JORNAL DE JALES: SEM REFORMA DA PREVIDÊNCIA, DÍVIDA DA PREFEITURA COM INSTITUTO SE TORNARÁ IMPAGÁVEL, DIZ SECRETÁRIO
Eis a capa do Jornal de Jales deste domingo, gentilmente enviada pelo corintianíssimo Brasilino Pires – que, por sinal, me fez uma visita na quinta-feira – cuja principal manchete destaca o espetáculo musical “Beatles in Concert”, realizado na quarta-feira, 08, no Teatro Municipal. Protagonizado pela Orquestra Sinfônica de Jales, regida pelo maestro Edvaldo de Paula, o evento teve a participação de alunos e professores da EDEM Musical, da Dominus Centro Musical e da escola de danças New Corpus. O espetáculo “Beatles in Concert” passou em revista o repertório do mais famoso grupo musical da história.
Destaque, igualmente, para a indigitada reforma da previdência municipal, que começou a ser discutida em uma audiência pública realizada também na quinta-feira e, segundo o jornal, está longe de ser aprovada. Na citada audiência, o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, José Luiz Francisco, disse que irá apresentar várias emendas, com o objetivo de reduzir o prejuízo que a reforma causará aos funcionários municipais. Já o secretário de Fazenda, Ademir Maschio, disse que o projeto apenas ameniza a situação, pois, se não houver uma alteração no modelo, a dívida da Prefeitura com o Instituto de Previdência será impagável.
A reeleição do provedor da Santa Casa, Carlos Toshiro Sakashita, para mais um mandato de dois anos; o trem iluminado da Rumo, que levou centenas de pessoas à Estação Ferroviária para saudar o Papai Noel; os vinte anos da Polícia Federal em Jales; a atuação da Polícia Civil, que interceptou o envio de 180 comprimidos de ecstasy pelo Correio; o torneio de basquete master realizado no Clube do Ipê; e o lançamento da pré-candidatura da cientista política jalesense Carla Ayres – atualmente, vereadora em Florianópolis – ao cargo de deputada federal pelo estado de Santa Catarina, são outros assuntos do JJ.
Na coluna Fique Sabendo, o jornalista Deonel Rosa Júnior informa que a deputada estadual Analice Fernandes (PSDB) deu um rasante por Jales na semana passada e aproveitou para cumprimentar o Papai Noel que habita a Praça do Jacaré. E já que estava falando em Analice, Deonel comentou que a deputada está apostando algumas de suas fichas no apoio do prefeito Luís Henrique Moreira nas eleições de 2022, quando ela tentará mais um mandato. O colunista diz que, segundo comentários de bastidores, Luís Henrique já teria até escalado alguns de seus assessores – José Ângelo Vieira, Reginaldo Viotta e Tião Castanheira, entre eles – para reforçar o time que irá trabalhar pela reeleição de Analice.
BETH CARVALHO – “FOLHAS SECAS”
O mundo da música está cheio de coincidências, algumas desagradáveis, outras nem tanto. Em 2005, por exemplo, rolou um tititi por conta de uma música do irlandês Damien Rice (“The Blower’s Daughter”, tema do filme Closer), vertida e gravada quase que simultaneamente nos álbuns lançados naquele ano pela baiana Simone e pela mineira Ana Carolina.
No caso de Simone, a música foi vertida pela Zélia Duncan e recebeu o nome de “Então Me Diz”. Já no disco da Ana Carolina, a versão, batizada “É Isso Aí”, foi feita por ela mesma e cantada em dueto com Seu Jorge.
As letras e as interpretações são bem diferentes, mas ambas são muito bonitas, sendo que a de Ana Carolina fez mais sucesso, não obstante a versão de
Simone tivesse embalado os encontros e desencontros do casal Júlia (Glória Pires) e André (Marcello Antony), na novela Belíssima.
No caso de Elis Regina e Beth Carvalho, no entanto, não houve nenhuma coincidência na gravação simultânea do samba “Folhas Secas”, de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, lançado ao mesmo tempo pelas duas cantoras, em 1973. O fato gerou um estremecimento entre as duas cantoras e Beth nunca mais conversou com Elis.
