Eis a capa do Jornal de Jales deste domingo, cuja principal manchete destaca as preocupações da nossa Vigilância Epidemiológica com a dengue que, depois de uma trégua durante a pandemia de coronavírus, voltou com tudo. Segundo a matéria, quando todo mundo imaginava que os efeitos da vacinação contra a covid devolveriam a normalidade à vida dos brasileiros, eis que ressurge a dengue. Até a quinta-feira, 28, pelo menos cinco óbitos decorrentes da dengue já tinham sido registrados na região, segundo dados do Grupo de Vigilância Epidemiológica sediado em Jales.
Destaque, também, para o editorial do jornal que, com o título “A festa acabou. E agora?”, traz uma reflexão sobre a validade de eventos do tipo festa de peão. “Depois de cinco dias de intensa movimentação nas arenas e palco, cardápio artístico-esportivo oferecido pelo Jales Rodeio Show de 20 a 24 de abril, os apreciadores passaram a semana se recuperando das baladas”, diz o editorial, para, em seguida, passar à reflexão. “Porém, fora do ambiente festivo, que terminou com cavalgada, lideranças comunitárias começam a refletir sobre a validade ou não de eventos desta natureza, comparando-os com o padrão técnico e econômico oferecido durante 46 anos pela Facip…”.
A nomeação do novo titular da Delegacia da Polícia Federal de Jales; a performance da jalesense Roberta Gonçalves da Silva como docente da Universidade de São Paulo (Unesp); a falta de comida nas casas de famílias jalesenses, que só não é mais grave porque crianças e adolescentes são alimentados nas escolas e creches; a jalesense que ganhou o fusca da 12ª campanha do Lar dos Velhinhos; as estimativas da ACIJ sobre o crescimento das vendas do comércio no Dia das Mães; e a recuperação, pela Polícia Ambiental, de um trator que havia sido furtado do pátio da Secretaria Municipal de Agricultura, são outros assuntos do JJ.
Na coluna Fique Sabendo, o jornalista Deonel Rosa Júnior comenta que, muito embora alguns secretários municipais estejam sendo alvo do “fogo amigo” de alguns vereadores do grupo de aliados do prefeito, o chamado G7, pelo menos um assessor do setor de Turismo vem ganhando elogios. Segundo Deonel, na sessão de segunda-feira, 25, os vereadores Bruno de Paula e Deley Vieira, ácidos críticos de alguns integrantes do primeiro escalão, foram pródigos em elogios ao diretor de turismo Marcos Rodrigo Seixas. De acordo com os dois nobres edis, o citado turismólogo vem cumprindo o seu dever com muita competência e dedicação.
Organizada pela equipe da Dominus Centro Musical, a 5ª edição da Mostra da Canção Popular (MOCAP) de Jales e região encerrou a fase de inscrições ontem, sexta-feira(29). O dado curioso é que a 5ª edição será realizada 41 anos depois da 4ª. As quatro primeiras edições da Mocap foram realizadas de 1978 a 1981, coordenadas pelo então diretor da nossa Casa de Cultura, Francisco Melfi.
Naquelas edições, o festival contou com autores e intérpretes de várias partes do país, além de músicos do primeiro time, como o pianista e maestro Amílson Godoy e os multi-instrumentistas Heraldo do Monte e Arismar do Espírito Santo, escalados para fazer os arranjos das músicas e acompanhar os intérpretes em suas apresentações.
Antes, ao final dos anos 60, nós tivemos o Festival Regional da Canção Estudantil (Ferece), que teve três ou quatro edições, organizadas pelo professor Ariovaldo Luiz de Moura.
A foto ao lado mostra um dos vencedores do festival, Luiz Carlos Seixas, que alcançou o primeiro lugar com uma música chamada, se bem me lembro, “Mulher de Malandro”, interpretada pela Leninha Baitello.
Tivemos, também, o Festival de Música “Mauro Ferraz”, criado pelo então prefeito Antonio Sanches Cardoso, o Rato. Infelizmente, o festival só teve duas edições, a primeira em 2000, último ano do mandato de Rato, e a segunda em 2004, quando Hilário Pupim era o prefeito tampão.
E foi nessa edição de 2004 que apareceu por aqui a cantora mineira Ivânia Catarina, que interpretou uma canção dela e do marido, o exímio violonista Carlos Gomes. À época, ela tinha 31 anos e viveria apenas mais onze. Ivânia era um ícone dos festivais e ganhou vários prêmios por todo o Brasil, inclusive aqui em Jales e em Ilha Solteira.
