JORNAL DE JALES: MOSQUITO AEDES CONTRA-ATACA E PROVOCA EPIDEMIA DE DENGUE EM JALES
Eis a capa do Jornal de Jales deste domingo, cujo principal destaque é a epidemia de dengue registrada em Jales nas últimas semanas. Segundo a coordenadora da equipe municipal de combate às endemias, Vanessa Luzia da Silva, de janeiro até a semana passada Jales já tinha contabilizado 958 notificações de casos de dengue e, desse número, 391 pessoas tiveram resultados positivos. De acordo com Vanessa, a maior incidência de casos vem sendo registrada nos bairros JACB, Nova Jales, Pedro Nogueira, Arapuã, Santo Expedito e Estados Unidos. A coordenadora disse, ainda, que Jales está vivendo uma epidemia da doença transmitida pelo temível Aedes desde o dia 18 de janeiro.
Destaque, igualmente, para a professora Rosalina Lázaro, que está colocando o município de Aspásia no mapa da Educação brasileira. O jornal explica que, com apenas 1.818 habitantes, Aspásia tornou-se nacionalmente conhecida nos últimos tempos por conta do projeto desenvolvido pela professora Rosalina na Escola Estadual “José dos Santos”. O projeto, que contou com o engajamento de alunos e seus familiares foi classificado entre os 10 melhores do país no Prêmio Educador Nota 10. A classificação valeu à professora um cheque de R$ 15 mil.
A opinião do psicólogo clínico e neuropesquisador Mauro Rinaldi, que compara o vício das drogas com a dependência da internet; a visita que a presidente a Federação das Apaes de São Paulo, Vera Lúcia Ferreira, fez a sede da APAE de Jales; a jalesense Márcia Dailyn, que se consagrou como a primeira bailarina transexual do Theatro Municipal de São Paulo; as multas aplicadas pela Polícia Ambiental durante a piracema, que já ultrapassam o montante de R$ 500 mil; e o sucesso da 1ª Caminhada da Mulher, realizada no domingo passado em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, são outros assuntos do JJ.
Na coluna Fique Sabendo, o jornalista Deonel Rosa Júnior está informando que o deputado estadual Arthur do Val, conhecido pelo epíteto de “Mamãe Falei”, cancelou – para tranquilidade das mulheres locais – a visita que ele faria a Jales, que estava programada para a próxima sexta-feira, 18. O colunista explica que, como a vida política e pessoal do deputado virou do avesso após o vazamento dos áudios sobre as mulheres da Ucrânia, ele desistiu da candidatura e o giro por Jales e região foi cancelado. Como se sabe, em um áudio enviado a amigos, “Mamãe Falei” afirmou que as mulheres ucranianas “são fáceis porque são pobres”.
MPB-4 E DUO GISBRANCO – “MARIA MARIA”
Na quarta-feira, 09, reproduzi aqui neste modesto blog uma notícia do portal da revista Fórum sobre o fato de a banda do Exército ter escolhido a música “Maria Maria”, de Milton Nascimento e Fernando Brant, para tocar durante a cerimônia do dia anterior, em que Bolsonaro homenageou as mulheres pelo Dia Internacional delas.
A escolha da música virou notícia porque Milton Nascimento, um de seus autores, não é exatamente um admirador do Bozo. Muito pelo contrário, Milton já pediu “Fora Bolsonaro” em diversas ocasiões. Em entrevista ao “Estadão”, em junho de 2020, ele disse que o Brasil voltou à Idade Média com Bolsonaro.
Mas, Bolsonaro à parte, a escolha de “Maria Maria” pela banda do Exército para um evento em homenagem às mulheres foi correta. Afinal, “Maria Maria” é o símbolo da força, da raça e da gana da mulher brasileira. E o que é melhor: a letra da música foi inspirada em uma personagem real.
Milton não a conheceu, mas Fernando Brant, o autor da letra, dizia que Maria era uma conhecida dele, uma mulher pobre, mas batalhadora, que morava à beira da linha férrea e cuidava dos três filhos. “Ela, não sei como, trabalhava, cuidava dos filhos e os fazia estudar”, dizia Brant.