O samba foi entregue por Nelson para Beth Carvalho gravá-lo no disco “Canto por um novo dia”, mas um espião o mostrou para Elis, que pressentiu ali o nascimento de um clássico e tratou de incluí-lo em seu disco. Até algum tempo atrás, o principal suspeito era o maestro César Camargo Mariano, que era casado com Elis e foi o responsável pelos arranjos do disco de Beth.
Notícias da época davam conta de que Beth, assim que soube da gravação de Elis, procurou César Camargo Mariano para esclarecer o assunto e o maestro teria negado de pés juntos ter sido ele o espião que passou o samba para Elis. E tudo indica que não foi mesmo!
Recentemente, o violonista e compositor Roberto Menescal – um dos pioneiros da Bossa Nova – confirmou a versão contada na biografia Elis – Nada será como antes (2015), do jornalista Júlio Maria, dando conta de que foi ele quem mostrou “Folhas Secas” para Elis Regina.
Em outro livro – “Canto de rainhas”, do jornalista Leonardo Bruno – Menescal dá um depoimento onde assume a responsabilidade pelo imbroglio que fez Beth Carvalho ficar magoada com Elis. As duas cantoras, por falecidas, já não poderão reatar a amizade, pelo menos neste plano, mas a revelação de Menescal livra Elis da acusação de falta de ética e afasta as suspeitas que recaíam sobre César Camargo, o pai da Maria Rita.
A versão mais bonita? Ambas são muito boas e merecem muito respeito, mas, entre a versão de Elis e a de Beth Carvalho, eu fico com a de Gal Costa, gravada no álbum “Todas as coisas e eu”, de 2004, que é de se ouvir rezando. No vídeo, porém, quem canta é a Beth Carvalho:
EX-VEREADOR LUÍS ESPECIATO VAI AO MINISTÉRIO PÚBLICO CONTRA LEI QUE CRIOU TRÊS NOVOS TRIBUTOS EM JALES
O ex-vereador Luís Especiato protocolou no Fórum local uma representação endereçada ao Ministério Público contra a Lei Complementar nº 350, aprovada pela Câmara em agosto deste ano. A lei 350 é aquela que foi votada a toque de caixa, sem nenhuma discussão, criando três novas taxas para os contribuintes jalesenses pagarem junto com o IPTU.
O objetivo de Especiato é que o Ministério Público faça uma apuração sobre a aprovação da lei e, se for o caso, proponha uma Ação Direta de Inconstitucionalidade. Para Especiato, a lei contém vícios de tramitação legislativa. E o que seriam os tais vícios?
Vou tentar resumir: todo projeto de lei complementar precisa ser aprovado em duas votações, com um intervalo de 10 dias entre a primeira votação e a segunda.
No caso da Lei Complementar nº 350, a primeira votação ocorreu na sessão do dia 02 de agosto, ocasião em que os vereadores Hilton Marques(PT) e Carol Amador(MDB) ainda tentaram adiar a votação para que o assunto fosse melhor discutido, mas a bancada do prefeito, feito rolo compressor, passou por cima dos pedidos dos dois vereadores.
A segunda votação ocorreu no dia 13 de agosto, em uma sessão extraordinária marcada às pressas e realizada de forma remota. Para Especiato, teria ocorrido uma sessão “fantasma”, já que ela não foi transmitida pelo site da Câmara e tampouco foi gravada.
Na opinião do ex-vereador, a segunda votação não existiu e, assim sendo, o projeto não poderia ter se tornado lei. Para corroborar sua opinião, Especiato juntou declarações dos vereadores Elder Mansueli, Hilton Marques e Carol Amador, onde eles afirmam que não lhes foi enviado o link para participação na sessão, o que era necessário para que pudessem votar.
Na representação, que tem 18 páginas, Especiato argumenta ainda que, por se tratar de um assunto relevante, a Câmara Municipal deveria ter realizado audiências públicas, como prevê o regimento interno do Legislativo e como está ocorrendo agora com a discussão sobre a reforma da previdência municipal.
