Com uma manifestação preparada para o próximo dia 21, em todo o país, agentes de segurança começam a demonstrar arrependimento pelo voto que depositaram na urna nas eleições de 2018, como ficou claro nas falas de participantes de encontro, nesta segunda-feira (13/5), na União dos Policiais do Brasil (UPB), frente que representa 28 entidades do setor.
O voto em massa contra o projeto petista, diz um dos presentes, que não quis se identificar, ocorreu porque “havia confiança de que tanto o presidente iria cumprir a promessa de privilegiar a segurança pública, quanto o ministro da Justiça, Sérgio Moro, defenderia essa causa”. Mas o governo, de acordo com o informante, que não quis se identificar, “traiu a classe, enganou a todos e finge que nada aconteceu”, indigna-se.
Eles, que acharam que seriam poupados na reforma da Previdência, agora correm atrás do prejuízo. Entre as reivindicações dos policiais estão: manutenção da atividade de risco, pensão integral por morte, regras de transição justas, idade mínima de aposentadoria diferenciada para homens e mulheres e integralidade e paridade dos vencimentos na aposentadoria, como foi acertado com as Forças Armadas.
De acordo com a fonte, após as últimas declarações pelas redes sociais do presidente Jair Bolsonaro, ficou claro que, por trás de propósitos não declarados tinha uma vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF). “Só queriam isso. Já estava combinado. Evidentemente, ninguém está se importando de verdade com o bem-estar da população e do servidor, infelizmente”, assinalou outro policial.
A União dos Policiais do Brasil (UPB) representa 28 das principais entidades do setor no país, incluindo delegados, peritos criminais, agentes, papiloscopistas, escrivães, guardas municipais e de trânsito e policiais federais, rodoviários federais e legislativos, agentes penitenciários e socioeducativos. Ao todo, são mais de 500 mil profissionais. A eles deverão se juntar aos policiais civis de todo o país, ou seja, mais 120 mil pessoas.
Dimenstein não está sozinho. O cineasta José Padilha, diretor da série “O Mecanismo”, da Netflix, também está arrependido por ter pintado Sérgio Moro como herói. O imparcial de Curitiba, se fosse metade do que alguns ingênuos ainda pensam que ele é, já teria caído fora do governo Bolsonaro.
O jornalista Gilberto Dimenstein, editor e fundador do site Catraca Livre, pediu desculpas ao público nesta segunda-feira (13) por já ter defendido o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.
“E pensar que eu arrumei briga com amigos por defender esse sujeito. E escrevi que ele era um dos heróis nacionais. Desculpa, desculpa, desculpa”, escreveu Dimenstein em sua conta do Twitter ao divulgar um texto sobre a indicação do ex-juiz de Curitiba para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), no próximo ano.
Dimenstein entendeu, como todos os brasileiros, que houve uma barganha entre o presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro e o chefe da Lava Jato: “Seria um acordo secreto para Moro aceitar ser ministro da Justiça, emprestando sua imagem ao governo. Traduzindo: uma barganha, semelhante aos acordos da chamada ‘velha política’, tão denunciada por Bolsonaro”, escreveu Dimenstein no texto que compartilhou.
A notícia está pendurada no portal do Governo de SP:
O Governador em exercício, Rodrigo Garcia, visitou a região de Rio Preto para acompanhar atendimentos do “Corujão da Saúde” em serviço privado, parceiro do programa, criado pelo Governo paulista com o objetivo de zerar a demanda reprimida por diagnósticos.
“Nós pretendemos até o final do ano de 2019 concluir esta primeira etapa do Corujão da Saúde no interior de São Paulo. Uma experiência muito bem-sucedida na capital, um compromisso de campanha que nós tínhamos e que agora chega ao interior com grande sucesso”, declarou Garcia.
Nesta fase inicial, a meta é realizar 49.360 procedimentos na região de Rio Preto, no total, sendo 36.330 ultrassons, 8.100 endoscopias e 4.930 mamografias.
