Categoria: Música

EM JALES, NESSE DOMINGO, O ‘1o CONCERTO A DOIS PIANOS – MOZART’ COM ARRECADAÇÃO DE ALIMENTOS PARA HOSPITAIS

CARTAZ Concerto JalesAcontece nesse domingo, 28/05, a partir das 20:00 horas, no Centro Cultural Dr.Edílio Ridolfo, aqui em Jales, o “1° Concerto a Dois Pianos – Mozart”, com os pianistas Bruna Lima, Terezinha Bataglia e André Pignatari. O concerto terá, ainda, a participação especial do também pianista Djalma Silva, além de três violinos e dois violoncelos. 

O evento – que está sendo organizado pela Escola Dinâmica de Educação Musical (EDEM), em parceria com a AVCC – é totalmente beneficente e, além de arrecadar alimentos para o Hospital de Câncer e a Santa Casa de Jales, tem como objetivo estimular a cultura da música erudita. Os convites poderão ser adquiridos mediante a troca por 5 quilos e/ou 5 litros de alimentos.

Novidade em Jales, o projeto “Concerto a Dois Pianos” nasceu em Votuporanga, onde já foram realizadas três apresentações, com enorme sucesso. A última, homenageando Mozart, foi realizada no sábado passado, 20, e arrecadou cerca de duas toneladas de alimentos que foram doados a entidades de Votuporanga.

Aqui em Jales, além da organização da EDEM / AVCC e do apoio da Prefeitura Municipal, o evento conta com o patrocínio da Poliplantas, Unijales, Anglo, Jales Center Hotel, LHBorr e Gráfica Ellos. Faço questão de citar os patrocinadores pois quem apoia a Cultura merece destaque.  

Nascido em 27 de janeiro de 1756, o austríaco Wolfgang Amadeus Mozart é um dos mais importantes compositores do ocidente. Considerado um prodígio desde a infância, iniciou a carreira aos cinco anos e compôs mais de seiscentas obras. Ele morreu de forma inesperada e misteriosa, com apenas 35 anos de idade e sua morte suscitou diversas teorias e versões, que incluíam envenenamento por mercúrio, gripe e até uma estranha doença nos rins.

CÁSSIA ELLER – “PARTIDO ALTO”

cássia ellerO samba “Partido Alto“, do Chico Buarque, é de 1972, mesmo ano de “Águas de Março” (Tom Jobim), “Pérola Negra” (Luiz Melodia), “Casa no Campo” (Zé Rodrix/Tavito), “Mucuripe” (Fagner/Belchior), “Preta Pretinha” (Moraes Moreira/Luiz Galvão), “Chuva, Suor e Cerveja” (Caetano Veloso), entre outras.

Como se vê, é de uma época em que, anualmente, eram lançadas músicas que seriam lembradas por muito tempo. Quem se lembra, por exemplo, das músicas que foram lançadas em 2015?

“Partido Alto” foi quase uma brincadeira do Chico, composta para a trilha sonora do filme “Quando o Carnaval Chegar“. Claro que ele aproveitou o clima espirituoso da letra para tirar uma onda com a ditadura militar. E é claro, também, que os censores da ditadura – que, depois de “Apesar de Você“, desconfiavam de tudo que Chico fazia – não gostaram da brincadeira.

Eles – os censores – consideraram o samba “uma ofensa ao povo brasileiro” e só consentiram em liberar a música depois de vetar algumas palavras que, na gravação original, foram alteradas por Chico. “Titica”, por exemplo, virou “coisica”. E “brasileiro” virou “batuqueiro”.

Naquela época, o povo brasileiro –  pelo menos na opinião dos censores – se ofendia por pouca coisa, principalmente quando se tratava de composições de Chico Buarque.

Dois exemplos: a palavra “pentelho”, uma das preferidas do Faustão, foi cortada pela censura na gravação de “Ciranda da Bailarina“. E em “Bárbara“, a censura cortou uma palavra para que os brasileiros não se ofendessem com a descoberta de que a música falava do amor entre duas mulheres.

Voltando ao “Partido Alto“, a versão do vídeo abaixo, com a Cássia Eller, já é dos tempos em que a ditadura militar tinha decidido deixar o povo brasileiro se ofender por conta própria. Preserva, portanto, a letra original.

1993, O ANO EM QUE BELCHIOR CANTOU EM JALES

DSC03040-edEm janeiro de 2014, escrevi sobre o show do Belchior, realizado no Teatro Municipal, em Jales (veja aqui), mas não me lembrava em que ano ele esteve por aqui. Ontem me toquei de que, naquela noite, ele me autografou um CD.

Hoje, depois de uma busca em meu bagunçado acervo, encontrei o CD autografado pelo Belchior onde, como se pode ver na foto ao lado, ele registrou, com letra um pouco trêmula, a dedicatória “Para Cardoso. Abraços e Canções do Belchior” e o ano: 1993.

