NOIVOS AUSTRÍACOS SE CASAM PELADOS

Não sei se vocês já ouviram falar, mas dizem que a cantora Simone, quando grava seus discos de estúdio, costuma ficar nua na hora de colocar a voz nas músicas. Ela acha que, cantando pelada, a voz sai melhor. E, não bastasse a história da academia para peladões, conforme post anterior, agora nos chega a notícia sobre um casamento austríaco. Vamos à notícia, que é curtinha, mas interessante:  

“Enquanto o mundo aguarda o “casamento do ano”, de William e Kate, um casal resolveu realizar uma cerimônia bem inusitada: Rene Schachner, de 31 anos, e Melanie Schachner, de 26, casaram-se pelados!

A cerimônia ousada aconteceu em um cartório de Feldkirchen (Áustria). Melanie usou apenas véu, sapato alto e fio-dental da cor da pele. O noivo usou um chapéu.

Para a sessão de fotos, as partes mais íntimas foram cobertas. Convidados e padrinhos estavam todos vestidos.”

ACADEMIA NA ESPANHA RECEBE ALUNOS PELADÕES

A notícia está no Extra on Line:

A onda naturista chegou às academias. Na Espanha, os adeptos dessa prática já podem se exercitar à vontade na rede Easy Gym, que fica em Arrigorriaga.

A iniciativa partiu de Merche Laseca, que viu um bom negócio no ramo depois de fazer uma longa pesquisa. Ela achou que assim conseguiria lucrar e sair do buraco. Mas, na primeira aula, só quatro peladões apareceram. 

– Mas as pessoas que vieram, aproveitaram bem – disse ela ao site da BBC. 

Os frequentadores da Easy Gym recebem toalhas para evitar que o suor suje os aparelhos. A partir de maio, a academia vai abrir aos sábados à tarde e aos domingos só para clientes sem roupas. E a empresária também contratou um professor para oferecer aulas de yoga aos naturistas. Será que a moda vai pegar?

PMAT, MAIS UM FIASCO DO GOVERNO PARINI

Querem mais um exemplo da falta de planejamento do governo Parini? Em abril de 2005, a Câmara de Jales, com os votos contrários dos vereadores Gilbertão e Pêgolo, aprovou uma lei que autorizava o prefeito Humberto Parini a contrair um empréstimo junto ao BNDES, através do Banco do Brasil, para modernização do sistema de arrecadação tributária da Prefeitura.

O valor do empréstimo era de R$ 875.862,00, sendo que o projeto original previa a realização de treinamentos para os servidores da área, a aquisição de veículos, computadores, impressoras, etc., além da construção de um novo prédio para abrigar a secretaria municipal de Fazenda. Transcorridos seis anos da aprovação da lei, apenas os veículos e os computadores foram aquiridos. A construção do novo prédio é mais um episódio que nos dá uma idéia de como funciona o governo Parini.

Inicialmente, conforme vontade do prefeito, a construção do prédio estava prevista para o terreno ao lado do Paço Municipal, na Rua Cinco, onde ficam estacionados alguns veículos da Prefeitura. Depois de quase tudo pronto, inclusive o projeto arquitetônico, o prefeito cismou que não queria mais construir a nova secretaria ali naquele local. Determinou, então, que fosse feito um novo projeto, onde o prédio seria construído na Avenida Jânio Quadros, perto do Comboio, em um terreno que, tudo indica, pertence à Rede Ferroviária Federal.

Pois bem, a primeira etapa da obra – algo em torno de R$ 150 mil – foi licitada no meio do ano de 2008. E, três anos depois, o que temos? Temos isso que pode ser visto nas fotos que ilustram este post. Uma obra que, provavelmente, não será concluída durante o governo Parini. Essa é mais uma pequena demonstração de como, no governo Parini, as coisas são alteradas a bel-prazer do mandatário-mor. Não existe estudo, nem planejamento. Toda a pregação do PT sobre orçamento participativo, democratização das decisões e outras abobrinhas, foram ao lixo. Sobraram apenas as pseudo-vontades de um prefeito que se acha um grande planejador, mas que é incapaz de ter boas idéias.