Ela era daquele tipo de cantora que não se preocupava em fazer sucesso, mas apenas e tão-somente em cantar. Eu a conheci aqui em Jales e cheguei a entrevistá-la – ela e o marido – para o meu programa na Regional FM, o Brasil & Cia. Ganhei deles um CD só com músicas dos dois, chamado “Poranduba”, palavra derivada de “pora’nduwa”, que, na língua Tupi, significa “notícia”, “informação”.
Ivânia era irmã do cantor e compositor Vander Lee (nome verdadeiro: Vanderly Catarina). E sua primeira apresentação foi ao lado do irmão. Vander Lee tocava em uma banda, em Belo Horizonte, e convidou Ivânia para cantar em uma festa infantil. Ela foi e tomou gosto pelo ofício de cantar.
Mesmo convivendo com um câncer por três anos, Ivânia não deixou de cantar. Sua última apresentação foi em um festival na cidade mineira de Barroso, um mês antes dela morrer, em agosto de 2015, aos 42 anos. Curiosamente, um ano depois, em agosto de 2016, foi a vez de Vander Lee partir para o outro lado, vítima de um aneurisma.
O vídeo abaixo mostra a participação de Ivânia no tradicional festival de música de Viña del Mar, no Chile, em 2001, onde ela ganhou o prêmio de “melhor intérprete internacional”.
No jornal A Tribuna deste final de semana, a principal manchete destaca a situação do Centro de Hemodiálise de Jales, que está sendo construído pela iniciativa privada. Segundo a matéria, quando estiver pronta, a Clínica de Nefrologia de Jales, que inclui o Centro de Hemodiálise, vai dispor de 62 máquinas distribuídas em três salas de apoio, com capacidade de atender diariamente até 150 pacientes em dois turnos. Para isso, os proprietários estimam investir entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões em equipamentos, gerando cerca de 30 empregos na plena atividade. As informações foram fornecidas durante visita do prefeito Luís Henrique Moreira ao local da obra.
O jornal está destacando, também, a reação negativa da comunidade com relação ao projeto dos vereadores Rivelino Rodrigues, Ricardo Gouveia e Deley Vieira, que cria o “Dia do Caçador, Atirador e Colecionador” em Jales. Segundo a matéria, dezenas de pessoas se manifestaram nas redes sociais digitais e em aplicativos de mensagens contra o projeto. O jornal apurou que o patrono do projeto é um vereador de Monte Azul Paulista, conhecido pela alcunha de Samurai Caçador, que tem percorrido várias cidades do interior paulista incentivando a criação da homenagem. Samurai tem um lucrativo negócio na área da caça e é pré-candidato a deputado estadual.
A representação do servidor aposentado Lauro Gonçalves Figueiredo, o Matogrosso, que acusa o vereador Elder Mansueli de falsidade ideológica e pede a cassação do nobre edil; o debate ocorrido na sessão da Câmara sobre os fios soltos que estão causando acidentes na cidade; a expectativa da ACIJ sobre o crescimento das vendas no Dia das Mães; o projeto “Imposto Premiado”, que vai sortear 01 carro e 04 motos entre os contribuintes que pagarem seus impostos em dia; e a Copa de Judô Cidade de Jales, que reuniu mais de 350 judocas de três estados, são outros assuntos de A Tribuna.
Na coluna Enfoque, destaque para a volta do ex-fogueteiro Lauro Figueiredo, o Matogrosso, à cena política local. Depois de um período sabático em que se dedicou à pescaria e à difusão, em suas redes sociais, das malvadezas do gabinete do ódio bolsonarista, o voluntarioso ex-lateral direito do Dom Bosco retornou ao noticiário, após protocolar na Câmara uma representação contra o vereador Elder Mansueli. Comentários de bastidores garantem que Matogrosso não estaria sozinho em sua nova frente de batalha. Há quem enxergue na iniciativa do ex-fogueteiro as digitais de aliados do prefeito Luís Henrique, que estariam contrariados com a atuação do vereador no caso da taxa do lixo.
