Está no Diário Oficial desta quinta-feira. A abertura dos envelopes com as propostas de preços das empresas interessadas na licitação para construção da nova Secretaria Municipal de Educação, foi suspensa, por ordem judicial expedida pela 4ª Vara da Justiça de Jales, atendendo pedido de uma das concorrentes, em Mandado de Segurança.
A abertura dos envelopes das quatro empresas habilitadas – Max Construções e Serviços em Edificações Ltda, Aidar Construções, Projeto e Comércio Ltda, CA2 Engenharia Construtora Ltda e Faben Construtora e Engenharia Ltda – estava prevista para ontem, mas foi adiada por tempo indeterminado.
Normalmente, as obras da administração começam a se complicar logo depois de iniciadas. Nesse caso, porém, as complicações já começaram durante a licitação. O prefeito Humberto Parini – como se sabe – pretende construir a nova Secretaria Municipal de Educação em um terreno adquirido pela Prefeitura junto ao Clube do Ipê.
Se tudo correr bem, Parini conseguirá, no máximo, iniciar a obra, que terá que ser finalizada pelo próximo prefeito. Isso, repito, se tudo correr bem. Se os problemas com a licitação não forem resolvidos rapidamente, o estadista não conseguirá nem mesmo iniciar a obra.
Como já foi noticiado pelo blog, um grupo de senhoras deu entrevista ao Jornal do Povo, da Rádio Assunção, onde sobraram acusações para a Prefeitura. Elas faziam parte de um grupo de 120 famílias contempladas, em 2008, com casas populares no conjunto habitacional “João Batista Colodetti”, cuja construção seria feita em regime de mutirão.
Das 120 casas inicialmente previstas, apenas 16 foram construídas, o que fez do “João Colodetti” o menor conjunto habitacional no mundo. As senhoras entrevistadas pelo Jornal do Povo estão dizendo que foram enganadas, pois teriam assinado a desistência das casas, imaginando que estavam assinando um novo contrato.
Ontem, o chefe de gabinete do prefeito, professor Léo Huber, foi ao rádio para rebater as acusações. Segundo ele, o projeto não foi em frente porque as famílias, a quem caberia ajudar na construção das casas, não se dispuseram a fazer a parte delas. De acordo com o professor, o fracasso desse tipo de projeto não aconteceu apenas em Jales, mas pelo Brasil afora.
Léo Huber disse, ainda, estranhar o fato de somente agora, em 2012, essas senhoras tornarem públicas as suas reclamações, uma vez que o projeto foi interrompido em 2010. Para ele, o caso pode ter alguma conotação política, em virtude da aproximação do período eleitoral.
Um amigo, morador do bairro Pires de Andrade mandou as fotos acima. E mandou, também, uma carta que, resumidamente, reproduzo abaixo:
Sou morador do bairro Jardim Pires de Andrade, localizado ao lado do Clube do Ipê, dessa cidade, e minha indignação é pela indiferença por parte das autoridades que governam essa cidade.
Para se ter uma idéia, em meu bairro existem cinco (5) ruas longitudinais, com seis (6) transversais e, diga-se de passagem, pequenas. Mesmo assim, não existem placas de indicação com os nomes das ruas e, principalmente, inexistem as devidas sinalizações de trânsito, como a indicação de PARE em cada cruzamento das esquinas. A situação é preocupante, pois, se nós que somos do bairro, ficamos em dúvida sobre de quem é a preferência, imaginem vocês como ficam as pessoas que são de fora.
Além do que foi dito acima, as ruas estão em estado TERMINAL (como se fossem pessoas na UTI), as CRATERAS estão tomando conta de nossas ruas, sem o mínimo de atenção do nosso prefeito e do departamento responsável. Aliás, eles só fazem por maquiar a entrada do bairro com a limpeza de guias e o recapeamento de parte da rua que fica próxima à entrada do Clube do Ipê, para que autoridades dos municípios vizinhos que participam de reuniões e jogos no referido clube possam ter uma visão bonita de nossa cidade.
Esse é apenas um trecho da carta. Em outro trecho, o morador do Pires de Andrade diz que o loteador teria documentos garantindo que, ao fazer o loteamento, cumpriu todas as exigências da Prefeitura e que os problemas do bairro são decorrentes da falta de manutenção por parte da administração municipal.
E as casas populares prometidas pelo prefeito Humberto Parini continuam gerando confusão. Hoje, no Jornal do Povo, da Rádio Assunção, algumas moradoras cobraram o prefeito e ameaçaram chamar a TV Tem para dizer que teriam sido enganadas.
Se não me falha a memória, tudo começou em 2008, quando o prefeito, através da Promoção Social, selecionou 120 famílias carentes e anunciou a construção de 120 casas populares, em regime de mutirão, no conjunto habitacional “João Batista Colodetti”. As casas seriam construídas com recursos do Ministério das Cidades e, segundo consta, com uma contrapartida da Prefeitura.
Construídas as primeiras 16 casas, o prefeito desistiu do projeto e as outras 104 moradias micaram. Com isso, as 104 famílias foram chamadas à Prefeitura para assinar a desistência, pois, em caso contrário, não poderiam se inscrever em outros projetos de habitação popular. E é exatamente aí que a coisa está pegando: elas alegam que não sabiam que estavam desistindo das casas e dizem que foram enganadas.
Teria sido um “estelionato eleitoral”? Com a palavra, o prefeito.
