TIRIRICA: “SE NÃO SAIR DO PEDESTAL, BOLSONARO SERÁ O PIOR PRESIDENTE DE TODOS OS TEMPOS”
Da Folha de S.Paulo:
Um dos símbolos do movimento antissistema que elegeu Jair Bolsonaro, Tiririca (PL-SP) diz que o presidente da República repete o mesmo erro que ele cometeu ao chegar na Câmara em 2011 como o deputado federal mais votado do país.
O 1,35 milhão de votos o fazia se sentir “foda”, em suas palavras. “Quando chegar lá vou aprovar projeto pra caramba.”
Oito anos depois, e em seu terceiro mandato, Tiririca só teve um projeto que virou lei até hoje —ainda assim, de autoria dividida com outros 62 deputados (o que cria o Programa de Cultura do Trabalhador).
“Quando eu cheguei aqui foi um choque”, diz o deputado, para quem Bolsonaro está com a mesma “pegada”.“Tá faltando a galera pra chegar e dizer: ‘Irmão, senta aqui. Cara, tu não é deputado. É o país, irmão. Assim não vai. É assim, assim e assim…’ Se ele não sair do pedestal ele vai ser o pior governo que já tivemos em todos os tempos.”
NAS REDES
PROCURADOR DA REPÚBLICA CONFIRMA QUE CONVERSAS SOBRE SÉRGIO MORO SÃO VERDADEIRAS
A notícia mais lida no site do jornal Correio Braziliense foi publicada ontem à noite com a manchete “Procurador confirma ao Correio autenticidade de mensagens sobre Moro“.
Antes, o próprio juiz Sérgio já tinha tentado desacreditar a autenticidade das mensagens. E a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) também tentou, divulgando uma nota onde mencionava a “impossibilidade de considerar como verdadeiras as mensagens divulgadas ontem pelo The Intercep“.
Agora, eles terão que correr para desmentir as novidades de hoje, trazidas pela Folha de S.Paulo. Mas, eis um trecho da notícia de ontem, do Correio Braziliense:
Ao Correio, um dos procuradores que estava no grupo em que ocorreram as conversas, disse, sob a condição de anonimato, que os trechos divulgados são verdadeiros. “Me recordo dos diálogos com os procuradores apontados pelo site. O grupo não existe mais. No entanto, me lembro do debate em torno do resultado das eleições e da expectativa sobre a ida de Moro para o Ministério da Justiça”, disse.
O integrante do Ministério Público Federal (MPF) também declarou que conseguiu recuperar parte do conteúdo. “Consegui recuperar alguns arquivos no celular. Percebi que os trechos divulgados não são de diálogos completos. Tem mensagens anteriores e posteriores às que foram publicadas. No entanto, realmente ocorreram. Não posso atestar que tudo que foi publicado até agora é real e não sofreu alterações. No entanto, aquelas mensagens que foram publicadas ontem (sexta) são autênticas”, completou.
CHARGE
JORNAL DE JALES: JURISTA BEM VOTADO EM JALES APOIA LAVA JATO, MAS RESSALTA QUE COMBATE À CORRUPÇÃO DEVE RESPEITAR A LEI
Eis a capa do Jornal de Jales deste domingo, cuja principal manchete destaca a ação do Rotary Clube Grandes Lagos, da AVCC de Jales e outros parceiros, que, na sexta-feira, 28, entregaram um aparelho termodesinfectora ao Hospital de Amor – unidade de Jales. Segundo explicou a gerente administrativa do hospital, Camila Venturini, o aparelho vai permitir o aumento do número de cirurgias. A solenidade de entrega do aparelho foi encerrada com o sorteio de um acordeon e de um trator doados pelo senhor José Aranha e sua esposa, Aparecida Aranha, de Andradina, que foi paciente do hospital.