Contratada pela Prefeitura de Jales no início deste mês de abril, a empresa Max Construções Ltda, a mesma que executou a reforma da Praça “Euphly Jalles”, já começou a construção do prédio onde funcionará a chamada “Casa da Juventude” (foto acima), nas proximidades do trevo da avenida Arapuã. Como já informado por este modesto blog, a obra está orçada em R$ 940 mil.
Enquanto isso, na Câmara Municipal, os vereadores Carol Amador e Elder Mansueli apresentaram um requerimento que deverá ser discutido na próxima sessão, cobrando o prefeito Luís Henrique Moreira sobre o início das atividades do “Centro Dia Idoso” (foto ao lado).
Os dois nobres edis não serão os primeiros a questionar a Prefeitura sobre o assunto. Antes deles, outros vereadores já fizeram os mesmos questionamentos e o prédio – que foi concluído no início de 2018 e já foi inaugurado duas ou três vezes – continua inativo.
Em junho de 2018, seis meses depois de o prédio ficar pronto, o então vereador Tiago Abra questionou a Prefeitura sobre a demora para colocá-lo em funcionamento. Quinze meses depois – como o prédio continuasse sem uso – foi a vez dos vereadores Macetão e Tupete indagarem a Prefeitura sobre o início das atividades do “Centro Dia Idoso”.
Àquela altura do campeonato, o prédio já tinha sido inaugurado duas vezes e até trocado de cor, passando do amarelo para o azul, sem, no entanto, ter sido colocado para funcionar. Em maio de 2021, ainda completamente inativo, o prédio foi novamente inaugurado, com a presença do prefeito Luís Henrique e dos dez atuais vereadores.
A inauguração – ou reinauguração, sei lá! – contou, ainda, com as participações ilustres dos deputados Analice Fernandes e Geninho Zuliani, e do então vice-governador Rodrigo Garcia. Não obstante tudo isso, mais de quatro anos já se passaram desde que o prédio ficou pronto, mas continua sendo apenas um elefante branco. Ou azul.
Informações divulgadas por Gabriel Vaquer e Kelly Miyashiro, no portal Uol, dizem que “a relação do jornalista com a Globo estava desgastada há alguns meses devido a comentários de Pinheiro a favor do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva” e que “dispensa do apresentador já era esperada nos bastidores”.
Após 32 anos, a Globo comunicou a saída de Pinheiro em um comunicado interno assinado por Ali Kamel, diretor-geral de Jornalismo, que afirma que “em comum acordo com a emissora, Chico decidiu deixar o dia a dia da vida de repórter, como ele faz questão de se definir” e que o jornalista “pretende se dar um sabático”.
No entanto, a emissora pode ter se adiantado a um possível problema nas eleições deste ano.
No jornal Folha Noroeste, edição digital deste sábado, o principal destaque é a promoção “Imposto Premiado”, da Prefeitura de Jales. De acordo com a matéria, a municipalidade irá sortear 01 carro e 04 motos zero quilômetro entre os contribuintes que pagarem em dia os pesados tributos municipais, como o IPTU e o ITU. É o segundo ano consecutivo que a Prefeitura promove a campanha “Imposto Premiado”, que está previsto na Lei Municipal nº 5.375, de 08 de abril de 2022, e tem o intuito de estimular a arrecadação dos impostos do exercício de 2022. O prefeito Luís Henrique explicou que a arrecadação desses tributos é uma das principais fontes de obtenção de recursos que são aplicados na manutenção dos serviços públicos e em obras que beneficiam a população.
O jornal está destacando, também, a criação da Frente Parlamentar pelo Fortalecimento e Defesa do SUAS (Sistema Único de Assistência Social). A criação da Frente foi assinada pelo presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Carlão Pignatari, durante cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes, que contou, é claro, com a presença do governador Rodrigo Garcia. O deputado Carlão disse que “a promoção da Assistência Social, ou seja, o cuidado com as pessoas, sempre fez parte da minha vida como cidadão e homem público, tanto que criei e coordenei uma Frente Parlamentar em prol do SUAS, em 2015”.
Na coluna FolhaGeral, o crédulo redator-chefe Roberto Carvalho, o Pestinha, comenta o caso da senhora Adeilda da Silva, uma mulher analfabeta com mais de 40 anos, que mora no bairro Mangabeira, em João Pessoa(PB). Em 2017, dona Adeilda descobriu um tumor no cérebro e fez uma promessa de “ajudar crianças da comunidade se tivesse mais tempo de vida”. Hoje, ela continua viva e a pequena escola fundada por ela atende 70 crianças, recebendo reforço escolar, alimentação e banho. Para tanto, a escola conta com professores voluntários e doações da comunidade. Roberto fecha seu comentário afirmando que a neurociência pode explicar a sobrevida de dona Adeilda: “a fé com bons propósitos funciona muito bem”.
