Categoria: Política

VADÃO, O GAZETEIRO

O deputado Vadão Gomes(PP) figura em terceiro lugar na lista dos mais faltosos da legislatura que se encerra no próximo dia 31 de janeiro, conforme divulgado hoje pelo site Congresso em Foco. A relação divulgada pelo site aponta os dez deputados federais que mais faltaram às sessões da Câmara no período compreendido entre fevereiro de 2007 e dezembro de 2010. A deputada Nice Lobão(DEM-MA) encabeça a lista, seguida de perto por Jáder Barbalho(PMDB-PA). O deputado da nossa região, Vadão Gomes, ocupa um honroso terceiro lugar, posição que – se a gazetagem fosse um esporte – lhe garantiria um lugar no pódium. Os três deputados faltaram a mais da metade das 422 sessões de votação ocorridas no período. Se você quiser saber a lista completa dos dez mais faltosos, leia aqui a matéria veiculada pelo Radar Político do Estadão, dessa quinta-feira.

MINISTÉRIO PÚBLICO PROPÕE AÇÃO CONTRA PARINI

A página do Tribunal de Justiça de São Paulo registra a distribuição, em 07 de janeiro de 2011, de uma Ação Civil Pública, com valor da causa estimado em R$ 470 mil, onde aparece como requerido o prefeito Humberto Parini e como requerente o Ministério Público, representado pelo promotor da cidadania, André Luiz de Souza. Na publicação do TJ consta que o processo foi distribuído por prevenção para a 1ª. Vara Judicial de Jales.

Este aprendiz de blogueiro não conseguiu informações oficiais a respeito dos motivos da Ação, mas fontes bastante confiáveis garantem que o Ministério Público estaria acusando o prefeito de ato de improbidade administrativa e, de outro lado, requerendo a condenação de Parini ao ressarcimento de prejuízos e à perda da função pública. 

O motivo alegado pela promotoria para propor a Ação Civil Pública, segundo essas mesmas fontes, seria a falta de repasse, por parte da Prefeitura de Jales, dos valores previstos no orçamento municipal para transferência ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente. Consta que, em 2009, o prefeito Parini não teria repassado um único centavo dos R$ 220 mil consignados no orçamento daquele ano. O fato teria se repetido em 2010, quando o prefeito também não repassou os R$ 250 mil previstos na peça orçamentária para investimentos em ações de proteção às crianças e adolescentes do município.

Consta ainda, segundo os mesmos informantes, que o secretário de finanças Rubens Chaparim deverá ser convocado a se manifestar sobre a suposta omissão do município no cumprimento da lei orçamentária, podendo o auxiliar de Parini também ser incluído na Ação, igualmente por prática de improbidade administrativa.

De qualquer forma, é bom ressaltar que, embora vindas de fontes confiáveis, as informações sobre os motivos do Ministério Público para propor a Ação contra o prefeito ainda são extra-oficiais. De certo mesmo, é o fato de que a proposta de Ação Civil Pública já está realmente publicada na página do Tribunal de Justiça, processo nº 297.01.2011.000077-3. 

MESÓPOLIS: BOAS E MÁS NOTÍCIAS

Nem deu tempo para o prefeito Otávio Cianci, de Mesópolis, comemorar uma boa notícia e já lhe caiu um balde de água fria sobre a cabeça. Notícia do site Ethos On Line, publicada na semana passada, dava conta de que o juiz da 4ª. Vara Cível de Jales havia indeferido o pedido de indisponibilidade dos bens de Otavinho e de alguns de seus assessores, conforme havia sido requerido pelo promotor André Luiz de Souza, em Ação Civil Pública por conta de supostas fraudes em licitações. O juiz entendeu que não havia nos autos provas de que os acusados estivessem tentando ocultar, desviar ou dilapidar seus respectivos patrimônios para frustar um eventual ressarcimento ao erário, em caso de a Ação ser julgada procedente. Ponto para Otavinho e sua turma, mas a Ação – cujo valor chega a mais de R$ 1,6 milhão – continua correndo na Justiça.

