Categoria: Música

CARMINHO E HAMILTON DE HOLANDA – “NASCI PRA SONHAR E CANTAR”

Estou voltando! E volto em boa companhia, mostrando um samba inspirado de Dona Ivone Lara, cantado com o sotaque lusitano da cantora portuguesa Maria do Carmo de Carvalho Rebelo de Andrade, ou simplesmente Carminho. De quebra, o auxílio luxuoso do bandolim de dez cordas do genial Hamilton de Holanda.

Filha de uma fadista, Carminho começou a se apresentar ainda criança em uma casa de fados com o sugestivo nome de “Taverna do Embuçado”, de propriedade de sua mãe. Embuçado, diz o Dicionário inFormal, significa “disfarçado”, “dissimulado”, “mascarado”, etc.

Já mocinha, Carminho travou conhecimento com a MPB de Tom, Chico, Vinícius, Milton, Elis e outros, através das trilhas sonoras das novelas brasileiras reprisadas em Portugal. Sua ligação com o Brasil e a nossa música passou a ser, a partir de então, algo permanente. Recentemente, ela gravou um CD só com músicas do maestro Tom Jobim, com participações especiais de Bethânia, Chico, Marisa Monte e Fernanda Montenegro.

No vídeo abaixo, Carminho comprova que nasceu para cantar, interpretando com alma de fadista “Nasci Pra Sonhar e Cantar”. A música é do CD/DVD Sambabook de Ivone Lara.  Vale a pena ver. E ouvir. 

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VANESSA DA MATA – “ACREDITAR”

vanessa-da-mataDepois de dois domingos de folga, estarei de volta hoje ao Brasil & Cia, na Regional FM, onde tento mostrar o que há de melhor na MPB. E uma das melhores coisas da MPB, atualmente, é a mato-grossense Vanessa da Mata. Nascida em Alto Garças, a 400 quilômetros de Cuiabá, Vanessa, aos 14 anos, se mudou sozinha para Uberlândia(MG).

A ideia era se preparar para fazer medicina, mas a música falou mais alto. Aos 21 anos, ela conheceu o paraibano Chico César, com quem compôs “A Força Que Nunca Seca”, música gravada por Maria Bethânia. Aos 26 anos, Vanessa gravou seu primeiro CD, fazendo sucesso com “Nossa Canção”, música do Luiz Ayrão que o Roberto Carlos consagrou.

No vídeo abaixo, a esfuziante Vanessa da Mata canta “Acreditar“, de Dona Ivone Lara, gravada originalmente em 1976, pelo sambista Roberto Ribeiro. Vale a pena ver e ouvir a interpretação de Vanessa para o Sambabook com composições da quase centenária Dona Ivone (13 de abril de 1921):

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“NÃO TÁ FÁCIL…” – PASCOALINO S. AZORDS

O escriba Pascoalino S.Azords – um velho amigo jalesense que há tempos se mandou para outras plagas – dedicou a este aprendiz de blogueiro a crônica que ele publica semanalmente no combativo jornal impresso “O Debate”, de Santa Cruz do Rio Pardo. Eis a crônica:

Não tá fácil…

(para o Cardosinho)

Eu não queria ficar um velho pessimista e amargo como o português José Saramago, que Geraldo Machado, acertadamente, chamou de Salamargo. Para entender o que nobelíssimo Saramago escreve, às vezes preciso fazer tanta ginástica que me dá câimbras ou formigamento. Eu queria mesmo é ficar um velho louco e sorridente como Manoel de Barros, que, maior de 80 anos, ainda gostava dos filmes do Jim Jarmusch e tomava sua cachacinha diária. “É melhor ser alegre que ser triste”, já dizia o Vinícius de Moraes. Eu juro que venho tentando. Até deixei de comprar tênis… Mas tá difícil.

Não vou aqui nesse cantinho de página listar as cagadas do ex-vice-presidente decorativo em exercício. Disso se ocupa a chamada grande imprensa. É notícia ruim pra todo mundo, todos os dias da semana. Mas, picado pelo espírito natalino das lojas do centro por onde hoje campeei uma inocente ventana, me vejo batendo pernas pelas ruas da minha cidade, 45 anos atrás. Naquele tempo, eu ainda não procurava nada. Adentrava as lojas apenas para me esconder da chuva. E um desses abrigos era a Livraria Mariza, que praticamente só vendia cadernos e livros didáticos, mas tinha também uma razoável seção de discos.

chico-buarque-construcaoPassei aquele Natal de 1971cobiçando um LP que o Deonel não se cansava de tocar na Rádio Cultura. Estava lá na prateleira da Livraria Mariza, mas, cadê o dinheiro?

