“As mulheres de direita são muito mais bonitas do que as de esquerda. Não mostram o peito na rua e não defecam para protestar […] ou seja, as mulheres de direita são muito mais higiênicas que as da esquerda”.
(Do candidato a deputado federal por São Paulo, Eduardo Bolsonaro, filho do presidenciável Jair)
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, atendendo reclamação da Folha de S.Paulo, acaba de determinar à Justiça Federal do Paraná que cumpra a ordem de liberar as entrevistas do ex-presidente Lula à jornalista Mônica Bergamo.
Em sua nova decisão, que tem 18 páginas, Lewandowski tritura a postura do ministro Luiz Fux, afirmando que o colega se utilizou de expediente jamais registrado na história do Supremo Tribunal Federal para proibir Lula de dar entrevistas. Além disso, Lewandowski levanta suspeitas sobre a tramitação do processo.
Ele mencionou horários e estranhou o fato de Fux ter dado sua decisão do Rio de Janeiro, onde estava. O ministro ressaltou que, já que o presidente e o vice-presidente não estavam em Brasília, o caso deveria ter sido encaminhado ao ministro mais antigo que estivesse na Capital Federal.
Segundo Lewandowski, o Partido Novo – autor do pedido para proibir a entrevista de Lula – não tem legitimidade processual para ajuizar a medida de suspensão de liminar, pois apenas o Ministério Público ou alguma pessoa jurídica de direito privado teriam a legitimidade. Os partidos são pessoas jurídicas de direito privado. Para ele, o pedido do Partido Novo não deveria nem ter sido conhecido.
O ministro registrou, também, que “além da ilegitimidade, o partido político manejou medida processual incabível, que induziu o Supremo Tribunal Federal a erro”. Ele explicou que não havia nenhuma liminar a ser suspensa, já que, na realidade, o que tinha sido julgado era o mérito do caso. Não se tratava, portanto, de deferimento de liminar.
Lewandovski afirma, ainda, que a decisão do ministro Luiz Fux foi proferida como se ele estivesse no exercício da Presidência do STF, quando o presidente Dias Toffoli estava no regular exercício de sua função. Ele ressaltou que a decisão de Fux configura inaceitável e surpreendente ato de censura prévia que a Constituição proíbe.
Lewandovski classificou a decisão de Fux como um “esdrúxulo pronunciamento exarado nas derradeiras horas da última sexta-feira”. Disse mais: “que o pronunciamento do referido ministro, na SUPOSTA qualidade de presidente em exercício do STF, incorreu em vícios gravíssimos.
Eis o fecho da decisão de Lewandovski:
Em face de todo o exposto, reafirmo a autoridade e vigência da decisão que proferi na presente Reclamação para determinar que seja franqueado, incontinenti, ao reclamante e à respectiva equipe técnica, acompanhada dos equipamentos necessários à captação de áudio, vídeo e fotojornalismo, o acesso ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a fim de que possam entrevistá-lo, caso seja de seu interesse, sob pena de configuração de crime de desobediência, com o imediato acionamento do Ministério Público para as providência cabíveis, servindo a presente decisão como mandado.
Conhecido como o “Sinatra francês”, o cantor, compositor e ator Charles Aznavour (nome verdadeiro: Shamour Vaghimagh Aznavourian – ele era filho de armênios) morreu nesta segunda-feira, aos 94 anos. Apesar da idade, ele ainda estava na ativa e, no ano passado, esteve no Brasil.
O principal sucesso de Aznavour foi a lacrimosa “She”. Originalmente chamada de “Tous les visages de l’amour”, essa música foi lançada em 1974 e ganhou, logo em seguida, uma versão em inglês que chegou ao primeiro lugar na lista das mais ouvidas na Inglaterra.
Em 1999, “She” foi regravada pelo britânico Elvis Costello para a trilha sonora do filme “Um lugar chamado Notting Hill” (aqui), estrelado pelo piscante Hugh Grant e a monumental Júlia Roberts.