E como alegria de pobre dura pouco – diz a sabedoria popular – nesta semana sobreveio a má notícia. Em uma outra Ação Civil Pública, também subscrita pelo promotor André Luiz de Souza, do Ministério Público de Jales, a juiza substituta Luciana Conti Puia julgou improcedente o pedido de impugnação do valor da causa feito por Moacir Pereira, diretor de Planejamento da Prefeitura de Mesópolis. Moacir e os outros envolvidos queriam baixar o valor da causa – mais de R$ 1 milhão – para “apenas” R$ 329 mil, o que lhes foi negado pela Justiça.  Em resumo, a juiza entende que o valor atribuído à causa pelo promotor corresponde ao valor integral dos pedidos condenatórios que estão sendo pleiteados pelo representante do Ministério Público.  Além de Moacir, a Ação envolve como requeridos o prefeito Otávio Cianci, os servidores públicos Vilma Alexandrina Santana, Andréia Savatin, Jaqueline Brito Brandão, Rosana Cláudia Moraes Pavão e José Domingues Filho; os empresários José Júlio Dias  e Sirlene Moraes Dias e as empresas Dias & Moraes Serviços de Limpeza Ltda,   Sirlene Moraes Dias ME  e   J.J.Dias & Moraes Cia de Madeira Ltda. A acusação é de suposta fraude praticada em processo licitatório. 

E cá entre nós, a coisa parece meio suspeita mesmo.  Reparem que os sobrenomes Moraes e Dias aparecem em todas as empresas envolvidas na licitação.  Aí também já é dar muita sopa pro azar!   As notícias completas estão no site Ethos On Line, que pode ser acessado no link aí do lado direito.

CEI DA MERENDA: TEORIA E PRÁTICA

Um dos vereadores da oposição confidenciou-me, agora há pouco, que deseja muito conversar com o chefe de gabinete Léo Huber e com a secretária Élida Barison.

Explico: em reunião com vereadores, no gabinete do prefeito, para tentar explicar as polêmicas sobre a merenda e evitar a abertura de uma CEI, os dois assessores de Parini garantiram que a Prefeitura já havia tomado providências e que, por conta de tais medidas, a empresa Gente Nutrição Ltda nem participaria da  nova concorrência que, naquela época, ainda não havia sido iniciada.

Como se sabe agora, a empresa Gente não apenas participou, como  também ganhou a licitação, para desassossego do prefeito e de seus dois auxiliares.

Aliás, é bom esclarecer que o prefeito Parini, em entrevistas, sempre vende a falácia de que ele não tem nada contra a instalação de CEIs…, que ele não tem medo de ser fiscalizado…, que a Câmara está exercendo o seu papel…, e blá, blá, blá.  Tal conversa é só prá consumo externo, coisa prá boi dormir. Internamente, Parini sempre trabalhou para tentar evitar CEIs.

 No caso “Carroça” e da “Facip 2009“, o prefeito conseguiu abortar as tentativas de CEIs, apelando até para o sentimentalismo de alguns vereadores. No caso da merenda, bem que ele tentou, mas não logrou êxito. Quando o requerimento de abertura da CEI já tinha cinco assinaturas, Parini convidou três vereadores da oposição – Salatiel, Nishimoto e Jota Erre – para uma conversa a sós em seu gabinete, onde ele procurou, com uma frágil argumentação, convencê-los a retirar suas assinaturas. Registre-se que apenas os dois primeiros – Salatiel e Nishimoto – compareceram, por mera educação, à tal reunião, mas não foram convencidos pelo prefeito a desistir da CEI. 

Mais um detalhe que muita gente não sabe: como não tivesse tomado as medidas corretas na hora certa, o prefeito Parini viu-se obrigado a procurar a diretoria da Gente Nutrição Ltda, para solicitar que a empresa desistisse de participar da concorrência, mas os empresários não quiseram saber de conversa fiada. Por coincidência, a Gente Ltda – que, juntamente com a empresa responsável pelo recolhimento do lixo , a Ecopav – era uma das pouquíssimas prestadoras de serviços a receber seus pagamentos praticamente  “em dia”, começou a ver seus créditos junto à Prefeitura sofrerem um considerável atraso. Há cerca de um mês, um diretor da empresa visitou redações de jornais e telefonou para vereadores, reclamando que a dívida da Prefeitura com a Gente já chegava a R$ 500 mil.

Particularmente, acho que o prefeito, mais o chefe de gabinete Léo Huber e a secretária Élida Barison deveriam convocar os vereadores novamente e explicar como pretendem administrar a permanência da Gente à frente da merenda escolar. Mas seria conveniente que eles, como a Ophélia, só abrissem a boca quando tivessem certeza.

