matérias enviadas aos jornais locais. O tempo passou, mudou o pessoal da assessoria, mas o boicote continua: na semana passada, duas matérias da assessoria de imprensa onde Clóvis aparecia na foto – uma delas a respeito da dengue – não citavam o nome do vice-prefeito. Não demora e vão começar a apagá-lo das fotos. 

JOSÉ SHIMOMURA QUER SER CANDIDATO A VEREADOR

O indefectível José Shimomura, o secretário preferido da primeira-dama, estaria prestes a assinar sua ficha de filiação ao PMDB para, segundo os bem informados, disputar uma vaga na Câmara Municipal. Há, porém, um problema: parece que os peemedebistas até estariam dispostos a aceitar a filiação de Shimomura, mas a candidatura dele à vereança é outra história e já teria sido vetada pela cúpula do PMDB local. “Filiação, vá lá; legenda, nem pensar”, teriam gritado alguns manda-brasas.

Mas, como em política nada é definitivo, não está totalmente descartada a possibilidade de Shimomura ser candidato. Principalmente, depois da festa de aniversário que ele ofereceu na sexta-feira passada, 16, na sede da Associação dos Servidores Públicos Municipais. Algumas pessoas que estiveram por lá ficaram agradavelmente surpreendidas com a quantidade de comensais e o tamanho da fila de cumprimentos. Segundo  um amigo deste aprendiz de blogueiro, era tanta gente querendo cumprimentar Shimomura, que os organizadores do regabofes tiveram até que distribuir senhas.

Caso consiga ser candidato a vereador, não será a primeira vez que Shimomura estará concorrendo a uma das cadeiras da Câmara. Em 1992, quando Esmarlei Melfi foi candidata a prefeita, Shimomura era o principal nome do PT entre os candidatos a vereador. Ligado à Igreja Católica, ele já era dado como eleito, mas sua quase eleição foi para o vinagre depois que um outro candidato a vereador do PCdoB, parceiro do PT naquela campanha, deu uma entrevista à Rádio Assunção.

A entrevista, realizada pelo repórter Artur Filho, foi ao ar a uma semana das eleições e teve Shimomura como principal alvo do entrevistado maluco. O sujeito queria receber um aparelho telefônico que ele havia ganhado em uma rifa do PT. E, como a Rádio Assunção era ouvida por muitos católicos, adivinhem o que aconteceu…

Além disso, um outro fator atrapalhou Shimomura, naquela ocasião. Ele era funcionário do Banco do Brasil e alguns colegas de trabalho – ainda acostumados aos resquícios maléficos da ditadura – fizeram campanha contra sua candidatura. Naquele época, não era fácil ser funcionário do Banco do Brasil e petista. O próprio Shimomura chegou a sofrer algumas perseguições e a sua candidatura, em 1992, não se pode negar, foi um ato de coragem.    

DEPUTADO ACUSA “VENDA” DE EMENDAS

Não posso dizer muita coisa, pois teria que provar, mas o que o deputado está dizendo não é novidade e, com certeza, não acontece apenas na Assembléia Legislativa de São Paulo. Não são todos os parlamentares que fazem isso, é claro. É uma minoria, mas todos eles – os que fazem e os que não fazem – vão negar esse tipo de negociata. Agora, dizer que nunca ouviu falar, aí também já é muita hipocrisia. Vamos à notícia do Diárioweb:

A Procuradoria Geral de Justiça do Estado vai abrir inquérito para apurar as declarações do deputado estadual Roque Barbieri (PTB), indicando um esquema de “venda” de emendas parlamentares na Assembleia Legislativa. O petebista afirmou que até “30%” dos 94 deputados estaduais negociam a liberação de emendas do orçamento e fazem lobby de construtoras junto a administrações municipais.

Cada deputado estadual faz indicações para a transferência de R$ 2 milhões em emendas. As indicações socorrem instituições filantrópicas e são usadas por prefeituras para a execução de obras. Em trechos de uma entrevista publicada no jornal “Folha da Região”, de Araçatuba, Barbieri afirmou que na Assembleia “tem um belo grupo que vive e sobrevive e enriquece fazendo isso (vendendo emendas).” Indagado se já havia participado desse tipo de negociação, o deputado do PTB respondeu: “Nunca”.

Barbieri não quis citar os nomes de deputados que participam do esquema. “Não vou ser dedo-duro”, declarou na entrevista. Em seguida ele reafirmou a existência da irregularidade. “Mas existe, existe do meu lado, existe vizinho, vejo acontecer”, disse ainda o deputado estadual petebista, que classificou o esquema como “maracutaia.”

O vereador Ermenegildo Nava (PSC), de Araçatuba, encaminhou os trechos da entrevista ao procurador-geral de Justiça, Fernando Grella Vieira, pedindo que fosse aberto inquérito para apurar as declarações de Barbieri. O caso será conduzido pelo promotor Caros Cardoso.

