Categoria: Música

BELCHIOR CONTA COMO CONHECEU ELIS REGINA

Elis, a nossa maior cantora, era um pouco esquentada, a ponto de ganhar do Vinícius o apelido de “Pimentinha”. Personalidade forte à parte, ela tinha um coração e uma generosidade tão grandes quanto seu talento. E sua generosidade permitia que ela desse oportunidade aos novos compositores, gravando suas músicas.

Foi assim com Milton Nascimento, com Ivan Lins e Vítor Martins, com João Bosco e Aldir Blanc, com Fagner, só para citar alguns. E foi assim também com Antônio Carlos Belchior de quem ela gravou duas músicas essenciais: “Como Nossos Pais” e “Velha Roupa Colorida”.

No vídeo abaixo, o Belchior conta, em entrevista ao Miéle, como conheceu Elis. Confiram:

BELCHIOR, UM RAPAZ LATINO-AMERICANO QUE FEZ OBRA MARCANTE NOS ANOS 70

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Do jornalista e crítico musical Mauro Ferreira, no G1:

Antônio Carlos Belchior (26 de outubro de 1946 – 29 de abril de 2017) sai de cena aos 70 anos sem que ninguém tenha decifrado o enigma existencial deste cearense nascido em Sobral que abandonou a vida artística a partir de 2007, afundado em dívidas, crises e angústias. Compositor fundamental na corrente migratória que deslocou artistas nordestinos para o eixo Rio–São Paulo ao longo da década de 1970, Belchior logo se desgarrou do pessoal do Ceará para construir obra de identidade própria, ainda que o primeiro sucesso desse cancioneiro autoral, Mucuripe, música lançada em 1972 na voz icônica da cantora Elis Regina (1945 –  1982), tenha sido composto com o conterrâneo Raimundo Fagner.

Belchior estreou em disco em 1971 com a gravação e edição de compacto simples que apresentou a música Na hora do almoço. O primeiro álbum sairia somente em 1974, com a regravação dessa canção Na hora do almoço entre músicas então inéditas como A palo seco e Todo sujo de batom. Lançado pela extinta gravadora Continental, companhia fonográfica de origem brasileira, o álbum não alcançou o público, talvez por conta do canto torto do artista, cortante como faca e como as letras carregadas de urgência e paixão. Belchior precisou esperar dois anos para alcançar o sucesso nacional com a edição do segundo álbum, Alucinação, obra-prima da discografia do cantor e compositor, então já contratado pela multinacional Philips.

Produzido pelo então iniciante Marco Mazzola, Alucinação (1976) contou com arranjos de José Roberto Bertrami e apresentou repertório inteiramente autoral (composto sem parceiros) que destacou o hit radiofônico Apenas um rapaz latino-americano e os dois petardos roqueiros detonados por Elis Regina no ano anterior no roteiro do antológico show Falso brilhante (1975 / 1977), além de nova regravação de A palo seco.

Em Alucinação, Belchior fez uma espécie de inventário emocional das perdas e ganhos da geração que tentou mudar o mundo na década de 1960. O disco já embutia uma amargura na constatação de que tudo continuava como antes. Mas o cantor, seduzido pelo sucesso, diluiria essa desilusão no toque pop do terceiro álbum, Coração selvagem (1977), lançado há 40 anos e alavancado pelo sucesso da passional canção-título, gravada recentemente pela cantora Ana Carolina. Foi o álbum que marcou a estreia do cantor na gravadora WEA.

Mesmo acenando para o pop radiofônico em músicas como Galos, noites e quintais (1976), lançada no ano anterior por Jair Rodrigues (1939 – 2014), Coração selvagem é um grande álbum em que Belchior deu voz à canção Paralelas (1975), música lançada há dois anos na voz de Vanusa, e regravou Todo sujo de batom.

A partir do quarto álbum, Todos os sentidos (1978), Belchior nunca mais alcançou a mesma popularidade e a mesma contundência como compositor, embora Medo de avião, música que abriu o álbum de 1979, tenha tocado muito bem nas rádios e gerado mais um hit para o artista. A rigor, foi a última música de Belchior a ganhar a voz do povo brasileiro.

Belchior gravou discos com regularidade ao longo das décadas de 1980 e 1990. Contudo, álbuns como Objeto direto (1980), Paraíso (1982), Cenas do próximo capítulo (1984), Melodrama (1987) e Elogio da loucura (1988) jamais reeditaram o vigor dos discos dos anos 1970. Em parte porque o repertório era menos inspirado, em que pese uma ou outra boa composição. Em parte porque o tom tecnopop dos arranjos dos anos 1980 estava fora de sintonia com o espírito da obra de um artista que alcançou mais relevância, empatia e representatividade entre 1972 e 1977.