OPOSIÇÃO DÁ O AR DA GRAÇA: FLÁ QUESTIONA SE UPA ESTÁ SENDO CONSTRUÍDA NO LOCAL IDEAL

A UPA de Votuporanga vai ser inaugurada no sábado

Eu já disse isso, mas não custa repetir. Enganam-se aqueles que contabilizam a instalação de uma UPA – Unidade de Pronto Atendimento, em Jales, como uma conquista do governo Parini. A construção de UPAs é um programa do Ministério da Saúde e todas as principais cidades da região – Votuporanga, Fernandópolis, Jales e Santa Fé do Sul – independentemente de cores partidárias,  receberam recursos para construir as suas. Portanto, ela sairia com qualquer prefeito. A vinda do SAMU, antes mesmo da construção da UPA, essa sim é uma conquista que pode ser creditada ao governo Parini.

Estou me lembrando disso, por três motivos. O primeiro: porque estou vendo que Votuporanga vai inaugurar a sua UPA/SAMU no próximo dia 30 de abril e, pela foto acima, vê-se que a UPA de lá foi construída, aparentemente, em lugar de boa visibilidade e fácil acesso. O segundo: porque vi, um dia desses, uma publicação onde a Prefeitura de Jales e a empresa responsável pela execução da obra, a Engerb Ltda, estão prorrogando o contrato para construção da nossa UPA, por mais três meses.

E o terceiro motivo: pela primeira vez, ouvi alguém questionando se o local escolhido para construir a nossa UPA é o lugar ideal. Foi o ex-vereador Flávio Prandi Franco que, em entrevista ao Jornal do Povo, da Rádio Assunção, criticou a falta de diálogo do prefeito Parini com a sociedade e citou a escolha do local para construção da UPA como exemplo disso. Para Flá, além de diálogo, falta planejamento ao governo Parini.

Construída ao lado da linha férrea, a UPA de Jales está escondida atrás desses dois vagões e o acesso a ela ficará restrito, praticamente, à Avenida Alfonso Rossafa Molina.   

BETH SAHÃO TENTA UNIVERSIDADE FEDERAL PARA CATANDUVA

Depois do fiasco dos candidatos petistas aqui em Jales, nas eleições de 2010, ninguém ouviu falar mais nada da tal de extensão da UFSCar, uma das promessas que o nosso premiado estadista Humberto Parini vinha fazendo antes mesmo de ser eleito, em 2004. E, se depender do prefeito – que não faz esforço nenhum para nada – podemos esquecer dessa estória de UFSCar.

Um dia desses, conversando com um dirigente do PT local, fiquei sabendo que o prefeito Parini não tem dado o menor apoio ao Polo da Universidade Aberta do Brasil, de Jales. “A UAB está crescendo sozinha; o Parini não dá apoio e não faz nenhuma ação política para ajudar”, me disse ele. E, como eu conheço bem o prefeito, sei que isso é absolutamente verdadeiro.

Vejam, agora, que notícia interessante: a ex-deputada Beth Sahão(PT), que, assim como o irmão dela, Félix Sahão, não guarda nenhuma simpatia pelo nosso prefeito, resolveu reivindicar um braço da UFSCar para Catanduva. Reproduzo, abaixo, a notícia veiculada pelo jornal Bom Dia:

Rodrigo Ferrari
Agência BOM DIA

Antigo sonho dos catanduvenses, a instalação de uma universidade pública em Catanduva pode estar mais próxima do que muitos imaginam. No último dia 13, a ex-deputada estadual Beth Sahão (PT) participou de uma reunião organizada pela bancada do partido na Assembleia Legislativa. Também esteve presente ao encontro o ministro da Educação, Fernando Haddad.

Beth aproveitou a oportunidade para apresentar a ele algumas demandas relacionadas à região de Catanduva. Lá pelas tantas, ela resolveu tocar no assunto da instituição pública de ensino superior. “Expliquei para o ministro que nossa região tem mais de 250 mil habitantes, mas não conta com nenhuma universidade pública. Cidades do mesmo porte que Catanduva ou até menores, como é o caso de Jaboticabal, já contam com essa estrutura”, conta Beth.

