Categoria: Cidade

EM NOTA, POLÍCIA FEDERAL DIZ QUE HENRIQUE DO CAJ NÃO FOI AUTOR DA DENÚNCIA CONTRA EX-TESOUREIRA

Em agosto, quando era candidato a deputado federal, o despachado Henrique do CAJ disse a este aprendiz de blogueiro (veja aqui) que não tinha nada a ver com a denúncia anônima que levou a PF a descobrir os malfeitos da ex-tesoureira Érica.

Na quinta-feira, 29, enquanto esperava sua vez de depor como testemunha de acusação, nos corredores do Fórum, Henrique teria confessado ao jornalista Deonel Rosa Júnior – e a outras testemunhas – que tinha sido de sua autoria a denúncia que botou a PF no encalço das irmãs Carpi e respectivos maridos.

A versão que Henrique teria contado ao jornalista está sendo, no entanto, desmentida pela Polícia Federal, em nota de esclarecimento emitida ontem à noite. Ei-la:   

Operação “Farra no Tesouro” – Nota de Esclarecimento

A assessoria de imprensa da PF em Jales/SP esclarece que a informação que deu início às investigações que originaram a Operação Farra no Tesouro *NÃO* partiu da suposta denúncia de indivíduo citado em matéria do Jornal de Jales neste último domingo.

Trata-se de informação equivocada, pois esta pessoa não forneceu nenhuma informação que a PF já não tivesse conhecimento, ele apenas reverberou o que várias pessoas na cidade já suspeitavam: que a tesoureira do município de Jales estava ostentando padrão de vida incompatível com sua renda, informação esta que a PF já tinha desde o início das investigações.

O verdadeiro denunciante, que comunicou a existência do esquema criminoso, conforme solicitado, permanecerá no anonimato.

CORREIOS AINDA NÃO ESTÃO ENTREGANDO CORRESPONDÊNCIAS EM TRÊS BAIRROS NOVOS DE JALES

O Monte Líbano está localizado acima do JACB. O Jardim Tropical adiante do Jardim Municipal. E o Vila Mariana fica entre o Santo Expedito, o Arapuã e o Pedro Nogueira. A notícia é do G1:

Moradores de três bairros distintos de Jales (SP) enfrentam o mesmo problema: a falta de carteiros. Segundo eles, desde que se mudaram, nunca receberam uma correspondência.

O programador Valdeir Silva Caires mora no bairro Vila Mariana e só percebeu que os carteiros não entregavam no local, após fazer uma compra pela internet.

“Eles não entregaram a minha encomenda e tive que ir buscar direto no correio”, disse o programador.

A situação é a mesma no bairro Monte Líbano. Segundo o técnico em internet Cristian Regiolli, ele e os vizinhos nunca receberam nenhuma carta, encomenda ou boleto.

“Só descobri que tinha levado uma multa de trânsito, depois do vencimento, quando os pontos caíram na carteira.”

Os moradores do bairro Jardim Tropical também não tem o serviço de entrega no conjunto habitacional, onde moram há um ano.

Para o auxiliar de faturamento Welington Brás Teixeira, o bairro tem direito, assim como os outros da cidade. “Isso é o mínimo que o nosso bairro precisa ter”, disse.

Em nota, o Correio informou que estão estudando maneiras de ampliar o serviço de entrega para os três bairros e a previsão é de que a situação se normalize até junho do ano que vem.

JORNAL DE JALES: HENRIQUE DO CAJ SAI DO ARMÁRIO E REVELA TER SIDO O AUTOR DA DENÚNCIA CONTRA EX-TESOUREIRA ÉRICA

Eis a capa do Jornal de Jales deste domingo, onde a principal manchete destaca que as irmãs Érica e Simone Carpi – que cumpriam prisão domiciliar – aguardarão o julgamento do caso “Farra no Tesouro” em liberdade. Ou seja, até o pronunciamento final da Justiça, elas poderão circular livremente pela cidade. A decisão que concedeu a elas a liberdade provisória foi do juiz Adílson Vagner Ballotti, após pedido dos promotores Horival Freitas Júnior e Eduardo Shintani. Segundo o jornal, os representantes do Ministério Público e o magistrado entenderam que as acusadas não poderiam mais influir no processo ou coagir testemunhas.

Destaque, também, para a sessão da Câmara Municipal, realizada na segunda-feira, 26, quando os vereadores aprovaram o projeto de lei que autoriza o prefeito Flá Prandi a fazer um financiamento de R$ 11 milhões junto ao Ministério das Cidades. O jornal relata que o projeto foi aprovado pelos 10 vereadores e alguns deles destacaram a luta dos moradores do Jardim do Bosque e Parque das Flores e dos empresários dos Distritos Industriais I e III, onde a Prefeitura pretende investir boa parte do dinheiro em obras de infraestrutura. O JJ ouviu alguns desses empresários que compareceram à Câmara para acompanhar a votação do projeto.

