O CAPITÃO CORONA SOFRE DO MESMO NARCISISMO DOS PIORES VILÕES
O texto é da roteirista Flávia Boggio, publicado na Folha de S.Paulo:
Morava nos pântanos alagados da Barra da Tijuca uma das maiores ameaças de Tropicalópolis.
Essa mente malfeitora começou provocando danos isolados, como planejar explodir quartéis e ser um deputado insignificante. Mas os tropicalenses, impulsionados por um conservadorismo liberal sem sentido, o alçaram ao posto de presidente.
O que não poderia ficar pior ficou. A chegada de um vírus letal vindo da China transformou o ordinário ex-capitão em um dos maiores vilões já vistos, não só em Tropicalópolis, mas em todo o planeta Terra. Pelos grandes jornais, recebeu a alcunha de Capitão Corona.
Sem o carisma de Lex Luthor, tão incompetente quanto o Esqueleto, de “He-Man”, e mais imaturo que o Capitão Feio da “Turma da Mônica”, Capitão Corona sofre do mesmo narcisismo dos piores vilões.
Assim como a Rainha Má de “Branca de Neve”, ele se olha no espelho diariamente, se perguntando: “Existe alguém que manda mais do que eu?”. A resposta é sempre sim.
Como um flautista de Hamelin, esse mentecapto consegue hipnotizar hordas de seguidores com as ideias mais estapafúrdias. Ele já convenceu multidões a fazer jejum pelo fim da epidemia e que o coronavírus é uma arma chinesa para implantar o comunismo no mundo.
Direto do Gabinete do Ódio, seus filhos, versões do Robin do mal, disparam fake news e ofensas a desafetos. Até seu aliado, o ministro da Saúde, responsável por combater a epidemia, foi linchado por seus robôs digitais.
Outro superpoder é o da transformação. Ao seu lado, João Doria se torna um grande estadista, e Donald Trump se parece com Winston Churchill. Até o Cabo Daciolo vira uma opção viável perto do Capitão Corona.
Essa mente do mal também sabe criar situações cômicas involuntárias, como quando usou teleprompter para um pronunciamento sobre a epidemia. Sua performance robótica fez a rainha Elizabeth, nos seus quase 94 anos, parecer William Bonner ao fazer o mesmo.
Mas, como todo vilão, o Capitão Corona tem um ponto fraco: a burrice. Foi só ele ouvir as palavras “ciência”, “disciplina” e “planejamento”, que apareceu com cara de criança que teve seu pirulito sabor cloroquina roubado. Depois se retirou, repetindo mentalmente o mantra dos mais patéticos vilões: “Eu voltarei”.
GABINETE DO ÓDIO E DA MENTIRA PROPAGA NOVA FAKE NEWS: A DO PRIMO QUE FOI CURADO PELA CLOROQUINA
Deu no Brasil 247:
O esquema bolsonarista de fake news foi colocado em ação nesta quinta-feira para espalhar uma nova mentira. Vários perfis falsos no Twitter, dos chamados robôs, dispararam uma mesma mensagem: a de que teriam um primo curado por cloroquina, remédio de eficácia não comprovada, pelo qual Jair Bolsonaro tem feito lobby.
Com a mentira, o chamado “gabinete do ódio” bolsonarista, que dissemina fake news e insultos pela internet, coloca em risco a saúde da população brasileira, ao espalhar a falsa percepção de que as pessoas podem quebrar a quarentena, porque já existiria uma cura para o coronavírus.
Bolsonaro chegou a dizer que a cloroquina seria um remédio para curar as pessoas de coronavírus. Esse posicionamento também seria uma forma de o ocupante do Planalto reforçar o seu discurso de pedir a reabertura do comércio, contrariando as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O Brasil tem pelo menos 17,8 mil casos e 941 mortes provocadas pelo coronavírus.
JALES REGISTRA TRÊS NOVOS CASOS SUSPEITOS. DUAS PESSOAS ESTÃO INTERNADAS
A Secretaria de Comunicação divulgou, agora à tarde, um novo balanço do coronavírus em Jales. O balanço traz boas e más notícias.
Primeiro as boas: a Secretaria de Saúde recebeu as análises de três exames enviados ao Instituto Adolfo Lutz e os resultados foram todos negativos para Covid-19. Um dos exames negativos é o daquele senhor que faleceu de câncer há alguns dias. Com isso, já são sete os casos suspeitos com resultados negativos.
Agora, as más: de ontem pra hoje surgiram três novos casos suspeitos em Jales. E o que é pior: das três pessoas incluídas na lista de casos suspeitos, duas encontram-se internadas.
