Categoria: Política

PT PRESTIGIA VISITA DE ITAMAR BORGES À SANTA CASA

O beijoqueiro Itamar Borges(PMDB) esteve hoje na Santa Casa de Jales, onde foi recebido pelo vice-provedor Garça. Em sua incursão ao hospital, Itamar teve a companhia de vários peemedebistas, incluindo os integrantes do governo Parini, Ilson Colombo e Jediel Zacarias. Além deles, o prefeito despachou para lá dois de seus assessores mais próximos, Francisco Melfi e Léo Huber.

O presidente da Câmara, Macetão, também deu o ar de sua graça por lá. Mas o que chamou a atenção na passagem de Itamar pela Santa Casa, foi a presença do presidente do PT local, Antonio Carlos Donizete Nogueira, o Cacaio. Principal articulador petista, Cacaio, provavelmente, não estava ali por acaso. Com certeza, ele já está pavimentando o caminho que pode levar à repetição da parceria PT-PMDB nas eleições deste ano.

O amigo leitor deve estar se perguntando o que o Itamar veio fazer de tão importante na Santa Casa e que movimentou figuras tão ilustres, certo? Aparentemente, nada! Foi apenas uma visita de cortesia, com direito a discurso.  

A CPI E A ‘PALHAÇADA’ DE SERRA

A notícia é do jornal Correio do Brasil:

José Serra, o derrotado presidenciável tucano, começou o ano furioso, irritadiço. Numa solenidade nesta terça-feira, no Instituto do Câncer de São Paulo, ele foi ríspido com os jornalistas ao responder sobre o pedido protocolado na Câmara Federal de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os crimes cometidos no processo de privatizações das estatais no triste reinado de FHC.

Acompanhando o governador Geraldo Alckmin, o papagaio de pirata primeiro disse desconhecer o pedido de criação da CPI apresentado pelo deputado Protógenes Queiroz (PCdoB) – que colheu 185 assinaturas em pleno final do ano, 14 a mais do que o mínimo constitucional de um terço dos 513 deputados. Na seqüência, mais agressivo, atacou:

– Não foi instalada nenhuma CPI ainda… Isso é tudo palhaçada, porque eu tenho cara de palhaço, nariz de palhaço, só pode ser palhaço.

Segundo o jornalista Raoni Scandiuzzi, da Rede Brasil Atual, José Serra se mostrou incomodado com as perguntas. Depois de criticar a “palhaçada”, ele se afastou bruscamente dos repórteres “sem responder aos outros questionamentos sobre o tema”. O episódio confirma que o ex-governador está apavorado com os desdobramentos da CPI, que tem como fonte principal o livro de Amaury Ribeiro, A privataria tucana.

JUSTIÇA INVESTIGA DISTRIBUIÇÃO DE PANETONES EM ARAÇATUBA

A notícia é da Agência Estado:

O Ministério Público Eleitoral investiga o prefeito de Araçatuba (SP), Cido Sério (PT), e o vereador Cláudio Aparecido da Silva (PMN), por distribuírem milhares de panetones e santinhos em forma de calendários aos eleitores da periferia da cidade. Nos dias 30 e 31 de dezembro, cabos eleitorais dos dois políticos foram vistos entregando os panetones acompanhados de santinhos em forma de calendários com fotos dos dois políticos. O material era retirado de Kombis lotadas que circulavam os bairros da cidade. Alguns cabos eleitorais que faziam a entrega eram assessores do vereador que trabalham na Câmara de Araçatuba.

Ontem, o promotor eleitoral Lindson Gimenes de Almeida abriu inquérito para apurar se a distribuição caracteriza crime de propaganda eleitoral antecipada, uma vez que os dois políticos são candidatos à reeleição em 7 de outubro e a legislação prevê que a campanha só poderá ser feita a partir de 6 de julho de 2013. Se a Justiça Eleitoral constatar crime eleitoral, os dois políticos podem ter o pedido de suas candidaturas impugnadas.

A assessoria do prefeito informou que a distribuição ocorreu por conta do vereador, mas que ele (prefeito) não vê qualquer problema na distribuição dos calendários com fotos e dos panetones, que é feita tradicionalmente pelo vereador nos finais de ano. A assessoria do vereador informou que ele está de férias no litoral e só vai falar sobre o assunto quando retornar à cidade, no dia 16 de janeiro.

ESPECIATO DESMENTE ACORDO E CONFIRMA RENÚNCIA À SECRETARIA DA CÂMARA

O vereador Luís Especiato(PT), que está viajando em férias, mandou comentário, além de conceder entrevista, via telefone, ao Jornal do Povo, da Rádio Assunção, onde desmente qualquer acordo com Macetão e confirma que vai renunciar ao cargo de 1º secretário da Câmara. Da mesma forma, os vereadores Rivelino Rodrigues (2º secretário) e Pérola Cardoso (vice-presidente), confirmaram ao Jornal do Povo a disposição de renunciar aos seus cargos na Mesa da Câmara, caso sejam mantidas as trocas efetuadas pelo presidente Macetão.  Reproduzo, abaixo, o comentário do Especiato:

Até hoje procurei pautar minha posição política, pelo respeito aos adversários, e as opiniões de blogueiros e de alguns meios de comunicações; raramente comentei artigos, opiniões, mesmo que não concorde com elas, pois sempre fui um defensor da liberdade de imprensa e liberdade de expressão de forma geral, no entanto é absurdo tentar imputar a mim e ao Parini a responsabilidade pelas atitudes do Presidente da Câmara, pois os responsáveis são aqueles que o elegeram, que são os Vereadores Salatiel, Serginho Nishimoto, Jr e a Vereadora Tatinha, que deram ao mesmo o direito de presidir a Câmara e tomar as medidas cabiveis ao cargo que ocupa.

