Categoria: Política

EX-MINISTRO DIZ QUE EDUARDO CUNHA ESTÁ PRESO PORQUE SE RECUSOU A MENTIR EM DELAÇÃO

Em sendo verdadeiro o que diz o ex-ministro, fica confirmado o que já se suspeitava: que na República de Curitiba a delação premiada só tem validade se o delator disser o que interessa à narrativa da Lava Jato. A notícia é do UOL:

Carlos Marun (MDB-MS), que foi ministro-chefe da Secretaria de Governo durante o governo Temer, afirmou hoje que Eduardo Cunha (MDB-RJ), ex-presidente da Câmara, está preso porque se recusou a mentir em proposta de colaboração premiada com a Operação Lava Jato.

As afirmações de Marun à reportagem repercutem texto publicado no UOL hoje, com base em mensagens dos procuradores no aplicativo Telegram, entregues por uma fonte anônima ao site The Intercept Brasil.

Nos diálogos, os investigadores afirmam que a denúncia de Cunha sobre fraude na escolha de relatorias no Congresso era importante, mas que optariam por ignorá-la. Um dos motivos apontados pelos procuradores é que Cunha não denunciava Carlos Marun na delação e não trazia outras informações de interesse dos procuradores.

Como não viam interesse nas informações apresentadas por Cunha na proposta de delação, os procuradores da Lava Jato não deram continuidade nas negociações – mas também não se aprofundaram nas ilegalidades apontadas pelo ex-deputado.

Hoje, Marun disse que a reportagem mostra que Cunha não cedeu a pressões depois de ficar quase um ano na prisão. “Apresentou sua relação prévia de delatados e recebeu como resposta de elementos do MPF que só sairia da cadeia se dissesse alguma coisa que me comprometesse”, reclamou o ex-ministro.

“Nada mais interessava. Cunha se recusou a mentir e por isto está preso.” O ex-ministro disse que sua vida poderia estar “destruída”. “Se ele tivesse concordado em me caluniar, estaria solto e eu, com a minha vida destruída. Eu, minha família e meus verdadeiros amigos estaríamos sofrendo em função de uma mentira exigida por homens e mulheres que deveriam zelar pelo respeito a Lei”, afirmou.

Para o ex-ministro do governo de Michel Temer, o Ministério Público dá “guarida a estes maus elementos, que não vacilam em se transformar em criminosos sob o pretexto de combater o crime”. Ele disse que os cidadãos deveriam ter “uma forma de reagir diante de atitudes infames como esta”.

O VAZAMENTO SELETIVO DE MORO (E DA GLOBO) PARA MANIPULAR OPINIÃO PÚBLICA CONTRA LULA E DILMA

A Lava Jato tinha 22 gravações de diálogos telefônicos Lula (grampos) e a maioria deles comprovava que o ex-presidente estava preocupado com o país e com a governabilidade de Dilma.

Em nenhum dos diálogos, Lula deixou transparecer que aceitou ser ministro de Dilma para fugir de Sérgio Moro. No entanto, o então juiz, em conluio com a Globo, divulgou apenas um telefonema, com a história do tal “Bessias”. 

Como a divulgação foi feita de forma parcial e seletiva, justamente para manipular a opinião pública, o Supremo Tribunal Federal impediu a posse de Lula como chefe da Casa Civil e abriu as portas para o golpe de 2016 contra Dilma.

“Conversas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gravadas pela Polícia Federal em 2016 e mantidas em sigilo desde então enfraquecem a tese usada pelo hoje ministro Sergio Moro para justificar a decisão mais controversa que ele tomou como juiz à frente da Lava Jato”, aponta reportagem da Folha em parceria com o Intercept, publicada ontem, domingo.

“Os diálogos, que incluem conversas de Lula com políticos, sindicalistas e o então vice-presidente Michel Temer (MDB), revelam que o petista disse a diferentes interlocutores naquele dia que relutou em aceitar o convite de Dilma para ser ministro e só o aceitou após sofrer pressões de aliados”.

“O ex-presidente só mencionou as investigações em curso uma vez, para orientar um dos seus advogados a dizer aos jornalistas que o procurassem que o único efeito da nomeação seria mudar seu caso de jurisdição, graças à garantia de foro especial para ministros no Supremo”, aponta ainda a reportagem. 