A notícia completa do Diarioweb, inclusive com depoimentos de deputados da nossa região, pode ser lida aqui

SINDICATO NÃO GOSTOU DA ATUAÇÃO DE CLAUDIR ARANDA

Sobraram críticas ao presidente da Câmara, Claudir Aranda, na reunião de hoje programada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais para discutir os projetos de leis que instituem os Estatutos, Planos de Carreira e Remuneração dos Profissionais do Magistério e dos Servidores da Educação Básica Municipal.

Ausente no início da reunião, Claudir foi duramente criticado pelo presidente do Sindicato, José Luiz Francisco, que considerou “desagradável” o fato de o vereador ter se empenhado para que os projetos fossem aprovados às pressas, depois de ter se  comprometido, em uma reunião anterior, a formar um grupo de estudos – com a participação de servidores – para analisar as polêmicas proposituras.

Claudir apareceu já ao final da reunião e as críticas foram repetidas a fim de que ele pudesse dar a sua versão. Mas parece que os servidores, principalmente da Saúde e do Almoxarifado, não ficaram muito satisfeitos com as explicações de Claudir.

O presidente do Sindicato, José Luiz, deixou transparecer que os projetos de lei beneficiam apenas parte dos servidores da Educação, enquanto outros – como é o caso dos inspetores de alunos – são timidamente contemplados. Ele disse ainda que secretária Élida Barison não tinha completa noção do impacto financeiro que os projetos causariam à folha de pagamento da Prefeitura. “A secretária Élida ficou assustada quando tomou conhecimento do impacto”, disse José Luiz.

Os detalhes da reunião e do que está acontecendo com os projetos vão estar na edição de domingo, do jornal A Tribuna.

RIVELINO NEGOCIA COM PMDB PARA SER VICE

Consta que o vereador Rivelino Rodrigues(PPS) estaria negociando sua transferência para o PMDB, mas não para se candidatar mais uma vez à Câmara. A idéia é tentar viabilizar Rivelino como candidato a vice, numa eventual coligação do PMDB com outro partido, que pode ser inclusive o PT. Isso, é claro, se o Garça resolver não ser mesmo candidato.

Rivelino teria um compromisso moral com a família de não mais se candidatar a vereador e abrir espaço para a candidatura do seu sobrinho Rivail Rodrigues Júnior. Aliás, andando pela cidade, um dia desses, pude observar um carro com adesivo onde a palavra – ou o nome – RIVAIL aparecia com destaque. Pelo jeito, o rapaz está animado.

Falando em mudanças, parece que o presidente da Câmara, Claudir Aranda(PDT) andou se oferecendo também ao PMDB, mas a cúpula peemedebista não parece disposta a aceitá-lo e criar uma encrenca com outros prováveis candidatos a vereador pelo partido. O PMDB deve apostar suas fichas em Osmar Rezende, Wilson Flumenal e Jediel Zacarias. E tudo indica que Jediel – depois de três anos e meio entregando cestas básicas na Promoção Social – deva ser o puxador de votos. 

JUSTIÇA FEDERAL CONDENA EX-DEPUTADO VADÃO GOMES A RESTITUIR R$ 523 MIL POR ESCÂNDALO DENACOOP

O “Escândalo Denacoop”, que teve o ex-deputado Vadão Gomes e o “contador” Jonas Martins Arruda como personagens centrais, gerou vários processos em nossa região. A história toda começou em 1994 e o esquema teria desviado mais de R$ 10 milhões do Ministério da Agricultura. Em dezembro de 1996, a revista IstoÉ publicou a matéria “Cooperativa da Corrupção”, com quatro páginas sobre o assunto, onde Jales apareceu com razoável destaque.

Curiosamente, todas as revistas IstoÉ daquela semana “sumiram” das bancas de jornais da região de São José do Rio Preto, compradas por alguém com muito dinheiro. Por um acaso, este aprendiz de blogueiro era assinante da revista. Providenciei, então, uma centena de cópias da matéria que o saudoso comunista Antonio Alves Canuto incumbiu-se de distribuir pela cidade. Um advogado de Jales,  provavelmente acionado por alguns poderosos locais, ainda chegou a interpelar o seo Canuto, mas não conseguiu impedir a distribuição das cópias da matéria da IstoÉ.

Anos depois, fui chamado a prestar depoimento na Polícia Federal, pois, como tesoureiro do Banco do Brasil, paguei alguns cheques de uma cooperativa de Jales, também envolvida no caso. Felizmente, fui chamado apenas como testemunha. Faço essa pequena introdução, para dizer que, quase 15 anos depois do escândalo, começam a surgir algumas condenações. Pelo menos, é o que indica a notícia do site Ethos on Line, abaixo reproduzida:

O ex-deputado federal Etivaldo Vadão Gomes e o então presidente da Associação dos Produtores Rurais de Meridiano, Antônio Silva, foram condenados pela Justiça Federal de Jales a devolver aos cofres públicos R$ 523.439,97, em valores atualizados, por participarem de um esquema de desvio de verbas públicas que ficou conhecido como “Escândalo no Denacoop”, em meados dos anos 90. O desvio foi denunciado pelo Ministério Público Federal através de ações civis públicas.