Destaque, também, para o caso das irmãs siamesas que nasceram na terça-feira, 25, na Santa Casa de Fernandópolis, e se encontram internadas no Hospital da Criança e Maternidade, para onde foram transferidas logo após o parto. As duas meninas estão ligadas pelo tórax e, segundo informações, a família já foi informada pela equipe médica que não é possível, pelo menos por enquanto, realizar cirurgia para separação delas. A mãe das crianças, Genifer, ficou sabendo no sexto mês que a gestação era de gêmeas siamesas e passou a ser acompanhada por uma equipe médica. Ela negou ter cogitado realizar um aborto e disse ter ficado chateada com a divulgação da foto das crianças nas redes sociais.
O jalesense que ganhou um prêmio de fotografia em concurso da Canon; a condenação, pela Justiça Federal de Jales, de um grupo acusado de cometer fraudes contra o FGTS na região; a aprovação, pela Câmara Municipal, de projeto que visa impedir a contratação de condenados por violência contra o idoso e por racismo, no serviço público; a campanha de camisetas que arrecadou fundos para o Hospital de Amor e, ao mesmo tempo, divulgou o novo nome do ex-Hospital de Câncer; o acidente que causou a morte de uma funcionária da Prefeitura de Jales; e a história de Adriana Matos, uma jalesense que mora há 20 anos nos Estados Unidos, são outros assuntos do JJ.
Na coluna Fique Sabendo, o jornalista Deonel Rosa Júnior informa que hoje teremos manifestação de bolsonaristas em Jales, em apoio a Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, flagrados em conversas comprometedoras. O colunista lembra, de outro lado, que alguns juristas de peso estão com um pé atrás em relação à operação Lava Jato, depois das conversas divulgadas pelo The Intercept Brasil. Um desses juristas é o deputado federal Luiz Flávio Gomes, que foi muito bem votado em Jales. LFG disse que apoia o combate à corrupção, mas com respeito à lei. “Quando um juiz ou um promotor foge das regras, está contra a sociedade”, resumiu o jurista.
CASUARINA E LENINE – “EU QUERO É BOTAR MEU BLOCO NA RUA”
Nascido em Cachoeiro de Itapemirim(ES), Sérgio Sampaio era filho de um maestro de banda, Raul Gonçalves Sampaio, e primo do compositor Raul Sampaio Cocco, autor de “Meu Pequeno Cachoeiro”, música que concorreu (e perdeu) em um festival para escolha do hino de Cachoeiro de Itapemirim. Perdeu, mas, gravada por Roberto Carlos – o cachoeirense mais ilustre – se tornou muito mais famosa que a vencedora.
Aforamente o Raul pai e o Raul primo, foi outro Raul, o Seixas, quem abriu as portas de uma gravadora para o capixaba Sérgio Sampaio. Por sinal, pode-se dizer que Sampaio foi uma espécie de Raul Seixas sem grife. Eles até chegaram a compor duas ou três músicas juntos.
E, se o Maluco Beleza foi homenageado postumamente com o CD “Baú do Raul”, Sérgio também o foi, com o “Balaio do Sampaio“, no qual vários artistas – Zeca Baleiro, Luiz Melodia, Chico César, Erasmo Carlos, João Bosco e Zizi Possi, entre eles – interpretam suas músicas.
No livro “A Canção No Tempo”, os jornalistas Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello dizem que Sérgio Sampaio era uma figura exótica, que chamava a atenção pela magreza, o cabelão comprido e o comportamento bizarro. Dizem também que ele deixou várias composições, mas somente um sucesso: “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua”.
Pode ser, mas eu me lembro que, nos anos 70, outras músicas interpretadas por Sampaio, como “Cala a Boca, Zebedeu” (de autoria do pai dele, seo Raul), “Viajei de Trem” e “Dona Maria de Lourdes” (nome da mãe dele), também fizeram relativo sucesso.
No vídeo abaixo, “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua” é interpretada pelo Lenine, que canta ao lado de seu filho, o João Cavalcanti, vocalista do grupo Casuarina. Na verdade, ex-vocalista, uma vez que, no ano passado, João decidiu partir para um trabalho individual.