O grampo ilegal de Moro foi divulgado pela Globo no dia 16 de março de 2016. Com base nas conversas divulgadas pelo ex-juiz, o ministro Gilmar Mendes, do STF, anulou a posse de Lula dois dias depois, em 18 de março. Com o aprofundamento da crise política, a Câmara aprovou a abertura do processo de impeachment em abril e afastou Dilma do cargo, lembra a reportagem.

O dado curioso é que a Globo – que deu enorme destaque ao vazamento do dia 16 de março de 2016, levando milhares de coxinhas a tentar invadir o Palácio do Planalto – não está divulgando a série de reportagens sobre as irregularidades (pra usar uma palavra mais leve) cometidas por Moro, Dallagnol e outros.

BOLSONARO MUDOU COMANDO DA POLÍCIA FEDERAL NO RIO PARA BRECAR INVESTIGAÇÕES SOBRE MILÍCIAS

Deu no Brasil 247, com informações do Valor Econômico:

Aparece o verdadeiro motivo da crise entre Jair Bolsonaro e o comando da PF no Rio, que teria levado à exoneração do delegado Ricardo Saad: um inquérito sobre as milícias e a lavagem de dinheiro. Há dois meses o inquérito chegou ao conhecimento de Bolsonaro, que teria ficado furioso. A crise ainda poder levar à queda do diretor -geral do órgão, Maurício Valeixo. A informação é do jornalista André Guilherme Vieira, no Valor Econômico.

“A PF chegou aos milicianos ao descobrir que um grupo estaria achacando doleiros investigados por lavagem de dinheiro. Apesar de mantida sob discrição, a notícia sobre a investigação teria sido transmitida ao Palácio do Planalto por policiais federais próximos de Bolsonaro”, informou o jornalista.

A notícia acendeu o sinal vermelho no clã. As relações entre os Bolsonaro e o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe do “Escritório do Crime”, no Rio, são antigas e conhecidas. Sua ex-mulher e mãe trabalharam no gabinete da Assembleia Legislativa do hoje senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).  A mãe do miliciano participava do esquema de “rachadinha” de funcionários coordenado pelo ex-assessor Fabrício Queiroz.

Informado sobre o perfil técnico de Ricardo Saadi – que é especialista no combate a crimes financeiros e organizações criminosas -, Bolsonaro passou a dizer publicamente que o superintendente precisava ser trocado por “problemas de produtividade”. Saadi terminou exonerado no dia 30 de agosto.

A saída de Ricardo Saadi da PF do Rio marcou o início da crise do ministro Sergio Moro. A iniciativa para deixar a base fluminense da corporação foi do próprio Saadi. Mas acabou antecipada em ao menos quatro meses por decisão de Bolsonaro, alarmado com o rumo das investigações.

RAQUEL DODGE PARALISOU INVESTIGAÇÕES SOBRE FAMÍLIA BOLSONARO PARA TENTAR SEGUNDO MANDATO

Do DCM, com informações da Folha de S.Paulo:

A Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, segurou por mais de 120 dias investigações sobre supostas funcionárias-fantasma da família de Jair Bolsonaro (PSL), enquanto tentava garantir um segundo mandato como chefe do Ministério Público Federal.

A indicação do titular da PGR é feita pelo próprio presidente. Os papéis só foram desengavetados e enviados de volta à primeira instância na terça-feira passada (3), depois do nome de Dodge ter perdido força na disputa. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Um dos casos investigados é o de Nathalia Queiroz, que trabalhou no gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, em Brasília, entre dezembro de 2016 e outubro de 2018. Ao mesmo tempo, atuou como personal trainer no Rio de Janeiro.

Ela é filha de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL) que se tornou o centro das investigações contra o filho do presidente após serem identificadas movimentações milionárias em sua conta.

BOLSONARO E GUEDES DERRUBAM A CONFIANÇA DOS BRASILEIROS NA ECONOMIA

Deu no Brasil 247:

“Pesquisa nacional feita pelo Datafolha nos dois últimos dias de agosto mostra que 40% dos brasileiros consideram que a situação econômica do país vai melhorar, patamar mais baixo em um ano.

No levantamento feito em dezembro de 2018, pouco antes do início do governo Jair Bolsonaro, 65% dos entrevistados estavam otimistas. O percentual já havia recuado para 50% em abril deste ano e para 46% no início de julho”, apontam reportagem de Eduard Cucolo, publicada na Folha de S. Paulo.