Em momento algum tivemos qualquer conversa sobre os cargos de confiança e assessoria da Câmara, pois presidi essa instituição em dois momentos diferentes, 2000 e 2010 e mantive esses mesmos funcionários nos dois momentos, pois são competentes e prestam serviços para a instituição e não para o Presidente. Quanto à renúncia do cargo que ocupo na Mesa da Câmara, não faço jogo de cena, se for mantida a decisão do Presidente de demissão desses servidores, renunciarei a esse cargo, pois não compactuo com a utilização do cargo de Presidente para realização de política pessoal e partidária. Quero deixar claro que a responsabilidade pelas atitudes do mesmo é de quem o elegeu. Votei no Claudir Aranda para o cargo de Presidente.

Respeito a opinião do vereador Luís Especiato, mas é importante lembrar, também, que os vereadores da oposição – que elegeram Macetão – tentaram até à última hora um acordo para a reeleição do vereador Claudir Aranda e, graças à intolerância do próprio Especiato, não foi possível tal acordo. Portanto, ele também é responsável pela eleição do Macetão. Aliás, ele foi o maior responsável. 

Post Scriptum: O prefeito Parini e o presidente da Câmara, Macetão, estiveram reunidos hoje, por volta do meio-dia. Durante a reunião, Parini recebeu a notícia sobre a possível renúncia de Especiato à 1ª secretaria da Câmara. E teria ficado surpreso com a novidade.

NOVO ASSESSOR JURÍDICO DA CÂMARA DE JALES É VEREADOR EM URÂNIA

Acabo de receber mais algumas informações. O presidente Macetão gravou entrevista para o Jornal do Povo, da Rádio Assunção, que deverá ir ao ar depois das 11:30hs, onde ele diz que precisa de pessoas comprometidas com a Câmara. E prá mostrar que isso não é só discurso, ele está contratando, como novo assessor jurídico do Legislativo, o advogado José Antonio Fuzzeto Júnior, que também é vereador em Urânia pelo PPS. Com certeza, o rapaz terá compromisso com a Câmara. De Urânia!

Para o cargo de assessor geral do Legislativo, o novo contratado é o radialista Wellington Michel Teodoro Pena, da Rádio Moriah, enquanto o novo assessor de comunicação e cerimonial, como já foi dito, será o jornalista Douglas Zílio.

A notícia de que o assessor parlamentar, José Luiz Nunes, permaneceria no cargo, não se confirmou. Para o lugar dele, está sendo escalado Egmar Jamil Berto, que, se não me engano, é advogado. Para o lugar do assessor especial (motorista) do Legislativo, está sendo convocado o Renato Luiz de Lima Filho. Segundo fontes, Renato é filho da conselheira tutelar Aparecida Eva e sua escolha para o cargo teria envolvido uma negociação, onde a mãe seria candidata a vereadora por um dos partidos de Macetão. Durma-se com um barulho desses!

MACETÃO E O PRIMEIRO-DAMO

E já que o Paço não consegue produzir notícias, o novo presidente da Câmara, o Macetão, pelo menos criou um factóide que serviu para movimentar as mesas de discussões neste início de ano. No senadinho, por exemplo, a possível lista de dispensas do Macetão foi o assunto mais comentado, no sábado.

Um mérito não se pode negar ao Macetão: em poucos dias ele já  conseguiu unir o Legislativo. Contra ele! As últimas novidades dão conta de que os outros nove vereadores estariam dispostos a renunciar aos seus cargos na mesa da Câmara e nas Comissões, caso Macetão confirme a sua decisão de trocar todos os cinco componentes da equipe de confiança.

Ao tomar esse tipo de decisão sozinho, Macetão teria descumprido acordo com os vereadores que o elegeram e, pior, estaria repetindo, na Câmara, a mesma postura que ele tanto critica no prefeito Parini, de ouvir apenas a primeira-dama em algumas decisões. No caso de Macetão, tudo indica, ele estaria sendo influenciado pelo seu irmão, André, agora uma espécie de primeiro-damo da Câmara. 

Prá encerrar: como eu já informei por aqui, um dos novos assessores da Câmara seria o jornalista Douglas Zílio, atualmente na Folha Regional. Comenta-se, também, que Macetão estaria contratando um rapaz chamado Egmar Berto – a quem não conheço – e um advogado de Urânia. O presidente tem o direito, é claro, de fazer mudanças nos postos de confiança. De certo modo, isso é até bom prá dar uma sacudidela no ambiente. Agora, cá entre nós, com tantos advogados em Jales, o Macetão vai me trazer um advogado de Urânia?

