Em menos de quinze dias, recebi três ligações sobre as péssimas condições do ônibus da Saúde que transporta pacientes para São José do Rio Preto e Barretos. Uma amiga, que estava acompanhando a mãe numa viagem ao Hospital de Câncer de Barretos, me disse que, na volta, o ônibus em que elas estavam – esse da foto ao lado – quebrou perto de Votuporanga. A chegada em Jales, que estava prevista para as 16:00 hs, somente se deu por volta das 20:00 hs.
Outra amiga ligou para dizer que, na semana passada, ela foi a Barretos e, mais uma vez, na volta, o ônibus apresentou problemas. Os cerca de 25 pacientes que viajavam nele só conseguiram chegar em Jales com duas horas de atraso. E isso, graças à gentileza do motorista do ônibus de Santa Albertina, que deu uma carona a eles.
Finalmente, uma terceira pessoa entrou em contato para dizer que, há alguns dias, a mãe dela tinha uma cirurgia marcada para as 07:00 horas em um hospital de São José do Rio Preto. O ônibus chegou naquela cidade com uma hora de atraso e, por muito pouco, a paciente não perdeu a vez.
Vez em quando, a gente ouve pessoas propagandeando os progressos da Saúde, sob o governo Parini. Pelo menos no que tange ao transporte de pacientes para outras cidades, a Saúde de Jales é uma vergonha. Recentemente, comprou-se um ônibus com o dinheiro economizado pela Câmara, mas, ao que parece, o problema continua.
Apesar de ter comprado um ônibus mais novo, a Prefeitura continua usando, também, um ônibus velho, adquirido em 2005, igualmente com sobras do dinheiro economizado pela Câmara, então sob a presidência do Gilbertão. Nosso prefeito, até onde eu sei, não teve a capacidade de comprar – com recursos da Prefeitura – um único ônibus para a Saúde, apesar de estar há quase oito anos no governo.
Enquanto ele alardeia que transformou a Saúde de Jales, os cidadãos que necessitam do transporte da Prefeitura para ir a Rio Preto ou Barretos, além de terem que lutar contra doenças terríveis e fazer tratamentos que os debilitam fisicamente, ainda são obrigados a passar pelo incômodo de ficar à beira da estrada esperando o ônibus ser consertado ou tentando conseguir uma carona que os tragam de volta para casa.
Nada a ver com o famoso personagem “Carroça”. Estou falando em carrocinha de cachorro. Em outubro do ano passado, este aprendiz de blogueiro escreveu sobre a triste sina da Ipanema das fotos. Depois de servir muito tempo na Secretaria de Saúde, o prefeito Humberto Parini decidiu transformá-la numa espécie de carrocinha, para transporte de cães e gatos.
Depois de uns quatro anos perambulando por oficinas, a Ipanema ficou, aparentemente, pronta há algumas semanas. Para comemorar o fato, o prefeito Humberto Parini convocou um funcionário do Centro de Zoonoses para levar o veículo até o JACB, onde o estadista e a deputada Analice Fernandes inaugurariam alguns milhares de metros de recape asfáltico (Sinceramente, só em Jales para se inaugurar recape!).
O evento aconteceu num sábado e o prefeito, com seu incomparável tino de marqueteiro, julgou que seria uma ótima oportunidade para mostrar ao povo ordeiro do JACB e à deputada tucana como ele é um gênio da administração pública. Tirou-se, então, em meio ao populacho, várias fotos da recuperada e transformada Ipanema e, após isso, ela foi devolvida ao Centro de Zoonoses.
Na segunda-feira, sem conseguir andar e sem nunca ter transportado um único gato ou um cãozinho qualquer, a repaginada Ipanema já estava de volta às oficinas. Não é incrível! O nosso premiado estadista vai passar o seu segundo mandato inteirinho gastando dinheiro público e tentando consertar um veículo que já deveria estar aposentado. É ou não é um gênio?
Post Scriptum:Ao visitar o site oficial da Prefeitura de Jales, agora à noite, deparei-me com uma notícia que propagandeia a adaptação feita na velha Ipanema. Segundo a notícia, o pessoal do Centro de Zoonoses conta, agora, com um veículo para o transporte de cães e gatos. Isso só pode ser piada! Vou repetir: esse veículo não sai das oficinas e, até ontem, não tinha transportado um único animal.
No ano passado, depois de passar por várias oficinas, a Ipanema ficou “estacionada” durante três meses no Centro Automotivo Paulinho Car.
Desconfiados de que a Prefeitura demoraria muito para pagar os consertos, algumas oficinas não toparam mexer na Ipanema. Em novembro do ano passado, sem conserto, ela foi recolhida ao estacionamento do Pronto-Socorro, ao lado das ambulâncias do SAMU.
Depois de algum tempo sumida, a Ipanema reapareceu em grande estilo. Repaginada, ela foi convocada pelo nosso premiado estadista para participar de evento no JACB, com a presença da deputada Analice Fernandes. Mas, é como diz o ditado: “por fora, bela viola; por dentro pão bolorento”. Dois dias após o evento no JACB, ela já estava de volta a uma oficina. Dessa vez, o escolhido foi o Caixote Auto Eletro.