“A avaliação de que vai piorar passou de 9% em dezembro para 18% em abril, 19% em julho e 26% em agosto. O percentual dos entrevistados que dizem que a economia ficará como está oscilou dentro da margem de erro nos três últimos levantamentos e está agora em 31%. Outros 3% não sabem”, aponta ainda o texto.

Antes da posse de Bolsonaro, previa-se um crescimento de 3% para o Brasil em 2019. Hoje, as projeções convergem para menos de 1%.

SÉRGIO MORO E LAVA JATO FORAM GRANDES DERROTADOS COM INDICAÇÃO DE ARAS PARA PGR

A indicação de Augusto Aras para a PGR (Procuradoria-Geral da República) foi bem recebida no STF (Supremo Tribunal Federal) e no Congresso Nacional, na medida em que significa mais um golpe de Bolsonaro contra a Lava Jato.

Segundo a jornalista Mônica Bergamo em sua coluna desta sexta-feira (6) na Folha de S.Paulo, a escolha de Aras é vista como uma derrota dos integrantes da Operação Lava Jato e daquele que foi o seu principal responsável: o ex-juiz, hoje ministro da Justiça, Sergio Moro.   

Moro não conseguiu passar nomes de sua preferência para a Procuradoria-Geral da República e nem sequer foi consultado por Bolsonaro no processo de escolha do novo procurador.   

As posições de Aras contrárias às arbitrariedades cometidas pela Operação Lava Jato atingem Moro diretamente.     

O indicado para a chefia do Ministério Público Federal atacou a espetacularização e a personalização promovidas pelo Ministério Público Federal e disse que elas levaram à debacle da economia brasileira.  

De acordo com Aras, a atuação do MPF foi muitas vezes um atentado à honra de pessoas que depois se provaram inocentes.  

Aras também ataca a criminalização da política promovida por procuradores. E defende que sempre é necessário encontrar soluções políticas para os problemas.

FLÁ ASSINA CONVÊNIO DE QUASE R$ 754 MIL PARA REFORMA DO TEATRO MUNICIPAL

A notícia é da Secretaria Municipal de Comunicação:

O prefeito Flávio Prandi Franco, o Flá, assinou na manhã desta quinta-feira, dia 05 de setembro, convênio com a Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo, no valor de quase R$ 754 mil que serão utilizados nas obras de reforma e adequações do Teatro Municipal de Jales (Centro Cultural Dr. Edílio Ridolfo). O evento aconteceu no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista. 

Durante o evento, o Governador João Doria assinou 146 convênios no valor de R$ 120 milhões para financiar obras em 85 municípios com verba do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos (Dadetur). Com o prefeito Flá estavam os vereadores Deley Vieira dos Santos, Bismark Kuwakino, Vagner Selis, Fábio Kazuto e Luiz Henrique Viotto. 

Em abril do ano passado, a Assembleia Legislativa aprovou o Projeto de Lei que classificou 46 municípios como MITs, por meio de uma proposta de autoria dos 94 deputados estaduais.  

Para que seja considerada de Interesse Turístico, a cidade deve ter atrativos turísticos, serviço médico emergencial, de hospedagem, de alimentação, informações turísticas e abastecimento de água potável e esgoto. Desde maio de 2017, com a criação do Conselho Municipal de Turismo de Jales (COMTUR), o prefeito Flá, o vice-prefeito José Devanir Rodrigues, o Garça, os conselheiros e o deputado estadual Itamar Borges, pleiteavam a inclusão de Jales como MIT.

Flá ressaltou que com a reforma do Teatro Municipal a cidade terá mais uma oferta de lazer e entretenimento, com segurança e conforto para a população. “A última vez que o Teatro passou por reformas e adequação foi em 2010. Depois disso, nada mais foi feito, nem mesmo pintura daquele espaço. Vamos executar a reforma e deixá-lo seguro, confortável, acessível e bonito como o Teatro Municipal de Jales merece estar para ser usado pelos artistas que lá se apresentam e pela população que prestigia os espetáculos e eventos que o centro cultural sedia”.

O prefeito Flá também fez questão de agradecer. “Agradeço em especial ao governador João Doria, ao vice-governador Rodrigo Garcia e ao Secretário Estadual de Turismo, Vinícius Lummertz. Jales agradece pelos novos recursos que vão nos permitir reformar o Teatro Municipal, um dos cartões postais de nossa cidade”.

