Antes da lavação de roupa suja, as duas trocavam juras de amor, como se pode ver abaixo. Deu no portal MSN:
Duas das deputadas mais votadas do PSL, Joice Hasselmann e Carla Zambelli trocaram ofensas na noite de sexta-feira (17), no Twitter.
Zambelli acusou a líder do governo no Congresso de não defender que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) seja mantido no Ministério da Justiça, pasta comandada por Sergio Moro. Na série de postagens, marcou o presidente Jair Bolsonaro, Moro e o líder do governo na Câmara, o Major Vitor Hugo.
A deputada Zambelli também se justificou por não ter mantido a conversa no privado (“já tentei”). A reposta de Hasselmann pôs mais combustível à querela: questionou a inteligência da colega, enquanto afirmava conhecer “matemática básica” para saber que “sem a maioria não se aprova nada” (em letras maiúsculas).
A reação dos seguidores de ambas, entre piadas e galhofas, não foi das mais positivas. Uma seguidora de Zambelli chegou a pedir que a deputada não praticasse “fogo amigo”, outro acusa ambas de darem munição para a militância de esquerda ao exporem suas rusgas em redes sociais. O episódio é mais um capítulo da bagunça que marca a articulação política do governo.
Obs.: a notícia do MSN não diz, mas a Joice expôs um podre de Carla que já provocou pelo menos uma vítima. Joice contou que Carla havia nomeado em seu gabinete um irmão do Secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, que, em retribuição, nomeou um irmão de Carla no Incra. Ou seja, o chamado nepotismo cruzado.
Hoje, muito irritada, Carla comunicou ao mundo que seu irmão – Bruno Zambelli Salgado – pediu demissão. Carla, para quem não sabe, era líder do movimento “Nas Ruas”, que pregava moralidade na política. E teve gente que acreditou!
Março de 2018? Vai ver era “Dia das Mães”. E vamos jejuar e orar pelo Bozo e seus Bozinhos. A charge é do Pelicano e notícia é do jornal O Globo:
O policial civil Jorge Luis de Souza, que atuou como assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), fez um depósito de R$ 90 mil em espécie na conta da mãe, Nicelma Ferreira de Souza, em março de 2018, quando ainda trabalhava para o então deputado estadual.
Em contato com o GLOBO, Nicelma disse que não lembra da transação e que desconhecia o trabalho do filho para Flávio Bolsonaro. A transação foi apontada pelo Ministério Público, em seu pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal de 86 pessoas e 9 empresas, como um indício de que quantias desviadas do orçamento da Alerj eram distribuídas entre lideranças do gabinete de Flávio.
O Ministério Público apura indícios de formação de organização criminosa, com desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro, no gabinete de Flávio na Alerj. Em seu pedido de quebra de sigilo, o MP se refere à “expressiva quantia” de R$ 90 mil depositada por Jorge Luis, em uma única transação, na conta bancária da mãe, que mora em Rio das Ostras, no Norte Fluminense.
Procurada por telefone pelo GLOBO, Nicelma se mostrou surpresa com a informação do depósito de R$ 90 mil em sua conta. Ela está entre os alvos do pedido de quebra de sigilo feito pelo MP, assim como seu filho, Jorge Luis.
Em nota enviada ao GLOBO, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) disse que não tem “qualquer responsabilidade pelas ações de outras pessoas” e disse que “não são verdadeiras as informações vazadas” sobre ele.
A notícia é de outra publicação comunista, a revista Exame:
R$ 92,2 mil — esse foi o total que Nelson Alves Rabello, assessor do gabinete do então deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), recebeu dos cofres públicos durante os 19 meses em que foi secretário parlamentar nível 18 da Câmara dos Deputados. Quanto maior o nível do funcionário, maior o salário, que atualmente parte de pouco mais de R$ 1 mil para até mais de R$ 15 mil, fora auxílios e vantagens indenizatórias.
O problema: durante todo esse período, Rabello não teve registro de entrada na Câmara, segundo informação inédita que a Agência Pública obteve via Lei de Acesso à Informação. O ex-funcionário de Jair está na lista das 95 pessoas e empresas que tiveram sigilo bancário quebrado na investigação do Ministério Público do Rio sobre as movimentações financeiras do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).