ESCREVINHADOR: FOLHA INVENTA MAIS UM FACTÓIDE

Ontem, pela manhã, no Antena Ligada, da Antena 102 FM, o comentarista Alexandre Garcia manifestando-se sobre fato noticiado pela Folha de São Paulo, edição de domingo, reafirmou sua opinião de que a presidenta Dilma teria agido corretamente ao retirar do seu gabinete um crucifixo e uma bíblia ali, supostamente, deixados pelo ex-presidente Lula.

Na avaliação de Garcia, o Estado é laico, isto é, não tem religião e, portanto, não seria correto que Dilma – a presidenta, não a pessoa física – adornasse o gabinete presidencial com algum símbolo religioso, qualquer que seja ele. É uma opinião discutível. Particularmente, não concordo com ela, mas posso estar errado, já que a minha inteligência de peru novo não chega aos pés da capacidade de percepção e interpretação do Alexandre Garcia. 

 A questão, no entanto, nem é essa. O problema maior é que, segundo o Blog do Rodrigo Vianna (Escrevinhador), a notícia da Folha – já desmentida pela ministra Helena Chagas, via twitter – seria tão falsa quanto a falsa ficha da Dilma, também divulgada pelo jornal. Veja aqui o desmentido noticiado pelo Escrevinhador, e aqui a repercussão no yahoo.

ITAMAR BORGES ACUSADO DE COMPRAR VOTOS

O ex-prefeito de Santa Fé do Sul, Itamar Borges, que obteve 79.195 votos na disputa por uma cadeira na Assembléia Legislativa do Estado,  parece estar atravessando uma fase pouco auspiciosa. Depois de dormir deputado estadual eleito e acordar no banco de reservas, por conta da recontagem de votos feita pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o bigodudo Itamar agora se vê diante de mais uma má notícia: a Procuradoria Regional Eleitoral(PRE) está pedindo a cassação do seu diploma de primeiro suplente de deputado estadual, pelo PMDB, além de aplicar-lhe uma multa no valor de R$ 53 mil, sob a alegação de suposto crime de compra de votos. Segundo a Representação da Procuradoria, Itamar Borges teria sido flagrado discursando e pedindo votos em uma churrascada a eleitores, o que é vedado pela legislação eleitoral. A notícia completa está na edição do Diário da Região deste domingo.

PAREM DE DOURAR A PÍLULA: O PREFEITO É O MAIOR CULPADO

OS MALEFÍCIOS DO CENTRALISMO E DA MEDIOCRIDADE

Uma comerciante jalesense, do ramo de calçados e confecções, foi entrevistada hoje pelo ótimo repórter Claudinei Antonio, do Antena Ligada, da Rádio Antena 102 FM, sobre as vendas do comércio nesse final-de-ano. Segundo a comerciante, as vendas foram boas, mas teriam ficado abaixo da expectativa, já que, nas palavras dela, a cada ano que passa as vendas sempre superam as do ano anterior, o que não aconteceu neste Natal, em Jales. 

Sem criticar a administração municipal, mas com alguma veemência, a entrevistada argumentou que faltaram atrativos que pudessem trazer mais consumidores de outras cidades, ou até mesmo que permitissem estimular os consumidores jalesenses a permanecerem aqui em nossa cidade, gastando no comércio local. Uma decoração natalina decente (e aí já são palavras minhas e não da moça, que é bem educada), por exemplo, seria um bom atrativo, mas nem isso a nossa administração municipal soube planejar.

E quando me refiro à administração municipal, estou me referindo principalmente ao prefeito Humberto Parini. Algumas pessoas, por interesses localizados ou por algum tipo de receio, tem a mania de atirar culpas em assessores do prefeito e, de outro lado, poupar o principal culpado, o prefeito, de críticas. No caso da decoração natalina, por exemplo, sobrou para o secretário de Planejamento, João Missoni Filho, a tarefa de defender a administração, enquanto o prefeito, como é de praxe, se escondia das críticas.

Mal sabem as pessoas, que o João Missoni até que tentou fazer a parte dele. Ainda no primeiro semestre de 2010, ele e a secretária da Educação, professora Élida Barison, reuniram-se duas ou três vezes com o presidente da ACE, Wainer Pedrosa, e com representantes da Associação dos Artesãos de Jales, com o objetivo de planejar a iluminação natalina.