Hoje, eu tornei a ouvir o disco que não pude comprar 45 anos atrás. Abaixei o volume para não incomodar os cachorros e os passarinhos importados da vizinhança, e vi em alto bom som o quanto a gente regrediu. Longe de mim o pessimismo do premiado Saramago. Mas, mesmo vivendo sob uma ditadura covarde e sanguinária em 1971, pelo menos tínhamos um povo que se indignava. E por isso era perseguido, preso, exilado, quando não torturado e morto em repartições públicas, por funcionários públicos, quase sempre fardados, em pleno expediente!

E além da indignação, tínhamos a Música feita pelos jovens brasileiros de 45 anos atrás: Paulinho da Viola, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Jorge Ben, Djavan, Alceu Valença, João Bosco, Gonzaguinha… E Chico Buarque, que naquele Natal de 1971 estava lançando “Construção”, seu quinto disco, aos 27 anos de idade. Por extenso para que não paire dúvida: aos vinte e sete anos de idade o compositor que hoje pode ser desrespeitado por qualquer playboy desinformado já tinha cinco discos no currículo.

Mais do que prazer, ouvir “Construção” também me dá uma noção do quanto emburrecemos. “Construção” tocava no rádio – e sem parar! Assim como, dois anos depois, no parque de diversões uma das músicas do “Dark Side of the Moon”, o disco do prisma do Pink Floyd, era a trilha para a moça que bateu na mãe se transformar em gorila.

É ou não é de amargar?

FERREIRA GULLAR, POETA CUJA PALAVRA FOI CANTADA POR GRANDES NOMES DA MPB

Do blog do jornalista e crítico musical Mauro Ferreira, no G1:

ferreira_gullarSomente tivesse posto versos em 1975 na melodia d’O trenzinho do caipira, tema composto em 1930 por Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959), o poeta maranhense Ferreira Gullar (10 de setembro de 1930 – 4 de dezembro de 2016) já teria o nome inscrito com honra na história da música brasileira. Desde que foi gravado em 1978 pelo cantor e compositor carioca Edu Lobo, O trenzinho do caipira nunca mais parou de girar por grandes vozes da música brasileira, podendo ser ouvido atualmente na abertura da novela A lei do amor em gravação de Ney Matogrosso.

Desde então, a obra musical de Gullar – poeta que saiu hoje de cena aos 86 anos, na cidade do Rio de Janeiro (RJ) – se tornou extensa e relevante. Mas o fato é que as palavras do poeta já vinham sendo cantadas por ícones da MPB desde a década de 1960. Caetano Veloso foi especialmente inspirado ao musicar os versos do poema Onde andarás? em canção lançada em 1968 na voz do próprio Caetano e regravada por cantores como Maria Bethânia ao longo dos anos. Onde andarás? foi o primeiro sucesso musical de Gullar.

Em 1979, Gullar abriu parceria com Milton Nascimento em Bela bela, música que somente ganharia a voz de Milton em 1981. A parceria renderia títulos como Meu veneno (1990). Com o cantor e compositor cearense Raimundo Fagner, a conexão de Gullar foi especialmente forte. Fagner musicou o poema Traduzir-se e batizou álbum de 1981 com o nome da composição. Em 1984, a parceria rendeu o sucesso Me leve (Cantiga para não morrer). Uma década depois, quando já tinha posto a obra para caminhar em trilho mais popular, Fagner recorreu a Gullar para fazer a versão de Borbujas de amor, sucesso do cantor dominicano Juan Luis Guerra. Borbulhas de amor foi uma das músicas de maior sucesso em 1991.

Mais recentemente, as conexões de Gullar com Adriana Calcanhotto, compositora gaúcha ligada às artes plásticas e à arte da escrita, gerou músicas como Definição da moça, lançada pela cantora Simone em disco de 2009. Gullar também foi parceiro bissexto de Paulinho da Viola (Solução de vida, 1996) e Sueli Costa (Escuta moça, 1984). Parte do Brasil pode até nem saber, mas cantou muito os versos eternos do poeta Ferreira Gullar.