Oito serviços privados foram credenciados para participar do “Corujão” com oferta de ultrassonografia, na região: Medicina Nuclear Regional (TOGNI), Med Imagem Catanduva, Associação Lar São Francisco – Divino Amor de Mirassol, Hospital de Base – FUNFARME, Hospital Padre Albino, SANTA CASA DE JALES, Santa Casa de Novo Horizonte e Santa Casa de José Bonifácio.
As unidades foram selecionadas e habilitadas mediante convocação pública e os atendimentos ocorrem a partir desta segunda-feira, 13 de maio. Os pacientes são comunicados sobre data e horário dos exames pela equipe da Cross (Central de Regulação e Oferta de Serviços de Saúde).
Paralelamente, houve aumento da oferta de atendimentos em serviços estaduais. Na região, participam os AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) de Catanduva, JALES, Santa Fé do Sul, São José do Rio Preto e Votuporanga. Nessas unidades, o programa teve início em 15 de abril e até o momento já foram ofertados 8.376 exames.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) tem direcionado seus esforços para tentar interromper investigações sobre movimentações financeiras atípicas em seu gabinete de deputado estadual no Rio e se recusa a prestar esclarecimentos aos procuradores embora já tenha sido convidado diversas vezes.
A nota oficial do MP foi divulgada na tarde desta segunda-feira, 13 de maio, em resposta a uma entrevista exclusiva concedida pelo senador ao Estado. Na entrevista, Flávio afirma que “há grande intenção de alguns do Ministério Público de me sacanear, de mais uma vez colocar em evidências coisas que não fiz”.
Ele afirmou também que “alguns pouquíssimos integrantes do Ministério Público estão tentando atacar minha imagem para atacar o governo Jair Bolsonaro. Infelizmente, tem militância política em tudo quanto é instituição e no Ministério Púbico não é diferente”. E acusou o MP de vazar informações sigilosas a seu respeito.
“O Ministério Público do Rio de Janeiro repudia com veemência as declarações de Flávio Bolsonaro”, informou a nota. “O MPRJ reafirma que sua atuação é isenta e apartidária.”
O MP negou também que tenha divulgado informações sigilosas sobre o senador. “O relatório de inteligência financeira encaminhado pelo Coaf em janeiro de 2018, contendo diversas movimentações atípicas envolvendo assessores de parlamentares da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), foi mantido em absoluto sigilo no âmbito do MPRJ, sendo prova maior de sua neutralidade política.”
O MP concluiu a nota informando que “o senador Flávio Bolsonaro tem direcionado seus esforços para invocar o foro privilegiado perante o Supremo Tribunal Federal ou mesmo tentar interromper as investigações, como o fez junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, fato amplamente notificado nos meios de comunicação.”
A respeito do post anterior, com notícia do jornal A Tribuna (“Dória deixa Jales fora de pacotão de convênios do estado”), o prefeito Flá Prandi explicou a este aprendiz de blogueiro que as verbas liberadas a alguns municípios da região são relativas a convênios assinados ainda no governo de Márcio França.
Segundo o prefeito, a primeira parcela desses convênios foi liberada por França e o que está sendo feito agora é a liberação do restante. O detalhe é que o governador teria começado a liberação por aqueles municípios que tinham menos a receber.
Os municípios com valores maiores a receber terão suas verbas liberadas em outras etapas, de acordo com a disponibilidade de recursos do governo estadual. É o caso de Jales, que assinou um convênio de R$ 1 milhão com Márcio França e recebeu, por enquanto, apenas R$ 200 mil, utilizados no recape de algumas ruas.
Jales tem, portanto, R$ 800 mil para receber por conta do convênio assinado no governo Márcio França.
De acordo com Flá, é natural que os novos governos – tanto o estadual quanto o federal – demorem um pouco para engrenar, de modo que a maioria dos municípios está enfrentando dificuldades para conseguir recursos estaduais e/ou federais.
O governador João Doria (PSDB) anunciou repasse de R$ 3 milhões para 21 municípios da região noroeste paulista. Os convênios fazem parte de um pacotão que contemplou 167 municípios. Foram liberados um total de R$ 30 milhões para pavimentação, recapeamento e outras obras de infraestrutura, e os contratos foram assinados durante uma festejada cerimônia no Palácio dos Bandeirantes (sede do Governo do Estado) na última quarta-feira, 8 de maio.
