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PREFEITURA CANCELA LICITAÇÃO PARA COMPRA DE NOVO EQUIPAMENTO DE RAIO-X QUE SERIA UTILIZADO NA UPA
O meu amigo Camarada Martini (ao lado), presidente do Conselho Municipal de Saúde, não irá gostar da novidade.
A Prefeitura de Jales publicou ontem, 22, a revogação do pregão eletrônico iniciado em outubro de 2021, cujo objetivo era a aquisição de um moderno equipamento digital de Raio-X para atender aos usuários da nossa Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
O aparelho de Raio-X utilizado atualmente na UPA, do tipo analógico, tem mais de 20 anos de uso e apresenta problemas frequentemente. Ele foi comprado durante a administração do falecido ex-prefeito Rato, com recursos destinados pelo então deputado federal Luciano Zica (PT).
A Prefeitura não deu explicações sobre os motivos para a revogação do pregão e tampouco esclareceu se irá abrir uma nova licitação para comprar o equipamento. Tudo indica, porém, que a revogação tenha sido causada por algumas empresas que participaram do certame e, inconformadas com o resultado, vem apresentando recursos contra decisões da Comissão de Licitação.
O Camarada Martini, que acompanha o dia-a-dia da UPA e sabe das dificuldades com o Raio-X, tem se empenhado há muito tempo para a compra de um novo equipamento, cujo valor foi estimado pela Prefeitura em cerca de R$ 360 mil.
Martini inclusive intermediou contatos da Prefeitura com os promotores Claiton Luís da Silva e Horival Marques de Freitas Júnior que, igualmente preocupados com a situação do Raio-X utilizado na UPA, se dispuseram a fazer gestões para que o dinheiro devolvido por uma médica aos cofres públicos – cerca de R$ 320 mil – fosse disponibilizado para a aquisição do novo aparelho.
FRASE
“O Lula é um encosto pra mim. A gente pensa que acabou e ele renasce, vem de novo, não cansa, não para. Esse cara não é deste mundo, ele tem alguma força sobrenatural, não é possível”.
(Do ex-ministro bolsonarista Abraham Weintraub, inconformado com os números de Lula nas pesquisas, em entrevista à Rádio Bandeirantes)
COM AMIGOS COMO O “JACARÉ”, BOLSONARO NEM PRECISA DE INIMIGOS
Da coluna do Ricardo Noblat, no portal Metrópoles:
Há mais coisas por trás da história contada à Veja pelo amigo Zero Zero do presidente Jair Bolsonaro, o ex-militar Waldir Ferraz, vulgo Jacaré, do que possa supor a vã filosofia.
Ferraz disse que a advogada Ana Cristina Valle, ex-mulher do capitão, foi quem montou e gerenciou o esquema das rachadinhas nos gabinetes da família Bolsonaro.
Só depois de eleito presidente, foi que Bolsonaro descobriu o que acontecera por quase 30 anos no seu e nos gabinetes dos seus filhos Flávio, o Zero Um, e Carlos, o Zero Dois.
Desde então, Bolsonaro vem sendo chantageado por Ana Cristina, mãe do seu quarto filho, Jair Renan, usado por ela para tomar dinheiro de empresários interessados em negócios com o governo.
Bolsonaro, segundo Ferraz, vive “na corda bamba” e tem convicção de que ninguém acreditará que ele e os filhos não sabiam de nada do que ocorria dentro de seus respectivos gabinetes.
“Quem assinava era ele. Ele vai dizer que não sabe? É batom na cueca. Como é que você vai explicar? Ele está administrando. Não tem muito o que fazer”, reconheceu Ferraz.
Digamos que ele tenha dito a verdade à revista, nada mais do que a verdade, movido pela boa intenção de ajudar o presidente que o condecorou duas vezes e com quem fala quase todo dia.
Dá para acreditar que Ferraz seja tão ingênuo a ponto de imaginar que ajudaria seu amigo em ano eleitoral contando o que Bolsonaro sempre preferiu esconder?