Era uma noite de muito calor e, depois do show, me lembro que o Belchior, transpirando muito, atendia pacientemente aos fãs, no acanhado camarim do nosso Teatro, enquanto uma assessora vendia os CDs que ele autografava. Eu escolhi uma coletânea – “Apenas Um Rapaz Latino Americano” – que trazia 16 canções do compositor cearense.

O show foi fantástico. Durante cerca de uma hora e meia, Belchior cantou para uma plateia que ocupava apenas metade da capacidade do Teatro Municipal. Apesar de pequena, podia-se notar que era uma plateia formada, em sua imensa maioria, por pessoas que conheciam as músicas do compositor/cantor, pois elas cantavam junto com Belchior mesmo as canções menos conhecidas.

Para uma cidade àquela altura impregnada do sertanejo, do pagode comercial e, pior ainda, do terrível “bate-estaca”, o show de Belchior foi um alento.        

Uma das músicas do show – e do CD que comprei – era “Coração Selvagem”, canção que ganhou, recentemente, uma releitura da Ana Carolina no show “#AC ao Vivo“. No vídeo abaixo, a bonita interpretação da cantora e compositora mineira:

BELCHIOR ERA UM CANTOR DA LIBERDADE

fernando moraes montoro e belchior

Do escritor Fernando Moraes, em seu blog, o Nocaute:

Morreu ontem, aos 70 anos, na cidade gaúcha de Santa Cruz, o cantor e compositor cearense Belchior. Celebrizado nos anos setenta pelo sucesso de canções como “Mucuripe”, “Como Nossos Pais” e “Velha Roupa Colorida”. Belchior encerrou subitamente sua carreira nos últimos anos e sumiu. Dado como desaparecido, foi visto com sua mulher ora em cidades uruguaias, ora no interior do Rio Grande do Sul.

No auge da luta pela redemocratização do Brasil, nos anos oitenta, nós nos tornamos amigos. Belchior foi um ativo participante de shows e atos pelo fim da ditadura militar e pelas eleições diretas para presidente da República. Nunca cobrava um tostão, nem mesmo as passagens de avião e estadias em hotéis.

Em uma de suas vindas a São Paulo, manifestou o desejo de conhecer pessoalmente o então governador Franco Montoro, que o recebeu em uma longa audiência no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista (foto).

Nos últimos anos recebi alguns telefonemas de Edna, mulher do Belchior. Às vezes passava o telefone para ele, mas era ela quase sempre quem falava. Contava histórias que me pareciam meio cifradas, incompreensíveis. Eu ficava sem saber se era uma piração ou história real que não podia ser revelada por telefone. Nunca me disseram exatamente onde estavam (as referências eram apenas a “Uruguai” ou “interior do Rio Grande”) nem deixavam algum telefone ou e-mail para que eu pudesse me comunicar com eles. Há uns dois anos, acho, pararam de ligar.

BELCHIOR CONTA COMO CONHECEU ELIS REGINA

Elis, a nossa maior cantora, era um pouco esquentada, a ponto de ganhar do Vinícius o apelido de “Pimentinha”. Personalidade forte à parte, ela tinha um coração e uma generosidade tão grandes quanto seu talento. E sua generosidade permitia que ela desse oportunidade aos novos compositores, gravando suas músicas.

Foi assim com Milton Nascimento, com Ivan Lins e Vítor Martins, com João Bosco e Aldir Blanc, com Fagner, só para citar alguns. E foi assim também com Antônio Carlos Belchior de quem ela gravou duas músicas essenciais: “Como Nossos Pais” e “Velha Roupa Colorida”.

No vídeo abaixo, o Belchior conta, em entrevista ao Miéle, como conheceu Elis. Confiram:

BELCHIOR, UM RAPAZ LATINO-AMERICANO QUE FEZ OBRA MARCANTE NOS ANOS 70

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Do jornalista e crítico musical Mauro Ferreira, no G1:

Antônio Carlos Belchior (26 de outubro de 1946 – 29 de abril de 2017) sai de cena aos 70 anos sem que ninguém tenha decifrado o enigma existencial deste cearense nascido em Sobral que abandonou a vida artística a partir de 2007, afundado em dívidas, crises e angústias. Compositor fundamental na corrente migratória que deslocou artistas nordestinos para o eixo Rio–São Paulo ao longo da década de 1970, Belchior logo se desgarrou do pessoal do Ceará para construir obra de identidade própria, ainda que o primeiro sucesso desse cancioneiro autoral, Mucuripe, música lançada em 1972 na voz icônica da cantora Elis Regina (1945 –  1982), tenha sido composto com o conterrâneo Raimundo Fagner.