Charles Aznavour teve várias de suas músicas cantadas por brasileiros. É bem verdade que o time de intérpretes tupiniquins de Aznavour não é lá dos melhores: Agnaldo Timóteo, Paulo Sérgio, Nelson Ned e Wanderley Cardoso, entre outros. Ou seja, a depender desse time, o melhor mesmo é ouvir o “Sinatra francês” no original.
Menos mal que os acima citados não foram os únicos brasileiros a cantar Aznavour. O professor Cauby Peixoto, por exemplo, gravou uma versão de “Avec”, enquanto a refinada Dolores Duran regravou, no francês original, o primeiro grande sucesso do cantor, “Sur ma vie”, de 1953.
Coube a Martinho da Vila convocar Aznavour – cujo repertório tinha como marca o tom nostálgico – para cair na roda de samba. Foi em 2004, quando Martinho gravou “La bohème”, outro sucesso do francês, que, por aqui, chamou-se “Boemia”.
A interpretação de Martinho, ao vivo, está no vídeo abaixo:
A pesquisa BTG Pactual, assim como a XP Investimentos, é feita para orientar os grandes investidores, ou seja, os ricos. A pesquisa é feita por telefone, o que exclui – segundo os especialistas – os 10% mais pobres da população brasileira, onde Lula, aliás Haddad, tem mais votos.
Jair Bolsonaro caiu de 31% para 28% em apenas uma semana, informa pesquisa espontânea BTG Pactual/FSB.
O ex-capitão do Exército também deu uma “fraquejada” na estimulada, oscilando negativamente de 33% para 31%, diz o levantamento divulgado nesta segunda-feira (1º).
A sondagem vê empate técnico em um eventual 2º turno entre Bolsonaro, com 43%, e Haddad, com 42%.
A pesquisa FSB/BTG Pactual está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-05879/2018. O levantamento foi realizado entre os dias 29 e 30 de setembro com 2000 eleitores e a margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Aqui mesmo no blog, alguns bolsominions mandam comentários dizendo que a foto da Cinelândia é do carnaval. Eles acreditam em tudo que lhes chega pelo whatsapp! A notícia é do Pragmatismo Político:
Inconformados com o sucesso do ato histórico que levou milhões de mulheres às ruas do Brasil neste sábado (29), no protesto intitulado #EleNão, seguidores de Jair Bolsonaro foram instruídos a tentar amenizar os efeitos das manifestações.
Os fãs do capitão da reserva estão espalhando a informação falsa de que as imagens registradas ontem no Largo da Batata, em São Paulo, são do Carnaval de 2017.
Como se vivessem em um universo à parte, essas pessoas contestam todos os vídeos e fotos captados por veículos da grande mídia, da imprensa internacional e da mídia alternativa.
Essa espécie de ‘contra-ataque’ é amparada por bots (robôs virtuais), programados para escrever as mesmas frases em centenas de postagens nas redes sociais.
Sobre as imagens feitas do Rio de Janeiro e no resto do Brasil, o argumento é o mesmo: “Essa foto é do carnaval de rua!”, bradam os eleitores do candidato do PSL e os robôs virtuais.
A manifestação contra o fascismo brasileiro e contra o candidato fascista ganhou destaque no mundo inteiro. As imagens do Largo da Batata em São Paulo e da Cinelândia, no Rio, estamparam manchetes em toda a imprensa internacional, com destaque para o jornal francês Le Monde e o britânico Financial Times. A manchete do Le Monde foi “No Brasil, mulheres na rua dizem ‘jamais’ ao candidato da extrema direita”.
Segundo a coluna do jornalista Nelson de Sá no jornal Folha de S. Paulo, a cobertura da manifestação se alastrou também pelas mídias americanas e de língua inglesa: “a cobertura dos protestos avançou por jornais como Los Angeles Times, revistas como a alemã Stern e sites como o americano BuzzFeed, entre inúmeros outros. Também motivou entradas ao vivo por cadeias de rádio como a NPR, nos Estados Unidos, ou de televisão como a BBC, no Reino Unido”.