Ferraz, que trabalhou no gabinete de Bolsonaro na Câmara na época em que Ana Cristina estava por lá, jamais se deu conta de que ela subtraía parte dos salários pagos aos funcionários?
Só soube, como Bolsonaro, também no final de 2018? E por que Bolsonaro não pediu à Polícia Federal para que investigasse o que se passara durante tanto tempo ao alcance dos seus olhos?
Uma vez chantageado pela ex-mulher, por que não a denunciou às autoridades competentes? E por que quando o caso da rachadinha tornou-se público ele negou sua existência e nega até hoje?
Ao jornal O Globo, que o procurou tão logo a reportagem da Veja começou a circular, Ferraz desmentiu que tivesse dito o que lhe fora atribuído. Então a revista divulgou os áudios da entrevista.
À TV Globo, Ferraz disse que a conversa que teve com a ‘Veja’ quando perguntado sobre rachadinha era em off, quer dizer: mediante a condição de não ser identificado.
Em seguida, negou que tivesse conhecimento de qualquer esquema de rachadinha, pois quando Ana Cristina surgiu na vida de Bolsonaro ele saiu do gabinete.
A Evandro Èboli, repórter do Blog do Noblat, Ferraz repetiu que tudo que disse à Veja baseou-se apenas em informações publicadas pela imprensa ao longo dos últimos anos.
Bolsonaro, furioso, telefonou a Ferraz e orientou-o a desmentir o que declarara, e ele obedeceu. Sabe o quanto esse assunto provoca fissuras em sua imagem, e nas dos seus filhos.
O presidente que se elegeu prometendo combater a corrupção é suspeito de desvio de recursos públicos, o que configura crime de peculato.
PESQUISA: 56% DOS ELEITORES DIZEM QUE NÃO VOTAM EM BOLSONARO NEM QUE A VACA TUSSA
Mais da metade dos eleitores brasileiros (56%) afirma que não votaria “de jeito nenhum” em Jair Bolsonaro (PL), mostra pesquisa PoderData realizada de 16 a 18 de janeiro. A taxa de rejeição se manteve estável em relação ao levantamento de dezembro de 2021, quando 60% disseram rejeitar o voto no presidente, considerando-se a margem de erro de 2 pontos percentuais.
Hoje, Bolsonaro empata tecnicamente em rejeição com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), pré-candidato à presidência com a maior taxa de negação de votos: 59%.
Já o ex-juiz Sérgio Moro – o herói que quebrou empresas e acabou com milhões de empregos – é rejeitado por 51% dos entrevistados, quase empatado com Ciro Gomes (50%) O ex-presidente Lula (PT) é o menos rejeitado, com 38%.
Para medir o potencial de votos e rejeição, o PoderData perguntou aos entrevistados sobre cada um dos pré-candidatos, individualmente – se consideram que ele é o “único em quem votaria”, se “poderia votar nele” ou se não votaria nele “de jeito nenhum”.
Pelo menos 39% entrevistados disseram que Lula é o único em que votariam, enquanto outros 16% disseram que poderiam votar no petista, o que dá a Lula um potencial de voto de 55%.
Bolsonaro, o segundo colocado, é o único em que 26% dos entrevistados votariam, enquanto outros 12% poderiam votar nele. Somando as duas opções, o potencial de voto de Bolsonaro bateu em 38%, ou 17 pontos abaixo de Lula.
Outro dado interessante apurado pela pesquisa mostra que 22% dos eleitores que votaram no Bozo em 2018 consideram o governo dele “ruim” ou “péssimo”. Ou seja, quase 13 milhões de pessoas que votaram no atual presidente não deverão repetir a dose.
OITO ANOS DA MORTE DE CONSTANTINO MENDES, O COMPOSITOR JALESENSE QUE COLOCOU APARECIDA DO TABOADO NO MAPA MUNDIAL
A música não é feita só de Elis Regina e Elza Soares, as artistas mais comentadas durante esta semana, infelizmente por motivos tristes. E por motivos igualmente tristes, hoje é dia de lembrar o compositor jalesense Constantino Mendes.