A reeleição do advogado Marlon Luiz Garcia Livramento para a presidência da subseção da OAB de Jales e a eleição do também advogado Aislan Queiroga Trigo para o cargo de secretário-geral da seccional da OAB-SP; a aprovação do novo Plano Diretor do Município, que deverá ser confirmada nessa segunda-feira, em segunda votação; a réplica de uma moto que será sorteada durante o almoço da APAE, programado para o próximo domingo; e a visita do deputado federal eleito, Geninho Zuliani(DEM), que veio anunciar uma verba de R$ 220 mil para a Santa Casa, são outros assuntos do JJ.

Na coluna Fique Sabendo, o jornalista Deonel Rosa Júnior, que foi uma das testemunhas de defesa arroladas no caso “Farra no Tesouro”, revela nome, sobrenome e apelido do autor da denúncia contra a ex-tesoureira Érica, principal acusada pelos desvios: Luís Henrique Vicente de Oliveira, o Henrique do CAJ. Segundo Deonel, o polêmico homem-bomba – que também foi arrolado como testemunha, só que da acusação – saiu do armário e revelou ter sido dele a iniciativa de procurar o Ministério Público para repassar as suspeitas sobre os possíveis malfeitos da ex-servidora. Henrique disse que, dias depois de ir ao MP, ele foi chamado na sede da PF e confirmou a denúncia ao delegado Cristiano Pádua da Silva, revelando, ainda, que teria alertado a administração municipal, em 2015, sobre suas suspeitas.  

A TRIBUNA: NOVO IMBROGLIO ENTRE PREFEITURA E FAMÍLIA JALLES FOI PARAR NA JUSTIÇA

No jornal A Tribuna deste final de semana, o principal assunto é a audiência realizada no Fórum de Jales, na quinta-feira, para ouvir as testemunhas e os réus do rumoroso caso da “Farra no Tesouro”. A matéria diz que a ex-tesoureira Érica sentou-se ao lado do ex-marido Betto e permaneceu calada durante toda a audiência. No final, Érica chorou quando o juiz Adílson Vagner Ballotti, atendendo a pedido do Ministério Público, anunciou a revogação da prisão domiciliar dela e da sua irmã Simone. A partir de agora, elas responderão ao processo em liberdade provisória. A audiência foi suspensa depois de ouvir 17 testemunhas e terá prosseguimento no dia 10 de dezembro, quando serão ouvidos os cinco réus.

Destaque, também, para um novo imbróglio envolvendo a família Jalles e a Prefeitura de Jales. A Prefeitura, por exigência da Cetesb, precisa realizar estudos no solo de propriedades próximas do antigo lixão, o que inclui duas fazendas dos herdeiros do fundador Euphly Jalles. Desde novembro de 2017, a municipalidade vem tentando obter autorização da família para que funcionários possam entrar nas duas fazendas, mas, apesar dos insistentes pedidos, os Jalles vem se negando a dar a autorização. A Prefeitura foi à Justiça e, na segunda-feira, 26, a juíza Maria Paula Branquinho Pini deferiu liminar em favor da municipalidade, que poderá utilizar-se de reforço policial e arrombamento para entrar nas duas fazendas.

A autorização da Câmara para que o Instituto Municipal de Previdência possa vender 06 terrenos de sua propriedade; o acordo de cooperação assinado pelo prefeito Flá Prandi para instalação do INSS digital no Ganha Tempo; as eleições realizadas pela OAB para escolher os advogados que dirigirão a entidade, em nível local e estadual, durante o triênio 2019-2021; a disputa pela presidência da Câmara para o biênio 2019-2020, que já tem como concorrentes os vereadores Tiquinho(PSD) e Kazutinho(PSB), com ligeiro favoritismo para o primeiro; e as últimas novidades sobre a CEI da Farra no Tesouro, são outros assuntos de A Tribuna.

Na coluna Enfoque, informações sobre o recém-aprovado curso de Direito da Unijales, que teve 232 candidatos inscritos para as 100 vagas oferecidas. O vestibular foi realizado no sábado, 24, e as matrículas já estão sendo feitas. Na página de opinião, Valmor Bolan comenta o ministério que está sendo escalado por Bolsonaro, enquanto o blogueiro Hélio Consolaro comenta o livro que está lendo sobre vida e morte. No caderno social, os destaques são a festa de confraternização da Polícia Civil, a reinauguração da Ilda Pastelaria, nas proximidades do Fórum, e a colorida coluna do Douglas Zílio.

