Categoria: Administração

NICE RECEBEU PRIMEIRA RECLAMAÇÃO LOGO DEPOIS DA POSSE

Antes de anunciar o seu secretariado, a prefeita Nice Mistilides fez questão que todos os seus amigos e parentes, presentes ao gabinete, assinassem o livro-ata de transmissão do cargo. Ela pediu a uma fotógrafa que registrasse o momento em que a mãe dela – a professora Maria Mistilides – assinou a ata.

Infelizmente, eu não estava com a máquina pronta. Mas registrei o momento em que a irmã da prefeita – Adriana Mistilides – deu seu autógrafo. Dayminho Mistilides, primo de Nice, morando atualmente em Fernandópolis, também assinou. Num canto da sala, um dos apoiadores de Nice reclamava por não ter sido chamado por ela para assinar o livro.

Enquanto esperava que todos assinassem o livro-ata, Nice abriu um pacote com um presente entregue a ela. O pacote continha o livro “Salomão – O Homem Mais Rico Que Já Existiu”, do escritor Steven K. Scott.

O livro conta, é claro, a história de Salomão, que foi coroado rei de Israel com apenas 12 anos de idade. Segundo o Antigo Testamento, Deus apareceu para ele e propôs lhe dar o que quisesse, mas o jovem pediu apenas sabedoria para governar seu povo. Fascinado com tamanha humildade, Deus o transformou no homem mais rico, sábio e vitorioso de todos os tempos.

Depois do presente, veio a primeira reclamação: um homem muito simples aproximou-se da prefeita para reclamar em nome dele e de outras dezenas de pessoas que foram barradas pela segurança quando subiam a escadaria que dá acesso ao gabinete. Segundo o homem, eles teriam permanecido lá por mais de uma hora.

Em sua entrevista coletiva, Nice mencionou o fato e disse que, assim que ficou sabendo do ocorrido, determinou que o acesso ao gabinete fosse liberado para todos os que quisessem abraçar a prefeita.

CENAS DA POSSE

Foi uma cerimônia um tanto quanto demorada, principalmente em função de alguns discursos e da apresentação de um coral gospel, que cantou quase um CD inteiro.

Depois da cerimônia na Câmara, Nice – acompanhada por três seguranças e por centenas de pessoas – dirigiu-se até a Prefeitura, onde o ex-prefeito Humberto Parini transmitiu o cargo a ela. Eis alguns registros:

No início da cerimônia, os vereadores eleitos prestaram o juramento.

Enquanto isso, a prefeita Nice Mistilides esperava a vez de ser chamada para tomar posse.

Tiquinho, que presidiu o início da sessão solene, ouve o juramento da prefeita Nice e do vice-prefeito Pedro Callado.

Depois do juramento, Nice e Callado ocuparam o lugar reservado para eles, na Mesa.

Após a eleição para a presidência da Câmara, Pérola assume o lugar de Tiquinho e senta-se ao lado de Nice. Em seu discurso, o vice-prefeito, Pedro Callado, destacou o fato de termos duas mulheres comandando os poderes Executivo e Legislativo.

O presidente do PSDB local, Carlos Cardoso da Silva, acompanhou toda a cerimônia, mas, no final, não viu seu nome ser anunciado por Nice para ocupar algum cargo do primeiro escalão. Pelo menos, por enquanto.

Flavinha Mistilides, a irmã caçula de Nice, veio de São José do Rio Preto para acompanhar a posse.

Carlinhos Mistilides e Adriana, outros dois irmãos da nova prefeita, também acompanharam tudo, atentamente.

Vários fotógrafos e cinegrafistas registraram os principais momentos da cerimônia, como o discurso da prefeita empossada.

Franley Machado (A Tribuna), Claudinei Antonio (Antena 102) e Deonel Rosa Júnior (Jornal de Jales) acompanharam tudo do espaço reservado à imprensa.

Já no gabinete do chefe do Executivo, Nice ouve o discurso de despedida de Parini, antes dele transmitir-lhe o cargo. 

Depois de assinar a ata de posse e se acomodar à sua poltrona de prefeita, Nice lança um olhar 43.

Simone Aranda (chefe de gabinete) e Sônia Maria Scatena (secretária) serão as responsáveis pelo comando da Secretaria de Educação

Lúcia Callado assumirá a Secretaria de Promoção Social, enquanto Nilva Gomes Rodrigues de Souza chefiará a Secretaria de Saúde.

 Roberto Timpurim será o chefe de gabinete da prefeita, enquanto Braz Baratela tomará conta da Secretaria de Fazenda

Oswaldo Polizio Júnior, o Vadinho, que estava acompanhado pela esposa Maria Angélica, será o comandante da Secretaria de Planejamento.

