Os vereadores Vanderley Vieira – Deley (PPS) e Bismark Kuwakino (PSDB) estiveram na manhã de hoje (19) na Etec (Escola Técnica Estadual Doutor José Luiz Viana Coutinho) de Jales para averiguar as queixas dos alunos e de seus tutores sobre a suspensão do fornecimento de merendas.
Segundo o diretor da Etec de Jales, Willians Pizolato, a Prefeitura, através de um convênio com o Governo do Estado, é responsável por fornecer as refeições e todos os anos, no mês de janeiro, faltam refeições para oferecer aos alunos: “Recebemos muitos alunos de fora, meninos que chegam às 6:30 horas e vão embora às 18:30 horas e eu não tenho o que dar para eles comerem hoje”.
O vereador Deley disse que vai cobrar uma solução para a regularização do fornecimento de refeições: “Vou pedir ao prefeito municipal de Jales se é possível incorporar a licitação da Etec às das outras escolas para que isso não aconteça em todo início de ano. Eu vi em anos anteriores alunos sem merenda e não quero presenciar isso novamente”.
O diretor da ETEC Jales, Willians Pizzolato, emitiu, ontem, um comunicado aos pais de alunos daquela escola, avisando sobre a falta de gêneros alimentícios para o preparo da merenda escola servida aos estudantes. Os gêneros alimentícios são fornecidos pela Prefeitura de Jales, conforme convênio com o governo estadual.
No comunicado, o diretor diz que “desde agosto/2019 estamos em negociações com a Prefeitura Municipal de Jales para disponibilização dos gêneros alimentícios para o preparo dos lanches e refeições, mas não recebemos esses mesmos gêneros durante o ano de 2020, e estamos trabalhando com o estoque remanescente de 2019. Ocorre que o estoque mencionado foi suficiente para o atendimento até o dia de hoje (ontem, 18/02/20), mas não temos mais opções de oferta da merenda escolar aos alunos a partir de amanhã (hoje, 19/02/20)”.
Claro que o fato de estarmos em ano eleitoral deu ao caso uma repercussão acima do normal. Hoje, segundo informações, equipes de TV estiveram na Prefeitura para fazer matérias sobre a falta de merenda que, registre-se, atinge apenas os alunos da ETEC. De acordo com assessores do prefeito Flá Prandi, nas demais escolas estaduais, o fornecimento da merenda continua normal.
A Prefeitura, de seu lado, emitiu, nesta quarta-feira, uma “Nota de Esclarecimento”. Ei-la:
A Prefeitura de Jales realiza processo licitatório para aquisição de gêneros alimentícios, conforme prevê a Lei nº. 8.666/13 e também o termo de Convênio de Alimentação Escolar. Cabe ressaltar que os gêneros adquiridos em 2019 foram suficientes para suprir a demanda da ETEC até a presente data.
Em função da demora do Estado nas tratativas com o município para a assinatura do convênio que viabiliza merenda e transporte escolar para cerca de 8 mil alunos das redes municipais e estadual, incluindo a ETEC, somente hoje (19/02), foi possível publicar o edital de Licitação.
A administração é regida por leis que precisam ser cumpridas e demandam prazos. É importante lembrar que diversas prefeituras da região romperam o contrato com o Estado e não se comprometem mais com o fornecimento de merenda para alunos da rede estadual. Apesar de ser facultativo (opcional) a assinatura do convênio e muitos prefeitos não terem assinado, a Prefeitura de Jales tem dado total atenção aos alunos do Estado, incluindo os das ETECS.
É importante ressaltar que a demora de negociação com o Estado se deu também em função das recentes mudanças implementadas pelo próprio Estado, como novas escolas de período integral e aumento da carga horária, o que demanda quantidade maior de merenda e mudanças no transporte, elevando consideravelmente nos recursos necessários pra suprir o aumento dessa demanda.
Para solucionar o problema, a Prefeitura vai fornecer a merenda escolar dos alunos da ETEC nesse período inicial, logo após o feriado de Carnaval, até que a licitação seja concluída e o fornecimento dos alimentos seja normalizado.
Ontem, na Globonews, a comentarista de política Natuza Nery destacou a competência da jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo, e ressaltou a coragem dela, que cobriu guerras e foi a única repórter brasileira que cobriu in loco a epidemia de Ebola, em Serra Leoa.
Também ontem, o linguista Gustavo Conde escreveu um texto sobre Patrícia. Eis um trecho:
Há alguns anos, Patrícia Campos Mello estava nos EUA, prestigiada como correspondente do Estadão em Washington e vista por colegas brasileiros e americanos como uma das jornalistas mais respeitadas no mundo.