Afinal, nesta data, está completando oito anos que Constantino morreu, aos 57 anos, em consequência de problemas cardíacos. Moço simples, que eu encontrava de vez em quando pelas ruas de Jales, Constantino talvez seja o único jalesense citado no dicionário Cravo Albin, a enciclopédia da música brasileira.
O violonista Glauber Seixas, filho do jalesense Luiz Carlos Seixas, é outro que, apesar de ainda jovem, já está entre os verbetes do dicionário Cravo Albin. Glauber, porém, nasceu em Ourinhos, de onde partiu para o Rio de Janeiro, com o violão e a coragem, para mostrar seu talento. Ele já tocou inclusive com Elza Soares.
Voltando ao Constantino, ele foi o responsável por tornar o nome de Aparecida do Taboado(MS) conhecido no Brasil e na América Latina, através de uma composição sua – “60 Dias Apaixonado” – em parceria com o mineiro Darcy Rossi, lançada em 1979 pela dupla Chitãozinho e Xororó.
A amigos, Constantino dizia que a musica estava praticamente pronta quando, por exigência da gravadora, foi repassada a Darcy Rossi (o autor de “Fio de Cabelo”), que acabou sendo incluído como parceiro. No documentário “Nesses Versos”, Chitãozinho conta que a música foi encomendada a Constantino, numa época em que a dupla fazia muitos shows aqui na nossa região.
Chitãozinho, por sinal, foi parceiro de Constantino em outra música – “Amor Proibido” – gravada pelos irmãos paranaenses no LP “Amante”, de 1984. Constantino compôs mais de 300 músicas, algumas delas gravadas por diversas duplas.
Regravada por artistas como Milionário e José Rico, Irmãs Castro e Michel Teló, o chamamé – um ritmo que muita gente supõe ser originário do pantanal mato-grossense, mas, cuja origem é a Argentina – “60 Dias Apaixonado” é considerado um segundo hino de Aparecida do Taboado.
No vídeo abaixo, “60 Dias Apaixonado”, a música escrita por um jalesense que colocou Aparecida do Taboado no mapa mundial, é interpretada por Chitãozinho e Xororó, com participação de Maiara e Maraísa:
A TRIBUNA: RIVELINO DEFENDE LUÍS HENRIQUE E DIZ QUE NÃO HÁ NENHUM ABSURDO NA COBRANÇA DAS TAXAS DE LIXO
No jornal A Tribuna deste final de semana, o principal destaque é a situação vivenciada pela UPA de Jales durante a semana, por conta da variante Ômicron. Relatos dão conta de que todos os pacientes que buscam atendimento na Santa Casa, inclusive segurados de planos de saúde privados, estão sendo recusados e enviados para a UPA. O jornal ressalta que vários funcionários da UPA estão afastados por terem se contaminado pelo coronavírus, o que está complicando a capacidade de atendimento da unidade, mas, mesmo assim, pelo menos 310 pessoas foram atendidas diariamente, em média, nos últimos dias.
Destaque, igualmente, para a defesa que o vereador Rivelino Rodrigues(PP) fez das taxas criadas pelo prefeito Luís Henrique Moreira(PSDB) e aprovadas pela Câmara, as quais provocaram aumentos expressivos nos carnês do IPTU e causaram indignação entre os contribuintes. Segundo Rivelino, 67% dos imóveis de Jales pagarão menos de R$ 2,00 por m² referente às citadas taxas, enquanto os outros 33% terão que pagar taxas superiores a R$ 2,00 por metro quadrado de área construída. Para o vereador, “não existe nenhum tipo de absurdo nessa cobrança e, se compararmos com outros municípios, veremos que não há uma diferença muito grande”.