O vice-prefeito Pedro Callado e seus dois ex-alunos, os advogados Adriano Vinícius Carvalho e Luiz Fernando de Paula.

O pastor Luciano Ferreira Nunes será o substituto do ex-secretário de Administração, José Shimomura.

NICE TOMA POSSE E ANUNCIA SECRETARIADO

Depois de muito suspense e após cerimônia que terminou por volta das 14:00 horas, a prefeita Nice Mistilides anunciou, finalmente, parte do seu secretariado. As surpresas ficaram por conta dos indicados para as secretarias de Saúde, Educação e Fazenda.

Apesar de ter contado com o tempo de quase noventa dias para formar sua equipe, a prefeita ainda não escolheu os titulares das secretarias de Esportes e de Obras. Várias chefias de gabinete também estão vagas. O presidente do PSDB local Carlos Cardoso da Silva, o Cardosão, estava visivelmente desapontado depois do anúncio.

O ex-vereador Luiz Henrique Macetão também não parecia muito à vontade. Ele está esperando sua indicação para a coordenadoria da UAB, mas, aparentemente, ainda não foi convidado. A escolha da esposa do vice Pedro Callado para a Secretaria de Promoção Social mereceu algumas críticas nos bastidores. Para alguns, isso seria nepotismo.

Eis o time:

– Procurador Geral do Município: Izaias Barbosa de Lima Filho
 
– Chefe de Gabinete da Prefeita: Roberto Timpurim Berto
 
-Secretário Municipal de Administração: Luciano Ferreira Nunes
 
-Chefe de Gabinete da Secretaria de Administração: João Nogueira
 
-Secretário de Agricultura e Meio Ambiente: Sandra Gigante
 
-Chefe de Gabinete da Secretaria Municipal de Meio Ambiente: vago
 
-Secretário Municipal de Comunicação: Bruno Guzo
 
-Chefe de Gabinete da Secretaria Municipal de Comunicação: Douglas Zílio
 
-Secretário de Promoção Social: Lúcia Callado Moraes
 
-Chefe de Gabinete da Secretaria de Promoção Social: vago
 
-Secretário Municipal de Educação: Sônia Maria Scatena Frassato
 
-Chefe de Gabinete da Secretaria de Educação: Simone Aranda
 
-Secretário Municipal de Esportes, Cultura e Turismo: vago 
 
-Chefe de Gabinete da Secretaria de Esportes, Cultura e Turismo: vago
 
-Secretário Municipal de Fazenda: Braz Baratela
 
-Chefe de Gabinete da Secretaria Municipal de Fazenda: vago 
 
-Secretário Municipal de Obras, Serviços Públicos e Habitação: vago 
 
-Chefe de Gabinete da Secretaria de Obras, Serviços Públicos e Habitação: vago
 
-Secretário Municipal de Planejamento e Trânsito: Oswaldo Polizio Junior
 
-Chefe de Gabinete da Secretaria de Planejamento e Trânsito: vago
 
-Secretário Municipal de Saúde: Nilva Gomes Rodrigues de Souza
 
-Chefe de Gabinete da Secretaria Municipal de Saúde: vago
 

Obs: os advogados Luiz Fernando de Paula e Adriano Vinícius Carvalho aparecem na foto acima, mas, oficialmente, não estão nomeados para nenhum cargo de confiança. Se eu entendi bem, eles darão assessoria informal à prefeita Nice.

POR ONDE ANDA MILA GONÇALVES?

Vocês se lembram da Mila Gonçalves? Não? Pra falar a verdade, nem eu me lembrava! Importada pelo prefeito Humberto Parini e nomeada para a chefia de gabinete da Secretaria de Comunicação, ela aportou em Jales, no ano passado, prometendo revolucionar a página oficial da nossa Prefeitura na internet.

Mesmo sem conhecer o solo em que estava pisando e sem saber o que estava dizendo, ela logo se transformou na defensora número dois da  administração do doutor Humberto Parado. Meus amigos na Prefeitura me diziam que ela nutria profunda antipatia por este aprendiz de blogueiro.

Os mesmos amigos diziam, também, que, afora o grave defeito de defender o indefensável, a Mila até que era boa gente. Eu não a conheci e, pelo jeito, tão cedo não vou conhecer, uma vez que ela, segundo informações, já não mais habita esta cidade de céu sempre azulado e amores sem pecado.

As últimas notícias dão conta de que Mila teria sido vítima dos fuxicos de pessoas próximas ao prefeito e, demitida, partiu para outras paragens, profundamente decepcionada com Parini e sua turma.

