O jornal A Tribunadeste final de semana continua repercutindo a Operação “Farra no Tesouro”, cujos envolvidos já foram denunciados pelo Ministério Público de Jales como incursos nos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e também falsificação de documentos. Como o MP está dizendo que os crimes foram cometidos em “concurso material de delitos”, as penas de cada acusado poderão chegar a 700 anos, mas a defesa deverá pedir a desclassificação para “crime continuado”, o que diminuirá substancialmente as penas. A denúncia oferecida pelo promotor refere-se apenas a fatos ocorridos nos últimos dois anos, quando foram desviados cerca de R$ 1,7 milhão, mas as investigações continuam e o MP poderá oferecer novas denúncias.
Ainda sobre o mesmo assunto, destaque para decisão da Justiça do Trabalho que deferiu liminar solicitada em reclamações trabalhistas ajuizadas por seis funcionários da empresa Betto Calçados. As atividades da empresas estão, como se sabe, paralisadas depois que a Polícia Federal lacrou a loja localizada na Rua 12. A decisão do juiz da Vara do Trabalho de Jales, José Antônio Gomes de Oliveira, deferiu liminarmente a rescisão indireta do contrato de trabalho dos ex-funcionários e vai permitir que eles recebam o seguro desemprego e saquem os depósitos feitos no Fundo de Garantia.
A primeira captação de coração para transplante, realizada na Santa Casa de Jales; a 34ª Romaria Diocesana, que teria reunido 15 mil fiéis; a posição do prefeito Flá Prandi a respeito da abertura da CEI da Farra no Tesouro; o lançamento das campanhas dos candidatos Luís Henrique Moreira e Itamar Borges; a decisão da Justiça Eleitoral de Estrela D’Oeste, que julgou improcedente a ação que acusava o novo prefeito de Turmalina de compra de votos; e o depoimento do ex-marido de Érica, onde ele utiliza até um relação extraconjugal para explicar porque nunca se preocupou em saber a origem dos recursos utilizados pela ex-tesoureira para construir e reformar imóveis, são outros assuntos de A Tribuna.
Na coluna Enfoque, escrita por este aprendiz de blogueiro, o caso do ex-vereador Luiz Fernando Rosalino, que ganhou, em primeira instância, o direito de receber da Prefeitura cerca de R$ 53 mil relativos a férias e décimo-terceiro do tempo em que foi vereador. Na página de opinião, o ex-prefeito Pedro Callado escreve interessante artigo sobre o “nervosismo” do mercado diante das eleições presidenciais deste ano. No caderno social, destaque para o casório do casal Juliana Moraes e Bruno Barbosa que, depois de 14 anos vivendo juntos, resolveram oficializar a união. E na coluna do Douglas Zílio, a participação de alguns jalesenses na festa do peão de Barretos.
Da ex-tesoureira Érica Carpi ao explicar, em depoimento à PF, seus gastos com salões de beleza, boutiques, lojas de móveis e decoração, semijoias, buffets, etc.)
Em continuidade ao Mutirão de Limpeza, a Prefeitura de Jales está informando os bairros que receberão a coleta na segunda semana de realização do projeto. A ação tem objetivo de manter a cidade limpa e propiciar à população a retirada de suas casas de materiais inservíveis que podem se tornar criadouros do Aedes Aegypti, assim como evitar proliferação do mosquito palha, causador da Leishmaniose, e o aparecimento de escorpiões.
Os moradores devem colocar os materiais sem uso na rua para a retirada pelos caminhões e trabalhadores braçais. As equipes só irão recolher os materiais e entulhos colocados nas sarjetas e não nas calçadas.
Serão coletados restos de madeiras, altas, garrafas, pneus, frascos, móveis velhos, sucatas em geral, ou qualquer outro tipo de material que acumulam água e que esteja nas residências sem uso, exceto podas de árvores e restos de restos construção civil.
Confira abaixo o cronograma:
27 de Agosto (segunda-feira): Jd. Oiti, Residencial São Lucas, Jd. Primavera, Chácaras Alto do Marimbondo, Alto do Ipê, Jd. Pires de Andrade.
28 de Agosto (terça-feira): Vila Nossa Senhora Aparecida da Boa Vista, Jd. Novo Mundo, Jd. Paulo VI.
29 de Agosto (quarta-feira): Santo Expedito, Jd. Arapuã, Jd. Zaffani.
30 de Agosto (quinta-feira): JACB, Residencial Alvorada, Jd. Nova Jales I e II, Residencial Monte Líbano.
31 de Agosto (sexta-feira): Pedro Nogueira, Jd. João Batista Colodetti, Distrito Industrial I, Jd. Aclimação e Jd. Estados Unidos.
A edição digital do jornal Folha Noroestedeste sábado traz como principal destaque a 34ª Romaria Diocesana, realizada no domingo passado, 19. Segundo a matéria, a Romaria – cujo lema foi “Com Maria somos sal da terra e luz do mundo” – reuniu milhares de pessoas que, sob sol forte, partiram da Igreja de Santo Expedito e, guiados por Nossa Senhora da Assunção, padroeira da Diocese, caminharam até a Catedral Diocesana, onde celebraram os 58 anos da instalação da Diocese. Desde 1985, a romaria vem ganhando forma e se renovando a cada ano, abordando assuntos do cotidiano da Igreja e da sociedade. Segundo o jornal, Jales acolheu devotos das 45 cidades da Diocese.