ARTIGO: “ELEITO PELA LAVA JATO, BOLSONARO PREPARA O FUNERAL DA LAVA JATO”

Duas semanas atrás, o presidente avisou que uma bomba que estava “para estourar” em “uma pessoa importante que está do meu lado”. Ele se referia a Hélio Negão. Esse seria, segundo a revista Veja, o verdadeiro motivo pelo qual Bolsonaro trocou o superintendente da PF no Rio de Janeiro.

É também por isso que Bolsonaro quer demitir o diretor-geral da PF, indicado por Sérgio Moro. E o imparcial de Curitiba calado, assistindo a tudo. O artigo abaixo, sobre Bolsonaro e a Lava Jato, é do jornalista Leonardo Attuch, editor do Brasil 247:

Ninguém em sã consciência questiona o fato de que Jair Bolsonaro só é presidente da República em razão da Operação Lava Jato. Não fosse a destruição econômica, a criminalização da política e, evidentemente, a prisão do ex-presidente Lula, o capitão reformado jamais teria se viabilizado na disputa presidencial de 2018.

O ataque ao setor de engenharia e à cadeia produtiva de óleo e gás, que deixou um rastro de milhões de desempregados, criou as condições materiais para o desconforto que fomentou o impeachment da ex-presidente Dilma Roussef. O ataque indiscriminado ao sistema político reforçou a percepção de que todos os políticos são ladrões e que apenas alguém “de fora do sistema” seria capaz de moralizar o Brasil.

Fora isso, operações seletivas foram feitas até a véspera das eleições para minar a competitividade de Fernando Haddad, do PT, como já foi demonstrado pela Vaza Jato. De mais a mais, a preferência dos procuradores de Curitiba por Bolsonaro já é um fato público e notório.

O que a turma de Curitiba imaginava era que um eventual governo Haddad usaria os instrumentos do poder para “minar a operação” e libertar o ex-presidente Lula. Um tremendo erro de cálculo. Haddad seria cercado pela mídia corporativa e pressionado a manter sempre uma “postura republicana” diante do aparelho repressivo do Estado. Bolsonaro, que entrega ao capital sua agenda econômica, tem conseguido desmoralizar a Lava Jato e, efetivamente, “estancar a sangria”.

O episódio mais recente foi a escolha de Augusto Aras como novo procurador-geral da República. Bolsonaro quebrou a tradição, aberta pelos governos petistas, de escolher o mais votado pela lista tríplice dos procuradores. Em suas manifestações recentes, Aras questiona a espetacularização das ações do Ministério Público e a destruição econômica causada pela Lava Jato – tendo acertado nos dois casos.

Fora isso, Bolsonaro também enterrou o “republicanismo” na intervenção que fez na superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro. E seu ministro Sergio Moro está tão escanteado que já foi aconselhado a se demitir até pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. 

É um desfecho tão irônico que nada melhor do que o tweet do colega Rodrigo Vianna para encerrar este artigo:

CÚPULA DA PF QUER A DEMISSÃO DE MORO ANTES QUE ELE SEJA MAIS HUMILHADO POR BOLSONARO

Mesmo humilhado, o imparcial de Curitiba continua puxando o saco do Bozo. Deu no Brasil 247:

A jornalista Mônica Bergamo informa, em sua coluna, que os delegados mais influentes da Polícia Federal já  cobram a demissão dos ministro Sergio Moro. “A cúpula da PF (Polícia Federal) está convencida de que não é o verdadeiro alvo de Jair Bolsonaro — mas que ele mira, isso sim, no ministro da Justiça, Sergio Moro. Para alguns dos mais respeitados integrantes do órgão, Moro já não está sendo constrangido — mas sim humilhado pelo presidente”, diz a jornalista.

“Além de engolir a exigência de Bolsonaro para demitir o diretor-geral, Maurício Valeixo, o ministro não estaria sequer conseguindo emplacar um nome de sua confiança no lugar. Na opinião de policiais próximos de Moro, o ex-juiz deveria reagir rápido  — para poder sair do governo com pelo menos ‘algum crédito’, nas palavras de um deles.  O que já não terá, dizem, se seguir dobrando a espinha. ‘Moro vai esperar dois anos e a troca de 50 diretores-gerais da PF para gritar?”, questiona um dos delegados mais influentes da corporação”, aponta ainda a colunista.

1 2 3 4 379