DEU NA FOLHA NOROESTE DE HOJE

O jornal Folha Noroeste deste sábado traz como principal destaque a audiência de instrução e julgamento – realizada na quinta-feira, 29 – sobre o caso da ex-diretora financeira da Prefeitura de Jales, suspeita de ter desviado mais de R$ 5 milhões dos cofres do município. Segundo a matéria, Érica Cristina Carpi, a irmã Simone Carpi Brandt e o cunhado Marlon Brandt chegaram ao fórum acompanhados dos seus advogados. O ex-marido de Érica, Roberto Santos Oliveira, já estava no local quando os outros três réus chegaram. O advogado Carlos Mello disse que “vou pleitear a absolvição da Simone e do Marlon porque não tinha ciência dos fatos. A Érica confessa o peculato e vamos pleitear a absolvição dela nos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsidade ideológica”. Já o advogado de Betto não falou sobre o assunto.

Destaque, igualmente, para o rasante que o assessor do deputado Rodrigo Garcia(DEM) e deputado federal eleito, Geninho Zuliani, deu em Jales na sexta-feira, 30. Geninho veio à cidade para anunciar a liberação de R$ 220 mil para a Santa Casa de Jales, oriundos de uma emenda parlamentar do futuro vice-governador Rodrigo Garcia. O prefeito Flá Prandi(DEM),  os vereadores Deley, Zanetoni e Kazuto, além de outras autoridades e funcionários do hospital, participaram do anúncio em evento realizado no auditório da Santa Casa.

Na coluna FolhaGeral, o trepidante e eclético redator-chefe Roberto “Pestinha” Carvalho faz uma análise do ministério que está sendo montado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro e conclui que “pelo jeito, seu governo vai ter muitas polêmicas e vai deixar muitos brasileiros a ver navios”. No plano local, o engajado colunista informa que até a sexta-feira, 30, os cofres municipais já tinham sido reforçados com R$ 8,9 milhões provenientes do Imposto Sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Segundo Roberto, o prefeito e os vereadores deveriam ter o cuidado de informar aos contribuintes – principalmente os donos de veículos – sobre como e onde está sendo aplicado o dinheiro do IPVA.

VEREADORES PRESTIGIAM ANÚNCIO DE EMENDA PARA SANTA CASA

A notícia é da assessoria de imprensa da Câmara Municipal:

Os vereadores João Zanetoni (PSB), Vanderley Vieira – Deley (PPS) e Fábio Kazuto (PSB), na tarde de hoje (30), estiveram na Santa Casa de Misericórdia de Jales, prestigiando a visita de Geninho Zuliani, assessor do deputado federal Rodrigo Garcia (DEM).

Geninho, que foi eleito deputado federal, anunciou a liberação de uma emenda parlamentar, destinada por Garcia, no valor de R$ 220 mil, para custeio da Santa Casa.

Estiveram presentes os membros da OAB de Jales, Aislan Queiroga e Marlon Livramento, o provedor da Santa Casa, Júnior Ferreira, a gerente de captação, Luciana Vicente, colaboradores do hospital, o prefeito Flávio Prandi Franco, o ex-vereador Júnior Rodrigues e ex-prefeitos de cidades da região.

O vereador Kazuto destacou a iniciativa do deputado Rodrigo Garcia: “Agradeço ao Geninho por trazer essa emenda para a Santa Casa, que é um hospital modelo. Através da emenda, a Santa Casa vai continuar atendendo não só Jales, mas cidades da região. Espero que nós, vereadores de Jales, possamos continuar esse trabalho, ajudar o Poder Executivo e, futuramente, trazer mais emendas para Jales”.

LIBERDADE PROVISÓRIA DE ÉRICA E SIMONE É CRITICADA NAS REDES SOCIAIS. MAS SERÁ QUE OS CRÍTICOS ESTÃO COM A RAZÃO?

O fato de o próprio Ministério Público ter solicitado – e a Justiça ter autorizado – a liberdade provisória das rés Érica e Simone Carpi, parece estar mexendo com os neurônios dos comentaristas de plantão nas redes sociais, com críticas à decisão que tirou as moças da prisão domiciliar que ambas cumpriam desde agosto.

Uma senhora deu sua opinião, afirmando que “acho ingraçada a lei se um pobre rouba um litro de leite vai prezo se não tem carta perde a sua velha motinha de trabalho q vergonha”. E uma outra completou, também sem qualquer noção de pontuação: “…por isso que eu falo tem muita gente grande nesse meio bando de sem vergonha e assim vamos seguindo pedindo empréstimo de 11milhoes”.