Além das duas pessoas internadas, Jales tem apenas três pessoas em isolamento domiciliar. O que significa que, dos dez casos suspeitos, cinco já cumpriram a quarentena.
ESTUDO DA UNESP APONTA VOTUPORANGA COMO UMA DAS CIDADES COM MAIOR RISCO DE DIFUSÃO DA COVID-19
Deu no G1:
Um estudo da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que mapeia a rota de dispersão do coronavírus no interior do estado, apontou 13 cidades como polos de maior risco de difusão da Covid-19. Entre elas, estão Bauru, Marília, São José do Rio Preto, Araçatuba, Votuporanga e Sorocaba (SP).
O projeto é coordenado pelo professor Raul Guimarães, que estuda a relação entre geografia e saúde. Através do estudo, os pesquisadores mapeiam os casos confirmados de coronavírus no estado de SP e centralizam os dados em uma plataforma. A pesquisa analisa a rota de dispersão do vírus, que busca identificar quais as cidades com maior risco de infecção.
De acordo com o professor, a pesquisa é importante na medida em que ajuda a planejar a distribuição dos equipamentos de saúde para os municípios e antecipar as ações de combate.
A plataforma que reúne os casos confirmados de Covid-19 é feita por pesquisadores da Unesp, que estudam as rotas de dispersão do novo coronavírus em São Paulo. Além das confirmações, os gráficos retratam a taxa de mortalidade pelo vírus e resultados de pesquisas sobre a doença no Google e nas redes sociais.
Através disso, o mapa identificou que os municípios considerados de maior risco para a disseminação do coronavírus no interior são Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Marília, Piracicaba, Santos, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sorocaba e Votuporanga.
“É um conjunto de 13 cidades que trazem muita preocupação, dado o potencial que elas têm de acelerar o processo de difusão do coronavírus pelo interior de São Paulo”, afirma o professor.
Segundo o estudioso, esses apontamentos da pesquisa têm se comprovado com as novas confirmações de casos de coronavírus nas cidades.
CAMPANHA “JALES SEM FOME” JÁ BENEFICIOU MAIS DE 385 FAMÍLIAS
A notícia é da Secretaria de Comunicação:
Mesmo em tempos difíceis, a solidariedade pode fazer a diferença. E dessa forma, a campanha “Jales Sem Fome”, idealizada pela sociedade jalesense e coordenada pela primeira-dama dos municípios e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Glauciane Pontes Helena Franco, vêm transformando a realidade de muitas famílias na cidade.
Até a manhã do dia 08 de abril, foram entregues 385 cestas básicas para as famílias necessitadas. Segundo a coordenadora Glauciane, o grupo solidário já conta com 165 doadores, que têm demonstrado comprometimento, interesse e confiança neste trabalho.
“Está sendo, sem dúvidas, uma união de forças. É importante lembrar que o Jales Sem Fome está atendendo famílias que estão passando por dificuldades em função deste período de quarentena. Nós temos atendido famílias com crianças pequenas, outras que o pai e a mãe estão sem trabalhar e estão sentindo economicamente os efeitos do Coronavírus. É gratificante ver que a cidade é movida por esse sentimento de solidariedade”.
Matilde de Carvalho Silva Modolo, 45 anos, é diarista e atualmente está sem trabalhar por conta das medidas da Quarentena em prevenção à Covid-19. Ela tem três filhos e conta que apesar de seu marido estar trabalhando, não é o suficiente para suprir as necessidades da família. “Com certeza tem muitas famílias que estão em situações piores que a nossa, mas a cesta chegou em boa hora. Não tem a ideia da dimensão que me ajudou, agradeço primeiramente a Deus e todos que estão colaborando com o Jales Sem Fome, está sendo um trabalho muito importante para a população”.
A CAMPANHA
O projeto surgiu nas redes sociais, mais especificamente em um grupo de Whatsapp para prevenção ao novo Coronavírus (Covid-19). A sociedade jalesense abraçou a causa que tem como objetivo atender às famílias que estão passando por necessidades financeiras em função do isolamento social como forma de prevenção à doença.
Estão envolvidos nesta campanha a Assistência Social do município, o Centro de Referência à Assistência Social (CRAS), líderes de instituições, comerciantes e igrejas.
SEJA UM COLABORADOR
Para quem quiser ser um parceiro do “Jales Sem Fome”, é simples. Basta entrar em contato com os representantes das instituições que estão promovendo e fazer sua doação, ou então, entrar em contato pelo telefone (17) 3621-5364.
A cesta pode ser elaborada com o padrão de 10 itens, entre eles: 05kg de arroz; 02kg de feijão; 02 pets de óleo; 01kg de açúcar; Latas de sardinha; 01 dúzia de ovos; 02 pacotes de macarrão; 02 sachês de molho de tomate; 01 pacote de fubá e 01 kg de sal. Além disso, o doador pode colaborar com o que for possível, ou então, acrescentar mais itens. Toda contribuição é válida.