Entrevistou George Bush – cobria a Casa Branca – e esteve diversas vezes na Síria, Iraque, Turquia, Líbia, Líbano e Quênia fazendo reportagens sobre os refugiados e a guerra.
É desnecessário dizer que se trata de um dos mais extensos currículos do mundo da reportagem.
Mas não é só.
Patrícia tem um dos melhores textos do jornalismo e dialoga com correntes contemporâneas do universo da interpretação aplicada, conscientemente ou não – certamente, pelo lastro de leitura.
Foi a única repórter brasileira a cobrir a epidemia de ebola em Serra Leoa em 2014 e 2015.
É também uma das jornalistas mais premiadas do país.
Não sei o que fez Patrícia voltar ao Brasil. Arrisco a dizer que é o traço incansável do profissional de quem não vive sem um desafio.
E, a rigor, ela realmente encontrou um imenso desafio, o maior de sua carreira. Depois de fazer reportagens em mais de 50 países pelo mundo, cobrindo guerras, epidemias, catástrofes humanitárias, ela se depara com a maior de todas as catástrofes internacionais: o Brasil de Bolsonaro.
É isso mesmo! Nós estamos em 2020, e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) deu, finalmente, sua opinião sobre as contas de 2013 do Instituto Municipal de Previdência Social de Jales (IMPSJ). E a opinião foi desfavorável. Ou seja, as contas foram julgadas irregulares.
Na verdade, a decisão é de outubro de 2019, mas somente agora foi publicada. Quem julgou o caso foi a substituta de conselheiro Sílvia Monteiro.
Ela listou uma série de irregularidades – principalmente contábeis – entre elas uma suposta negligência da administração do Instituto, que teria contribuído para elevar o déficit atuarial, àquela altura do campeonato calculada em R$ 104,3 milhões.
“Ela queria dar o furo a qualquer preço”. Bolsonaro não tem nenhuma criatividade. Deu no Brasil 247:
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) reagiram aos insultos de Jair Bolsonaro à jornalista Patricia Campos Melo da manhã desta terça-feira (18). A ANJ e a ANER são duas das principais entidades da mídia conservadora e reúnem os proprietários de jornais e revistas. Em nota, afirmam que “Bolsonaro ameaça o livre exercício do jornalismo” .
É a primeira manifestação dos donos de veículos de comunicação conservadores com críticas a Bolsonaro. As entidades afirmam que “como infelizmente tem acontecido reiteradas vezes, o presidente se aproveita da presença de uma claque para atacar jornalistas”.
Leia a íntegra da nota:
“A Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) protestam contra as lamentáveis declarações do presidente Jair Bolsonaro ao ecoar ofensas contra a repórter Patrícia Campos Mello, do jornal Folha de S.Paulo.
As insinuações do presidente buscam desqualificar o livre exercício do jornalismo e confundir a opinião pública. Como infelizmente tem acontecido reiteradas vezes, o presidente se aproveita da presença de uma claque para atacar jornalistas, cujo trabalho é essencial para a sociedade e a preservação da democracia.”
Outras entidades, como a OAB, a ABEI (Associação Brasileira de Imprensa) e a ABRAJI (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), também emitiram notas condenando as bobagens do presidente.
E algumas jornalistas reagiram às insinuações de mau gosto – ou bem ao gosto dos bolsonaristas – contra a jornalista Patrícia Campos Mello. Eis algumas:
“Nunca um presidente brasileiro foi tão vulgar”. (Carla Jiménez, editora do El País Brasil)
“Bolsonaro infringe artigo 9 da lei do impeachment que fala do indispensável decoro no exercício do cargo”. (Dora Kramer, revista Veja)
“Nunca, nem nos tempos de João Figueiredo, Newton Cruz e Erasmo Dias houve nada que pudesse ser remotamente comparado à cafajestice desse governo”. (Bárbara Gancia, ex-colunista da Folha de S.Paulo).
“E a risada da claque? Como chegamos até aqui? Além dos absurdos (e abusos) do presidente da República, vemos escancarada a vulgaridade, a desavergonhada imoralidade (amoralidade?) de tanta gente”. (Thaís Herédia, comentarista de economia contratada da CNN Brasil)
(Do presidente da Câmara, Tiquinho, interrompendo discurso do vereador Macetão, que tentava explicar porque votaria contra o reajuste dos servidores públicos. Segundo Macetão, o prefeito Flá Prandi deu com uma mão e vai tirar com a outra.)
Hoje, terceira segunda-feira do mês, teremos, excepcionalmente, sessão camarária. É que os vereadores resolveram, em função do carnaval, antecipar a sessão que seria realizada, normalmente, na próxima segunda-feira, 24, quando estaremos em pleno tríduo momesco.