De todo modo, Belchior sempre fez shows pelo Brasil com regularidade, escorado nas canções que lhe deram fama na década de 1970. Nunca lhe faltou público. E talvez tivesse sido assim até ontem à noite, quando ele saiu de cena na cidade gaúcha de Santa Cruz do Sul (RS). A questão é que Belchior, a partir de 2007, resolveu se recolher nos bastidores, cada vez mais arredio e recluso. Reclusão que virou fuga a partir de 2008. O que levou este senhor latino-americano a se retirar de cena há nove anos é um enigma que, ao que tudo indica, permanecerá indecifrado, já que a solução vai embora juntamente com Belchior.

DIOGO NOGUEIRA – “EU E VOCÊ SEMPRE”

diogo_nogueira-323944“Eu e Você Sempre”, uma composição do Jorge Aragão e do Flávio Cardoso, é um samba romântico que os ouvintes do Brasil & Cia – o programa que apresento na Regional FM, aos domingos – estão sempre pedindo. Ultimamente, tenho tocado a releitura gravada pelo Diogo Nogueira que, segundo alguns desses ouvintes, ficou melhor que a versão original, com o Jorge Aragão.

Pessoalmente, gosto de ambas as versões, mas prefiro a do Diogo, talvez por ser mais recente e ter sido gravada com mais recursos. Filho do falecido sambista João Nogueira, Diogo completou 36 anos na quarta-feira, 26. Sua história de vida guarda ao menos uma semelhança com a história do astro Júlio Iglesias: ambos tentaram carreira no futebol antes de partir para a música.

Júlio, goleiro do juvenil do Real Madrid, foi obrigado a encerrar a carreira precocemente, com apenas 20 anos, depois de um acidente de carro. E Diogo, depois de se destacar na várzea carioca, chegou a assinar contrato como profissional do Cruzeiro de Porto Alegre, mas uma contusão no joelho o obrigou a parar com o futebol. Em ambos os casos, a música é que saiu ganhando.

No vídeo abaixo, a versão do Diogo Nogueira para “Eu e Você Sempre“.

 

ROBERTA SÁ E NEY MATOGROSSO – “PEITO VAZIO”

CARTOLA ELIFASAngenor de Oliveira, o Cartola – ao lado, no traço de Elifas Andreato – é um caso especial em nossa música popular. Homem de origem e vida modestíssimas, que cursou apenas o primário, ele era ao mesmo tempo um poeta e compositor sofisticado. O apelido, Cartola ganhou quando trabalhava como servente de pedreiro e usava um chapéu-coco para se proteger do sol e do cimento que caía de cima.

Autor de clássicos da MPB, Cartola só gravou o seu primeiro disco em 1974, quando já tinha 66 anos. E aos 67 anos, quando a maioria das pessoas já está rezando para o mundo acabar em barranco e já não produz muita coisa, Cartola produziu obras primas como “Cordas de Aço”, “As Rosas Não Falam” e “O Mundo é Um Moinho”, músicas que integraram seu segundo disco, gravado em 1976.

No mesmo disco, Cartola gravou outra jóia: “Peito Vazio”, que pode ser apreciada no vídeo abaixo. A belíssima  interpretação  – com Roberta Sá, Ney Matogrosso e o Trio Madeira Brasil – faz parte do DVD “Pra Se Ter Alegria” (2009) da cantora potiguar, nascida em Natal(RN) aos 19 de dezembro de 1980, ou apenas 20 dias depois da morte de Cartola (30 de novembro de 1980). Vale a pena conferir:

 

GILBERTO GIL EXPLICA “CÁLICE”

Gilberto-Gil-e-Chico-Buarque

Muita gente imagina que a música “Cálice” seja uma composição de Chico Buarque e Milton Nascimento, os intérpretes da gravação original de 1978. Na verdade, a ideia de “Cálice” – surgida em uma Sexta-Feira da Paixão – foi de Gilberto Gil, que a levou ao Chico no dia seguinte para, juntos, compor a canção.

O refrão (Pai, afasta de mim esse cálice…) é de Gil, assim como a primeira estrofe (Como beber dessa bebida amarga…) e a terceira (De muito gorda a porca já não anda...). Chico escreveu a segunda estrofe (Como é difícil acordar calado…) e a quarta (Talvez o mundo não seja pequeno…).

Na primeira apresentação, em um evento chamado Phono 73, promovido pela gravadora Polygram, a censura do regime militar deu um jeito de calar Gil e Chico: os microfones do espetáculo foram desligados assim que eles começaram a cantar. Por conta dessa experiência, Gil não cantou mais “Cálice“.

