REVISTA RELATA DRAMA DOS FILHOS DE DONA CIDA, MORADORA DE URÂNIA QUE MORREU DE COVID

A reportagem repercutida pela revista Seleções é bem extensa, de modo que estou reproduzindo, abaixo, apenas a parte que trata da morte da mãe do policial federal David Menezes, que trabalha na Delegacia da PF aqui de Jales:

Post Scriptum: A reportagem, que eu, equivocadamente, creditei à revista Seleções, é na verdade da Folha de S.Paulo, e foi escrita pelo jornalista EMÍLIO SANT’ANNA.

Às 5h da manhã, David e Dierlis precisaram ligar as lanternas de seus celulares. O corpo da mãe, em um caixão lacrado, tinha que ser enterrado. Não havia luz.

Apenas os dois foram autorizados a acompanhar o sepultamento de Aparecida Rodrigues Meneses, 78, no cemitério de Urânia, interior de São Paulo. Era 7 de junho, e uma agonia de 15 dias terminava para outra começar, sem final em vista para os irmãos.

“Era como se estivéssemos fazendo alguma coisa errada. Enterrar correndo, de madrugada, com a luz do celular, sem poder nem ver minha mãe. É muito cruel”, diz o policial federal David Meneses, 43.

Assim, no escuro, Cida entrou em uma contabilidade trágica que, no sábado (8), cruzou uma barreira tão triste quanto colossal: segundo registros oficiais, pelo menos 100 mil pessoas morreram no Brasil por causa da pandemia do novo coronavírus. O número pode ser maior, pois há indícios de subnotificação.

Apenas 5% dos 5.570 municípios brasileiros, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), têm mais habitantes do que essa multidão de mortos que o coronavírus formou. É como se um Maracanã lotado, com mais 22 mil pessoas na porta, sumisse. Uma centena de milhares de vidas e histórias se perderam até aqui, muitas delas na escuridão de dados, dúvidas, protocolos confusos ou desobedecidos.

No dia em que David e Dierlis perderam a mãe, a lista de mortes brasileiras tinha 35.026 nomes. Ao todo, 645.771 pessoas já haviam sido infectadas no Brasil. Dois meses depois, o primeiro número triplicou. O segundo quase quintuplicou. Hoje, dos quase 20 milhões de casos registrados no mundo, mais de 14% ocorreram aqui, embora vivam no país só 2,7% dos habitantes do planeta.

Negra, septuagenária e com comorbidades comuns à idade, apesar de forte e disposta, Cida espelha os brasileiros mais atingidos pela doença. Foi enterrada poucas horas depois de morrer em um hospital público de Jales, sem que as pessoas da cidade do noroeste paulista pudessem comparecer ao velório, seguindo regras sanitárias.

“Dois meses antes, ela foi à funerária e comprou uma mortalha, a roupa que queria usar quando morresse. Depois eu soube que ela pediu para que não contassem para mim e para minha irmã”, diz David. “Ela nem pôde usar. Foi enterrada dentro de dois sacos plásticos no caixão lacrado.”

Na véspera da morte de Cida, em 5 de junho, com um mês e meio de atraso Bolsonaro inaugurava o primeiro hospital de campanha federal, em Águas Lindas, Goiás. Um longo caminho já fora percorrido desde a primeira morte registrada por Covid no Brasil: a do porteiro Manoel Freitas Pereira Filho, 62, em 16 de março, em São Paulo.

Em Urânia, contudo, nada parecia fora do lugar. As perdas que o país começava a acumular chegavam apenas pela TV e pela internet. Foi assim que seus moradores puderam ver naquele 24 de março, Bolsonaro dizer, em pronunciamento de rádio e TV, que a doença era “uma gripezinha”.

Toda a família de Aparecida contraiu o vírus. Febre baixa, perda de olfato e paladar, diarreia, dores, falta de ar, os efeitos variaram, mas ninguém escapou de sintomas.

O caso de Cida evoluiu mal. O que ajuda a explicar sua morte é uma espécie de tempestade inflamatória provocada pela Covid em diversos órgãos. As mortes são ligadas à síndrome respiratória aguda grave. Isso significa que grandes áreas de inflamação e edemas se formam no pulmão, dificultando a respiração.