Um dos “entendidos” escreveu a seguinte pérola: “normalmente pelo que eu sei o trabalho de um promotor de justiça é fazer com que a lei seja aplicada e não pedir absolvição, ai não Srs promotores estão fazendo gol contra ….”.

Dito assim, até parece que o Ministério Público pediu a absolvição das duas rés, quando, na verdade, os promotores estão pedindo mais de 1.000 anos de prisão para os envolvidos na chamada “Farra no Tesouro”.

Os promotores, até onde se sabe, acreditam na condenação dos acusados e gostariam mesmo é que todos eles estivessem presos, mas, com os rapazes em liberdade, já não existiam mais, em tese, as razões para que as moças continuassem trancafiadas em casa e incomunicáveis.

Em agosto, quando decretou a prisão preventiva de ambas – posteriormente transformada em prisão domiciliar pelo TJ-SP – o juiz Adílson Vagner Ballotti levou em consideração que elas poderiam, se em liberdade, influenciar testemunhas, ocultar documentos e atrapalhar as investigações, além de, eventualmente, continuar com os delitos.

Essas causas também já não existem mais, uma vez que as testemunhas já foram ouvidas na audiência de ontem e todos os documentos que dizem respeito à ex-tesoureira já foram escarafunchados pela Polícia Federal e pela Sindicância Interna instalada na Prefeitura. 

O Ministério Público é o guardião da Justiça e, nesse caso, nada mais fez do que, provavelmente, ponderar o princípio da igualdade. Não custa lembrar que o ex-marido de Érica e o marido de Simone já estão em liberdade provisória desde a segunda quinzena de setembro.

Ao conceder os habeas corpus aos dois, o ministro Gilmar Mendes criticou a prisão preventiva decretada pela Justiça de Jales que, na opinião dele, constituiu-se em “patente constrangimento ilegal” contra os dois.

Naquela ocasião, Gilmar Mendes ponderou que o argumento de que a prisão de ambos visava impedir a continuação dos delitos já não se sustentava, uma vez que a responsável direta pelos desvios, a ex-tesoureira Érica, já tinha sido exonerada, “de modo que se esvazia o perigo da reincidência”.

Ora, se há dois meses atrás o ministro já não via motivos para Betto e Marlon continuarem presos, concedendo a eles a liberdade provisória, como poderiam o MP e a Justiça de Jales continuar mantendo Érica e Simone em prisão domiciliar?

Além disso, há que se ponderar que, aqui em Jales, os réus deverão ser julgados no primeiro semestre de 2019 e, possivelmente, condenados. Com todos os recursos que se tem à disposição, no entanto, o processo poderá demorar uns 15 ou 20 anos e, quando ele chegar ao fim, o tempo que as rés permanecessem em prisão domiciliar contaria como se estivem cumprindo a pena em um presídio.

Assim, se elas continuassem em prisão domiciliar durante todo o tempo do processo e fossem, ao final, condenadas a, por exemplo, 20 anos de prisão, não teriam, provavelmente, que ficar um único dia atrás das grades.

É essa a conta que o Ministério Público está fazendo. 

SITUAÇÃO VENCE ELEIÇÕES DA OAB EM JALES

A chapa de situação – “OAB de Mãos Dadas com a Advocacia” – liderada pelo atual presidente da subseção de Jales, Marlon Luiz Garcia Livramento, foi a vencedora do pleito realizado nesta quinta-feira, 29.

A chapa de Marlon, que conta ainda com os advogados Guilherme Soncini da Costa (vice-presidente), Ricardo Hentz Ramos (secretário geral), Lilian Teixeira Bazzo dos Santos (secretária geral adjunta) e Alexandre César Colombo (tesoureiro), obteve 382 votos.

A chapa oposicionista –  “Avante OAB de Jales”, que tinha os advogados Ana Maria Garcia (presidente), Carlos Oliveira Mello (vice-presidente), Sara Suzana Castardo Dacia (secretária geral), Elisandra Rodrigues (secretária geral adjunta) e Rodrigo Cerqueira (tesoureiro) – obteve 83 votos. Os votos brancos/nulos foram 05.

No total, 470 advogados compareceram às urnas em Jales, ou 33,5% acima dos 352 que votaram em 2015.

Na eleição para a OAB estadual, os advogados da subseção de Jales deram 343 votos ao oposicionista Caio Augusto, que tem o jalesense Aislan Queiroga Trigo como candidato a secretário geral.