Na próxima sexta-feira, dia 25, completar-se-ão exatos 100 dias que a empresa Scamatti & Seller Infraestrutura Ltda, de Votuporanga, firmou um contrato – coisa de R$ 194 mil – com a Prefeitura de Jales, para execução do recapeamento asfáltico de alguns trechos de quatro ruas do Jardim do Bosque.
A Rua Vereador Domingos de Rosis Filho, essa da foto acima, é uma dessas quatro ruas. As outras são a Rua Júlia Pereira de Lima, Rua Ricardo de Freitas e Rua dos Escoteiros. Pois bem, passados quase 100 dias da assinatura do contrato, nada foi feito ainda e os moradores do Jardim do Bosque continuam esperando pelo recape.
Na administração Parini, tudo é muito complicado. Pode ser que, nesse caso, o problema esteja no convênio com o Ministério das Cidades. Seja lá o que for, sempre é bom lembrar que, se a obra não for iniciada até o final de junho, ela só poderá ser executada depois das eleições.
A TV Bandeirantes está anunciando para o próximo dia 26, sábado, um programa com o sugestivo nome de “Especial Cidade de Jales”. Com um detalhe: o anúncio não diz qual o horário da atração. Mas o horário não importa muito. O que importa mesmo é que o programa será patrocinado pela Prefeitura de Jales e, certamente, nos mostrará as belezas da cidade e os feitos da administração Parini.
Ou, pelo menos, uma pequena parte dos feitos do estadista, uma vez que, para mostrá-los todos, seriam necessários uns quatro ou cinco programas. Por sinal, apesar de não informar o horário, a chamada menciona a “tradicional Festa da Uva”, que é realizada todos os anos. Todos os anos? Alguém saberia dizer se tivemos a “Festa da Uva” no ano passado?
A turnê européia do nosso premiado estadista continua causando problemas. Neste sábado, o Diário Oficial publicou a revogação da licitação aberta pela Prefeitura para aquisição de materiais elétricos e hidráulicos. Os materiais seriam utilizados na adequação de alojamentos e praças esportivos para os Jogos Regionais do Idoso.
Aberta no início de maio, a licitação teve que ser revogada porque, naquele período, a cidade estava sem prefeito (reparando bem, acho que não apenas naquele período). Quando o estadista retornou ao trabalho, já não havia tempo hábil para – de acordo com os prazos legais – reabrir a licitação e concluí-la até o próximo dia 23, data de início dos Jogos.
Mas a lambança pode não ter parado por aí: se eu conheço bem a administração Parini, devem ter apelado ao famoso “jeitinho brasileiro” para comprar os materiais. Ou, então, os atletas da terceira idade terão que tomar banho frio mesmo.
Meus informantes lá no Paço Municipal me disseram, logo pela manhã, que o czar das finanças, Rubens Chaparim, não deu expediente nesta sexta-feira. Segundo consta, ele teria matado o serviço para dar uma esticada até Campo Grande(MS), onde foi dar as boas vindas ao neto recém-nascido.
Nada contra a visita ao neto. O detalhe é que os funcionários da Secretaria de Fazenda, mesmo aqueles que ganham menos, são obrigados a apresentar um bem fundamentado requerimento, se quiserem faltar. Se brincar, com firma reconhecida. Já o czar, justamente o maior salário do setor, pode faltar o dia que lhe dá na telha.
Querem outro detalhe? Apesar de faltar ao trabalho de vez em quando, Chaparim – por se julgar insubstituível – não tira férias. E depois, as recebe em dinheiro, como aconteceu no início do ano passado, quando ele e o cunhado do prefeito – o Ronaldo – receberam, juntos, R$ 64 mil.
Depois de quatro meses amargando resultados negativos na geração de empregos formais, Jales, finalmente, conseguiu produzir um saldo positivo nesse quesito. Segundo dados de abril, divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho, nossa cidade teve um saldo de 57 empregos com Carteira assinada.
Os 57 empregos não é pouca coisa, considerando que, desde dezembro do ano passado, estamos no vermelho. Mas 0 amigo deve estar pensando: “se Jales abriu 57 novas vagas de trabalho, então Fernandópolis e Votuporanga devem ter conseguido muito mais”. E acertou!
Em Fernandópolis, o saldo foi de 149 novos empregos, enquanto em Votuporanga foram contabilizados 200. Já em Santa Fé do Sul, foram apenas 34. Mesmo assim, nos quatro primeiros meses de 2012, Santa Fé já gerou 213 empregos formais. Jales? Em quatro meses, saldo de apenas 04. Por extenso, para não ficar dúvidas: quatro. Nesse mesmo período, Fernandópolis gerou 761 e Votuporanga 763.
Ainda bem que temos um prefeito com essa extraordinária vocação para estadista!
O prefeito Humberto Parini passou boa parte da semana em Brasília, participando da XV Marcha de Prefeitos. Por sinal, algumas pessoas andam se perguntando se o nosso premiado estadista foi um dos que vaiaram a presidenta Dilma ou se ele se colocou entre os que aplaudiram. Parado como é, possivelmente ele não fez nem uma coisa nem outra.
De volta a Jales, nesta quinta-feira, ele deverá ficar sabendo os resultados da pesquisa de intenção de votos que encomendou a uma empresa especializada. E ficará sabendo, também, se a sua profícua administração está sendo aprovada pelos jalesenses. Como a pesquisa foi encomendada por ele, não se assustem se a administração tirar uma boa nota.
Uma coisa, porém já se sabe: o pré-candidato do PT, vereador Luís Especiato, não ficou nem um pouco contente com a iniciativa do prefeito de incluir a vereadora Pérola e o pré-candidato do PR, o Bexiga, na tal pesquisa.