Categoria: Administração

ANISTIA PODE RENDER R$ 660 MIL À PREFEITURA

Se todos os contribuintes que procuraram a Prefeitura de Jales para calcular os valores de suas dívidas com impostos tiverem comparecido aos bancos ou às lotéricas para efetuar o pagamento, nosso premiado estadista terá mais R$ 660 mil para gastar nos seus três últimos dias de reinado.

Esse, pelo menos, é o valor das guias emitidas pelo setor de Tributação até sexta-feira passada, 21/12, último dia para os contribuintes acertarem suas contas referentes a impostos atrasados, sem ter que pagar juros e correção monetária.

De qualquer forma, somente na quarta-feira, quando os bancos enviarem seus relatórios, é que Parini vai ficar sabendo qual o valor efetivamente arrecadado. Parte do dinheiro será utilizada para pagar as chamadas “verbas rescisórias” dos funcionários de confiança nomeados por Parini.

O insubstituível czar das finanças, Rubens Chaparim, que nunca tirou férias (e nem precisava, pois ele faltava ao trabalho quando bem entendia) deverá ficar com uma das maiores fatias do bolo.

PARINI NÃO VAI DISTRIBUIR BÔNUS A PROFESSORES E SERVIDORES DA EDUCAÇÃO

Em São Paulo – onde o prefeito Fernando Haddad, ao contrário de algumas prefeitas do interior, já anunciou todo o seu secretariado – o futuro secretário municipal de Educação, César Callegari, está dizendo que vai acabar com a política de bônus financeiros aos professores municipais.

“Não se pode dividir as equipes (de professores) em vencedores e perdedores”, argumenta Callegari, que é sociólogo. Em Jales, o prefeito atual não é nenhum sociólogo, mas também já decidiu que, neste ano, não vai ter bônus para professores e servidores da Educação.

Por sinal, a política de distribuição de bônus na Educação Municipal foi instituída por Parini em 2008, ano em que ele disputava a reeleição e seu coração ficou um pouco mais sensível. No ano passado, por exemplo,  distribuiu-se R$ 300 mil aos professores e servidores. Em 2012, eles não verão um tostão furado de bônus.

Não se sabe onde Parini está gastando os 25% do orçamento que ele e todos os demais prefeitos estão obrigados a investir na Educação. Em anos anteriores, ele comprou até caminhão e condicionadores de ar para o Teatro, com o objetivo de conseguir gastar os 25%. 

Para este ano, ele havia prometido construir um prédio para abrigar a Secretaria de Educação, que seria erguido em um terreno adquirido junto ao Clube do Ipê. A obra consumiria mais de R$ 1 milhão, mas o projeto não passou da terraplenagem. Onde, então, foi gasto o dinheiro da Educação?

Segundo minhas fontes, a secretária Élida Barison bem que tentou  convencer Parini a pagar o bônus, o que pode ser um sinal de que existiria dinheiro para isso. Mas o prefeito, ao que parece, preferiu dizer não.     

TRIBUNAL APLICA MULTA DE R$ 9,2 MIL EM PARINI

O Diário Oficial do Estado, de hoje, trouxe uma má notícia para o prefeito Humberto Parini. Ele está sendo multado pelo Tribunal de Contas em 500 Ufesp’s, ou R$ 9.220,00, por conta de irregularidades  em uma licitação para recape asfáltico.

A publicação do DOE não diz quais teriam sido as irregularidades, mas garante que a concorrência e o contrato firmado com a empresa CBR Construtora Brasileira Ltda, em junho de 2008, afrontaram pelo menos quatro artigos da Lei das Licitações.

Essa é a quarta multa aplicada pelo Tribunal de Contas ao nosso premiado estadista. Ele já foi penalizado por irregularidades em uma licitação para aquisição de pneus; no contrato da merenda escolar; numa parceria com a Aderj; e por falhas nas contas anuais do Consirj. Juntando tudo, 2.000 Ufesp’s, ou R$ 36,9 mil.  

PREFEITO VAI INAUGURAR ‘PRAÇA ESPORTIVA JOSÉ GATTI’

Como se pode ver na foto acima, as placas inaugurativas já foram instaladas na parede do vestiário e, nesse sábado, poderemos ver nosso premiado estadista, Humberto Parini, sorridente ao lado delas, para as fotos de praxe.

O prefeito, segundo convite distribuído durante a semana, estará inaugurando, amanhã, o campo de futebol do Jardim Aeroporto, batizado de “Praça de Esportes José Gatti”.

A construção do campo de futebol – algo simples, que, como quase tudo no governo Parini, tornou-se complicado – demorou cerca de quatro anos. Mesmo assim, está sendo inaugurado às pressas, apenas para que o prefeito se despeça em grande estilo. Ainda está longe o dia em que veremos 22 pernetas  maltratando uma bola naquele gramado.

Mas, já que estamos falando em futebol e em José Gatti, vejam a coincidência: recebi hoje, do historiador e – segundo seu sobrinho Luiz Carlos –  obstinado atleta de alcova,  Genésio Mendes Seixas, um e-mail com inspirado texto sobre os primórdios do futebol jalesense e alguns dos seus impagáveis personagens.

