Categoria: Política

MENSAGENS VAZADAS REVELAM QUE MORO ORIENTOU INVESTIGAÇÕES DA LAVA JATO

A função de um juiz é julgar, de forma imparcial. Moro foi além disso: deu dicas aos acusadores. Deu no UOL:

Uma série de reportagens publicadas neste domingo (9) pelo site “The Intercept Brasil” mostra que o ex-juiz federal e hoje ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, orientou as investigações da operação Lava Jato em Curitiba por meio de mensagens trocadas pelo aplicativo Telegram com o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa.

O site afirmou que recebeu de uma fonte anônima um grande volume de mensagens trocadas no aplicativo entre membros da Lava Jato e entre Dallagnol e Moro.

Nas conversas, eles discutiram, entre outras coisas, maneiras de evitar que fosse realizada uma entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Folha, autorizada pelo ministro do STF Ricardo Lewandowski, no ano passado. A preocupação era de que a entrevista pudesse ajudar a eleger o então candidato à Presidência, Fernando Haddad (PT) ou “permitir a volta do PT”.

A Lava Jato confirmou ter sido alvo de um ataque hacker que resultou no vazamento das mensagens. Segundo o Ministério Público Federal do Paraná, no entanto, o conteúdo das conversas não revela nenhuma ilegalidade.

Desdobramentos:

A divulgação das mensagens deverá ter muitos desdobramentos políticos e jurídicos. Segundo o ministro do STF Marco Aurélio Mello, os diálogos colocam em dúvida “a equidistância do órgão julgador“. Ele disse que ainda não é possível saber quais serão as consequências da divulgação. “Temos que aguardar”.

Advogado de 17 políticos réus na Lava Jato, o criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, disse que não imaginava “o grau de promiscuidade” que havia entre membros da força-tarefa da Lava Jato e Sérgio Moro. “É necessária uma investigação profunda para saber se havia uma organização criminosa tentando usar a estrutura do Poder Judiciário em proveito próprio e com fins políticos”, afirmou.

Segundo o blogueiro do UOL Tales Faria, ministros do Supremo ficaram alarmados com a publicação e disseram que a troca de mensagens pode anular decisões de Moro. A expectativa agora é de que a divulgação das mensagens mexa com as posições de alguns dos ministros que sempre foram favoráveis à ação da Lava Jato.

Segundo a coluna Painel, da Folha, as revelações ampliam o desgaste de Moro junto a membros do STF e comprometem suas chances de indicação a uma eventual vaga na corte.

Josias de Souza diz que o revés político sofrido pela Lava Jato é inédito, apesar de ainda não ser possível avaliar os efeitos jurídicos do vazamento. Para o colunista da Folha Celso Rocha de Barros, Sergio Moro parece ter cruzado linhas importantes no julgamento de Lula.

Já Leonardo Sakamoto lembrou um personagem citado pela então presidente Dilma Rousseff em diálogo vazado por Moro. Para ele, “Bessias” diria que é a suprema ironia o ex-juiz reclamar de vazamento ilegal.

MOEDA ÚNICA BRASIL-ARGENTINA PROPOSTA POR BOLSONARO JÁ TEM NOME: “PESO MUERTO”

A ideia de girico anunciada por Bolsonaro de criar uma moeda única com a Argentina, país que apresentou inflação de 47,6% em 2018 e tem registrado péssimos índices econômicos sob governo de Mauricio Macri, virou piada nas redes sociais neste fim de semana.

Segundo o Bozo, o nome da moeda seria “peso real”, mas a criatividade de internautas já tratou de arrumar um nome mais apropriado e até uma estampa para a nova moeda.

PRESIDENTE DO SENADO CRITICA GOVERNO BOLSONARO POR FALTA DE AGENDA E TRAPALHADAS

O ex-urubólogo Alexandre Garcia, que agora se ocupa em pintar o governo Bolsonaro de cor-de-rosa, vive dizendo que o entendimento entre o Bozo e o Congresso está uma maravilha. Pois bem, ontem foi o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o Botafogo, quem criticou o governo. E hoje é a vez do presidente do Senado.

A notícia é do UOL:

Em entrevista ao programa Central GloboNews, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), se mostrou crítico a pontos-chave da gestão de Jair Bolsonaro (PSL). Ele concordou com a afirmação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que o Executivo “não tem uma agenda para o país”; disse que o governo comete trapalhada todos os dias e que “dar liberdade para as pessoas portarem armas não vai ser um episódio bom para o Brasil”.

Sobre a falta de agenda, ele afirmou que o Congresso apresentará seu próprio planejamento. “Se o governo não tiver sua agenda, e parece que não tem, vamos fazer a nossa. Não vamos ficar esperando”, disse Alcolumbre.