Na mesma ação também foi condenado Jonas Martins de Arruda, assessor do ex-deputado e mentor do projeto que permitiu o desvio de verbas. Além de ser solidariamente responsável, junto com os outros réus, a devolver o valor desviado, ele foi multado em três vezes o valor que recebeu a título de honorários por elaborar o projeto.

De acordo com o procurador da República Thiago Lacerda Nobre, o “escândalo do Denacoop” levou o Ministério Público Federal a investigar 42 convênios celebrados entre o Departamento Nacional de Cooperativismo e Associativismo Rural (Denacoop), órgão ligado ao Ministério da Agricultura, e entidades e sindicatos da região noroeste do estado de São Paulo. As investigações revelaram a existência de uma quadrilha especializada no desvio de recursos públicos. Entre 1994 e 1996 foram liberados para a região aproximadamente R$ 3 milhões em verbas federais. 

A matéria completa do Ethos on Line pode ser lida aqui.

DEU NA FOLHA NOROESTE: CLAUDIR ARANDA E RIVELINO RODRIGUES QUEREM TROCAR DE PARTIDO

Segundo informa a coluna Folhageral, do jornal Folha Noroeste, edição deste sábado, os vereadores Claudir Aranda(PDT) e Rivelino Rodrigues(PPS) estariam cogitando a possibilidade de trocar de partido. O motivo, ainda segundo o jornal, seria o processo de lipoaspiração experimentado pelos dois partidos que, nos últimos anos, perderam alguns puxadores de votos. 

Os boatos que correm – e agora já é este aprendiz de blogueiro quem está dizendo – dão conta de que Claudir estaria em negociação com o PSDB, mas a cúpula tucana teme que a chegada dele possa causar algum ciúme em outros pré-candidatos a vereador. 

No caso de Rivelino a preocupação não deve ser com a falta de puxadores de votos. Nas três eleições passadas, ele esteve coligado com o PT e os votos em candidatos petistas ajudaram a elegê-lo. O problema, dessa vez, é que o PT estadual está vetando coligações com o PPS e, além disso, pode ser que o estremecimento entre o prefeito Parini e o vice Clóvis Viola acabe prejudicando, em nível local, a relação entre os dois partidos que, em nível nacional, já está bastante desgastada.    

MPF NOTIFICA PREFEITURA DE FERNANDÓPOLIS E DÁ PRAZO PARA REPASSE DE VERBA

Parece que a situação lá em Fernandópolis não está muito boa para o prefeito Luiz Vilar(DEM). Na semana passada, foram protocoladas duas denúncias na Câmara, envolvendo inclusive suspeitas de falcatruas em licitações. E agora, aparecem outras novidades. Vamos à notícia do portal Região Noroeste:

O MPF (Ministério Público Federal) em Jales notificou a Prefeitura de Fernandópolis e deu prazo de cinco dias para que seja feito o repasse de recursos destinados a AVCC.

O documento assinado pelo procurador Thiago Nobre intima o repasse dos valores atrasados referentes a recursos oriundos de verba federal e a uma subvenção da Sabesp prevista em contrato.

Nobre tomou iniciativa depois de receber ofício resposta da diretoria da AVCC de Fernandópolis onde o presidente da entidade, Adenilton Fernandes, informou os valores dos recursos que deveriam ter entrado no caixa depois de um acordo firmado com administração municipal. 

CLAUDIR ARANDA CONSTRANGE VEREADORES DA COMISSÃO DE JUSTIÇA

Uma ação no mínimo desleal do presidente da Câmara, Claudir Aranda, estaria causando constrangimentos e até aborrecimentos aos vereadores que compõem a Comissão de Justiça e Redação e também a outros vereadores. Encarregada de analisar os projetos que criam os novos estatutos e planos de carreiras dos servidores e dos profissionais do magistério da Secretaria de Educação, a Comissão – formada pelos vereadores Tatinha, Rivelino e Nishimoto – vem sendo pressionada a apressar seu trabalho.

Não bastasse a pressão, que inclui até a entrega de abaixo-assinado, Claudir Aranda cuidou de colocar mais lenha na fogueira: dia desses, ele reuniu alguns funcionários da Educação para dizer que os vereadores da Comissão estariam “segurando” o projeto. E, para confirmar suas palavras, ligou a um servidor da Câmara e, sem que o funcionário soubesse, deixou o telefone no viva-voz para que o pessoal da Educação ouvisse a conversa. O servidor, é claro, confirmou que o projeto estava com a Comissão, até porque era lá que ele tinha que estar mesmo.

Um detalhe: em todas as matérias que envolvem o funcionalismo, os vereadores da Comissão de Justiça costumam ouvir as partes envolvidas e o Sindicato dos Servidores Públicos. Desta vez, não está sendo diferente e Claudir sabe disso. Mas, na ânsia de fazer média, toma atitudes que atropelam o andamento natural das coisas.        

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