DEPUTADO ESTADUAL PEDE SUSPENSÃO DAS PRESTAÇÕES DA CDHU DURANTE PANDEMIA
E o deputado Itamar Borges já tratou de distribuir nota à imprensa, dizendo que apoia a proposta do deputado Cezar. Acho que ninguém, nem mesmo o governador Dória, vai ser contra a ideia. Deu no Webdiário:
O deputado estadual Cezar (PSDB) protocolou na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo indicação ao Governador João Doria para que determine aos órgãos competentes a suspensão dos pagamentos das prestações da casa própria dos mutuários da CDHU, pelo prazo de seis meses, ou enquanto perdurar a pandemia do coronavírus.
“Muitos profissionais e autônomos ficarão sem percepção de renda por tempo indeterminado e vários empregados já perderam o emprego em virtude da crise econômica gerada pela pandemia. Por isso, precisamos proteger este grupo mais vulnerável quanto ao atendimento de suas necessidades mais básicas como é o caso da moradia para viver e abrigar sua família”, disse Cezar.
COVID-19: TAXA DE MORTALIDADE DE QUEM USA CLOROQUINA É IGUAL À DE QUEM NÃO USA, DIZ FIOCRUZ
O ex-urubólogo Alexandre Garcia é outro que, por algum motivo republicano, virou garoto propaganda da cloroquina. Um dia desses ele propagandeou experimentos feitos por médicos ligados ao plano de saúde Prevent Sênior. Segundo ele, até a mãe de um dos médicos, uma senhora de 75 anos, foi curada com a cloroquina.
O que o ex-urubólogo se esqueceu de dizer é que os donos do Prevent Sênior são também donos do hospital Sancta Maggiore, com quatro unidades em São Paulo. Até a quinta-feira passada, 96 idosos já tinham morrido de Covid-19 nos hospitais Sancta Maggiore, o que representava, naquele momento, quase a metade das vítimas registradas no estado de São Paulo.
E não se enganem. Ninguém está fazendo propaganda da cloroquina de graça. Outros remédios “milagrosos” já surgiram na Austrália, em Cuba e outras partes do mundo. A própria Fiocruz está testando um remédio (atazanavir) que, segundo a Folha, vem obtendo mais sucesso que a cloroquina.
O New York Times está noticiando hoje que o presidente Trump – outro garoto propaganda da cloroquina – é sócio de uma empresa que fabrica o remédio. Mas, vamos à notícia da Folhapress:
Os resultados preliminares de um estudo feito com a cloroquina pela Fiocruz e pela Fundação de Medicina Tropical mostraram que a letalidade no grupo de pacientes com Covid-19 testado, em estado grave, foi de 13%.
De 81 doentes internados que tomaram o medicamento, 11 morreram. A taxa de mortalidade verificada em pacientes em iguais condições que não usaram a droga é de 18%, segundo estudos internacionais, inclusive da China. A proximidade dos dois índices não permite afirmar, por enquanto, que a cloroqeleuina possa fazer diferença fundamental no tratamento dos doentes infectados pelo novo coronavírus.
“Os otimistas podem achar que a taxa com o uso da cloroquina é menor. Os otimistas podem achar que é igual. Estatisticamente, é igual, na margem de confiança”, diz o infectologista Marcus Lacerda, da Fiocruz, que participa do estudo.
A pesquisa deve seguir, portanto, até que os dados sejam conclusivos. “Tudo pode, mas não podemos achar nada”, diz ele, reafirmando que é preciso esperar pelas conclusões científicas e seguras do estudo. Ele prevê que 440 pacientes, de diferentes hospitais do país, sejam testados, o que pode durar ainda de dois a três meses.
O grupo de pesquisa é integrado também pela cardiologista Ludhmila Hajjar, do Incor de SP.A ideia inicial era que a metade dos doentes tomasse uma dose de 10g de cloroquina e o outro grupo, a metade disso.A dose maior, no entanto, se mostrou tóxica, provocando reações indesejadas, como arritmia e “outras complicações graves”, diz Marcus Lacerda.
O uso da cloroquina e da hidroxicloroquina em pacientes com coronavírus viraram uma palavra de ordem do presidente Jair Bolsonaro, que quer liberar o uso mesmo antes da conclusão segura de estudos feitos no Brasil e no mundo.O ministro Luiz Mandetta, da Saúde, tem se recusado a endossar o uso generalizado antes da palavra final dos cientistas.