Tentarei publicar o texto em pílulas. E começarei pelo meio. Vejam, abaixo, a parte que o seo Genésio escreveu sobre o José Gatti, o homenageado de amanhã:

Entre os entusiastas defensores do esporte citamos jogadores e massagista, esportistas que participaram com os pés e com as mãos, e recorremos agora a quem deu sua contribuição em forma de dotes da mente, José Gatti, também ex-vereador no período de 1983-1992.

Sua primeira e breve estada em Jales ocorreu em 1950, tendo vindo embarcado de trem até Fernandópolis e lá foi apanhado pelo seu cunhado, Sr. Gilorde Garzela, contador e futuro candidato a vice-prefeito para o mandato de l953/56.

No ano seguinte, 1951, o Gatti voltou para ficar; após a campanha eleitoral do cunhado, não eleito, instalou uma aparelhagem de som na Avenida Lagoa, com um serviço de alto-falante funcionando do entardecer até as 22 horas. Fazia propaganda comercial, anunciava notas fúnebres e tocava as músicas, de preferência regionais, daquelas que “alguém, de chapéu e óculos escuro, oferece a alguém, de vestido verde, como prova de muito amor”. Nos intervalos, Gatti não descuidava da utilidade pública, intercalando notícias sobre o esporte divulgando escalas, torneios, encontros de equipes e outros eventos.

Com o advento da Rádio Cultura, uns seis anos mais tarde, nosso locutor de alto-falante já gozava do domínio e experiência para enfrentar o “new look” colocando em ondas radiofônicas um bom programa do gênero – O galo nos esportes. Foi a Cultura, na sua versão, que deu as forças necessárias para o nascimento da Associação Esportiva Jalesense – AEJ, o primeiro clube oficializado na cidade.  

PREFEITURA ABRE NOVA RUA E PROVIDENCIA ASFALTAMENTO EM TEMPO RECORDE

As fotos acima foram registradas com diferença de sete dias. Reparem que, apenas uma semana depois de abrir uma nova rua no Jardim Aeroporto, nossa prefeitura já havia providenciado também o asfaltamento da nova via. Como já informado pelo blog, a rua foi batizada com o nome do falecido construtor Orlando Romero, fundador do Jardim Romero. Enquanto isso…

Enquanto isso, os moradores do conjunto habitacional “João Colodetti”, onde a administração Parini “entregou” algumas casas populares no sábado passado, vão ter que continuar amassando barro. A Rua Mesópolis, naquele bairro, está esperando pelo asfaltamento há mais de um ano e,  quando chove, fica intransitável.

A incompetente administração Parini chegou a licitar o asfaltamento da Rua Mesópolis, mas, pelo jeito, nosso dinâmico prefeito não conseguiu liberar a verba de R$ 100 mil destinados pelo deputado João Dado(PDT) para realização da obra.

Também pudera, a licitação foi aberta durante o período em que Parini fazia um tour pela Europa e, em função da ausência do prefeito, a concorrência teve que ser cancelada e reaberta alguns dias depois. Evidentemente que, além da falta de empenho de Parini, o atraso na licitação também colaborou para que a verba não fosse liberada antes do período eleitoral.

E, depois das eleições, nosso prefeito ficou mais preocupado em tirar férias.

ESTADISTA REASSUME CARGO PARA ENTREGÁ-LO A NICE

O prefeito titular, Humberto Parini, retornou hoje ao posto que, nos últimos trinta dias, foi ocupado pelo vice-prefeito Clóvis Viola. Considerando finais de semana, pontes e feriados, nosso premiado estadista terá apenas seis dias úteis de trabalho e depois, como diria Guilherme Arantes, “bye bye, so long, farewell”.

Na minha modesta opinião, já vai tarde. Espero, sinceramente, que não tenhamos saudade dele, embora esteja com a sensação de que isso possa acontecer mais cedo do que imaginamos. Afinal, quem pode nos garantir que “pior do que está não fica”?

UMA OBRA MUITO ESTRANHA 2

E os buracos da Rua Oderço Francisco de Matos, no Jardim São Francisco, continuam aumentando. Como já informado por este blog, nosso prefeito entregou a uma empresa de Fernandópolis – a Construtora Trapézio – a instalação das galerias de águas pluviais naquela rua.

Pagou-se à empresa, o valor de R$ 148.480,00 pela execução da obra. Detalhe: nas licitações da modalidade Convite, como foi o caso, o limite máximo é de R$ 150 mil. Outro detalhe que precisa ser lembrado sempre: a empresa recebeu o pagamento apenas três dias depois de apresentar a nota fiscal no setor de finanças da nossa Prefeitura. Um caso raríssimo, que merecia uma acurada análise.