O jornal está destacando, também, a homenagem feita ao falecido deputado constituinte Roberto Vale Rolemberg, durante o Simpósio sobre combate à corrupção realizado em Jales na semana passada. No intervalo do evento, o procurador geral do município, Pedro Callado, comandou a homenagem a Rollembeg e ressaltou a importância histórica do deputado, o único da região que participou da elaboração da Constituição Federal, que está completando 30 anos. “Jales esteve presente e muito bem representada por este homem exemplar, que foi vereador, prefeito, deputado estadual e federal, sempre se pautando pela ética e coerência”, discursou Callado.
Na coluna FolhaGeral, o obstinado redator-chefe Roberto Carvalho comenta que a campanha da deputada Analice Fernandes(PSDB) está distribuindo pela cidade um folheto onde destaca suas conquistas para Jales, que incluem recursos para recape de vias públicas. Segundo o colunista, o folheto diz que, em outros tempos, recursos intermediados pela deputada garantiram o recape de ruas no JACB, IV Centenário, Jardim Oiti e Vila São José. Roberto lembra, no entanto, que neste último bairro apenas um rua foi recapeada, ainda no tempo de Parini. O colunista ressaltou, também, que os moradores da Rua São Paulo, no IV Centenário, clamam pelo recape há duas décadas.
Na denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual, que pede mais de 700 anos de prisão para os envolvidos no desvio de recursos públicos da Prefeitura de Jales, um detalhe chama a atenção: no rol das testemunhas de acusação elencadas pelo promotor Horival Marques de Freitas Júnior parece haver um estranho no ninho.
Das oito testemunhas relacionadas pelo promotor, três são policiais federais, incluindo do delegado Cristiano Pádua da Silva, enquanto outras quatro são servidores municipais: o contador Diego Rosão, o responsável pelo setor de Folha de Pagamento, Vinícius Neves, uma funcionária da Secretaria de Fazenda, Giselle, e uma estagiária de nome Beatriz, que trabalhava diretamente com Érica, na Tesouraria.
Já a oitava testemunha não pertence a nenhum desses núcleos. Trata-se do patriótico candidato a deputado federal Luís Henrique Vicente de Oliveira, o Henrique do CAJ.
Perguntado por este aprendiz de blogueiro sobre os motivos que levaram o Ministério Público a convoca-lo para testemunhar no caso, Henrique foi enigmático: “sou um cara que sei muita coisa sobre muitos assuntos e, por isso, sempre sou convocado a colaborar com o MP”.
Fui, então, direto ao ponto: “se alguém me perguntar se foi você o autor da denúncia posso dizer que não?”. E o irrequieto candidato respondeu: “Pode! Eu não tenho nada a ver com a denúncia“.
Em tempo: O candidato Luís Henrique protocolou uma petição junto à Justiça Eleitoral, a fim de mudar o nome que aparecerá na urna quando algum eleitor digitar o número 5132. Em princípio, o nome que apareceria seria “Henrique do CAJ”, mas ele resolveu que ficaria melhor “Luís Henrique”, como se pode ver na foto lá de cima.
A notícia é da assessoria de imprensa da Santa Casa:
A Santa Casa de Jales realizou um procedimento inédito na terça-feira, 21 de agosto de 2018, foi um dia histórico para os colaboradores e para a instituição. Após ser constatado através de exames a morte encefálica de um paciente e autorização dos responsáveis, a comissão de captação de órgãos efetuou captação de coração, pulmão, fígado, rins e córneas.
O presidente da comissão e enfermeiro Paulo Lima, relatou todo o processo “Foram realizados vários exames que constataram a morte encefálica do paciente na tarde de segunda-feira, nossa equipe identificou que seria um possível doador de órgãos e tecidos. Explicamos aos familiares que a doação dos órgãos proporciona a continuação da vida para um outro alguém. Apesar de todo o sofrimento eles foram solidários e pensaram no próximo.”
O processo de conscientização da família é muito importante além de ser um momento delicado. A equipe orientou sobre o procedimento de captação e transplantes destacando os benefícios para os receptores, sem deixar nenhuma dúvida para os familiares.
Para o provedor Junior Ferreira ser doador é um gesto de amor com o próximo “Existem muitas pessoas nas filas de transplantes em nosso país, para a família a dor é imensa por perder o ente querido, mas para outras pessoas a vida não acabou ali porque vão ter a oportunidade de receber um órgão.”
Finalizado o protocolo de morte encefálica, as equipes capacitadas do INCOR Hospital das Clinicas e do Hospital de Base de São José do Rio Preto fretaram dois aviões para se deslocarem da cidade de São Paulo até a Santa Casa, inclusive contando com apoio da Polícia Militar, onde realizaram os procedimentos de retiradas dos órgãos. A logística foi indispensável por conta do tempo que um coração permanece em funcionamento fora do corpo humano.