Segundo o release enviado pela simpaticíssima Isabela Fruschio, assessora de imprensa da Câmara, serão lidos 05 projetos e 28 indicações na primeira parte da sessão, além de discutidos e votados 5 requerimentos. Um desses requerimentos, de autoria do vereador João Zanetoni, está questionando a administração municipal sobre a situação do conjunto habitacional “Honório Amadeu”.
Inaugurado há apenas um ano nas proximidades do cemitério novo em um terreno totalmente inadequado, escolhido pelo ex-prefeito Humberto Parini, o conjunto já tem casas com alguns probleminhas, como por exemplo, infiltrações nas paredes, goteiras no telhados, água escorrendo pelos tubos de fiação elétrica e peças de cerâmica do piso se descolando.
Já entre os projetos que serão lidos, estão o de nº 24/2020, que concede reajuste salarial aos servidores da Prefeitura, o de nº 26, que concede reajuste aos servidores da Câmara, e o de nº 27, que concede reajuste aos agentes políticos – prefeito, vice-prefeito, procurador-geral e secretários municipais.
É provável que os vereadores, que são agentes políticos, não tenham sido incluídos no pacote de reajustes. É que o caso deles está, digamos assim, “sub-judice”, desde que o Órgão Especial do TJ-SP julgou inconstitucional o reajuste que os nobres edis se deram em 2018. Desde então, os salários deles estão congelados em R$ 5 mil (vereadores) e R$ 6,6 mil (presidente da Câmara).
Na segunda parte da sessão, a chamada Ordem do Dia, serão votados alguns projetos, inclusive os três citados anteriormente. Normalmente, um projeto é lido – ou apresentado – em uma sessão e colocado em discussão e votação na sessão seguinte, mas, no caso dos reajustes, os projetos estão tramitando em regime de urgência, de modo que serão apresentados e votados na mesma sessão.
Sobrou até para o motorista. A notícia é do site Região Noroeste:
Empresários e outros membros da sociedade civil organizada foram indiciados pela Polícia Civil e irão responder na Justiça pelos crimes de improbidade administrativa e fraudes na Irmandade da Santa Casa de Fernandópolis.
Até o momento foram detidos os membros do conselho da Santa Casa, Luis Aiélo, João Tarlau, Edilberto Sartin e o ex deputado Gilmar Gimenes.
Ligadas a uma OS (Organização Social) de Andradina, foram detidos Gláucia Basaglia, gerente do AME de Fernandópolis e esposa do ex provedor Fernando Zanque, que segue foragido até o momento. Fábio Antonio Obici, diretor-presidente da OS e seu motorista também foram detidos pela policia de Andradina
Essa é uma das maiores operações de fraudes em uma instituição de Saúde que deveria ser usada para salvar vidas e acabou sendo usada para benefício próprio de algumas pessoas, usando o hospital para desvio de recursos e vantagens pessoais.
Alguns dos indiciados também responderão pelo crime de prevaricação, quando tinham conhecimento das fraudes e optaram por não denunciar o que estava ocorrendo as autoridades.
A Santa Casa de Fernandópolis foi alvo de ações criminosas por anos e após a vinda da OS de Andradina, as dívidas da irmandade saltaram de forma descomunal, chamando a atenção das autoridades e culminando na denuncia do vereador Murilo Jacob. A denúncia originou a operação que busca irregularidades desde a passagem de antigos provedores, começando pelo empresário e presidente da Associação de Amigos de Fernandópolis, José Sequini, até os dias atuais.
Logo após a cassação da prefeita Nice Mistilides, o vice-prefeito Pedro Callado foi chamado para tomar posse do cargo de prefeito. O vídeo do repórter Alexandre Ribeiro, o Carioca, veiculado pelo Diário da Região, mostra o momento em que ele adentrou ao plenário e foi ovacionado pelo público que lotava a Câmara.
Callado nem sonhava com as dores de cabeça que o cargo lhe proporcionaria. Na semana passada, por exemplo, ele estava correndo atrás de documentos para se defender no caso da ex-tesoureira Érica.
Hoje está completando cinco anos da cassação da ex-prefeita Nice Mistilides, que foi defenestrada do gabinete prefeitural por nove votos a um (Sérgio Nishimoto, do mesmo partido que ela – o PTB – absteve-se de votar), em sessão que começou na segunda-feira e terminou na terça-feira de carnaval, 17 de fevereiro de 2015.
No vídeo abaixo, o então vereador André Ricardo Viotto, um dos irmãos Macetão, explica porque a prefeita foi cassada. Curiosamente, dois meses depois, a 22 de abril, foi a vez do vereador ser cassado por seus colegas, por conta de algumas conversas pouco republicanas gravadas pelo então secretário Aldo Nunes de Sá.