Contando, ninguém vai acreditar, mas já faz mais de quatro anos que a Ipanema cumpre a rotina de perambular por oficinas, sem ser utilizada. Nesta semana, por exemplo, ela estava escondidinha em um cantinho do Marcão Auto Elétrico. Se depender da carocinha do nosso prefeito, os cães e gatos da cidade vão continuar andando a pé por muito tempo.
O prefeito Humberto Parini está pagando R$ 198.642,97 mensais à Oscip ISAMA – Instituto de Saúde e Meio Ambiente, de Santos, presidida pelo petista Francisco Carlos Bernal, o simpático rapaz da foto. O valor corresponde exatamente ao valor do contrato – R$ 1.191.857,82 – dividido por seis meses, que é o tempo de duração do ajuste entre a Prefeitura de Jales e a Oscip.
Segundo me disseram, o valor se refere ao pagamento dos médicos que trabalham nos ESF’s, mas não creio que seja apenas isso. De qualquer forma, fontes bem informadas garantem que o Ministério Público Estadual está de olho nessa parceria petista. Em Fernandópolis, onde também prestou serviços, Bernal está sendo acusado pelo Ministério Público Federal, de improbidade administrativa.
Já está à disposição da população jalesense uma nova ambulância viabilizada através de Emenda Parlamentar do deputado federal, Dr. Eleuses Paiva. O pedido foi feito pelo vereador e atual presidente da Câmara Municipal de Jales, Luiz Henrique Viotto, o Macetão.
Em nome do deputado Eleuses, Macetão entregou a chave da ambulância ao prefeito Humberto Parini na tarde da quarta-feira, dia 30. O veículo será utilizado pela a Secretaria Municipal de Saúde, para melhorar ainda mais o atendimento de urgência e emergência no município.
O veículo, um Fiat Ducato veio equipado com luzes de teto, exaustores, régua tripla para oxigênio, máscara e ponto reserva para respirador ligado ao cilindro de oxigênio, fluxômetro, tomada de ar-comprimido com aparelho para respiração, além de rede de oxigênio e de ar-comprimido embutido.
Para o vereador e presidente da Câmara, Luiz Henrique Viotto, “a nova ambulância será de grande utilidade para a Secretaria da Saúde que utilizará o veículo para o transporte de pacientes que necessitam de conforto e eficiência no serviço em um momento em que estão vulneráveis em função dos problemas de saúde pelos quais estão passando. Quero agradecer, mais uma vez, o empenho do deputado Eleuses Paiva que, prontamente, nos atendeu e se empenhou para viabilizar nosso pedido”.
Nada como um ano eleitoral para amolecer o coração dos políticos. O prefeito Humberto Parini, realizou uma reunião, ontem, para comunicar aos 80 agentes comunitários de saúde de Jales – os mais mal pagos da região – que, a partir deste mês eles estarão recebendo 20% a mais, por conta do adicional de insalubridade.
A bondade do prefeito foi, no entanto, seletiva: segundo consta, os agentes de endemias, que são os responsáveis pelo combate ao mosquito da dengue e também executam tarefas insalubres, teriam ficado de fora do pacote de bondades do nobre alcaide.
E você que está lendo estas mal traçadas linhas seria capaz de adivinhar quem foi convidado para participar da reunião que comunicou a boa nova aos agentes de saúde? Ele mesmo! Luís Especiato, o pré-candidato do PT à sucessão do estadista.
Ao decidir pagar a insalubridade aos 80 agentes de saúde e deixar uma dezena de agentes de endemias de fora, Parini e Especiato podem estar cometendo um erro. Afinal, apesar de serem poucos, os agentes de endemias visitam várias casas diariamente e conversam com muita gente.
Perdoem por voltar ao assunto, mas a reforma da “revitalização”, que o prefeito Parini contratou por R$ 198 mil, está se transformando em um grande mico, tal qual a própria revitalização. Não bastasse a péssima qualidade da obra, tudo o mais que está acontecendo no centro da cidade é uma vergonha e demonstra claramente a incapacidade da administração Parini.
Alguns órgãos de imprensa da nossa cidade tem a mania – por puxa-saquismo ou falta de compromisso com a verdade – de jogar nas costas da assessoria do prefeito, a culpa pelas coisas erradas do governo Parini. Não é bem assim. O prefeito, eu já disse aqui, é centralizador e inoperante. Portanto, a responsabilidade – ou pelo menos a maior parte dela – é do prefeito, sim senhor.
No caso da reforma, à qual se deu o pomposo nome de “reestruturação das obras de revitalização”, o que se nota é o descaso com a cidade. Iniciada há quatro meses, a “reestruturação das obras” é uma piada. A empresa responsável pela reforma trabalha uma semana, desaparece por quinze dias, depois trabalha mais um pouco e desaparece novamente.
E, como a nossa cidade parece ser uma terra de ninguém, a empresa não tem nem mesmo o cuidado de recolher os entulhos que vai deixando pela avenida. E o que é pior: eu não vi, mas me disseram que na reportagem da TV Bandeirantes – paga com o dinheiro dos contribuintes – a famigerada calçada teria sido apresentada como uma das nossas maiores belezas.