Ele citou como exemplo o caso de Votuporanga, onde o mesmo assunto (taxa do lixo) mereceu ampla discussão com a sociedade, com a realização de audiência pública na Câmara de Vereadores.
Com a palavra, o Ministério Público!
A TRIBUNA: DEPOIS DE PERDER O 14o SALÁRIO, APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO IMPSJ DEVERÃO FICAR SEM O AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO
No jornal A Tribuna deste final de semana, destaque para o julgamento de um recurso do ex-prefeito Flá Prandi no Tribunal de Contas do Estado (TCE). De acordo com a notícia, o ex-prefeito Flávio Prandi Franco (DEM) sofreu mais uma dura derrota no TCE, nesta semana. Um recurso interposto por sua defesa contra a rejeição das contas municipais de 2018 foi negado por 4 a 3. O voto de minerva foi da presidente do TCE, conselheira Cristiana de Castro Moraes, que foi dura em suas considerações e levou em conta as irregularidades descobertas pela Polícia Federal na operação “Farra no Tesouro”. Além de Cristiana, votaram contra o recurso de Flá os conselheiros Dimas Ramalho, Sidney Beraldo e Edgard Camargo.
Destaque, igualmente, para mais uma premiação recebida por Jales neste ano em que a cidade já foi eleita a capital nacional da mobilidade urbana. Dessa vez, Jales ficou em 8º lugar – o que não é pouco – entre os 410 municípios paulistas que concorreram ao prêmio “Município Agro”, o que rendeu um cheque de R$ 100 mil entregue ao prefeito Luís Henrique Moreira. O prefeito esteve na solenidade de apresentação e premiação, que aconteceu na terça-feira, 07, no Palácio dos Bandeirantes, com a presença ilustre do governador do estado, João Dória.
O início do recapeamento de ruas e avenidas da cidade, que, segundo a Secretaria de Obras, deverá recuperar 15.000m² de asfalto; a normalização da situação do Lar dos Velhinhos, depois do surto de covid que atingiu idosos e funcionários da entidade; o alerta da Vigilância Sanitária quanto à prevenção e ao combate ao mosquito da dengue; a denúncia do vereador Hilton Marques(PT) sobre possível extração irregular de águas em Jales; o pleito do vereador Bruno de Paula(PSDB), que está pedindo a reforma da quadra do bairro “Dercílio Carvalho”; e a permanência do comerciante Toshiro Sakashita na provedoria da Santa Casa de Jales por mais dois anos, são outros assuntos de A Tribuna.
Na coluna Enfoque, escrita por este aprendiz de blogueiro, destaque para o recado do presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, que aproveitou a audiência pública realizada pelo Instituto de Previdência na quinta-feira, 09, para avisar aos aposentados e pensionistas do órgão que eles deverão ficar sem o auxílio-alimentação em breve. Zé Luiz explicou que, assim como o 14º salário, o auxílio pago mensalmente aos inativos, já foi julgado inconstitucional em alguns municípios da região e, no caso de Jales, já foi apontado como irregular pelo Tribunal de Contas do Estado. O auxílio-alimentação significa uma ajuda mensal de R$ 400,00, para cada aposentado ou pensionista.
NATAL: OAB JALES ARRECADA BRINQUEDOS PARA FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE
Da Secretaria Municipal de Comunicação:
A solidariedade marcou o encerramento do ciclo de mandato da Diretoria da 63ª Subseção da OAB de Jales que promoveu a Campanha “Doutor Guilherme Mendes Campos – Natal Solidário Faça uma Criança Feliz”, em prol às crianças carentes do município.
A campanha solidária arrecadou centenas de brinquedos que foram doados ao Fundo Social de Solidariedade, Projeto Sacra e à APAE. Estiveram presentes na solenidade de entrega, além dos diretores da OAB Jales e funcionários, membros da advocacia que eram amigos do Dr. Guilherme Campos, familiares, a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Alziane Rossafa Moreira e os representantes do Projeto Sacra e APAE.