A Pública pediu à Câmara dos Deputados informações sobre o registro de entrada de diversos assessores de Jair Bolsonaro na Câmara. Além de Rabello, a reportagem descobriu que outros cinco assessores não tiveram registro de emissão de crachá durante o período de 2015 a 2018, último mandato do presidente como deputado federal.
Além destes seis nomes, a Pública já havia revelado outras cinco assessoras nas mesmas condições. Portanto, agora são 11 os assessores de Bolsonaro que receberam dinheiro público sem ter colocado os pés nas dependências da Câmara.
Marcelo Antônio Álvaro, o ministro, é aquele do laranjal mineiro. Suspeito de corrupção, continua no cargo. Enquanto isso, a presidência da Embratur já foi trocada três vezes em menos de cinco meses. O coroa da foto nem chegou a esquentar a cadeira.
E reparem como o governo Bolsonaro é o governo da vingança. O fiscal que multou, em 2016, o novo indicado para a presidência da Embratur, foi demitido logo no início da Era Bozozóica. A notícia é do Congresso em Foco:
O presidente Jair Bolsonaro resolveu, na última quinta-feira (16), demitir o presidente da Embratur que estava há menos de uma semana na função. Nomeado no dia 9 de maio, o empresário Paulo Senise assumiu o comando da autarquia na última segunda-feira (13), trabalhou três dias e, no quarto, foi chamado pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e informado que seria substituído.
Segundo Senise, não houve explicações para a saída. “Disseram que foi uma decisão do presidente. Sem justificativa”, disse ao Congresso em Focoo empresário, que foi indicado ao posto por empresários do setor (o chamado trade de turismo) do Rio de Janeiro. “O ministro, numa reunião que eu tinha agendada com ele, ele teve que me comunicar uma decisão do próprio presidente de me substituir por um outro candidato”, completou.
O outro candidato é o médico veterinário Gilson Machado Neto, substituto de Senise, que será o quarto presidente da Embratur no governo Bolsonaro. Machado Neto está na equipe de Bolsonaro desde o governo de transição, no ano passado, quando trabalhou com o atual ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.
Dono de uma pousada no litoral de Alagoas, ele foi multado em R$ 3,5 mil em 2016 por descumprir normas de proteção do ambiente local, que é uma Área de Proteção Ambiental (APA). Responsável pela punição, o funcionário do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) – controlado pela pasta do Meio Ambiente – foi demitido do cargo em janeiro deste ano, no inicio do governo Bolsonaro.
O cantor Lobão, até ontem um fervoroso apoiador de Jair Bolsonaro, está desolado e acaba de abandonar o navio bolsonarista. O artista, que participou de diversos protestos contra os governos do PT, afirmou estar desencantado com o político em quem votou para presidente. Para ele, a atual gestão “é um desastre”.
“Eu tinha que optar por alguém e esse alguém foi o Bolsonaro. Mas ele mostrou que não tem a menor capacidade intelectual e emocional para poder gerir o Brasil. Isso está muito claro para mim e fico muito triste. É óbvio que o governo vai ruir”, declarou o músico ao jornal Valor Econômico.
Lobão acredita que não é o único frustrado. Na entrevista, afirmou que a maioria dos eleitores de Bolsonaro está igualmente insatisfeita. “Toda a população está ressabiada. Se você fizer uma pesquisa de campo com os que votaram nele, 90% das pessoas estão decepcionada”, relatou. “E não podia ser de outra maneira, porque isso está uma novela mexicana de quinta categoria, um melodrama horroroso e brega.”
Lobão prevê ainda que as consequências do governo Bolsonaro serão tenebrosas para o país. “Essa facção sectária de fanáticos vai absorver toda a personalidade da direita. E a gente vai virar todos ridículos por causa desses caras. E a direita vai para o saco da história”, afirmou. “E com todos os méritos. Porque se você não tem competência, você não se estabelece.”