Segundo ela, Haddad demonstrou bastante interesse pela questão. “Então ele me perguntou se Catanduva possuía uma escola federal. Respondi que sim e então ele me disse que a instalação é, sim, viável”, afirmou. De acordo com Beth, a universidade poderia utilizar parte da estrutura da Escola Técnica Federal existente na cidade, o que ajudaria a agilizar a instalação da unidade de ensino superior.

Como a expansão das instituições federais no interior do Estado tem ocorrido basicamente por meio da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), Haddad sugeriu a Beth que conversasse pessoalmente com o reitor, a respeito da proposta. Targino de Araújo Filho estava presente ao evento e aceitou marcar uma audiência com a catanduvense, para tratar do assunto.

“Agora, dependerá de existirem recursos no orçamento da universidade, para que o sonho possa se concretizar. É claro que isso não sairá do dia para a noite. Será preciso muito esforço, não só de minha parte, mas também da bancada federal do PT”, afirma Beth.

A suplente da Assembleia Legislativa acredita que a audiência com o reitor deverá ocorrer já no mês que vem. Na opinião dela, a presença de uma universidade federal em Catanduva poderá representar um diferencial para o avanço econômico e social da região.

E, como a ex-deputada Beth Sahão é bem mais articulada que o nosso prefeito, adivinhem o que vai acontecer…

PAULA TOLLER – “À NOITE SONHEI CONTIGO”

Paula Toller Amora foi criada pelos avós paternos Paulo e Renée, ele cirurgião aposentado, ex-assessor da presidência da República e do governo do Estado da Guanabara, historiador e autor de vários livros; ela dona de casa e gerente de uma pensão de senhoras idosas. O pai de Paula também morava com eles, já a mãe abandonou-a quando ainda era criança. Ela tinha tudo para ser uma professora de inglês, até que um dia…

Ela mesma é quem conta: “Eu estava em meu quarto. Na sala de visitas, meu namorado e meus avós assistiam TV. Ouvi um som legal e corri para ver o que era. Era a Gang 90 e as Absurdettes cantando ‘Perdidos na Selva’, num festival da Rede Globo. Ninguém percebeu, mas, naquele momento, minha vida mudara completamente e tive certeza de que cantaria aquele tipo de música“. Para nossa sorte, é ou não é?

E agora, estou indo lá prá Regional FM, onde apresento, das 10:00 às 14:00, o Brasil & Cia, com o melhor da MPB. No vídeo abaixo, a Paulinha canta “À Noite Sonhei Contigo”:

MUSA GANHA COROA E PERDE O MARIDO

Que coisa! Os jornais anunciaram ontem que a mulher do atacante Vagner Love, atualmente no CSKA, da Rússia, a estilista Marta Love, seria coroada durante o Fla-Flu, de hoje, a musa da torcida Raça Rubro Negra. E não é que, neste domingo, ainda antes da coroação, o ciumento Vagner Love já cuidou de anunciar a separação. A notícia está no Exta on Line:

No mesmo dia em que ficou sabendo que a mulher seria coroada musa de uma torcida organizada do Flamengo no clássico deste domingo contra o Fluminense, pela semifinal da Taça Rio, o atacante Vagner Love comunicou que deu fim ao seu casamento com Marta Love.

O jogador ficou incomodado não só com a exposição da mulher, mas também pela pressão que seria exercida para o seu retorno ao clube da Gávea em agosto.

Segundo a assessoria de Vagner Love, o processo de divórcio já está em andamento e deve ser concretizado em breve.