Cida não tinha problemas sérios de saúde. No dia em que foi levada de ambulância para o hospital de Jales, nem David, nem a irmã, os dois em quarentena, puderam se despedir. A poucas casas de distância, Dierlis via a mãe pela última vez.

A angústia de David não era menor. “A última coisa que ela me falou aqui em Urânia foi: ‘Filho, eu não quero ir. Eles vão me levar, vão me intubar e eu vou morrer.’”

Ninguém da família nunca mais a veria viva. Essa é uma das dores que os parentes das vítimas carregam. A despedida é como um filme em que faltam cenas, um processo que não encontra nunca seu caminho natural.

PREFEITURA RECORRE À JUSTIÇA PARA OBRIGAR EMPRESA A REPARAR DEFEITOS NAS CASAS DO CONJUNTO “HONÓRIO AMADEU”

A Prefeitura de Jales protocolou na sexta-feira, 07/08, uma Ação de Obrigação de Fazer contra a Tecnicon Engenharia e Construção Ltda – responsável pela construção das 99 moradias do conjunto “Honório Amadeu” – na qual pede que seja concedida uma liminar para determinar que a empresa inicie, no prazo máximo de 10 dias, os reparos de todos os defeitos constatados em cerca de 34 imóveis.

A ação está assinada pela procuradora jurídica do município, Karina Jorge de Oliveira Sposo. Nela, a advogada ressalta que a Secretaria Municipal de Obras notificou por duas vezes a empresa – a primeira em março e a segunda em julho – pedindo providências para reparação dos imóveis, mas, apesar das tentativas amigáveis, a empresa se limitou a apresentar sua versão dos fatos, sem nada fazer em relação aos problemas apresentados nas moradias.

De acordo com a argumentação da Prefeitura, todas as medições realizadas durante o contrato foram pagas à Tecnicon, com exceção da última, cujo valor atualizado está em R$ 56,2 mil. O pagamento não foi feito, diz a advogada do município, porque a empresa não emitiu a nota fiscal.

Ela explica que, desde julho de 2019, existe uma penhora junto à Prefeitura referente a uma cobrança judicial contra a Tecnicon, feita por uma loja de materiais de construção da cidade, no valor de R$ 79,1 mil, o que, em princípio, impediria o pagamento da última medição. Portanto, é provável que a Tecnicon não emitiu a nota fiscal porque sabe que o dinheiro seria bloqueado para pagamento da dívida.

Segundo as alegações da Prefeitura, trata-se de um caso de responsabilidade objetiva da empresa construtora, a qual, de acordo com o contrato, responde pela garantia da solidez e segurança da obra, independentemente da comprovação de culpa. Mesmo sem a realização de laudo pericial, a Prefeitura atribui os problemas das casas à má execução dos serviços e à aplicação de material de má qualidade por parte da Tecnicon. 

Ao fim e ao cabo, a Prefeitura pede – se a Justiça não entender que seja o caso de condenar a empresa – que o município seja autorizado a utilizar o valor da última medição (R$ 56,2 mil), ainda não paga, para realizar as obras de reparação dos imóveis.

A ação foi distribuída para a 2ª Vara Cível de Jales, cuja titular é a juíza Maria Paula Branquinho Pini.      

BOLSONARO DIZ QUE REDE GLOBO “FESTEJOU” AS 100 MIL MORTES POR COVID, NO JORNAL NACIONAL

A Globo, em conluio com o imparcial de Curitiba, ajudou a colocar o Bozo no poder, propagando o ódio contra o PT. Agora, não adianta espernear. Como diria aquele antigo adágio, “quem pariu Mateus que o embale!”

Deu no Brasil 247:

O presidente Jair Bolsonaro criticou neste domingo (9) a Rede Globo pelo discurso do Jornal Nacional de sábado (8) acerca das 100 mil mortes pela Covid-19 no Brasil.

Bolsonaro disse que a emissora, “de forma covarde e desrespeitosa”, comemorou os números “como uma verdadeira final da Copa do Mundo, culpando o Presidente da República por todos os óbitos”. Ele também falou que a Globo usou o coronavírus politicamente contra seu governo.

