STF MANTÉM DECISÃO QUE DEU A LULA ACESSO A MENSAGENS DA LAVA JATO
O Jornal Nacional, da Globo, não falou um “a” sobre o voto duríssimo do ministro Gilmar Mendes. E o asqueroso ex-urubólogo Alexandre Garcia, sempre pronto a comentar as derrotas de Lula na Justiça, não comentou nada sobre a decisão do STF.
A notícia é do Poder360:
Por 4 votos a 1, os ministros da 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) mantiveram, nesta 3ª feira (9.fev.2021), a decisão de Ricardo Lewandowski que garantiu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acesso a supostos diálogos vazados de membros da Lava Jato com o ex-juiz Sergio Moro. As conversas foram apreendidas na operação Spoofing.
Em seu voto, Lewandowski defendeu sua decisão. Citou uma possível “parceria” entre acusação e órgão julgador.
“Como se viu, a pequena amostra do material coligido até agora, já se figura apta a evidenciar, ao menos em tese, uma parceria indevida entre o órgão julgador e a acusação, além de trazer a lume tratativas internacionais que ensejaram a presença de inúmeras autoridades estrangeiras em solo brasileiro as quais, segundo consta, intervieram em investigações aparentemente à revelia dos trâmites legais”.
Lewandowski afirmou que deu ordem mais de uma vez para que Lula tivesse acesso aos diálogos da “Vaza Jato”, mas que ela não foi cumprida.
Os magistrados não discutiram nesta sessão a autenticidade dos diálogos vazados. Apenas discutiram se Lula teria mesmo direito de acessá-los, nas partes em que ele é citado.
Acompanharam o voto de Lewandowski os ministros Nunes Marques, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.
Último a votar, o presidente da 2ª Turma, Gilmar Mendes, leu diversos trechos das conversas vazadas. Fez fortes críticas aos procuradores da Lava Jato e ao ex-juiz Sergio Moro. Classificou as conversas de “maior escândalo judicial da história da humanidade”.
Mendes também afirmou que os possíveis diálogos são tão graves que “nem sistemas totalitários tiveram tanta criatividade”. Acrescentou: “ou esses fatos não existiram ou, se existiram, eles são de uma gravidade que comprometem a existência da Procuradoria Geral da República”.
Gilmar também declarou que “esse modelo de Estado totalitário teve a complacência da mídia”.
“Agora já não é o julgamento de um caso. Nós fomos cúmplices. Tortura feita por esta gente bonita de Curitiba. Os fatos são tão graves que estão repercutindo mundo afora”, disse.