Abaixo, áudio de Marisa Monte, acompanhada pelo Época de Ouro, cantando “Onde Andarás”, versos de Ferreira Gullar musicados por Caetano Veloso.

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MARIA BETHÂNIA E ZECA PAGODINHO – “SONHO MEU”

ivone-laraHoje é domingo e, como em todos os domingos (ou quase todos) estarei daqui a pouco, a partir das 10 horas, lá na Regional FM, onde apresento o Brasil & Cia, com o melhor da MPB. E uma das melhores coisas da MPB, é “Sonho Meu”, da Dona Ivone Lara.

Por sinal, Dona Ivone Lara, que está com 95 anos, começou a compor em 1947, aos 26 anos. O reconhecimento do grande público, porém, só veio em 1978, quando Maria Bethânia e Gal Costa gravaram “Sonho Meu” para o LP “Álibi”, de Bethânia. A composição rendeu a Dona Ivone, o prêmio Sharp de Melhor Música de 1978.

De lá para cá, a música foi regravada por vários cantores – Paulinho Moska, Caetano Veloso e Marina De La Riva entre eles – e grupos musicais, como o Sururu na Roda. A versão abaixo, com Bethânia e Zeca Pagodinho, é nova. Ela faz parte do projeto “Quintal do Pagodinho”, em que Zeca canta com convidados. Vale a pena conferir, no vídeo, a animação do pessoal de Xerém:  

 

120 MIL INGRESSOS DE R$ 435 PARA ROCK IN RIO 2017 SE ESGOTAM EM DUAS HORAS

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A notícia é do UOL:

Os 120 mil ingressos do Rock in Rio disponibilizados para venda online a partir das 22h da quinta-feira (10) se esgotaram em 1 hora e 58 minutos. No valor de R$ 435 (R$ 217,50 meia entrada), o Rock in Rio Card dá acesso a um dia de festival que poderá ser escolhido posteriormente pelo comprador.

A princípio, a organização havia disponibilizado 100 mil ingressos para a venda antecipada. O grande volume de acessos, porém, derrubou o sistema de vendas da Ingresso.com e fez com que mais 20 mil entradas fossem disponibilizadas devido a alta procura. A venda de ingressos só acontece novamente em abril de 2017.

A pré-venda foi exclusiva para o território brasileiro. Pessoas dos 27 Estados adquiriram o Rock in Rio Card, sendo que 40% do volume de vendas partiram do Rio de Janeiro, 18% de São Paulo, e 42% dos outros Estados. 

O Rock in Rio 2017 acontece nos dias 15, 16, 17, 21, 22, 23 e 24 de setembro, em uma nova Cidade do Rock, localizada no Parque Olímpico, com o dobro do espaço anterior. Segundo a organização, a mudança foi feita para otimizar o acesso com transporte público, já que várias linhas atendem o novo local.

Entre as atrações já anunciadas oficialmente estão as bandas Maroon 5 (16/9), Aerosmith (21/9) e Red Hot Chili Peppers (24/9).

DEPOIS DE 30 ANOS, ROBERTO CARLOS VOLTA A CANTAR “QUERO QUE VÁ TUDO PRO INFERNO”

roberto-carlos-canta-no-especial-da-globo-1478677071981_300x420Roberto Carlos, que há muito tempo não veste roupas escuras nem pronuncia palavras que ele julga negativas, como “inferno”, “azar”, etc, parece estar superando essa fase.

Em 1995, quando vários artistas se reuniram para regravar sucessos da jovem guarda, na coletânea “30 anos da Jovem Guarda”, Roberto Carlos, o maior ícone desse movimento, preferiu ficar de fora. O motivo? Os produtores da coletânea não abriram mão de regravar “Quero Que Vá Tudo Pro Inferno”, uma música que representava bem o espírito da Jovem Guarda.

Em 1999, Maria Bethânia tinha gravado uma música (não me lembro o nome) do Roberto Carlos para a trilha sonora da novela “Suave Veneno”. Ao tomar conhecimento do nome da novela, Roberto desautorizou a inclusão de sua música, o que obrigou a Globo a alterar a trilha sonora e incluir “É o Amor”, também gravada por Bethânia.