Jair Bolsonaro ainda afirmou que “não faltaram recursos, equipamentos e medicamentos para estados e municípios. Não se tem notícias, ou seriam raras, de filas em hospitais por falta de leitos UTIs ou respiradores”, contradizendo inúmeras imagens que mostram a falta de equipamentos e profissionais da saúde por todo o Brasil.

A cloroquina não poderia ficar de fora da baboseira presidencial. Bolsonaro disse que “essa mesma rede de TV desdenhou, debochou e desestimulou o uso da hidroxicloroquina que, mesmo não tendo ainda comprovação científica, salvou a minha vida e, como relatos, a de milhares de brasileiros”.

Bolsonaro ressaltou que “a desinformação mata mais até que o próprio vírus”. E completou, afirmando que “o tempo e a ciência nos mostrarão que o uso político da Covid por essa TV trouxe-nos mortes que poderiam ter sido evitadas”.

Abaixo, o discurso da Globo no Jornal Nacional de ontem:

PARA EX-MINISTRO MANDETTA, POSTURA DE BOLSONARO FOI PREPONDERANTE PARA BRASIL CHEGAR A 100 MIL MORTES POR CORONAVÍRUS

A notícia é do portal da Sputnik Brasil:

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que deixou o cargo em abril, disse neste sábado (8) que a postura do presidente Jair Bolsonaro foi um fator “preponderante” para o Brasil atingir a marca de 100 mil mortes por COVID-19.

A declaração de Mandetta foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo.

“Houve uma série de fatores, mas o fator presidente foi preponderante. Ele deu argumento para as pessoas não ficarem em casa. Ele deu esse exemplo e serviu de passaporte para as pessoas aderirem politicamente a essa ideia”, disse.

Segundo o ex-ministro, prefeitos se sentiam pressionados por Bolsonaro para acabar com o isolamento.

“[Prefeitos] veem a popularidade diminuir, e como tem um contraponto político feito pelo presidente, ficam pressionados”, afirmou.

​Mandetta disse também que o governo federal “abriu mão da ciência” e “ficou em um debate menor, que é a cloroquina”.

“Foi uma somatória de fatores, mas principalmente liderados pela posição do governo, que trocou dois ministros e botou um terceiro que fez uma ocupação militar sem técnicos na Saúde”, completou o ex-ministro.

Segundo a plataforma do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 100.477 mortes causadas pela COVID-19 e 3.012.412 de casos confirmados da doença.

JORNAL DE JALES: CDHU DIZ QUE PROBLEMAS NAS CASAS DO CONJUNTO “HONÓRIO AMADEU” É RESPONSABILIDADE DA PREFEITURA

Eis a capa do Jornal de Jales deste domingo, gentilmente enviada pelo quase tetracampeão Brasilino Pires. Como se pode ver, a principal manchete destaca o anúncio feito pelo prefeito Flá Prandi, dando conta de que ele não disputará a reeleição em novembro. Ao jornal, o prefeito justificou sua desistência, afirmando que “seria irresponsabilidade de minha parte e um desrespeito à população priorizar campanha eleitoral em plena pandemia de coronavírus, quando vidas de jalesenses precisam ser preservadas e quando empresas enfrentam enormes dificuldades e precisam do apoio do poder público. O prefeito disse também que agiu com a razão e não com emoção. 

O jornal está destacando, também, o despacho do promotor de Justiça, Wellington Luiz Villar, questionando a Prefeitura de Jales sobre as providências judiciais e administrativas tomadas em relação à empresa que executou as obras do conjunto habitacional “Honório Amadeu”, a Tecnicon Engenharia e Construções Ltda. A matéria informa, ainda, que a CDHU está tirando o dela da reta, alegando que os problemas estruturais constatados em algumas casas do conjunto não são de responsabilidade da companhia, que se limitou a financiar o projeto, cabendo à Prefeitura, que contratou a empresa, as providências devidas.