A melodia de “Maria Maria” foi composta por Milton Nascimento em 1976 para um espetáculo do Grupo Corpo (foto acima), que percorreu o Brasil e se apresentou em vários países. Em princípio, a música não tinha letra. Era só o Milton cantando lará lará, lerê lerê. Somente em 1978, a pedido de Milton, Brant escreveu a letra de “Maria Maria”.
Diz a lenda que ele escreveu a letra durante o intervalo de um jogo da seleção brasileira na Copa de 1978. Naquele mesmo ano, Milton gravou a canção no álbum Clube de Esquina. Mas foi em 1980, que a música ganhou sua versão definitiva ao ser gravada por Elis Regina, no disco “Saudades do Brasil”.
O MPB-4 gravou “Maria Maria” em 1993, ainda com sua formação original – Magro, Ruy Faria, Aquiles e Miltinho – no CD “Encontro Marcado”, só com músicas do Milton. Mais recentemente, durante a pandemia, o grupo – com Dalmo Medeiros e Paulo Paulera nos lugares dos falecidos Ruy e Magro – gravou o vídeo abaixo, com a luxuosa participação do Duo GisBranco.
GisBranco faz referência aos nomes das duas talentosas pianistas (e cantoras) do duo. Bianca Gismonti, filha do Egberto Gismonti, e Cláudia Castelo Branco são os nomes das moças, que se conheceram na faculdade e tocam juntas há dez anos. Eis o vídeo:
MANCHETE DE JORNAL
PROJETO DE INICIATIVA POPULAR QUE PREVÊ A REVOGAÇÃO DA “TAXA DO LIXO” COMEÇA A TRAMITAR NA CÂMARA
Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal prevista para a próxima segunda-feira, 14, será lido o projeto de lei de iniciativa popular, respaldado em mais de 2.600 assinaturas de eleitores jalesenses, cujo objetivo é a revogação da Lei Complementar nº 350.
A Lei Complementar nº 350 é aquela que foi aprovada em uma sessão “fantasma” da Câmara, em agosto do ano passado, e resultou na criação de três novos tributos – as mal afamadas “taxas do lixo” – para os contribuintes jalesenses pagarem junto com o IPTU.
Além da revogação da lei, o projeto prevê a confecção de novos carnês, sem as taxas, para os contribuintes que iniciaram o pagamento do IPTU de forma parcelada, bem como a devolução, ainda no exercício de 2022, dos valores das taxas aos contribuintes que pagaram à vista.
Depois da leitura do projeto, que ocorrerá na sessão de segunda-feira, ele será encaminhado para análise da Comissão de Constituição e Justiça e, se tiver parecer favorável, poderá ser submetido a duas votações em Plenário, com intervalo de 10 dias entre a primeira e a segunda votações.
É bom, no entanto, não nos iludirmos. O projeto – que está subscrito pela “população do município de Jales” – somente será aprovado se houver muita pressão dessa mesma população, já que a maioria dos vereadores, como se sabe, está comprometida com as vontades do prefeito Luís Henrique.
Em Tempo: Conforme o Ato nº 06, assinado pelos quatro vereadores – Bismark Kuwakino, Hilton Marques, Rivelino Rodrigues e Andrea Moreto – que integram a Mesa Diretora da Câmara, as sessões do Legislativo voltam a ser presenciais a partir da próxima segunda-feira, 14.
A TRIBUNA: REPRESENTAÇÃO DE ESPECIATO CONTRA “TAXA DO LIXO” CAMINHA NA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
No jornal A Tribuna deste final de semana, destaque para a “guerra” de liminares envolvendo a taxa do lixo e as outras duas contribuições criadas pelo prefeito Luís Henrique (PSDB). Segundo o jornal, o departamento jurídico da Prefeitura conseguiu importantes vitórias judiciais durante a semana, com a derrubada de várias liminares que tinham sido concedidas contra a chamada “taxa do lixo”. As liminares foram derrubadas através de recursos interpostos pela Prefeitura junto ao Colégio Recursal de Jales. A matéria diz ainda que as decisões favoráveis à Prefeitura foram tomadas por diferentes magistrados, indicando que o resultado final deverá ser favorável à manutenção das taxas.