Os artesãos, confiantes em que as coisas eram sérias, chegaram a apresentar um projeto de decoração baseado no reaproveitamento de recicláveis, mas, segundo se sabe, o assunto empacou quando chegou ao gabinete do prefeito. Provavelmente por questões pessoais, já que o presidente da ACE não lhe é muito simpático, o prefeito preferiu entregar o planejamento da decoração natalina ao talento da primeira-dama, Rosângela Parini. Deu no que deu!

Agora, vejo alguns otimistas na expectativa de que, em 2011, tudo vai mudar, uma vez que, segundo foi divulgado, o prefeito e o presidente da ACE teriam, finalmente, se reunido para por os pingos nos “is” e planejar ações conjuntas, visando tornar a cidade mais atrativa para o próximo Natal. Com todo o respeito aos otimistas: não se enganem, meus queridos! Com a autoridade de quem não acredita em Papai Noel e de quem participou da administração Parini, posso afiançar aos poucos leitores deste blog: se depender do prefeito e de sua capacidade de tomar iniciativas e coordenar projetos, a decoração do centro comercial, no Natal de 2011, vai ser ainda pior do que foi em 2010, se é que isso seja possível.

Podem acreditar, senhores otimistas, as coisas só vão sair do papel se a sociedade organizada, no caso a ACE e a Associação dos Artesãos, forem à luta, sem esperar muita coisa do prefeito e da Prefeitura. Afinal, até a maior conquista da nossa cidade nestes tempos de Parini, o Hospital de Câncer, só foi possível graças ao esforço e à iniciativa de muita gente que nem participa da administração municipal. Nessa história, o prefeito só pegou carona e por pouco que ele não causa um pequeno atraso ao carro. Mas isso é assunto prá um outro post.

Ah! E se quiserem saber como foi o final-de-ano na Estância Turística de Santa Fé do Sul, com direito ao Jair Super Cap no show da virada e 20 mil pessoas na praça, leiam aqui, aqui e aqui.  Mas, por favor, não me digam pra eu me mudar para lá.

GOVERNO DILMA: ESPERANÇAS E INTERROGAÇÕES

O jornal carioca Correio do Brasil está publicando, em sua edição de hoje, o artigo semanal do bispo de Jales, D.Demétrio Valentini, sob o tema acima. O Correio do Brasil foi o primeiro órgão da chamada grande imprensa a publicar, durante a campanha eleitoral de 2010, o comentário de uma ex-aluna de dona Mônica Serra, dando conta de que a mulher do então candidato José Serra teria cometido um aborto, quando ambos ainda moravam no Chile. Introduzido por Mônica à campanha, o tema aborto havia se transformado em um dos principais motes do discurso serrista e, por conta disso, o comentário da ex-aluna, feito em uma rede social (Facebook) e publicado pelo Correio do Brasil acabou repercutindo bastante, retirando o assunto da pauta de Serra e ocasionando um certo sumiço da mulher do candidato. O tema aborto repercutiu também, é claro, na Igreja Católica, ocasião em que dom Demétrio, contrariando movimento liderado pelo bispo de Guarulhos, dom Luiz Gonzaga Bergonzini, adotou uma posição firme em defesa do direito de os eleitores escolherem livremente os seus candidatos. A posição do nosso bispo foi destaque na mídia nacional e gerou inclusive uma “Carta Aberta a Dom Demétrio Valentini“, publicada pela revista Carta Maior e por outros órgãos de imprensa, ainda um pouco antes do segundo turno da eleição presidencial. Voltando ao artigo desta semana, a íntegra publicada pelo Correio está aqui.

CÂMARA REALIZA PRIMEIRA REUNIÃO

Na Câmara Municipal de Jales, o recesso anual acontece no período de 16 de dezembro a 31 de janeiro, ou seja, 45 dias de dolce far niente para os nossos nobres edis que só voltariam ao trabalho no dia 01 de fevereiro, certo?  Errado! Nesta sexta-feira, os vereadores jalesenses, atendendo convocação do recém-empossado presidente Claudir Aranda, estarão reunidos para a primeira Sessão Extraordinária do ano. A pauta da reunião inclui a análise de 6 projetos- de-lei, em regime de urgência, todos eles enviados pelo prefeito Humberto Parini. Três desses projetos-de-lei referem-se à assinatura de convênios com clubes e escolas particulares, autorizando a Prefeitura a investir recursos públicos na reforma de praças esportivas privadas, visando a realização dos Jogos Regionais de 2011.