Além de Roberto Carlos cantando “Quero Que Vá Tudo Pro Inferno”, o especial deste ano poderá ter outra novidade: ao que parece, não tem nenhuma dupla sertaneja escalada para cantar com o Rei. Vejam a notícia do UOL:

“Mas eu estou aqui vivendo esse momento lindo…”. O Natal está mesmo logo ali. Como de costume, Roberto Carlos abriu a gravação do seu especial da Globo com “Emoções” para um público seleto de cerca de 200 convidados nos estúdios da emissora no Rio de Janeiro, e se emocionou, literalmente, ao receber Caetano Veloso, Gilberto Gil e Marisa Monte no palco.

O programa, que foi gravado em duas partes, na segunda (7) e terça-feira (8), exibirá ainda um dueto gravado com Jeniffer Lopez em Los Angeles, efeitos especiais e uma canção que estava fora do repertório dos shows do rei há muitos anos.

“Gostei de fazer meu especial este ano de uma forma assim mais intimista”, disse ele, que ainda dividiu o palco com Zeca Pagodinho, Rafa Gomes, do “The Voice Kids”, e Milton Guedes.

Roberto cantou com Caetano e Gil “Coração Vagabundo” e “Marina”. “Estou nervoso. Que alegria ter vocês aqui. Que coisa incrível poder participar de um número de um show de vocês”, comemorou ele, visivelmente emocionado.

“O Roberto já é uma voz absorvida, projetada por nós todos. Muito do nosso cantar, do nosso continuar cantando é por causa dele”, comentou Gil.

Ao lado de Marisa Monte, o Rei cantou “De Que Vale Tudo Isso”, “Ainda Bem” e dançou juntinho com direito a rostinho colado. Quando o diretor Boninho pediu que ele repetisse a última canção com Marisa, Roberto não se incomodou e até brincou com a situação: “É bom que a gente dança de novo”.

Roberto estava mesmo bem-humorado e só se incomodou quando leu no teleprompter que a próxima canção depois que Marisa Monte deixou o palco seria “Quero Que Vá Tudo Pro Inferno“, uma das músicas banidas do repertório do cantor na década de 80, quando o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) se acentuou, aumentando também as manias e superstições do artista. O artista se ausentou do palco por alguns minutos e, após ser convencido pelo maestro Eduardo Lages, cantou a música completa.

“Não me lembro mais quando foi a última vez que cantei essa música. Faz muito tempo realmente. De repente os amigos insistiram e comecei a tratar o TOC. Melhorei um pouco e ensaiei cantando pela metade, mas aí tratei mais um pouco e resolvi cantar tudo”, disse o cantor que até abraçou o maestro para comemorar.

TJ-SP LIVRA CARA DE HOMEM CONDENADO EM ESTRELA D’OESTE POR ROUBO DE CALCINHAS DA EX-NAMORADA

O Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu um homem aqui da nossa região que furtou pelo menos 11 calcinhas da ex-namorada. Em 1ª instância, a Justiça de Estrela D’Oeste tinha condenado o rapaz a dois anos e quatro meses de reclusão em regime inicial aberto, e ao pagamento de 11 (onze) dias-multa.

As calcinhas foram, certamente, as peças mais valiosas (sentimentalmente), mas não foram as únicas levadas pelo rapaz. Cinco camisetas, 11 sutiãs, agasalhos, bonés e até um jaleco também foram furtados. As peças foram todas localizadas entre os pertences do acusado e avaliadas, à época, em R$ 82,00.

E foi exatamente o valor insignificante das peças que livrou o acusado. Para o desembargador que julgou o recurso do ladrão de calcinhas, o direito penal não deve se ocupar com bagatelas. “A adoção do princípio da insignificância é o caminho correto”, sentenciou o sábio desembargador.

O mesmo Tribunal já condenou um homem aqui de Jales que roubou, em uma loja do centro, 15 calcinhas avaliadas em R$ 149,00. O dado curioso, no caso do homem de Jales, é que ele confessou que parte das calcinhas era para seu uso pessoal. Mesmo assim, não foi perdoado e teve que prestar serviços à comunidade.