A destinação, pela deputada estadual Analice Fernandes, de emenda parlamentar no valor de R$ 300 mil para a APAE de Jales; a volta do padre Edwagner Tomaz da Cruz a Jales, depois de cinco anos de estudos em Roma; o apelo dramático da secretária de Saúde, Maria Aparecida Moreira, à população, visando conter o coronavírus; o depoimento emocionado do jalesense Jarbas Elias Zuri Júnior, sobre seu filho adotivo Lucas; e os casos de uma mulher em Santa Fé do Sul e de um homem de Jales, ambos com a covid-19, que foram pegos circulando por agências bancárias de suas respectivas cidades, são outros assuntos do JJ.

Na coluna Fique Sabendo, o jornalista Deonel Rosa Júnior comenta a repercussão da notícia divulgada pelo Jornal de Jales no domingo passado, informando que entre as 152 assinaturas apostas na “Carta do Povo de Deus”, com críticas ao governo Bolsonaro, estavam as dos bispos de Jales, dom Reginaldo Andrietta e dom Demétrio Valentini. O colunista disse que a notícia causou rumoroso debate e tornou-se prato de resistência de acesas discussões durante a semana. Segundo o Deonel, a mesma notícia, publicada também na edição on line do jornal, gerou 2.568 visualizações, 70 comentários, 04 compartilhamentos e 47 curtidas. 

FRASES

“Para quem está com medo da doença, eu darei uma informação científica. O vírus perde força em países tropicais. O contágio é mais perigoso e rápido no frio. Mais perigoso que o coronavírus no Brasil é a dengue”.

(Do “cientista” e ex-urubólogo Alexandre Garcia, o puxa saco número um do Bolsonaro, em fevereiro)

“O número de pessoas que morreram de H1N1 em 2019 foi mais de 800 pessoas. A previsão é não chegar aí a essa quantidade de óbitos no tocante ao coronavírus”.

(Do boçal que temos na presidência, no dia 22 de março. Em 2019, morreram 796 pessoas por conta da H1N1, no Brasil)

“Todas as epidemias duram em torno de 13 semanas e depois desaparecem. No Brasil, a gente está estimando que o número de infectados chegue a 40 mil. E o número de mortos deve ficar em mil e poucos, dois mil, no máximo”.

(Do ex-ministro da Cidadania do governo Bolsonaro, o médico Osmar Terra, em março. Ele previa que o pico da doença seria no dia 08 de abril. E a pandemia já tem mais de 25 semanas no Brasil).  

CAETANO VELOSO E FILHOS – “ALEGRIA, ALEGRIA”

Eu já postei aqui no blog, em fevereiro, um vídeo com Caetano Veloso e os filhos Moreno, Tom e Zeca, cantando “Força Estranha”. Considerando, porém, que ontem, 07/08, Caetano comemorou 78 anos de idade, e que amanhã, 09/08, é o Dia dos Pais, penso que é justo repetir a dose.

Assim, estou postando, abaixo, um vídeo em que a família Veloso canta “Alegria, Alegria”, a música que projetou Caetano nacionalmente.

“Alegria, Alegria” chegou à cachola de Caetano durante um passeio pelas ruas de Copacabana e ganhou uma roupagem que atraiu os modernos, por conta da participação do grupo argentino Beat Boys, que acompanhou Caetano na gravação com suas guitarras elétricas.

Apresentada pela primeira vez em 1967, no Festival de MPB da Record, a canção chocou os chamados “tradicionalistas” da música popular brasileira, devido a simples presença das guitarras do Beat Boys.

Apesar da rejeição inicial, a música acabou conquistando a maior parte da plateia,  se tornando uma das favoritas, para desespero dos tais tradicionalistas.  Com as manifestações favoráveis da plateia, “Alegria, Alegria” acabou classificando-se em quarto lugar no Festival.

“Ponteio”, de Edu Lobo e Capinam, foi a vencedora, com “Domingo no Parque”, de Gilberto Gil, em segundo lugar e “Roda Viva”, de Chico Buarque, em terceiro. Roberto Carlos, que defendeu a música “Maria Carnaval e Cinzas”, do compositor Luís Carlos Paraná, ficou em quinto lugar. Foi nesse festival que o recém-falecido Sérgio Ricardo, injuriado com as vaias, quebrou o violão e jogou na plateia.