O senador pontuou ainda que, diariamente, há “algum tipo de trapalhada na coordenação política”. Segundo o parlamentar do DEM, há muito “desencontro” na articulação política do Palácio do Planalto.

“Esse modelo que o presidente implantou e que ele assumiu na campanha eleitoral de não se aproximar da política não está dando certo. O que está dando certo é a vontade gigante de deputados e senadores de ajudar o Brasil”, afirmou o congressista.

Para Alcolumbre, se a proposta de reforma da Previdência for aprovada, será porque há parlamentares que “acreditam que é um caminho para gerar riquezas para transformar o Brasil”, e não por mérito da articulação do governo federal.

O presidente do Senado ainda comentou o decreto de Bolsonaro que flexibilizou o porte de armas, dizendo que ele foi coerente com as propostas apresentadas em campanha pelo presidente, mas que, conforme parecer elaborado pela da área técnica do Senado, a decisão extrapolou os limites dos poderes do Executivo.

Na opinião do senador, a flexibilização do porte de armas não resolverá o problema da segurança pública. “Em um momento de tanta fragilidade social, dar liberdade para as pessoas portarem armas não vai ser um episódio bom para o Brasil.

CÂMARA DE JALES É UMA DAS MAIS ECONÔMICAS DO ESTADO

Segundo estudo do TCE, o Legislativo jalesense é o 71° mais econômico entre 644 câmaras do estado. A Câmara de Jales teria custado, no ano passado, R$ 52,46 para cada um dos 49.011 habitantes do município. A Câmara mais barata da região é a de Santa Fé do Sul, com R$ 37,52 para cada habitante. E a mais cara é a de Santa Salete, que custou R$ 409,17 para cada um dos seus 1.539 habitantes.

As câmaras dos pequenos municípios são as que mais custam para os moradores. Borá – o menor município do estado, por exemplo – gastou cerca de R$ 714 mil em 2018, o que significa R$ 854,60 para cada um dos seus 836 habitantes.

Na nossa região, temos alguns maus exemplos. A Câmara de Dolcinópolis é um deles: possui nada menos que 13 funcionários, o mesmo número de servidores das câmaras de Jales e Fernandópolis. Com apenas 2.119 habitantes, Dolcinópolis gastou R$ 640 mil com sua câmara, o que representa R$ 301,96 por habitante.

A Câmara de Aspásia – município com 1.825 habitantes – possui, segundo o estudo do TCE, 07 funcionários, quase o dobro da Câmara de Urânia, que, com 9.108 habitantes, tem apenas 04 funcionários. Cada habitante de Urânia gasta R$ 57,26 com sua câmara, enquanto cada morador de Aspásia gasta R$ 382,07.

Apesar do bom desempenho em nível estadual, a Câmara de Jales ocupa – entre as sete principais cidades da região – apenas a 5ª posição no quesito economia, à frente apenas de Fernandópolis, que gastou R$ 60,23 por habitante, e Tanabi, que gastou R$ 84,84.

Em Santa Fé do Sul, que possui a câmara mais econômica da região, cada habitante gastou apenas R$ 37,52 com o Legislativo, seguida por Mirassol (R$ 37,82), São José do Rio Preto (R$ 43,31), Votuporanga (R$ 52,20), Jales (R$ 52,46), Fernandópolis (R$ 60,23) e Tanabi (R$ 84,84).

As 644 câmaras municipais que integram o estudo (apenas a capital ficou de fora) possuem, segundo o TCE, 14.840 funcionários e 6.921 vereadores. No total, elas gastaram R$ 33,3 milhões, o que significa uma média de R$ 81,76 para cada habitante dos municípios analisados. Jales está gastando, portanto, bem menos que a média estadual. No quadro, os números de algumas das câmaras municipais da região:

Município Gastos/2018 Funcionários Vereadores Habitantes Gasto por habitante
Jales R$ 2,6 milhões 13 10 49.011 R$   52,46
Apda.D’Oeste R$ 838 mil 03 09 4.234 R$ 197,89
Aspásia R$ 697 mil 07 09 1.825 R$ 382,07
Dirce Reis R$ 702 mil 06 09 1.786 R$ 392,89
Dolcinópolis R$ 640 mil 13 09 2.119 R$ 301,96
Estrela D’Oeste R$ 790 mil Não informado 09 2.762 R$ 286,14
Mesópolis R$ 579 mil Não informado 09 1.910 R$ 302,90
Palm.D’Oeste R$ 865 mil 06 09 9.340 R$   92,58
Paranapuã R$ 634 mil 04 09 4.061 R$ 156,10
Pontalinda R$ 618 mil 07 09 4.580 R$ 134,96
Populina R$ 847 mil Não informado 09 4.186 R$ 202,30
Santa Albertina R$ 907 mil 04 09 5.993 R$ 151,41
Santa Salete R$ 630 mil 05 09 1.539 R$ 409,17
São Francisco R$ 544 mil 03 09 2.826 R$ 192,58
Turmalina R$ 575 mil 02 09 1.759 R$ 326,92
Urânia R$ 522 mil 04 09 9.108 R$ 57,26