Belchior estreou em disco em 1971 com a gravação e edição de compacto simples que apresentou a música Na hora do almoço. O primeiro álbum sairia somente em 1974, com a regravação dessa canção Na hora do almoço entre músicas então inéditas como A palo seco e Todo sujo de batom. Lançado pela extinta gravadora Continental, companhia fonográfica de origem brasileira, o álbum não alcançou o público, talvez por conta do canto torto do artista, cortante como faca e como as letras carregadas de urgência e paixão. Belchior precisou esperar dois anos para alcançar o sucesso nacional com a edição do segundo álbum, Alucinação, obra-prima da discografia do cantor e compositor, então já contratado pela multinacional Philips.

Produzido pelo então iniciante Marco Mazzola, Alucinação (1976) contou com arranjos de José Roberto Bertrami e apresentou repertório inteiramente autoral (composto sem parceiros) que destacou o hit radiofônico Apenas um rapaz latino-americano e os dois petardos roqueiros detonados por Elis Regina no ano anterior no roteiro do antológico show Falso brilhante (1975 / 1977), além de nova regravação de A palo seco.

Em Alucinação, Belchior fez uma espécie de inventário emocional das perdas e ganhos da geração que tentou mudar o mundo na década de 1960. O disco já embutia uma amargura na constatação de que tudo continuava como antes. Mas o cantor, seduzido pelo sucesso, diluiria essa desilusão no toque pop do terceiro álbum, Coração selvagem (1977), lançado há 40 anos e alavancado pelo sucesso da passional canção-título, gravada recentemente pela cantora Ana Carolina. Foi o álbum que marcou a estreia do cantor na gravadora WEA.

Mesmo acenando para o pop radiofônico em músicas como Galos, noites e quintais (1976), lançada no ano anterior por Jair Rodrigues (1939 – 2014), Coração selvagem é um grande álbum em que Belchior deu voz à canção Paralelas (1975), música lançada há dois anos na voz de Vanusa, e regravou Todo sujo de batom.

A partir do quarto álbum, Todos os sentidos (1978), Belchior nunca mais alcançou a mesma popularidade e a mesma contundência como compositor, embora Medo de avião, música que abriu o álbum de 1979, tenha tocado muito bem nas rádios e gerado mais um hit para o artista. A rigor, foi a última música de Belchior a ganhar a voz do povo brasileiro.

Belchior gravou discos com regularidade ao longo das décadas de 1980 e 1990. Contudo, álbuns como Objeto direto (1980), Paraíso (1982), Cenas do próximo capítulo (1984), Melodrama (1987) e Elogio da loucura (1988) jamais reeditaram o vigor dos discos dos anos 1970. Em parte porque o repertório era menos inspirado, em que pese uma ou outra boa composição. Em parte porque o tom tecnopop dos arranjos dos anos 1980 estava fora de sintonia com o espírito da obra de um artista que alcançou mais relevância, empatia e representatividade entre 1972 e 1977.

De todo modo, Belchior sempre fez shows pelo Brasil com regularidade, escorado nas canções que lhe deram fama na década de 1970. Nunca lhe faltou público. E talvez tivesse sido assim até ontem à noite, quando ele saiu de cena na cidade gaúcha de Santa Cruz do Sul (RS). A questão é que Belchior, a partir de 2007, resolveu se recolher nos bastidores, cada vez mais arredio e recluso. Reclusão que virou fuga a partir de 2008. O que levou este senhor latino-americano a se retirar de cena há nove anos é um enigma que, ao que tudo indica, permanecerá indecifrado, já que a solução vai embora juntamente com Belchior.

DIOGO NOGUEIRA – “EU E VOCÊ SEMPRE”

diogo_nogueira-323944“Eu e Você Sempre”, uma composição do Jorge Aragão e do Flávio Cardoso, é um samba romântico que os ouvintes do Brasil & Cia – o programa que apresento na Regional FM, aos domingos – estão sempre pedindo. Ultimamente, tenho tocado a releitura gravada pelo Diogo Nogueira que, segundo alguns desses ouvintes, ficou melhor que a versão original, com o Jorge Aragão.

Pessoalmente, gosto de ambas as versões, mas prefiro a do Diogo, talvez por ser mais recente e ter sido gravada com mais recursos. Filho do falecido sambista João Nogueira, Diogo completou 36 anos na quarta-feira, 26. Sua história de vida guarda ao menos uma semelhança com a história do astro Júlio Iglesias: ambos tentaram carreira no futebol antes de partir para a música.

Júlio, goleiro do juvenil do Real Madrid, foi obrigado a encerrar a carreira precocemente, com apenas 20 anos, depois de um acidente de carro. E Diogo, depois de se destacar na várzea carioca, chegou a assinar contrato como profissional do Cruzeiro de Porto Alegre, mas uma contusão no joelho o obrigou a parar com o futebol. Em ambos os casos, a música é que saiu ganhando.