As informações sobre o incêndio que atingiu parte do prédio da Secretaria Municipal de Educação, na avenida “Francisco Jalles”; o orgulho dos pais do garoto Erick Barrivieira, que foi a primeira criança vacinada contra a covid em Jales; a entrega de R$ 50 mil em vale-compras aos ganhadores da promoção Natal 2021, patrocinada pela ACIJ; as justificativas do prefeito Luís Henrique, que postou vídeo nas redes sociais para responder as críticas causadas pelos carnês do IPTU; e a atuação proativa da Polícia Civil de Jales, que prendeu mais dois traficantes flagrados com grande quantidade de cocaína, são outros assuntos de A Tribuna.
Na coluna Enfoque, informação dando conta de que o Ministério Público de Jales instaurou um inquérito para investigar a atuação da empresa Carvalho e Garcia Empreendimentos, que está sob suspeita de causar prejuízos à Prefeitura de Jales. A Carvalho e Garcia, de Votuporanga, foi contratada para realizar algumas obras no Parque das Flores, mas abandonou os serviços pela metade. Curiosamente, a empresa – que chegou a receber R$ 507,7 mil pela realização de parte das obras – também teria sofrido prejuízos. Pelo menos é o que dá a entender a ação de cobrança ajuizada pela empresa no Fórum de Jales, pleiteando o recebimento de R$ 110 mil referentes a uma nota fiscal que não teria sido paga pela Prefeitura.
JUSTIÇA LIBERA NOVOS FINANCIAMENTOS ESTUDANTIS NA UNIVERSIDADE BRASIL, EM FERNANDÓPOLIS
A notícia é do Diário da Região:
A Justiça Federal de Jales julgou improcedente os pedidos do Ministério Público Federal (MPF) para suspensão de financiamentos estudantis feitos pela Universidade Brasil, câmpus em Fernandópolis.
Com a decisão, a universidade, que foi alvo de investigação da Polícia Federal e do MPF durante a Operação Vagatomia, fica liberada a firmar contratos com programas como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade para Todos (Prouni). Em nota, a universidade ressalta que a sentença “gera tranquilidade”.
No documento, o juiz federal Roberto Lima Campelo considerou que as provas apresentadas pelo MPF não levaram à conclusão de que a fraude ocorreu em todos os cursos da Universidade Brasil.
“De mais a mais, no curso desta ação, o Ministério Público Federal não comprovou que todos os contratos de Fies e Prouni realizados no Campus Fernandópolis foram realizados mediante fraude, mas apenas alguns casos por amostragem. Nesse sentido, a suspensão total de novos financiamentos se manifesta desproporcional, posto que afetará uma faculdade inteira por conta de alguns casos”, escreveu o juiz na sentença.
Segundo a decisão, o MPF não demonstrou se nos dias atuais as irregularidades apontadas na ação inicial ainda se perpetuam.
Em nota publicada nas redes sociais, a Universidade Brasil afirma que a sentença da Justiça é recebida pela instituição “com muita serenidade e respeito pelo papel do Poder Judiciário” e diz que a decisão “confirma a importância e a função social que uma Instituição de Ensino possui não só para a comunidade acadêmica, mas para a sociedade em geral, de modo que deve ser preservada”.
“Agradecemos a confiança de toda a nossa comunidade acadêmica e seguiremos trabalhando para contribuir com o desenvolvimento coletivo”, afirma Felipe Sigollo, reitor da Universidade Brasil, no texto.
Operação Vagatomia:
A Operação Vagatomia investigou fraudes no Fies, Prouni e no exame Revalida, na Universidade Brasil. Na época, a operação prendeu vários integrantes da cúpula da instituição de ensino.
Segundo PF, uma denúncia feita no início de 2019 apontava crimes e irregularidades que estariam ocorrendo no curso de medicina em Fernandópolis. As vagas para ingresso, transferência e financiamentos do Fies para o curso de medicina seriam negociadas por até R$ 120 mil por aluno.
Entre estes alunos, que teriam comprado vagas e financiamentos, estavam filhos de fazendeiros, servidores públicos, políticos, empresários e amigos dos donos da universidade. Com o crescimento do número alunos de medicina no campus em Fernandópolis, a qualidade dos estudos teria sido prejudicada, o que motivou a denúncia ao MPF.