Bem feito pra ela!      

ESTADISTA DIZ QUE DEIXOU A CIDADE PREPARADA PARA O GRANDE SALTO

Por via das dúvidas, seria melhor saltar de paraquedas! Nosso premiado estadista deu, hoje, sua última entrevista – como prefeito – ao microfone amigo do Antena Ligada. E, como todo sujeito desprovido de autocrítica, ele enumerou alguns feitos de seu governo – entre eles, pasmem, a reconstrução da Santa Casa – e disse que deixa a cidade preparada para dar o grande salto.

Ora bolas! O grande salto deveria ter acontecido no governo Parini. Afinal, foram oito anos de mandato em que o governo federal era do mesmo partido que o dele e, mesmo assim, nosso prefeito – justificando o apelido de Humberto Parado – não conseguiu grande coisa. Votuporanga e Fernandópolis, com prefeitos adversários do petismo, conseguiram muito mais.

As grandes conquistas alcançadas durante o governo Parini – Hospital de Câncer, Fatec, etc – caíram-lhe no colo, sem que o prefeito tivesse feito grande coisa para consegui-las. Muito pelo contrário: no caso do HC, por exemplo, ele quase atrapalhou. Mas sempre haverá alguém disposto a dizer que o prefeito foi importante nessas conquistas e isso talvez explique o autismo dele.

Parini aproveitou para, mais uma vez, falar sobre uma suposta perseguição do Ministério Público. E reclamou de setores da imprensa – leia-se A Tribuna – que, segundo ele, vivem a noticiar coisas sobre sua vida privada. Novamente, a fuga da realidade: se houve alguém que andou  misturando o público e o privado não foram exatamente os setores da imprensa a que ele se refere.

Por fim, nosso prefeito disse que conquistou muitas amizades em Brasília e, portanto, está em condições de ajudar a prefeita Nice, caso ela queira. Uma dessas amizades, provavelmente, é o advogado Paulo Rodrigues Vieira, acusado de ser chefe de uma quadrilha que operava dentro do governo.

Mas essa é uma amizade que talvez diga respeito apenas à vida privada do prefeito. 

A PRAÇA É DO POVO. E O CORETO TAMBÉM

Hoje fiz uma incursão ao Banco Santander e, enquanto eu esperava a minha vez de ser atendido, uma leitora do blog pediu pra que eu fotografasse o coreto da Praça “João Mariano de Freitas”, a outrora charmosa Praça do Jacaré.

Moço prestativo, cuidei de atender ao pedido. A foto lá de cima mostra a situação  interna do coreto. E a foto do lado, mostra o lado externo, onde as grades foram transformadas em varal. O nosso prefeito, que, felizmente, está a quatro dias de deixar o trono, se vangloria de ter acabado com o Albergue Noturno e criado a chamada Casa Abrigo.

Enquanto isso, a menos de 100 metros da Casa Abrigo, a situação é essa mostrada pelas fotos.   

UMA OBRA MUITO ESTRANHA – 3

Falemos um pouco mais sobre a “obra” da Rua Oderço Francisco de Matos, no Jardim São Francisco. As fotos acima mostram parte da sequência dos fatos. Na primeira, o buraco que surgiu com as primeiras chuvas; na segunda, os reparos que incluíram a troca de alguns tubos; e, finalmente, na terceira, o buraco já devidamente tampado.

Eu já escrevi por aqui que essa “obra” merece uma investigação séria, mas, infelizmente, os órgãos de defesa dos cidadãos fazem ouvidos moucos. Os serviços, como já foi dito em post anterior, foram contratados com a Construtora Trapézio, de Fernandópolis. No entanto, quem fez os reparos foi a RH Transportes, uma empresa de Santa Salete.

RH Transportes é apenas o nome comercial da empresa Edso Luiz Hipólito-ME, que, desde 2010, tem uma máquina retroescavadeira – provavelmente, a que aparece na segunda foto – alugada à Prefeitura de Jales por cerca de R$ 9 mil mensais. Suspeita-se que a empresa, na verdade, pertença ao prefeito de Santa Salete, Mané Rizzato, amigo e colega de trabalho do prefeito Humberto Parini.

Curiosamente, o contrato de aluguel da máquina tinha o valor de R$ 76 mil, por oito meses. O normal, seria um contrato de 12 meses, mas, nesse caso, o valor passaria de R$ 80 mil e Parini seria obrigado a fazer uma Tomada de Preços, com ampla divulgação, inclusive no Diário Oficial, o que, aparentemente, não interessava nem a ele e nem a Rizza…, digo, à RH Transportes.