VEREADORES QUEREM SABER QUEM PATROCINOU FESTIVAL ESPORTIVO DE VERÃO

Até parece que Jales não tem problemas sérios para serem enfrentados. A notícia é da assessoria de imprensa da Câmara:

Os vereadores Luiz Henrique Viotto – Macetão (PP), Claudecir dos Santos – Tupete (DEM) e Tiago Abra (PP), em requerimento apresentado em Sessão Ordinária (3), questionaram ao Poder Executivo quem foram os patrocinadores que custearam as taxas de arbitragem do Festival Esportivo de Verão.

Em resposta ao Requerimento 49/2019, aprovado anteriormente, a Prefeitura encaminhou documentos referentes aos custos da implantação do complexo esportivo, ao lado do campo de futebol “Devanir Alves de Lima” – campo da Fepasa e à realização do evento. Também informou que não foram utilizados recursos públicos para custear as despesas de arbitragem, que foram patrocinadas.

Para Macetão, a resposta estava incompleta: “Recentemente nós fizemos um requerimento sobre aquele campeonato de vôlei de areia. A resposta foi que a Prefeitura não gastou nada e ganhou patrocínio. É um campeonato público da Secretaria Municipal. Se a Secretaria está arrecadando dinheiro, ela tem que prestar contas, é um órgão público. A partir do momento que o dinheiro privado financia um campeonato que é público, o dinheiro não é mais do empresário”, disse.

O vereador Vanderley Vieira – Deley (PPS) comentou sobre o requerimento: “A gente critica tanto que não há uma praça esportiva, agora tem uma a custo praticamente zero. Vi pais e crianças lá assistindo [Festival] e até hoje utilizam aquele espaço para brincar. Por um simples campeonato vai ficar com essa picuinha? Vamos apoiar o esporte”, falou.

Os vereadores solicitaram à Prefeitura que informe os nomes dos patrocinadores, o valor financeiro oferecido por cada um e indagaram se os apoios dos patrocinadores foram recebidos de acordo com o que determina a lei.

O requerimento foi aprovado por unanimidade e encaminhado ao Poder Executivo, que tem até 15 dias úteis para enviar resposta ao Legislativo.

NOVO SECRETÁRIO DO AUDIOVISUAL DE BOLSONARO CAI ANTES DE ASSUMIR

Deu no Brasil 247:

A nomeação do ex-colunista social Edilásio Barra, mais conhecido como Tutuca, para a Secretaria de Audiovisual do governo Bolsonaro foi cancelada antes de ser efetivada.

A informação é do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. “Seu vistoso currículo chocou até alguns bolsonaristas de raiz — até Alexandre Frota criticou a indicação. E quais eram as credenciais de Tutuca para o cargo? Não se sabe ao certo, mas ele já atuou como figurante de novela, foi colunista social de TV (era uma espécie de Amaury Jr. carioca) e até pastor (fundou uma certa Igreja Continental do Amor de Jesus, no Rio, lá se vão quase dez anos)”, diz Jardim.

Pitaco do blogueiro: A notícia diz que Alexandre Frota criticou a indicação. Faltou explicar que o secretário anterior foi indicado por Frota. Trata-se do jornalista Pedro Peixoto, autor de uma biografia do ex-ator pornô. Ele não foi demitido, apenas deslocado para outro cargo.

Já o ex-futuro secretário Tutuca – que foi figurante da novela “Roque Santeiro” – é aparentado do deputado Éder Mauro, um deputado do Pará acusado de tortura (uma “qualidade” que o Bozo aprecia nas pessoas). Mauro é do Centrão, que Bolsonaro está tentando agradar em busca de votos.

Episódios como esse mostram como funciona a “nova política” do Bozo.

A IMOBILIÁRIA FLÁVIO BOLSONARO, SEGUNDO O PROFESSOR VILLA

A Jovem Pan botou o professor Marco Antônio Villa pra correr, sob o argumento de que ele vinha usando adjetivos grosseiros em seus comentários. Chamar Bolsonaro de “despreparado”, por exemplo, é adjetivar grosseiramente o presidente. Mas quando o Villa chamava o Lula de “cachaceiro de São Bernardo” não era grosseria.

Fora da Jovem Pan, Villa inaugurou seu canal no YouTube. Vejam o que ele fala dos negócios do filhoco número “Zero Um”:  

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