Em discurso em Dallas nesta quinta-feira (16), durante homenagem da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos a Jair Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, falou, ao lado do presidente, que irá entregar o Banco do Brasil ao Bank of America aos moldes do que “já fizemos entre a Embraer e Boeing”. Ele já havia anunciado esta intenção antes da posse.
“Vamos procurar fazer uma fusão entre o Banco do Brasil e o Bank of America. São bancos bons para empréstimos agrícolas. Já fizemos uma nova relação entre a Embraer e Boeing. Vamos construir empresas transnacionais. Vamos ultrapassar as nossas fronteiras na procura de melhores oportunidades econômicas”, disse o ministro, de acordo com a transmissão da TV Brasil (Assista a partir de 5 min).
Em novembro, antes de tomar posse, o titular da pasta anunciou esta intenção. “Guedes acredita que a fusão abriria a porta para o Bank of America atuar no Brasil e assim aumentar a competição no setor bancário, altamente concentrado”, disse ele.
O governo dá continuidade à destruição da soberania nacional travestida de um discurso de aumento da competição bancária. Bolsonaro e Guedes colocam em prática uma agenda que torna o Brasil uma espécie de “colônia” norte-americana, onde quem manda são os grandes empresários dos EUA. Submissão deixa o Brasil em situação vexatória no cenário internacional.
O Bank of America é a segunda maior holding bancária nos EUA e, desde 2010, é a quinta maior empresa americana em termos de receitas totais, e a terceira maior empresa não petrolífera dos Estados Unidos. A revista Forbes lista o banco como a terceira maior empresa do mundo.
Em quem acreditar? O ministro começou anunciando um corte de 30% e agora fala em “contingenciamento” de 3,5%. Para a Andifes, o nome certo é corte e ele pode chegar a 54%. Deu no Diário do Centro do Mundo:
O corte no orçamento imposto pelo MEC (Ministério da Educação) às universidades federais chega a 54%, segundo dados apresentado hoje pela Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior).
A associação lançou na tarde de hoje, em Brasília, o “Painel dos Cortes”, com detalhes sobre o orçamento das instituições de ensino. O bloqueio diz respeito aos repasses federais para gastos discricionários, que envolvem contas de luz e água, por exemplo, mas não salários.
A UFSB (Universidade Federal do Sul da Bahia) é a instituição de ensino mais afetada pelo bloqueio do governo, com 53,96% do orçamento discricionário afetado. Em seguida, aparece a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), com 52,04%.
Segundo a Andifes, as diferenças entre os percentuais nos cortes tem relação com a peculiaridade orçamentária de cada instituição. Isso porque há universidades que possuem mais ou menos recursos próprios (devido a convênios, por exemplo) ou que receberam emendas de bancadas –tipo de verba que não pode ser cortada.
Como está cada vez mais difícil acompanhar o ritmo das notícias sobre a família Bolsonaro, eis, resumidamente, algumas manchetes de ontem e de hoje sobre as estripulias do clã:
Entidade de Dallas nega ter chamado Bolsonaro e diz que ele mesmo se convidou
Prefeito de Dallas se recusa a dar boas vindas ou acompanhar Bolsonaro
O prefeito de Dallas, Mike Rawlings, avisou nesta quarta-feira (15) que, além de não dar as boas vindas a Jair Bolsonaro, não participaria de nenhum evento com o capitão reformado. As informações são da jornalista Lúcia Guimarães, da revista Veja, que entrou em contato com o chefe do escritório de comunicação da prefeitura, Scott Goldstein, que confirmou que o prefeito, que é democrata, tomou a decisão diante de um abaixo assinado de 7 dos 14 vereadores da cidade.
Indícios sobre esquema de Flávio Bolsonaro são de “organização criminosa”
Bolsonaro tem 13 parentes nomeados em gabinetes da família
No documento que traz a lista dos 95 nomes cujos sigilos fiscais e bancários foram quebrados por TJ-RJ, constam os nomes de nove parentes de Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro e mãe de seu filho mais novo, Jair Renan, informa reportagem da revista Época; além dos nove, outros três parentes de Ana Cristina ocuparam cargos no gabinete do presidente. Os salários dos parentes de Bolsonaro iam de R$ 4,4 mil a R$ 9,8 mil.