Findos os oito meses de contrato, no dia 1º de abril – não é mentira,  acreditem! – Parini prorrogou o aluguel por mais alguns meses, a um custo de R$ 45 mil. Quer dizer: em 12 meses, ele gastou mais que os R$ 80 mil permitidos pela Lei de Licitações em casos como esse. Mas quem liga para a Lei de Licitações?

Voltemos, porém, à “obra” do Jardim São Francisco. As duas fotos abaixo foram registradas ontem e mostram que, depois dos reparos, outros buracos já começam a surgir. Ou seja, a “obra”, pela qual nosso prefeito pagou R$ 148 mil, é uma porcaria. Só lembrando, mais uma vez, que o estadista  pagou a empresa apenas dois dias depois da apresentação da nota fiscal. Um fato raríssimo. E estranho…

SEM ACORDO, EMPRESA VAI À PREFEITURA E LEVA MÓVEIS EMBORA

A foto acima foi registrada na semana passada e eu quase tinha me esquecido do assunto. Ela mostra dois funcionários de uma empresa de Fernandópolis carregando uma mesa. Até aí nada demais.

O detalhe é que eles estão saindo de uma sala da nossa Prefeitura. A mesa e outros móveis, que foram, digamos assim, “sequestrados” pela empresa, estavam “cedidos” à municipalidade há uns três anos.

Durante todo esse tempo, o representante da empresa – que, repito, é de Fernandópolis – tentou um acordo com o prefeito Parini e com o czar das finanças, Rubens Chaparim, a fim de receber pelos móveis, mas não obteve sucesso. A solução foi levar de volta.    

DESPEDIDA DE ÉLIDA NÃO TEVE A PRESENÇA DO ESTADISTA

Considerada a segunda melhor secretária – o melhor, ninguém duvida, foi o Chaparim – do governo municipal, a professora Élida Barison não teve a honra de recepcionar seu chefe, o quase ex-prefeito Humberto Parini, em sua festa de despedida, realizada na segunda-feira da semana passada.

A festa foi organizada por colegas de trabalho de Élida – flagrados na foto acima, que tomei “emprestada” no face da Eliana – mas o estadista, convidado, não deu o ar de sua premiada graça. Ele teria apresentado, como desculpa, uma “ite” qualquer. Labirintite, conjuntivite ou sinusite, não me lembro bem.

A ausência de Parini foi tomada, por alguns, como uma desconsideração a uma de suas mais leais e competentes colaboradoras. Pode ser, porém, que o prefeito não tenha comparecido para fugir a possíveis questionamentos do pessoal da Educação sobre o não pagamento do bônus a professores e servidores.

Como já foi informado aqui no blog, Parini – sem muita explicação – cortou, neste ano, o bônus que vinha sendo pago desde 2008. Uma professora da rede municipal me disse, um dia desses, que o clima é de descontentamento. Muitas delas abriram mão do direito a cinco faltas abonadas, por conta do bônus.

Conversei, também, com um dos vereadores que apoiaram Parini em seus dois mandatos, sobre o corte do bônus. E ele utilizou termos impublicáveis para classificar a atitude do prefeito.

Mesmo assim, o estadista bem que podia ter comparecido à despedida da professora Élida. Se eu conheço bem o pessoal da Educação, ninguém  incomodaria o prefeito durante a festa, com assunto tão delicado.

NO RANKING DA GERAÇÃO DE EMPREGOS, JALES CONTINUA SENDO A PIOR DA REGIÃO

Em novembro, Jales gerou 86 novos empregos formais, segundo a estatística mensal divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Foi o terceiro melhor resultado obtido por nossa cidade neste ano, superado apenas por julho (114 empregos) e agosto (91). Dos 86 postos de trabalho abertos em novembro, 60 foram gerados pelo Comércio, provavelmente temporários.

Apesar do “bom” resultado, no somatório do ano, Jales continua sendo a pior cidade da região no quesito “geração de empregos”. Em 11 meses, produzimos 495 empregos novos. Bem menos que Votuporanga(1.513), Fernandópolis (1.140) e Mirassol (861), e um pouco menos que Tanabi (628) e Santa Fé do Sul (563). Percentualmente, estamos perdendo até para Palmeira D’Oeste.

Nos oito anos em que tivemos um estadista no comando da cidade, fomos os piores em, pelo menos, seis temporadas. Mas, hoje é Natal e não quero ser chamado de pessimista em dia tão especial. Aqui nesta cidade, nós temos algumas Polianas travestidas em “formadores de opinião”, que não gostam de ver tisnada a realidade edulcorada por eles, principalmente, em dias festivos.

Deixemos, então, para falar da incompetência do governo Parini em outra ocasião.

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