E até sites mais conservadores deram destaque a um movimento que extrapola o progressismo e adentra o território da defesa dos direitos humanos: “sites mais conservadores como o agregador Drudge Report só foram entrar na cobertura no final de domingo, falando em “atos eleitorais maciços” contra e também a favor do candidato, o que seria mais um ‘sinal de divisões profundas no Brasil’.”
O juiz em questão é muito chegado à família Bolsonaro, como se pode notar na foto acima, e pretendia “melar” a eleição. A ideia era colocar as urnas sob suspeita e criar o ambiente para que o resultado da eleição fosse questionado, mas seus planos foram descobertos a tempo.
Em nota, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) afirmou que repudia “qualquer comportamento violador da institucionalidade e das liberdades democráticas”, e que o juiz Eduardo Rocha Cubas, afastado por planejar mandar recolher urnas antes da eleição, não é associado da entidade.
O magistrado acusado é do Juizado Especial Federal Cível de Formosa (GO) e presidente da União Nacional dos Juízes Federais (Unajuf), que, segundo a Ajufe, não “representa e não fala pela magistratura federal brasileira” e tem um número “inexpressivo” de associados.
“A Ajufe, única entidade que representa nacionalmente a magistratura federal, acredita na atuação isenta e equilibrada do Conselho Nacional de Justiça para solucionar esse caso isolado que envolve um juiz federal”, afirmou a associação.
Na sexta-feira (28/9), o CNJ tomou medidas cautelares para evitar que Eduardo Cubas prejudicasse a eleição no dia 7 de outubro atendendo a pedido da Advocacia-Geral da União após condutas suspeitas. Segundo a AGU, o magistrado tinha planos de conceder uma liminar na sexta-feira anterior ao pleito para determinar que o Exército recolhesse urnas eletrônicas.
Uma grande carreata com centenas de veículos desfilou pelas avenidas João Amadeu e Francisco Jalles, seguindo pelos bairros da cidade, na manhã deste domingo, dia 30 de setembro, em apoio à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) para presidente da República.
A carreata foi coordenada por Weber Kitayama que contou com o apoio de um grupo formado por mais sete pessoas que se mobilizaram pelas redes sociais e programaram a carreata como forma de manifestar o apoio ao candidato.
Weber disse que percebeu que outras cidades da região estavam fazendo suas mobilizações e ele resolveu arregaçar as mangas para promover a carreata, contando com apoio de empresários, policiais, estudantes e outros segmentos.
Outro organizador da carreata foi José Dionísio, o Zezão, que disse apoiar a carreata para mudar o Brasil, pois do jeito que está não dá mais para continuar e Jales não poderia ficar fora dessa manifestação.
Zezão lembrou que além dos carros, muitos motoqueiros também foram convidados e resolveram participar.
A concentração começou por volta das nove horas, na Avenida João Amadeu, depois do viaduto da Rodovia Euclides da Cunha, com um grupo enchendo balões e outras cuidando da organização dos veículos, até a saída, pouco depois das dez horas.
A foto acima é da passeata #EleNão, realizada ontem em São Paulo, contra o candidato Bolsonaro. Mas teve também quem se manifestasse a favor dele. O #EleSim foi realizado ontem em frente ao estádio do Pacaembu e reuniu o Alexandre Frota, o pastor Malafaia, a Joyce Hasselman, a Janaína Paschoal, o Felipe Melo e mais meia centena de pessoas. A única imagem que achei do #EleSim foi esta:
O Rio de Janeiro teve duas manifestações ontem. Uma delas, a da #EleNão, foi na Cinelândia, como mostra a foto acima. E a manifestação favorável a Bolsonaro, a #EleSim, ocorreu em Copacabana, foto abaixo.