O Dr. Ronaldo Honorato cirurgião cardiovascular que faz a captação de corações para transplantes no Incor (Instituto do Coração), em São Paulo, foi um dos médicos que participou do processo de retirada do coração na Santa Casa de Jales, ele destacou o trabalho realizado pela equipe da comissão da instituição pelo atendimento oferecido ao paciente, desde a identificação do potencial doador, até o momento de conscientização dos familiares.
O desembargador Diniz Fernando, da 1ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo deferiu o pedido de liminar dos advogados de Simone Carpi Brandt, irmã da ex-tesoureira Érica Carpi, e concedeu o benefício da prisão domiciliar a ela.
A decisão é de sexta-feira, 17, e os argumentos para o deferimento do benefício a Simone foram os mesmos utilizados para substituir a prisão preventiva de Érica: 1) possui filho menor, atualmente com cinco anos de idade; 2) não teria cometido os crimes mediante violência ou grave ameaça; e 3) a ré é primária.
Na argumentação apresentada ao Tribunal de Justiça, os advogados – Carlos Mello e Gustavo Baldan – ponderaram, ainda, que o filho de Simone padece de uma doença que necessita de medicamento contínuo e faz tratamento para evitar a perda gradativa da visão.
O mesmo desembargador negou, na segunda-feira, 20, a liminar solicitada pelos advogados visando a revogação da prisão preventiva de Marlon Fernando Brandt dos Santos, marido de Simone e cunhado de Érica. Eles argumentaram que Marlon é primário, possui bons antecedentes, residência fixa e que ele confessou o delito.
Na decisão, o desembargador ressaltou que seria “necessária uma maior cautela para a análise do pleito liberatório, notadamente em face da gravidade concreta das condutas”.
A greve dos caminhoneiros, que, em Jales, recebeu o apoio de comerciantes, comerciários e outros atores, não foi lá muito boa para os donos de veículos que abastecem nos postos de combustíveis de nossa cidade.
Antes do movimento grevista, tínhamos a gasolina mais barata do estado. Com a greve, os preços dispararam em Jales e não voltaram mais ao patamar anterior. Hoje, o preço médio da gasolina em Jales só é menor que em 11 das 108 cidades paulistas pesquisadas pela ANP.
Em maio deste ano, antes da greve, o nosso preço médio da gasolina era de R$ 4,030, enquanto na semana passada, segundo a medição da ANP, o valor médio batia em R$ 4,430, um aumento de quarenta centavos/litro (10%) em menos de três meses.
O preço médio mais baixo do estado – que até maio era o de Jales – agora é encontrado em Campinas (R$ 4,017), seguido por Guarulhos (R$ 4,102) e Paulínea (R$ 4,111). Já os valores médios mais altos estão sendo praticados em Botucatu (R$ 4,568), Catanduva (R$ 4,561) e Cubatão (R$ 4,557).
Em janeiro de 2015, quando Dilma iniciou seu segundo mandato sob protestos por conta de aumentos na gasolina, o preço médio em Jales era de R$ 3,201. Quase um ano e meio depois, em maio de 2016, quando ela foi afastada, o preço médio nos postos da cidade estava em R$ 3,320, um aumento de 3,7%.
De lá para cá – ou seja, em dois anos e três meses – com Michel Temer na presidência e Pedro Parente na Petrobras, o preço médio da gasolina em Jales chegou aos atuais R$ 4,430, um aumento de 33,4%. Em outros tempos, um aumento dessa magnitude seria motivo para os coxinhas locais vestirem-se de amarelo e, armados de panelas, correr à Praça do Jacaré. Nos últimos tempos, as panelas permanecem silentes.
A 34ª Romaria Diocesana foi realizada neste domingo, com um novo trajeto. A concentração aconteceu na Igreja de Santo Expedito, que homenageia o padroeiro da cidade, na Avenida Nações Unidas, onde os fiéis foram saudados pelo bispo dom Reginaldo Andrietta.
De lá, os romeiros partiram em caminhada até a Catedral Nossa Senhora da Assunção, a padroeira da Diocese. Abaixo, algumas imagens do evento religioso:
As investigações apontam que Érica usava cheques da prefeitura para pagar contas pessoais. Ela foi denunciada pelo MP por formação de organização criminosa, falsidade ideológica, peculato – quando funcionário público pratica crime contra a administração – e lavagem de dinheiro.
O MP também denunciou o marido dela, Roberto Santos Oliveira, a irmã Simone Paula Carpi Brandt e o cunhado Marlon Fernando Brandt Santos, todos pelos mesmos crimes de Érica.
A ex-secretária de saúde, Patrícia Albarelo Ribeiro Oliveira, que segundo a denúncia assinou folhas de cheques em branco para Érica, vai responder por peculato.
A secretária de Saúde Maria Aparecida Martins, que foi exonerada depois da operação, chegou a ser presa, teve a prisão revogada e não foi denunciada.
O advogado a irmã e do cunhado, que também representa Érica, disse que não foi informado sobre a denúncia e por enquanto não vai se pronunciar sobre a denúncia. O advogado do marido de Érica disse que também não foi comunicado e reforçou que o cliente é inocente.