O jornalista Ricardo Noblat usou seu perfil do Twitter nesta sexta-feira (29) e cobrou mea-culpa da imprensa por acreditar em Sergio Moro e seus aliados nos ataques contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A manifestação ocorreu um dia após a ONU concluir que a Operação Lava Jato violou os direitos políticos e civis do petista.
“Não seria o caso de a grande imprensa brasileira, e de nós, jornalistas, fazermos um mea-culpa por acreditar em quase tudo o que o ex-juiz Sergio Moro e seus comparsas nos ofereceram como prova de que Lula era um criminoso e de que fora julgado da maneira mais isenta possível?”, iniciou Noblat.
“Antes fora o Supremo Tribunal a concluir pela parcialidade de Moro, anulando suas condenações. Criticou-se o Supremo por causa disso. Depois que os demais processos contra Lula foram arquivados, então se disse que a maioria prescreveu e que a inocência dele não fora atestada.”, continuou.
“Agora, o Comitê de Direitos Humanos da ONU afirma em nota oficial: “A investigação e o processo penal contra o ex-presidente Lula da Silva violaram seu direito a ser julgado por um tribunal imparcial, seu direito à privacidade e seus direitos políticos”, completou.
Na sequência, Noblat foi irônico com o comportamento da imprensa em relação ao caso da Lava Jato contra o ex-presidente. “Lula se diz de alma lavada com a decisão da ONU. Que tal, nós da imprensa, começarmos a lavar a nossa?”, indagou com bom humor.
Os dados divulgados na quinta-feira, 28, pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério da Fazenda, mostram que, no mês de março, Jales registrou 341 admissões e 418 demissões, resultando no fechamento de 73 empregos com carteira assinada.
Com o resultado negativo de março, Jales contabiliza 55 empregos formais fechados no primeiro trimestre de 2022. O resultado dos primeiros três meses deste ano é muito ruim, principalmente se comparado com o mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 121 novos empregos no primeiro trimestre.
A performance de Jales na geração de empregos é ruim, também, quando comparada com a maioria das cidades vizinhas. Fernandópolis, por exemplo, criou 167 novos empregos em março e fechou o primeiro trimestre com 295 novos postos de trabalho.
Santa Fé do Sul gerou 67 novos empregos em março e 46 nos três primeiros meses do ano. Mirassol (+184), Tanabi (+31) e Rio Preto (+1.689) apresentaram desempenhos positivos no primeiro trimestre.
Na região, apenas Votuporanga fez companhia a Jales no resultado negativo, com 40 postos de trabalho fechados no primeiro trimestre de 2022.
E agora, uma novidade que você não verá naquela parte da imprensa local alinhada com a administração do prefeito Luís Henrique Moreira.
A 3ª Turma do Colégio Recursal de Jales – integrada pelos juízes Maria Paula Branquinho Pini, Marcelo Bonavolontá, Adílson Balotti, Melissa Bethel e Rodrigo Rocha – impôs duas derrotas à Prefeitura de Jales, no caso da malquista taxa do lixo.
Em dois julgamentos ocorridos na segunda-feira, 25, a 3ª Turma negou provimento aos recursos da Prefeitura e confirmou a manutenção de duas liminares concedidas pelo juiz Fernando Antonio de Lima, da Vara da Fazenda Pública de Jales, que suspenderam o pagamento da taxa de lixo cobrada de dois contribuintes locais.
Salvo engano, são os dois primeiros julgamentos do colegiado em recursos interpostos pela Prefeitura contra as liminares concedidas pela 1ª instância. Outros cerca de 25 recursos aguardam julgamento do Colégio Recursal.
O Colégio Recursal de Jales é formado por quatro turmas, com juízes de várias cidades da região, o que significa que poderão surgir entendimentos diferentes daquele que foi decidido pela 3ª Turma. Frise-se, no entanto, que nesse caso da taxa de lixo, a Prefeitura vem colecionando derrotas, tanto na Justiça local, quanto no Tribunal de Justiça de São Paulo.