Foram contemplados municípios de pequeno porte, como Vitória Brasil (R$ 200 mil) São Francisco (R$ 70 mil), Pontalinda (R$ 100 mil), Populina (R$ 200 mil) e Estrela d’Oeste (R$ 155 mil), mas o governo não esqueceu de outros com mais de 50 mil habitantes, como Fernandópolis (R$ 100 mil) e Catanduva (R$ 50 mil).
Nesta semana, o Governo Estadual também divulgou que em dois meses liberou R$ 46 milhões para 1/4 dos municípios paulistas. Para infelicidade dos jalesenses, a cidade foi esquecida mais uma vez.
Nem mesmo a alegada proximidade do prefeito Flávio Prandi Franco (DEM) com o vice-governador Rodrigo Garcia (DEM) serviu de alguma coisa. Muito menos as supostas viagens do prefeito em busca de recursos. Na semana passada, Flá alegou que tem feito várias viagens para reivindicar melhorias para a cidade e que, em muitos casos, é preciso fazer várias viagens para discutir o mesmo assunto.
Cidades com menos de 2 mil habitantes, como Santana da Ponte Pensa e Vitória Brasil receberão repasses e 88% dos municípios beneficiados possuem menos de 100 mil habitantes.
A prefeita de vitória Brasil, Ana Lúcia Olhier Módulo (PSDB), foi uma das escolhidas para comentar o repasse no site do governador João Dória, que é do seu partido. “Nós, prefeitos, estamos nos sentindo muito honrados com a gestão do nosso governador, que é voltada para os municípios”, disse.
É o Bozo tomando medidas para ferrar os trabalhadores do estado de São Paulo, onde ele obteve 15,2 milhões de votos, ou 68% dos válidos. Juntos os cinco estados onde os trabalhadores perderão o abono deram a Bolsonaro 32,1 milhões de votos, mais da metade dos 55,8 milhões de votos obtidos por ele no segundo turno.
A reforma da Previdência do presidente Jair Bolsonaro (PSL) acaba com o pagamento do abono salarial em cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Esse benefício é destinado a trabalhadores de baixa renda e funciona como um 14º salário, pago pelo governo.
Hoje, quem tem carteira assinada e recebe até dois salários mínimos (R$ 1,9 mil) por mês tem direito ao abono salarial, cujo valor é de um salário mínimo (R$ 998).
Mas, pela proposta de Bolsonaro, o critério da renda mensal será alterado para um salário mínimo. A medida restringe bastante o grupo de trabalhadores que podem sacar o benefício.
Em pelo menos cinco estados do país vigora um piso mais alto do que o nacional. Em São Paulo, por exemplo, o salário mínimo para quem é contratado com carteira de trabalho, é de R$ 1.100,00.
O deputado Rafael Fernando Zimbaldi foi presidente da Câmara de Campinas até março deste ano, quando assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo, para a qual foi eleito com mais de 80.000 votos nas eleições de outubro de 2018.
Além da indicação de verba para o Hospital de Amor, cujo valor a notícia não cita, o deputado apresentou uma indicação de verba também para a Santa Casa de Jales. Reparem que não se trata de emendas, mas apenas de indicações, ou seja, de sugestões que podem ser acatadas – ou não, o que é mais provável – pelo governador.
De qualquer forma, registre-se a boa intenção do deputado. A notícia é do Diário Online:
O deputado estadual Rafa Zimbaldi(PSB) apresentou indicação que sugere a liberação de verbas para as unidades do Hospital de Amor nas cidades de Barretos e Jales. O parlamentar justifica que a instituição não possui capacidade de investimento com recursos próprios e como acontece na maioria dos hospitais brasileiros que atendem o SUS, a crise financeira configura uma ameaça à continuidade dos serviços prestados aos cidadãos.
“O Hospital de Amor de Barretos recebe o repasse de R$ 15 milhões mensais do SUS, mas o custo para sua manutenção é de R$ 38 milhões por mês”, afirmou o deputado. “Para a continuação do atendimento, é imprescindível que seja feito o repasse de verbas ao hospital, posto que a instituição carece de recursos até mesmo para os serviços básicos”, concluiu Zimbaldi.