A TRIBUNA: ELEKTRO DESCUMPRE LEGISLAÇÃO AMBIENTAL AO PODAR ÁRVORES, DIZ PREFEITURA DE JALES
No jornal A Tribuna deste final de semana, a principal manchete destaca a possibilidade de os sonhados pontilhões sobre a linha férrea saírem do papel ainda em 2019. A novidade foi passada “em off” ao jornal por um vereador da base de apoio ao prefeito Flá. Ele disse que o prefeito só vai anunciar a novidade quanto estiver tudo certo. Segundo o vereador, o assunto vem sendo tratado por dois aliados de Flá – o vice-governador Rodrigo Garcia e o deputado federal Geninho Zuliani – junto à empresa que ganhou a concessão da malha ferroviária paulista, a Rumo Logística S.A. A empresa vai investir cerca de R$ 2,2 bilhões em obras para resolver conflitos urbanos em cidades paulistas cortadas pela ferrovia.
Matéria do repórter Alexandre Ribeiro informa que a Prefeitura de Jales está responsabilizando a Elektro pela mutilação de árvores na cidade. A Prefeitura diz que já notificou a Superintendência da Elektro, em Campinas, sobre a atuação da empresa, que vem descumprindo sistematicamente a legislação e acordos bilaterais sobre poda de árvores na cidade. Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, as podas predatórias da Elektro vem ignorando até mesmo a preservação de espécies nativas. Na Avenida “Maria Jalles”, por exemplo, a empresa cortou uma “farinha seca”, espécie protegida pela legislação ambiental.
A reinauguração da UBS “Getúlio de Carvalho”, no Jardim Arapuã; o caso de um advogado mineiro que foi condenado pela Justiça de Jales a pagar uma multa de R$ 3 milhões por litigância de má-fé; os projetos aprovados na sessão da Câmara de segunda-feira passada, que durou apenas 54 minutos, incluindo os sete minutos gastos com a execução dos hinos; a participação de Jales – onde o Museu foi desativado há oito anos – no Encontro Paulista de Museus do Noroeste; o assassinato de uma auxiliar de enfermagem em Santa Fé do Sul; e o caso do rapaz de Mesópolis, que matou um colega usando uma lança de caçar javalis, são outros assuntos de A Tribuna.
Na coluna Enfoque, informações sobre o caso do ex-funcionário do Consirj que está sendo acusado de “vender” a aprovação em concurso aberto pela Prefeitura de Jales em 2017. Uma colega do ex-funcionário pagou R$ 23 mil para ser aprovada. Na página de opinião, artigo da professora Ioná Piva trata da nossa dificuldade em reconhecer erros e admitir nossas culpas por eles. E a crônica do blogueiro Hélio Consolaro fala de futebol e desemprego. No caderno social, a coluna do Douglas Zílio está recheada de colunáveis. Destaque, também, para o aniversário dos gêmeos Gael e Rafael Minella Rossafa, filhos da Talita e do Alessandro.
PROCURADORES DA LAVA JATO SOBRE A CONJA ROSÂNGELA MORO: “ESSE POVO DO INTERIOR É MUITO SIMPLÓRIO”
Do blog do Esmael:
A nova reportagem do site The Intercept Brasil divulgada na madrugada deste sábado (29) revela que os procuradores da Lava Jato ficaram incomodados com Rosângela Moro, esposa do então Juiz da Lava Jato Sérgio Moro, por ela ter comemorado a vitória de Bolsonaro em suas redes sociais.
De acordo com a reportagem, procuradores da Lava Jato e outros membros do MPF comentaram em um grupo no Telegram denominado “BD” sobre as postagens da esposa de Moro na noite da votação do segundo turno das eleições presidencias. “Esse povo do interior é muito simplório”, afirmou na ocasião o procurador Luiz Fernando Lessa.