Post Scriptum: informações fidedignas, obtidas agora mesmo, dão conta de que a mexida de Macetão, na Câmara, faz parte mesmo de um acordo com o prefeito Humberto Parini. As mesmas informações dizem que o vereador Especiato, ao ameaçar deixar seu cargo na Mesa da Câmara, estaria apenas fazendo jogo de cena. Macetão assinou, hoje cedo, as portarias e, ao que parece, apenas o assessor parlamentar, José Luiz Nunes, deve permanecer no cargo. O vereador Claudir Aranda teria ficado “p” da vida, ao saber das negociações entre Macetão e Parini.      

JEDIEL PODE SER A PRÓXIMA BAIXA

A estratégica saída de João Missoni, ao que parece, não será a única. Notícias extra-oficiais, vindas de fontes bem informadas, dão conta de que o chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Promoção Social, Jediel Zacarias, também poderá deixar o cargo nos próximos dias.

Jediel estaria sendo, digamos assim, “incentivado” pelo seu partido, o PMDB, a sair do governo Parini, a fim de não causar embaraços a uma possível candidatura Garça. De qualquer forma, mesmo que não saia agora, a permanência de Jediel no governo não durará muito, já que ele pretende candidatar-se a uma vaga de vereador.

De seu lado, o chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Esportes, Ilson Colombo, vai mesmo  permanecer no cargo, mas, segundo as mesmas informações, deverá se afastar do PMDB.

A avaliação de fontes próximas ao Paço é de que o prefeito Parini e alguns cupinchas que gravitam em torno dele teriam sentido o baque de uma possível debandada do PMDB. Na reunião de ontem, entre Parini e seu secretariado, o clima – garantem – não era dos melhores. Nos próximos dias ficaremos sabendo se tudo isso é verdade.      

MACETÃO VAI TROCAR ASSESSORIA

O novo presidente da Câmara, vereador Macetão, já começou a trocar os assessores lotados em cargos de confiança no Legislativo. O primeiro a receber a notícia, segundo informações, teria sido o assessor de imprensa Roberto Timpurim Berto, que vai ser substituído pelo jornalista Douglas Zílio, da Folha Regional. Contactado, Macetão confirmou a troca da assessoria.

Além de Timpurim, a Câmara de Jales – que é uma das mais enxutas da região – tem outros quatro ocupantes de cargos de confiança. Corre o boato de que Macetão não teria tomado a decisão sozinho. Algumas trocas fariam parte de um acordo que teria sido alinhavado por um emissário do Paço e discutido durante o encontro que reuniu Macetão e Parini no gabinete do prefeito. Por enquanto, o suposto acordo é apenas boato, mas, em se tratando de política, não se deve duvidar de nada.

Resta saber como vai ser a reação, por exemplo, do ex-presidente da Câmara, Claudir Aranda, um dos aliados do prefeito e concunhado de Timpurim.  

JOÃO MISSONI ANUNCIA QUE ESTÁ SAINDO DA SECRETARIA DE PLANEJAMENTO

O anúncio oficial estava previsto para segunda-feira, mas parece que o João Missoni resolveu adiantar o expediente. Nesta sexta-feira, ele foi o entrevistado do Antena Ligada, onde falou sobre semáforos e radares.  Missoni aproveitou, também, para fazer um balanço de sua gestão à frente da Secretaria de Planejamento e anunciar que está deixando a administração Parini. Terça-feira (10) será seu último dia de trabalho na Secretaria.

Missoni explicou que já não estaria se sentindo muito confortável no cargo de secretário, tendo em vista que o seu partido – o PMDB, do qual ele é o presidente do diretório local – está anunciando o propósito de lançar candidatura própria ao cargo de prefeito, nas eleições de outubro. E, como Parini também já anunciou Especiato como candidato do PT à sucessão, João estaria saindo para evitar falatórios, como ele mesmo explicou.

João não explicou, e também não lhe foi perguntado, como ficarão os outros peemedebistas – Jediel e Colombo – que fazem parte do governo. Tampouco disse qual será a posição dos vereadores do partido – Rivelino e Osmar – na Câmara. Tudo indica, no entanto, que nada vai mudar. Isto é, Missoni está deixando a administração, mas o PMDB continua no governo Parini. E por um motivo muito simples: os peemedebistas não acreditam que Garça vá ser candidato e continuam acalentando a idéia de uma dobradinha com o PT.   

UMA IMAGEM DESPUDORADA

“Na política não há amigos, apenas conspiradores que se unem”, escreveu um antigo pensador. “Nada é tão admirável em política quanto uma memória curta”, escreveu outro. “Em política, sempre é preciso deixar um osso para a oposição roer”, disse um terceiro.  

Particularmente, prefiro a definição do falecido Magalhães Pinto: “A política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Você olha de novo e ela já mudou”. Essa definição também é atribuída a Ulysses Guimarães e a Tancredo Neves, mas isso não interessa muito. O que interessa mesmo é a nuvem. Então, dêem uma olhada na nuvem abaixo e me digam quem ofereceu o osso a quem.

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