DESTAQUES DOS JORNAIS

Estas são as manchetes dos jornais locais, neste final de semana:

Folha Noroeste: “Cinturão fiscal é tema da audiência de Itamar Borges com Guilherme Afif”

Folha Regional: “Jogos Regionais deve injetar cerca de R$ 1 milhão no comércio jalesense”

Jornal de Jales: “Exposição de gado ranqueado resgata prestígio da Facip”

A Tribuna: “Servidores Municipais terão apenas 0,1% de aumento”

Na Folha Noroeste, o principal destaque foi a reunião entre o deputado estadual Itamar Borges(PMDB) e o vice-governador Guilherme Afif Domingos, que teve como tema a questão do “cinturão fiscal”. Destaque também para Mesópolis, onde os alunos da rede municipal de Ensino fizeram passeata de conscientização contra a dengue. Na coluna FolhaGeral, críticas à Facip 2011. Segundo o redator da coluna, o povo de Jales não se lembra de uma festa onde os frequentadores tenham sido tão explorados em termos de preços dos produtos vendidos no recinto da festa.

Além da manchete principal, que destacou a expectativa de injeção dinheiro no comércio jalesense, durante os Jogos Regionais, a Folha Regional também deu manchete para Santa Albertina, que foi contemplada com a construção de 100 casas populares. Paranapuã, que recebeu o certificado Município Verde Azul, também foi destaque na capa do jornal. Na página 8A, matéria especial sobre a primeira edição do Air Show Feast, organizado pelo Walter Barreto, com apresentações de paraquedismo, acrobacias aéreas e vôos panorâmicos. Na coluna Ella, o destaque é a bela Tamires Molina Pupim.

Para o Jornal de Jales, a Facip 2011 passou pelo teste, inclusive surpreendendo com uma exposição de gado ranqueado. O jornal destacou também o “Desafio do Bem”, que arrecadou R$ 43 mil para o Hospital de Câncer. Igualmente, mereceu manchete o anúncio feito pela deputada Analice Fernandes de que estaria reservando R$ 300 mil no orçamento do governo estadual para recapeamento em Jales. E na coluna Fique Sabendo, o jornalista Deonel Rosa Júnior destacou os prefeituráveis José Devanir Rodrigues, o Garça, Pedro Manoel Callado, e Flávio Prandi Franco, o Flá.

O reajuste salarial dos servidores públicos municipais, que deixou muita gente descontente, foi o principal destaque da edição de A Tribuna. Outras manchetes do jornal: “Analice chama Parini de grande estadista”; “Peões de Pompéia e Colina levam o título do rodeio”; “Jales tem resultado negativo e segue na rabeira” (sobre os números do emprego); e “Ex-amigos rechaçam declarações de Parini”. Na coluna Enfoque, o jornalista Paulo Reis Aruca trata dos bastidores da política jalesense e contesta a afirmação da deputada Analice Fernandes, que classificou o prefeito de Jales como “um grande estadista”.

A CRÔNICA DO PASCHOALINO – “JUSTIÇA SEJA FEITA”

Hoje é Domingo de Páscoa. Nada mais apropriado, então, do que começarmos o dia com a crônica do Paschoalino S. Azords. Vamos a ela:

Justiça seja feita

O ser humano, de uma forma geral, se considera muito melhor do que na verdade é. Mais importante, mais bonito, mais inteligente, e muito mais correto do que realmente é. E vai assim até cair na malha fina para, quem sabe um dia, se enxergar com mais nitidez.

Eu poderia preencher o espaço que me resta nesta página enumerando as qualidades que, modéstia à parte, nos atribuímos a nós mesmos, de costas para o espelho e, de preferência, quando por perto não há ninguém que nos conheça um pouco.

Para ser mais exato, somos (individualmente, claro) descendentes de uma espécie em extinção: a dos homens de bem. O seio da nossa família exala honestidade, sinceridade e, em certos casos, beira a santidade. Somos bem intencionados de berço, puros de berço… Sabe o “mocinho” dos filmes da matine? Somos nós!

Mas, quando ocorre a malha fina, acuado, o homem bom passa a jogar na defesa. Como não está acostumado, principia dizendo “se eu não estou enganado…”, esse chavão de cinco palavras que revela o nosso RG, o nosso CPF e o DNA.  Sim, porque, o homem bom não está acostumado a se enganar. Pode até acontecer um dia, mas é raro, muito raro.