Há duas semanas que esse monte de entulho enfeita o canteiro central da Avenida Francisco Jalles.
Esqueçam a Andréa, a moça que está conferindo a vitrine da Mila Cosméticos, e se concentrem na calçada. Há quanto tempo vocês acham que os tijolos e os três pedaços de piso tátil estão abandonados no pé da lixeira? E, reparando bem na calçada, vejam que lindo o mosaico formado com os tijolinhos vermelhos.
Aqui a sujeira foi deixada pela empresa na rua mesmo, bem em frente à J.Mahfuz.
Um atento contribuinte resolveu dar uma mão à administração Parini. Na manhã desta terça-feira, um buraco – quase uma cratera – que enfeitava o asfalto da Avenida Francisco Jalles há várias semanas, amanheceu devidamente tapado. O detalhe é que ele foi tapado com grama, como se pode ver na foto acima.
O buraco não está situado em um lugar qualquer. Ele nasceu e cresceu bem na movimentada rotatória – que a sabedoria popular batizou de Trevo da Vila União – onde se cruzam a Avenida Francisco Jalles e a Avenida Integração, nas proximidades do nosso Pronto-Socorro.
Duas interessantes manchetes chamaram a atenção deste aprendiz de blogueiro, no final de semana. Na Folha Regional, ficamos sabendo que “Pontalinda construirá escola infantil pelo ProInfância“. O Pro-Infância é um programa do governo federal, que está distribuindo creches por todo o país. Jales, que tem um prefeito petista, pediu duas, mas ganhou apenas uma e, ainda assim, foi uma das últimas cidades da região a ganhar a sua.
A outra manchete está na Folha Noroeste: “CDHU inicia construção de 89 casas em Pontalinda“. Enquanto isso, nosso prefeito nem conseguiu, ainda, assinar o convênio para a construção das anunciadas 99 casas populares da CDHU. Na verdade, eram 200 as casas que o deputado Itamar Borges disse ter conseguido para Jales, mas, graças à inoperância do nosso prefeito, elas foram reduzidas a 99. Urânia, nunca é demais repetir, construirá 172 casas. Estrela D’Oeste já entregou 300.
Cito os casos acima, para demonstrar como estamos a pé de prefeito. Como já foi dito várias vezes neste blog, em quase oito anos de governo, o prefeito Humberto Parini conseguiu iniciar e entregar apenas 53 casas populares, apesar de ter prometido 1.000 moradias. E o que é pior: algumas dessas 53 casas foram entregues inacabadas, como é o caso das 04 que, vazias há cinco meses, foram invadidas na semana passada.
Deverá transcorrer morna e sem maiores sobressaltos a sessão da Câmara programada para esta segunda-feira, a partir das 18:30 horas. Na pauta, constam apenas três projetos de lei para serem discutidos e, provavelmente, aprovados.
Os vereadores deverão discutir, ainda, dois pedidos de informação endereçados ao prefeito Parini, sobre a questão das casas populares do conjunto “João Batista Colodetti”. Num dos pedidos, o vereador Rivelino Rodrigues questiona o prefeito sobre o projeto de construção de 120 moradias, interrompido em 2010, após a construção das primeiras 16 casas.
Como se sabe, durante a semana algumas famílias foram à imprensa para dizer que teriam sido enganadas pela Prefeitura, que as teria induzido a assinar a desistência das casas, sem que elas soubessem.
O outro pedido de informação questiona o prefeito sobre as quatro casas invadidas, na semana passada, por famílias de baixa renda. As quatro casas da foto acima foram entregues aos seus respectivos donos em dezembro do ano passado, mas, até alguns dias atrás, permaneciam vazias, já que não contavam com energia elétrica.
O juiz da 2ª Vara Judicial de Jales indeferiu, nesta sexta-feira, o pedido de tutela antecipada solicitada em Ação Declaratória de Anulação de Ato Administrativo, ajuizada pelo ex-servidor municipal Lauro Gonçalves Leite Figueiredo, o impoluto Matogrosso, contra a Prefeitura de Jales.
Como já foi dito, Matogrosso foi demitido do serviço público por – supostamente – ter abandonado o trabalho, conforme Portaria assinada pelo prefeito Humberto Parini em abril deste ano. A demissão foi procedida com data retroativa a maio do ano passado.
Na Ação, Matogrosso alega, entre outras coisas, que o processo disciplinar que levou à sua demissão conteria vícios gravíssimos, pois excedeu o prazo máximo legal. Alegou, também, que a demissão foi nula, porque imposta retroativamente, antes mesmo de ter sido instaurado o processo disciplinar.
Para o juiz, os alegados defeitos do processo administrativo não foram, em princípio, percebidos. O magistrado justificou o indeferimento da liminar, afirmando, entre outras coisas, que o relatório da comissão processante e a portaria da exoneração apresentam fundamentação aparentemente lógica, onde ficou explicada, inclusive, a questão da retroatividade da demissão.
Negado o pedido de liminar, Matogrosso terá que torcer, agora, para que no julgamento do mérito a Justiça tenha um entendimento diferente.