Censurada, a música – composta num Sábado de Aleluia, em 1973 – só foi liberada cinco anos depois, quando Chico e Milton, com o acompanhamento luxuoso do MPB4, a gravaram. No vídeo abaixo, Gil explica como foi o processo de composição de “Cálice” e a dificuldade que ele tinha em falar dessa música:

 

 

PREFEITOS DA REGIÃO COMPARECEM A SHOW DE ROBERTO CARLOS, EM FERNANDÓPOLIS

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O novo show de Roberto Carlos passou por Marília(quarta-feira), Presidente Prudente(sexta-feira) e Fernandópolis(sábado). A agenda do “rei” marca mais algumas apresentações no Brasil e depois o show vai para Portugal. Agora, a notícia da Coluna do Diário, no Diário da Região:

O show de Roberto Carlos no sábado à noite em Fernandópolis acabou com as diferenças geopolíticas na região. Até o prefeito de Votuporanga, João Dado (1º à esq.) esteve na cidade rival para prestigiar o “rei”. Não só ele, mas os prefeitos de Santa Fé, Ademir Maschio, e o de Jales, Flá Prandi. Foram recebidos pelo prefeito André Pessuto e pelos deputados Gilmar Gimenes e Fausto Pinato.

Muita gente de Jales esteve em Fernandópolis no sábado, 1º de abril, para ver o show de Roberto Carlos, incluindo o ex-prefeito Pedro Callado e a ex-primeira dama Lúcia Callado. O empresário Edmílson Lázaro, fã do “rei, também esteve por lá, acompanhando da esposa Viviane. RC, no entanto, não cantou a música predileta do Edmílson, “O Côncavo e o Convexo“, gravada em 1983.

O Roberto Carlos costuma dizer, em seus shows, que “as três melhores coisas da vida são: primeiro, sexo com amor; segundo, sexo; e terceiro, sor-ve-te. Depois do sexo, perfeito…”. É possível, no entanto, que, às vésperas de completar 76 anos (19 de abril), o “rei” já esteja preferindo muito mais o sorvete do que uma boa performance ao estilo côncavo-convexo. De qualquer forma, eis a música:

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HÁ 34 ANOS, MORRIA CLARA NUNES

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Clara Nunes perdeu os pais quando ainda era criança e foi criada por três de seus seis irmãos. Adulta, acalentou o sonho de ser mãe, mas, depois de três abortos, teve que se submeter a uma cirurgia para retirada do útero.

No dia 05 de março de 1983, ela se submeteu a outra cirurgia, dessa vez de varizes, mas acabou tendo uma reação alérgica à anestesia e sofreu uma parada cardíaca. Depois de 28 dias internada em uma UTI, Clara Nunes faleceu no dia 02 de abril, com 40 anos.

No vídeo acima, Clara interpreta “Morena de Angola” (Chico Buarque), um de seus grandes sucessos. E o texto abaixo é da Agência Brasil:

claranunesEra para ser uma simples cirurgia para retirada de varizes, mas complicações no procedimento levaram à morte prematura da cantora Clara Nunes, em 2 de abril de 1983. Mineira de Paraopeba, Clara Francisca Gonçalves Pinheiro foi uma das mais importantes vozes femininas da música brasileira. O samba e a forte influência dos ritmos e religiões africanos foram a principal marca de sua música, ainda hoje celebrada.

A carreira de Clara Nunes começou cedo. Aos 10 anos ganhou um concurso musical da sua cidade – o prêmio era um vestido azul.  Ao longo de toda a carreira participou e venceu diversos concursos musicais, incluindo os organizados pelas rádios e os grandes festivais. Já acumulava uma certa fama nas rádios e emissoras de televisão mineiras, onde chegou a apresentar um programa. Em 1965 mudou-se para o Rio de Janeiro e começou a se apresentar em vários programas de TV, como o de Chacrinha.

Antes de ingressar no mundo do samba, Clara cantou principalmente boleros. Seu primeiro disco foi gravado em 1966: A Adorável Voz de Clara Nunes.  Em 1968 gravou o disco Você Passa e Eu Acho Graça, seu segundo álbum na carreira e o primeiro onde cantaria sambas. A faixa-título foi seu primeiro grande sucesso radiofônico.

O álbum Clara Nunes (1971) produzido por Adelzon Alves é considerado um marco na carreira da cantora, o “disco da virada”, com um repertório escolhido por ela, só de sambas. Em 1972, Clara atingiu a marca de 100 mil cópias vendidas com o compacto da música Tristeza, Pé no Chão. A marca era inédita para uma cantora feminina e quebrou o tabu de que mulheres não tinham grande capacidade de vendagem.

A incursão pelo mundo do samba levou Clara Nunes a nutrir uma grande paixão pela Portela, escola de samba carioca. Aos poucos a mineira se aproximou da escola, frequentava as rodas de samba e reforçou os laços com a Velha Guarda da Portela. Se tornou madrinha do grupo e gravou diversos sambas-enredo para a escola. Entre eles Ilu Ayê, no carnaval de 1972, considerado um dos mais belos sambas-enredo portelense. No dia 2 de abril de 1983, o seu corpo foi velado por mais de 50 mil pessoas na quadra da Portela.