“O inferno são os outros”, disse Sartre, em bom francês. (Em francês tudo parece solene e inteligente, até a mais simples receita do pão francês. A justificativa para mais uma explosão atômica no indefeso Atol de Mururoa, em francês, parece poesia parnasiana. Mas a frase “o inferno são os outros” é o caso, independente do perfume rançoso tão necessitado de banho do idioma francês.

E quando o inferno não são os outros (os “bandidos” do filme da matine), a gente bota a culpa no que estiver por perto: animais de estimação, plantas (orquídeas, por exemplo, atraem falências) e até coisas inanimadas, como um eletrodoméstico. Ainda que para dizer para o que se serve, um eletrodoméstico deva, antes de mais nada, ser ligado à tomada.

A televisão e a internet são dois vilões do nosso tempo. Atribui-se à televisão, o mais familiar dos eletrodomésticos, o fim de uma instituição milenar tida como o alicerce da espécie humana: a família.   

Quando a indústria americana correu atrás de financiamento para possibilitar ao homem enxergar à distância através da eletricidade, o experiente banqueiro negou crédito para a fabricação em massa de televisores com uma resposta lúcida: “Essa máquina não tem futuro. Quem – em sã consciência – há de querer passar o tempo dentro de casa olhando para o interior de uma caixa?”.

Mas, em pouco tempo, a TV converteu a todos e entrou para a família, pela porta da frente, para corroê-la a partir das entranhas. Senhora absoluta do metro quadrado mais valorizado da casa, a TV manda na sala, manda na cozinha, manda nos quartos e na senzala minúscula aonde dorme a empregada.                       

A internet é um neto esperto da TV, o neto que deu certo. No princípio, era o verbo e, compreensivelmente, as pessoas relutavam em cair naquela conversa de se proteger atrás de uma senha de seis dígitos. Mas, hoje em dia, a vida parece impossível quando cai o sinal.

Depois do advento da Web, a vida ficou muito mais fácil e ligeira. Ficou mais fácil até para as crianças compreenderem física, Deus e o Anjo da Guarda. Aquele que sabe tudo e aquele que te segue, passo a passo, até por estradas de terra, adivinhando as curvas do caminho, calculando distâncias, refazendo a rota… (Deve ser isso que faltou nas minhas aulas de catecismo: o Google e o GPS).

No entanto, atribui-se à internet, ou à possibilidade de um relacionamento elétrico à distância, o fim de uma outra instituição milenar que, até ontem, se pensava ser o baldrame da espécie humana: o casamento.

Eletricidade nunca foi o meu forte. Por causa de um choque doméstico, acabei gago dos 2 aos 4 anos de idade, e, ainda hoje, apresento seqüelas se converso por mais de 20 minutos com alguém do ramo. Desde então, no máximo me arrisco a trocar uma lâmpada – se o dia não estiver chuvoso.

Mas sobre família e casamento é possível especular nessas noites de Lua Cheia. Não se trata de concordar ou discordar da vilania desses nossos eletrodomésticos tão próximos, mas de dimensionar o tamanho do buraco negro. Se esse buraco, sendo grande, é ruim como uma fazenda em Goiás; ou, sendo pequeno, é bom como um bicho-de-pé.   

Se não estou enganado, salvo melhor juízo, tanto a TV como sua neta, a internet, não acabaram sozinhas com a família e o casamento. Ninguém faz nada sozinho: nem a mãe solteira, nem o GPS. O maior pecado da televisão e da internet me parece ter sido nos apresentar a quem, verdadeiramente, nós somos: os depositários da solidão de que são feitas as grandes cidades; os legítimos hospedeiros daquela promiscuidade que cai tão bem aos bonobos, no Congo.

Televisão e internet vêm, simplesmente, ajudando o homem a encontrar o seu verdadeiro destino. Inclusive quando sintonizamos os piores programas. Se essa não fosse a nossa vocação, a nossa mais ardente vontade, bastaria um gesto simples: desligar da tomada. Como um chipanzé ou um papagaio desligariam – se quisessem. 

 

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