O atual presidente estadual, Marcos da Costa, foi o segundo mais votado, com 56 votos. Sergei Cobra Arbex (55 votos), Leonardo Sica (06) e Antônio Ruiz Filho (01). Nas eleições de 2015, Marcos da Costa foi o mais votado em Jales, com 169 votos.

A apuração estadual ainda não tinha terminado às 21:25 horas, quando este aprendiz de blogueiro redigia o post. Até aquele momento, a chapa 11 (Caio Augusto) tinha 8.897 votos (29,01%), enquanto a chapa 12 (Marcos da Costa) tinha 8.687 votos (28,33%). O terceiro colocado (Sergei Cobra) tinha 4.084 votos (13,56%).

Atualização: por volta da meia-noite, a diferença entre os primeiros colocados tinha aumentado. Naquele horário, 220 de 242 urnas da capital e 214 de 694  urnas das subseções do interior já tinham sido contabilizadas. Caio Augusto tinha 22.197 votos (27,98%) e Marcos Costa tinha 19.378 votos (23,81%). Por outro lado, Leonardo Sica tinha assumido a terceira colocação, com 15.111 votos (18,52%).  

DEPOIMENTOS DE ÉRICA E DOS DEMAIS RÉUS FICARAM PARA DIA 10 DE DEZEMBRO

A audiência de instrução e julgamento do processo que envolve a ex-tesoureira Érica Cristina Carpi – acusada de desviar entre R$ 5 e R$ 10 milhões dos cofres da Prefeitura de Jales – e os outros quatro réus da operação “Farra no Tesouro”, foi suspensa por volta das 18 horas desta quinta-feira e será retomada no dia 10 de dezembro.

Estavam previstos os depoimentos de 27 testemunhas de acusação e defesa, mas algumas foram dispensadas e, ao final, foram ouvidas 17 testemunhas.

Na audiência do dia 10 de dezembro serão ouvidos apenas o réus. Ao final da audiência de hoje, o próprio Ministério Público, que estava representado pelos promotores Horival Marques de Freitas Júnior e Eduardo Shintani, pediu a liberdade provisória das rés Érica e Simone, que se encontravam em prisão domiciliar.

A liberdade provisória foi autorizada pelo juiz Adílson Vagner Ballotti, da 5ª Vara. Mais detalhes no jornal A Tribuna, deste final de semana.

MPF DENUNCIA ENGENHEIRO A SERVIÇO DA CAIXA POR COBRANÇA DE PROPINA EM JALES

A notícia é da assessoria de Comunicação do MPF:

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou, por corrupção passiva, um engenheiro que prestava serviços para a Caixa. Entre janeiro de 2016 e junho de 2017, ele cobrou propinas de um empresário para viabilizar a continuidade de um empreendimento imobiliário em Santa Albertina (SP) financiado pelo banco. O profissional passou a ser monitorado após a vítima das cobranças relatar o caso à Polícia Federal e acabou sendo preso em flagrante quando recebia mais uma parcela negociada. Ao todo, o engenheiro embolsou pelo menos R$ 41 mil indevidamente.

As exigências de propina começaram depois da liberação do financiamento para o projeto imobiliário Hebron, de residências populares, orçado em R$ 7,1 milhões. Próximo à primeira medição da obra, o engenheiro enviou um e-mail ao empresário indicando uma série de correções a serem feitas e solicitando o pagamento de R$ 10 mil mensais, a título de assessoria, para impedir que as pendências resultassem no bloqueio do crédito. Entre negociações quanto ao valor e mais cobranças, a coação continuou nos meses seguintes, por telefone e por mensagens. Os pagamentos foram realizados em, ao menos, cinco ocasiões, por depósitos, cheques ou dinheiro em espécie.

A última parcela foi paga em 2 de junho de 2017. Naquele dia, o engenheiro e o empresário combinaram de se encontrar nos arredores da agência da Caixa em Jales. A entrega da propina foi feita dentro do carro da vítima. Quando retornava para seu veículo, o autor das cobranças foi abordado pelos policiais, que já acompanhavam as movimentações dele a partir da denúncia do empresário. O engenheiro foi preso em flagrante com os R$ 5 mil que havia acabado de receber, em 40 cédulas de R$ 50 e um cheque de R$ 3 mil.

A denúncia do MPF fundamenta-se no teor dos diálogos telefônicos, de mensagens de celular e da gravação realizada no carro do empresário momentos antes da prisão do engenheiro. A acusação também se baseia nos relatos de testemunhas e nas movimentações bancárias da construtora responsável pelo empreendimento imobiliário, que mostram as transferências realizadas no período para a conta do denunciado.

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