BABY DO BRASIL – “MALANDRO”

baby aragãoNo vídeo abaixo, um dos melhores momentos do projeto Sambabook, que já revisitou as obras de João Nogueira, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Jorge Aragão e, por último, dona Ivone Lara. Nele, a nova baiana Baby do Brasil – ex-Baby Consuelo – canta um samba de Jorge Aragão (“Malandro”), utilizando alguns recursos vocais muito parecidos com o estilo Elza Soares de cantar.

Não deve ter sido por acaso a escolha de Baby para cantar esse samba ao estilo de Elza. Afinal, foi com “Malandro” que, em 1976, Jorge Aragão – ex-integrante do grupo Fundo de Quintal – despontou como compositor, graças a Elza Soares, a primeira cantora a gravar esse samba que já mereceu várias regravações. Certamente que a de Baby é uma das mais belas.

Com quarenta anos de estrada, Aragão é autor de clássicos do samba, como “Enredo do Meu Samba“, “Logo Agora” e “Coisinha do Pai“, música em homenagem à filha Vânia, que, na voz de Beth Carvalho, tocou até em Marte (foi a música que acordou o robô Mars Pathfinder, lembram-se?).

Jorge Aragão é, também, um dos autores de um samba que muita gente canta, mas não sabe de quem é: o tema da Globeleza, da TV Globo (“… na tela da TV, no meio desse povo, a gente vai se ver na Globo…). Confiram, agora, a performance da Baby:

CAETANO, GIL E IVETE SANGALO – “SUPER-HOMEM – A CANÇÃO”

Em março de 1979, Gilberto Gil – que ainda morava na Bahia – estava hospedado na casa de Caetano Veloso, no Rio, e, numa noite ouviu do amigo, que acabara de chegar do cinema, um relato entusiasmado do filme “Super-Homem“. Caetano narrou, empolgado, o momento em que o Super-Homem muda o movimento de rotação da terra para poder voltar o tempo e salvar a namorada. Depois, foram dormir, mas…

“Mas eu não dormi. Estava impregnado da imagem do Super-Homem fazendo a Terra voltar por causa da mulher. Com essa ideia fixa na cabeça, levantei, acendi a luz, peguei o violão, o caderno, e comecei. Uma hora depois a canção estava lá, completa. A canção foi feita, portanto, com base na narrativa do Caetano. Como era ‘Super-Homem – O filme’, resolvi botar o nome de ‘Super-Homem – A canção’.”

Sobre a “porção mulher”, Gilberto Gil explica que “muita gente confunde essa música como apologia ao homossexualismo, e ela é o contrário. A intenção foi mostrar o feminino como complemento do masculino e vice-versa; o masculino e feminino como duas qualidades essenciais ao ser humano”.

No domingo passado, uma amiga queria ouvir no programa que apresento lá na Regional FM – O Brasil & Cia – a versão de “Super-Homem – A canção” com Caetano, Gil e Ivete Sangalo. Como eu não tinha, fiquei devendo. E, como sei que ela acompanha o blog, estou postando o vídeo de 2012, em que os três cantam a música de Gil:

 

JOYCE CÂNDIDO – “SAUDOSA MALOCA”

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Um dia desses, o amigo José Favaron – corintiano e apreciador da MPB, como eu – me mostrou um vídeo que ele recebeu através do whatsapp, no qual a Joyce Cândido, da nova geração de cantoras, interpreta “Saudosa Maloca“, do Adoniram Barbosa. “Essa moça canta muito“, comentou o Favaron. 

E canta mesmo! Em janeiro de 2014, escrevi um post (aqui) sobre a Joyce Cândido, cujo trabalho eu conheci através do jalesense Celiomar Trindade, que, naquele ano, me presentou com um DVD da artista, autografado por ela, com dedicatória e tudo. Mas, afinal, qual a ligação do Trindade com a Joyce?

A ligação se chama Mário Martinez, poeta uraniense, amigo do Trindade e da Joyce. Em 2007, com 24 anos, a Joyce cantou uma música do Mário no Festival de Música de Paranavaí(PR) e ganhou o prêmio de melhor intérprete. Depois, ela foi para os Estados Unidos, onde, em 2011, ganhou um prêmio como melhor cantora brasileira em atividade nos States.

De volta ao Brasil, foi recomendada à gravadora Biscoito Fino por ninguém menos que Chico Buarque. E o CD gravado por ela na Biscoito Fino – “O Bom e Velho Samba Novo” – teve a participação especial do João Bosco, entre outros. Convenhamos, não é para qualquer cantora começar a carreira apadrinhada assim, por dois gênios da música. Abaixo, o vídeo em que ela canta “Saudosa Maloca“.

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