Vejamos, então, Caetano Veloso e os filhos cantando “Alegria, Alegria”: 

A TRIBUNA: GARÇA DIZ QUE FLÁ DEIXOU ALIADOS SEM ESCADA E COM A BROCHA NA MÃO

No jornal A Tribuna deste final de semana, a principal manchete destaca a desistência do prefeito Flá Prandi de concorrer à reeleição. Alegando falta de condições para enfrentar uma disputa eleitoral em plena pandemia do novo coronavírus, o prefeito Flá Prandi anunciou, em entrevista concedida na sexta-feira, que não vai disputar a reeleição neste ano. O prefeito chegou a defender o cancelamento das eleições previstas para novembro. De acordo com Flá, não existem condições de qualquer ocupante de cargo no Poder Executivo se dividir entre a campanha eleitoral e o combate à covid.

Ainda sobre a desistência de Flá, o jornal ouviu representantes de alguns partidos locais, como o PT e o MDB. Este último, que disputou três eleições em parceria com Flá, ainda não sabe se vai lançar candidato. Garça, atual vice-prefeito e presidente do MDB, diz que a situação se complicou e que Flá deixou os pretensos candidatos a vice, Tiago Abra e Clóvis Viola, “sem escada e com a brocha na mão”. Já o PT reconhece que os partidos que apoiam o prefeito Flá deverão buscar espaço sob o guarda-chuva do candidato tucano Luís Henrique Moreira, mas promete que vai à luta com Luís Especiato como candidato a prefeito e, provavelmente, Nilton Marques como vice.

A decisão da Justiça de Jales, que aceitou a denúncia do Ministério Público contra a ex-tesoureira Érica Carpi e três parentes, por enriquecimento ilícito; o kit merenda que está sendo entregue às famílias de alunos carentes pelo terceiro mês seguido; o início da revitalização da sinalização viária das ruas da cidade; a procuração outorgada pela empresa Tecnicon que autorizava o ex-vereador Júnior Rodrigues a representá-la junto à Prefeitura no caso das 99 moradias do conjunto “Honório Amadeu”; e a semana crítica da pandemia de coronavírus em Jales, são outros assuntos de A Tribuna.

Na coluna Enfoque, destaque para as novas denúncias do vereador Deley Vieira a respeito do ex-vereador André Ricardo Viotto, que podem tirar o oposicionista Luiz Henrique Viotto, o Macetão da chamada “CEI das Casinhas”. Além disso, Deley acusou, sem citar nomes, um ex-vereador de ter sido o responsável pela terraplenagem do problemático terreno onde foram construídas as moradias. Esse mesmo ex-vereador teria, segundo Deley, construído uma casa em um bairro da cidade, com materiais supostamente doados pela Tecnicon, a responsável pela construção das 99 moradias do conjunto “Honório Amadeu”.

JALES REGISTRA 13o ÓBITO POR COVID

O boletim epidemiológico divulgado pela Prefeitura de Jales neste sábado informa a décima-terceira morte em consequência do coronavírus aqui em Jales. Trata-se de um senhor de 73 anos, que estava internado na Santa Casa desde o dia 02 de agosto. Ele tinha comorbidades preexistentes. Por outro lado, o resultado do exame de um homem de 65 anos, que faleceu na última  quinta-feira, 06, deu negativo.

O boletim está informando, também, a confirmação de 24 novos casos positivos  nas últimas 24 horas e, com isso, a cidade chegou a 795 casos positivos, dos quais 586 já são considerados curados. Hoje de manhã, tínhamos 05 pacientes de Jales internados na UTI da Santa Casa e mais 07 na unidade de síndrome gripal.

Os dados do boletim deste sábado mostram que o mês de agosto está sendo bem pior do que foi julho, quando se pensava que Jales tinha atingido o pico da doença. Em julho, Jales registrou 389 casos positivos (média de 12,5 por dia) e 06 óbitos. Em apenas oito dias de agosto, Jales contabiliza 195 casos positivos (média de 24,3 por dia) e 05 óbitos. A se julgar por este início, agosto não será fácil.

Na região, a pior situação é da aniversariante Votuporanga, que registra 2.181 casos positivos, com 1.824 curados e 49 óbitos. Fernandópolis tem 1.447 casos positivos, com 1.002 curados e 21 óbitos. E Santa Fé do Sul contabiliza 523 casos positivos, com 325 curados e 20 óbitos.

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