E já que o assunto é calcinha, nunca é demais lembrar que essa peça íntima já inspirou algumas canções. No vídeo abaixo, Luiz Ayrão canta uma delas:

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ABBA ANUNCIA REUNIÃO E RETORNO AOS PALCOS EM 2018

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O doutor Eduardo Henrique de Moraes Nogueira, da 1ª Vara de Jales, vai gostar da novidade. A notícia é do UOL:

O quarteto sueco ABBA voltará em 2018 aos palcos de forma virtual e ao vivo, 35 anos após sua separação, segundo anunciou o próprio grupo.

“Trata-se de uma experiência que utilizará os últimos recursos em tecnologia digital e de realidade virtual, e será voltada sobretudo à nova geração de admiradores da banda, que não puderam vê-la ao vivo na época”, informou o grupo através de sua página no Facebook.

Os membros da banda Agnetha Faltskog, Bjorn Ulvaeus, Benny Andersson e Anni-Frid Lyngstad se reunirão com Simon Fuller, criador do “American Idol”, e a Universal Music Group para a colaboração.

“Nós nos inspiramos nas possibilidades infinitas do futuro e estamos encantados de fazer parte da criação de algo novo e dramático, uma máquina do tempo que captura a essência do que fomos e somos”, disse no comunicado Benny Andersson.

“Estamos explorando um novo mundo tecnológico, com realidade virtual e inteligência artificial na vanguarda, o que nos permitirá criar novas formas de entretenimento e conteúdo que nunca imaginamos antes”, completou Fuller.

O ABBA, conhecido por uma série de hits dos anos 1970 e começo de 1980, como “Waterloo”, “Dancing Queen” e “Take A Chance On Me”, separou-se em 1982.

“Nossos fãs ao redor do mundo estão sempre pedindo para que façamos uma reunião e eu espero que essa nova criação do ABBA os anime tanto quanto me animou”, finalizou Anni-Frid.

Abaixo, um dos grandes sucessos do ABBA:

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E O NOBEL DE LITERATURA DE 2016 VAI PARA… BOB DYLAN

Por essa, nem o Eduardo Suplicy esperava. A notícia é do UOL:

bob-dylan-vence-premio-nobelBob Dylan, cantor e compositor norte-americano de clássicos como “Blowin’ in the Wind” e “Like a Rolling Stone”, é o vencedor do prêmio Nobel de Literatura de 2016. A notícia foi recebida com surpresa: no ambiente geralmente formal, ouviram-se gritos e aplausos na sala onde a porta-voz da Academia Sueca, Sara Danius, fez o anúncio nesta quinta-feira (13), em Estocolmo, às 8h (horário de Brasília).

Danius disse que Dylan foi agraciado por ter “criado novas expressões poéticas dentro da grande tradicional canção americana”. Ela ainda traçou paralelos entre a obra dele e a dos poetas gregos Homero e Safo. “Eles faziam poesia para ser ouvida e para ser apresentada com instrumentos. Nós lemos Homero e Safo e gostamos até hoje. É o mesmo com Dylan. Ele pode ser lido, deve ser lido, e é um grande poeta da língua inglesa. E ele faz isso se reinventando constantemente”. 

Dylan –que já tem 12 prêmios Grammy, um Oscar, um Globo de Ouro, um Pulitzer e um Príncipe das Astúrias das Artes– é o primeiro compositor de canções a ganhar o prêmio máximo da literatura. Mas, além de ser músico, Dylan tem também 30 livros publicados. É autor, entre eles, do livro “Tarântula”, uma coletânea de poesias que ele lançou em 1966 e que foi publicada no Brasil em 1986 pela Editora Brasiliense. Também já lançou sua autobiografia, “Crônicas Vol. I”, que chegou no Brasil em 2005. 

Batizado de Robert Allen Zimmerman, Dylan nasceu em Duluth, Minessota, em 24 de maio de 1941. Na adolescência, tocou em diversas bandas e, com o tempo, seu interesse pela música se aprofundou, com paixão especial pela música folk e pelo blues. Um de seus ídolos é o cantor folk Woody Guthrie. Ele também foi influenciado pelos autores da Geração Beat, assim como pelos poetas modernistas.

Dylan foi eleito em 2004 pela revista norte-americana “Rolling Stone” o segundo melhor artista de todos os tempos, atrás apenas dos Beatles. Ele –que tem quase 40 discos lançados e é também um pintor amador — segue em plena atividade e tem feito, desde 1988, uma média anual de cem apresentações.

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