Destaque, igualmente, para os reajustes dos combustíveis em Jales. A matéria diz que, apesar de os reajustes estarem previstos oficialmente para a sexta-feira, 11, alguns postos de Jales aumentaram os preços ainda na quinta-feira, 10, quando foram registradas filas de motoristas que tentavam aproveitar os preços antigos. A Fecombustíveis calculou que o preço médio da gasolina deveria subir de R$ 6,57 para R$ 7,02, mas, aqui em Jales, a gasolina está custando entre R$ 7,379 e R$ 7,399 por litro, enquanto o preço do óleo diesel saltou para até R$ 6,659.
A caminhada promovida pela Secretaria Municipal de Esportes de Jales, realizada no domingo passado, para comemorar o Dia Internacional da Mulher; a fiscalização do TCE que constatou a cobrança pelos serviços de limpeza urbana em 64,78% dos municípios paulistas; o sucesso de público do Arena Esporte Verão, evento realizado no Clube do Ipê por praticantes do Beach Tennis; as críticas o vereador Rivelino às pessoas que, segundo ele, torcem contra o crescimento do município; e o início do atendimento da ala especial criada pela Santa Casa de Jales para hidratação de pacientes com dengue, são outros assuntos de A Tribuna.
Na coluna Enfoque, informação diz que não está parada a representação do ex-vereador Luís Especiato contra a criação da “taxa do lixo”, que foi reencaminhada pelo Ministério Público local ao procurador-geral de Justiça do Estado, em São Paulo. A representação encontra-se no gabinete de um dos promotores auxiliares da Procuradoria Geral, que pediu uma série de explicações à Câmara e à Prefeitura, que terão 15 dias para encaminhar as respostas. Na representação, Especiato garante que a sessão extraordinária em que as taxas foram aprovadas não teria existido. De seu lado, a Câmara garante que a sessão existiu, mas, instada pelo MP a apresentar a gravação da reunião, alegou que isso não seria possível.
RODRIGO GARCIA JÁ SABE COMO ATACAR CAMPANHA DO BOLSONARISTA ENGANADOR TARCÍSIO DE FREITAS
O candidato bolsonarista, que não conhece o nosso estado, alugou um apartamento em São José dos Campos para dizer que mora em São Paulo. E como tem muito paulista que gosta de ser enganado, ele deverá ter muitos votos, principalmente de bolsominions.
Deu na coluna do Guilherme Amado, no Metrópoles:
A campanha de Rodrigo Garcia organizou a linha mestra do discurso que adotará contra a candidatura do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, ao governo de São Paulo. O tucano quer transmitir a ideia de que o escolhido de Bolsonaro para a disputa estadual é um “aventureiro”.
Garcia assume a gestão estadual em 2 de abril, após a desincompatibilização de João Doria. Na campanha, ele irá explorar a versão de que Tarcísio não conhece as particularidades do estado que pretende governar. O ministro, que nasceu no Rio de Janeiro e vive em Brasília, escolheu São José dos Campos como domicílio eleitoral porque a família de sua cunhada mora na cidade.
O entorno de Garcia reconhece que Tarcísio terá apoio do agronegócio paulista e que ele apresentará boa largada nas pesquisas de intenção de voto. Para os tucanos, no entanto, o ministro sofrerá com o “efeito Russomanno”.
O deputado Celso Russomanno disputou três eleições para a prefeitura de São Paulo, mas desidratou após o início da campanha e terminou fora do segundo turno em todas elas. No último pleito, Russomanno teve o apoio de Bolsonaro e explorou a imagem do presidente nas peças publicitárias. Nem isso o tornou um candidato competitivo.
Garcia e Tarcísio devem disputar o mesmo eleitorado para avançar ao segundo turno. O petista Fernando Haddad lidera as pesquisas de intenção de voto e terá Márcio França e Guilherme Boulos como rivais no campo da esquerda.