No vídeo abaixo, a versão do Diogo Nogueira para “Eu e Você Sempre“.

 

ROBERTA SÁ E NEY MATOGROSSO – “PEITO VAZIO”

CARTOLA ELIFASAngenor de Oliveira, o Cartola – ao lado, no traço de Elifas Andreato – é um caso especial em nossa música popular. Homem de origem e vida modestíssimas, que cursou apenas o primário, ele era ao mesmo tempo um poeta e compositor sofisticado. O apelido, Cartola ganhou quando trabalhava como servente de pedreiro e usava um chapéu-coco para se proteger do sol e do cimento que caía de cima.

Autor de clássicos da MPB, Cartola só gravou o seu primeiro disco em 1974, quando já tinha 66 anos. E aos 67 anos, quando a maioria das pessoas já está rezando para o mundo acabar em barranco e já não produz muita coisa, Cartola produziu obras primas como “Cordas de Aço”, “As Rosas Não Falam” e “O Mundo é Um Moinho”, músicas que integraram seu segundo disco, gravado em 1976.

No mesmo disco, Cartola gravou outra jóia: “Peito Vazio”, que pode ser apreciada no vídeo abaixo. A belíssima  interpretação  – com Roberta Sá, Ney Matogrosso e o Trio Madeira Brasil – faz parte do DVD “Pra Se Ter Alegria” (2009) da cantora potiguar, nascida em Natal(RN) aos 19 de dezembro de 1980, ou apenas 20 dias depois da morte de Cartola (30 de novembro de 1980). Vale a pena conferir:

 

GILBERTO GIL EXPLICA “CÁLICE”

Gilberto-Gil-e-Chico-Buarque

Muita gente imagina que a música “Cálice” seja uma composição de Chico Buarque e Milton Nascimento, os intérpretes da gravação original de 1978. Na verdade, a ideia de “Cálice” – surgida em uma Sexta-Feira da Paixão – foi de Gilberto Gil, que a levou ao Chico no dia seguinte para, juntos, compor a canção.

O refrão (Pai, afasta de mim esse cálice…) é de Gil, assim como a primeira estrofe (Como beber dessa bebida amarga…) e a terceira (De muito gorda a porca já não anda...). Chico escreveu a segunda estrofe (Como é difícil acordar calado…) e a quarta (Talvez o mundo não seja pequeno…).

Na primeira apresentação, em um evento chamado Phono 73, promovido pela gravadora Polygram, a censura do regime militar deu um jeito de calar Gil e Chico: os microfones do espetáculo foram desligados assim que eles começaram a cantar. Por conta dessa experiência, Gil não cantou mais “Cálice“.

Censurada, a música – composta num Sábado de Aleluia, em 1973 – só foi liberada cinco anos depois, quando Chico e Milton, com o acompanhamento luxuoso do MPB4, a gravaram. No vídeo abaixo, Gil explica como foi o processo de composição de “Cálice” e a dificuldade que ele tinha em falar dessa música:

 

 

PREFEITOS DA REGIÃO COMPARECEM A SHOW DE ROBERTO CARLOS, EM FERNANDÓPOLIS

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O novo show de Roberto Carlos passou por Marília(quarta-feira), Presidente Prudente(sexta-feira) e Fernandópolis(sábado). A agenda do “rei” marca mais algumas apresentações no Brasil e depois o show vai para Portugal. Agora, a notícia da Coluna do Diário, no Diário da Região:

O show de Roberto Carlos no sábado à noite em Fernandópolis acabou com as diferenças geopolíticas na região. Até o prefeito de Votuporanga, João Dado (1º à esq.) esteve na cidade rival para prestigiar o “rei”. Não só ele, mas os prefeitos de Santa Fé, Ademir Maschio, e o de Jales, Flá Prandi. Foram recebidos pelo prefeito André Pessuto e pelos deputados Gilmar Gimenes e Fausto Pinato.

Muita gente de Jales esteve em Fernandópolis no sábado, 1º de abril, para ver o show de Roberto Carlos, incluindo o ex-prefeito Pedro Callado e a ex-primeira dama Lúcia Callado. O empresário Edmílson Lázaro, fã do “rei, também esteve por lá, acompanhando da esposa Viviane. RC, no entanto, não cantou a música predileta do Edmílson, “O Côncavo e o Convexo“, gravada em 1983.

O Roberto Carlos costuma dizer, em seus shows, que “as três melhores coisas da vida são: primeiro, sexo com amor; segundo, sexo; e terceiro, sor-ve-te. Depois do sexo, perfeito…”. É possível, no entanto, que, às vésperas de completar 76 anos (19 de abril), o “rei” já esteja preferindo muito mais o sorvete do que uma boa performance ao estilo côncavo-convexo. De qualquer forma, eis a música:

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