Mas, vamos aos registros fotográficos de como ficou a “obra” após as primeiras chuvas. Segundo a vizinhança, os buracos começaram a dar as caras há uns quinze dias. Na quinta-feira passada, 13/12, eles já estavam bem grandinhos, conforme a foto abaixo:

No sábado, 15/12, depois de mais uma chuva, os buracos aumentaram razoavelmente e deixaram à mostra a destruição das galerias recém-instaladas, como se pode ver na foto abaixo:

E, nesta segunda-feira, 17/12, os dois buracos das fotos anteriores se juntaram num só. A foto abaixo foi registrada hoje. Ela não mostra, mas existem outros buracos, que também estão aumentando a cada chuva. Se nada for feito rapidamente, corre-se o risco de perder quase todo o serviço executado há dois meses. 

CESTAS DE NATAL DA PRIMEIRA-DAMA COMEÇAM A SER DISTRIBUÍDAS

Agora sim, podemos dizer que estamos entrando no clima de Natal! Segundo fiquei sabendo, começaram a ser distribuídas, nesta segunda-feira, as aguardadas “Cestas de Natal” do Fundo Social de Solidariedade, presidido pela nossa doce e generosa primeira-dama, dona Rose Parini.

Na verdade, nem chega a ser uma Cesta. Oficialmente, deu-se ao pacote que contém a última generosidade da primeira-dama o nome de “Kit de Natal”. Como já se disse por aqui, cada um desses kits custará R$ 19,00. É composto de 01 panetone, 02 cotubas e 01 frango de 2,6 kg. E mais nada! Nem uma sardinha em lata.

Mas o melhor de tudo é que, aparentemente, a bondade da nossa first lady já não está alcançando apenas as famílias carentes. Pelo menos, é o que dá a entender o e-mail que recebi agora a pouco. Vejam um trecho:

“Boa tarde Cardosinho, gostaria de te comunicar que as cestas de natal da prefeitura de Jales não estão sendo entregues apenas para pessoas carentes. Acabei de ver uma familia que tem três casas de aluguel em Cardoso receber uma cesta.”

Vai ver, os inquilinos estão deixando de pagar o aluguel… 

PREFEITURA ENTREGA CASAS, MAS PEDE CHAVES DE VOLTA

Essa administração Parini perdeu mesmo o senso do ridículo, se é que já o teve algum dia. Neste sábado chuvoso, tivemos mais uma chanchada produzida pelo esquema prefeitural. Deu-se no conjunto habitacional “João Colodetti”.

Dizia o convite distribuído pelo governo municipal que, na data de hoje, teríamos a entrega das primeiras 15 unidades habitacionais – leia-se, casas populares – das 60 previstas em um programa social do Minha Casa Minha Vida.

De fato, segundo fiquei sabendo, a entrega foi feita. E tudo na presença de autoridades ilustres e com direito a fotos que, certamente, ilustrarão a matéria oficial que a imprensa domesticada haverá de publicar.

Agora o detalhe: de acordo com fontes confiáveis, logo depois da entrega e das fotos, os agraciados tiveram que devolver as chaves de suas futuras vivendas. E por um motivo muito simples: as casas ainda estão longe de ficar prontas.

Faltam torneiras nas pias, faltam tomadas nas paredes, faltam vidros nas janelas, falta água, falta energia elétrica, falta infraestrutura nas ruas do conjunto, enfim, falta quase tudo. Só não falta é cara-de-pau aos políticos que têm a coragem de promover uma palhaçada dessas.

Ainda bem que está acabando!

UMA OBRA MUITO ESTRANHA

Coisas estranhas andam acontecendo nesta cidade. Senão vejamos: nossa Prefeitura pagou R$ 149 mil à Construtora Trapezio, uma empreiteira de Fernandópolis, para instalar galerias de águas pluviais na Rua Oderço Francisco de Matos, no Jardim São Francisco, que fica nas proximidades da Facip.

Dois meses depois de concluída, a obra está do jeito que se pode ver nas fotos. Os problemas começaram há uns quinze dias, quando um caminhão, inadvertidamente passava pelo local e o asfalto, de repente, afundou sob os pneus. E, em quinze dias, a única providência da nossa Prefeitura foi colocar umas placas no local.

Até aí, nada de muito estranho. Muito pelo contrário, a falta de agilidade da nossa Prefeitura é normal. A estranhesa reside na rapidez com que a obra foi contratada e executada, algo pra lá de incomum na administração Parini. Contratada em setembro, a obra já estava concluída em outubro. Um assombro!

Mais assombrosa ainda foi a agilidade demonstrada pelo nosso prefeito, ao pagar a obra. Três dias depois de concluir a instalação das galerias e apresentar a fatura, a Construtora Trapezio já estava de posse do cheque da Prefeitura, que pagou a empresa com recursos próprios.  

É ou não é estranho? Enquanto a empresa que fornece o leite dos idosos suspende a entrega do produto, por falta de pagamento, a Construtora Trapezio, de outro lado, recebe o dinheiro dela rapidinho. Pelo jeito, temos um prefeito trapezista.

No jornal A Tribuna, deste domingo, mais detalhes sobre o caso.      

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