Segundo o presidente, Dr. Marlon Livramento, a campanha tinha três intuitos. “Primeiro, despertar a solidariedade entre nós da Advocacia, segundo, deixar cravado no coração de todos a lembrança do nosso amigo Dr. Guilherme Campos, que foi presidente da Comissão de Ação Social da OAB Jales nas duas gestões em que fui presidente e terceiro, a valorização da classe de advogados para com a sociedade, mostrar que somos solidários e preocupados em querer fazer um mundo melhor”.
O presidente destacou a importância da família Mendes Campos no envolvimento da campanha, relatando que o sucesso ocorreu por causa do nome e da ajuda da família. “Outro fato que ajudou muito, também, foi o envolvimento dos funcionários da OAB de Jales, que se dedicaram de corpo e alma”, destacou.
Familiares do homenageado Guilherme Campos também agradeceram a todos os envolvidos. “Agradecemos, de coração, a todos que colaboraram com a campanha OAB de Jales “Natal Solidário – Faça uma Criança Feliz“ para que cerca de 500 crianças recebam um sonho de Natal. E também a toda equipe da OAB que homenageou nosso amado Dr. Guilherme Campos dando sequência a este projeto que era tão a cara dele, não medindo esforços para que seu nome ficasse marcado na advocacia jalesense”, relatou o irmão Nelson de Campos Neto.
A primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Alziane Rossafa Moreira também agradeceu a solidariedade da diretoria da OAB Jales e a todos que colaboraram e abraçaram a causa em favor das crianças carentes do município: “Meu muito obrigada a todos que participaram deste projeto solidário que, com certeza, fará o Natal de centenas de crianças mais feliz”, ressaltou.
ARTIGO – “O QUE MUDOU DESDE O MILÉSIMO GOL DE PELÉ?”
O texto é do advogado Gustavo Alves Balbino, mestre em Ciências Ambientais:
Ficou famosa a foto acima do menino Gabriel, no lixão de Pinheiro, no Maranhão. Com apenas 12 anos, o Gabriel estava no local, junto com a mãe, recolhendo recicláveis, para ter uma vida mais digna (se é que é possível).
Muitos podem pensar: em Jales o cenário é diferente! Será mesmo?
A outra foto (ao lado) revela o contrário: uma mulher, carregando um carrinho de bebê, na companhia de uma criança – menor que o Gabriel. A mulher recolhia resíduos recicláveis dos lixos que estavam no chão, prontos para serem apanhados pela empresa de lixo doméstico (Conservita Gestão e Serviços Ambientais, de Andradina).
A criança chorava, por alguma razão. Possivelmente por não querer estar ali.
A mulher poderia fazer o mesmo serviço, mas na Cooperativa de Recicláveis de Jales ou na empresa Ecosul Sustentabilidade e Saneamento Ambiental, de Porto Alegre, vencedora da licitação aberta para contratação de empresas para realização de serviços de limpeza na cidade. Ou até mesmo em outro emprego.
Já o menino, poderia estar em uma creche, onde seria capacitado para um futuro diferente do da mulher.
Refletindo sobre a foto do Maranhão e a outra, de Jales, do estado mais desenvolvido do Brasil (São Paulo), a conclusão é uma: erramos e continuamos a errar no tratamento com as crianças, desde o gol mil do Pelé.
Lembrando: em 19 de novembro de 1969, Edson Arantes do Nascimento, do Santos F. C., ao comemorar seu milésimo gol sobre o Vasco, em um Maracanã lotado, fez o seguinte discurso, ao mar de repórteres que se formou:
“Pelo amor de Deus, olha o Natal das crianças, olha Natal das pessoas pobres, dos velhinhos cegos. Tem tantas instituições de caridade por aí. Pelo amor de Deus, vamos pensar nessas pessoas. Não vamos pensar só em festa. Ouça o que eu estou falando. É um apelo, pelo amor de Deus. Muito obrigado”.
De 1969 para cá, pouco mudou. Lamento!