Segundo esses projetos, serão investidos R$ 23.533,38 na quadra de tênis e na piscina de biribol do Clube do Ipê;  R$ 35.548,75 no ginásio poliesportivo do Colégio XV de Abril (Anglo);  e R$ 25.748,70 no ginásio poliesportivo da Cooperativa Regional de Ensino (Colégio Objetivo). A relação de despesas inclui ainda R$ 16.216,54 na reforma do ginásio poliesportivo da Escola Estadual “Dr.Euphly Jalles”, mas a Prefeitura não enviou nenhum projeto-de-lei para assinatura de convênio com o governo do estado. Da mesma forma, não se falou ainda na assinatura de convênio com o Jales Clube, nem tampouco foram quantificados os recursos a serem investidos para melhorias no ginásio poliesportivo, piscina olímpica,  quadra de areia e pista de atletismo daquele clube, que também será utilizado para realização dos Jogos.

A EVOLUÇÃO DO PT EM JALES, SEGUNDO MURILO PHOL

O petista Murilo Pohl publicou uma interessante e trabalhosa análise sobre a performance do PT em Jales, onde ele compara a votação alcançada em nossa cidade pelos candidatos do partido a deputado estadual e federal, nas eleições de 2002, 2006 e 2010.  Murilo, como se sabe, foi um dos principais  conselheiros do prefeito Humberto Parini, durante os dois ou três  primeiros anos da administração petista de Jales. Eles acabaram, no entanto, entrando em rota de colisão, depois de desentendimentos por conta dos recursos liberados pela Petrobrás para aplicação em projetos de proteção a crianças e adolescentes.

Essa, pelo menos, foi a versão oficial para o rompimento, mas, observadores bem informados garantem que o verdadeiro mote para a desavença entre os dois teria sido o fato de Murilo, então presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, não ter dado muita atenção a um projeto apresentado pela filha do prefeito, Maria Gabriela Parini. Na época, a filha do prefeito era funcionária da ADERJ e prestava serviços no Projeto Sentinela, vinculado à Prefeitura.  Competente e bem apadrinhada, a filha do prefeito não ficou mais do que dois anos pendurada à folha-de-pagamento da ADERJ. No dia 15 de abril do ano passado, enquanto nossa cidade comemorava o seu sugestivo 69º. aniversário, Gabriela recebeu como presente a sua nomeação para um cargo comissionado na inventariança da extinta Rede Ferroviária Federal, com um salário razoavelmente atrativo. Uma considerável evolução, sem dúvida. 

Mas, voltando à evolução citada por Murilo em seu blog, o estudo elaborado pelo ex-conselheiro do prefeito demonstra claramente que o petismo de Jales, depois da ascensão ao poder municipal, sofreu um processo de encolhimento nas urnas. Senão vejamos: em 2002, quando Parini ainda se dedicava às suas atividades de fiscal e dentista, os candidatos a deputados federais do PT saíram das urnas jalesenses com 5.289 votos, boa parte deles confiados aos conhecidos Luciano Zica e Padre Sardinha.  Em 2006, os votos nos federais petistas caíram para 3.311, mas o fundo do poço parece ter sido alcançado em 2010, quando apenas 1.770 eleitores jalesenses se dispuseram a votar nos candidatos estrelados.

Seguindo no mesmo diapasão, o gráfico com a votação dos candidatos petistas a deputado estadual, também apresenta uma curva descendente.  Em 2002, quando Parini ainda não era prefeito, foram 3.582 votos nominais em candidatos petistas. Em 2006, com Parini no poder, os estaduais do PT caíram prá 1.829 votos e, finalmente, em 2010, um número redondo: apenas 1.500 eleitores jalesenses apertaram a tecla verde depois de ver aparecer na urna eletrônica a foto de um candidato petista à Assembléia do Estado. O estudo completo e a análise feitos por Murilo Pohl, com direito a gráfico no final, podem ser vistos aqui. Ele não contabiliza os votos dados na legenda do PT, o que não altera o quadro. Boa leitura!

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