SEGUNDO ESPECIALISTA, BOLSONARISMO NÃO SOBREVIVE SEM FAKE NEWS
Deu no Brasil 247:
Com as notícias falsas sendo discutidas em diversas frentes, cientista político disse à Sputnik Brasil que é natural políticos que se elegeram com esse artifício se colocarem contra leis para proibi-las.
Para Antônio Marcelo Jackson, professor da Universidade Federal de Ouro Preto (MG), esse rol de políticos inclui o presidente Jair Bolsonaro, que, segundo o especialista, conseguiu ser eleito e se mantém no poder se utilizando da propagação de fake news.
“Bolsonaro, assim como outros candidatos, foi eleito a partir das fake news, isso é um fato. Ora, se você tem um candidato que é eleito graças a isso, é claro que esse sujeito, já eleito, vai fazer de tudo para que não exista uma legislação que combata as fake news. Afinal de contas, ele vive disso. Se acabarem as fake news, acaba Jair Bolsonaro”, afirmou o cientista político.
O também cientista político Ricardo Ismael, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), diz, por outro lado, que a produção de notícias falsas com objetivos eleitorais não começou em 2018 e não se limita aos grupos bolsonaristas.
“A desinformação e as fake news são produzidas por diversos segmentos políticos. No caso do Brasil, desde a eleição de 2014 já se tinha isso. A candidata Marina Silva ficou bastante marcada naquela campanha por [ser vítima] uma campanha de desinformação e de ataques via redes sociais”, afirmou Ricardo.
“VIVA O CORONAVÍRUS”, CELEBRA VEREADOR DE JATAÍ(GO) EM FESTA JUNINA
A notícia é da Agência Sputinik:
O vereador Thiago Maggioni (PSDB), de Jataí, em Goiás, aparece em gravação narrando uma dança de quadrilha de festa junina e, em determinado momento, diz: “Viva o coronavírus, meu povo”.
Ao final da gravação, ele aparece, de microfone na mão, se juntando ao grupo que participava da dança. A festa ocorreu à noite e o vídeo está um pouco escurecido, mas não é possível identificar ninguém de máscara entre o grupo de cerca de 15 pessoas, que vestem roupas típicas.
Além disso, as pessoas que participam da quadrilha estão de mãos dadas, atitude que não é recomendada por especialistas durante a pandemia, pois ajuda a disseminar o vírus. Elas formam um círculo e se aproximam ao comando do vereador. A orientação dos órgãos de saúde é para que os indivíduos mantenham distanciamento social.
Por meio de nota, segundo publicado pelo portal G1, o vereador pediu desculpas “àqueles que se ofenderam pela brincadeira”.
“Realmente participei de uma festa em uma propriedade rural próxima a Serranópolis. Na ocasião fui convidado para narrar a dança da quadrilha. Dança essa em que são feitas inúmeras brincadeiras, tais como os tradicionais gritos de ‘olha a cobra!’ e ‘é mentira!’. Foi então que ‘saudei’ o coronavírus”, afirmou.
De acordo com Maggioni, a festa o ocorreu no último final de semana, nos dias 4 e 5 de julho, em uma fazenda no município de Serranópolis, que faz divisa com Jataí, no sudoeste de Goiás.
A notícia completa e o vídeo podem ser vistos aqui.
DEU NA FOLHA NOROESTE DE HOJE
O jornal Folha Noroeste, edição digital deste sábado, está reforçando o convite para que os cidadãos de bem de nossa cidade – que não são poucos – exercitem sua bondade no domingo, à partir das 12 horas, quando estará no ar, no Youtube, a “Live do Bem”, da dupla Bruno & Ed Carlos e amigos. O que for arrecadado será doado ao Lar dos Velhinhos e ao projeto Corpo e Mente em Movimento. O jornal destaca, ainda, o boletim do coronavírus em Jales, com os números de sexta-feira, 10. O balanço mostra que, em 24 horas, Jales registrou 28 novas notificações de casos suspeitos e confirmou 15 casos positivos da covid-19. Com isso, Jales chegou, na sexta-feira, a 319 casos positivos, dos quais 180 estão curados.
O jornal traz, também, uma pesquisa com o número de casos confirmados e de óbitos registrados nos 23 municípios da região de governo de Jales. Segundo a pesquisa, Nova Canaã Paulista é a única cidade, entre as 23, que não registra um único caso positivo ou óbito. Jales, a cidade mais populosa, contabiliza 319 casos e 05 óbitos, seguida por Santa Fé do Sul, com 169 casos positivos e 05 óbitos. Entre os pequenos municípios, destaque para Urânia, com 87 casos e 06 óbitos. Três Fronteiras registra 56 casos e 02 mortes. Pontalinda apresenta o maior índice de letalidade da região, com 22 casos e 04 óbitos. Dolcinópolis é a segunda colocada no quesito letalidade, com 17 casos e 02 óbitos. Palmeira D’Oeste, Populina e Santa Salete registram 01 óbito cada uma. No total, as 23 cidades têm 860 casos confirmados, com 421 curados e 27 óbitos.
Na coluna FolhaGeral, o ajuizado redator-chefe Roberto Carvalho comenta o momentoso caso do conjunto habitacional “Honório Amadeu”. O colunista lembra que a construção das 99 moradias do conjunto foi iniciada em 2012 pela empresa Tecnicon Engenharia e, apesar de o contrato prever a conclusão das obras em dois anos, as casas só foram concluídas quase sete anos depois. Durante esse período, diz Roberto, o custo da obra subiu de R$ 6,6 milhões para R$ 12 milhões, mas o pior é que, já no primeiro ano, as casas começaram a apresentar problemas. O colunista comenta a tentativa de se abrir uma CEI e conclui afirmando que identificar culpados será complicado e não trará os benefícios que os moradores do conjunto precisam e merecem.
FILHA DE PREFEITO NA BAHIA RECEBE AUXÍLIO EMERGENCIAL DE R$ 1,2 MIL
A filha do prefeito gosta de se exibir, postando fotos no Instagram. A notícia é do UOL:
Filha do prefeito de Maiquinique, no sudoeste da Bahia, a estudante de medicina Hellen Lira Porto teve o pedido de auxílio emergencial aprovado pelo governo federal. Ela estuda em uma faculdade particular de São Paulo e sacou ao menos duas parcelas do benefício de R$ 600.
Hellen é filha de Jesuíno Porto (DEM) e o caso veio à tona após um print ter viralizado nas redes sociais mostrando que o nome da jovem figurava no CadÚnico (Cadastro Único).
Em meio à repercussão do caso, o prefeito divulgou um áudio confirmando que a filha recebeu o valor, mas que teria doado a famílias carentes do município.
“Isso aí não é montagem, realmente é verdade. Hellen fez o cadastro emergencial, recebeu duas parcelas aí. Só que o que ninguém sabe é que, cada vez que ela recebe a parcela, ela me dá o dinheiro e eu doei para uma família carente”, explicou Jesuíno.
Posteriormente, o prefeito de Maiquinique mudou a versão e disse ter devolvido à União as duas parcelas do auxílio emergencial que foram sacados pela filha. Ele disse que Hellen não teve a intenção de usar o dinheiro em benefício próprio.
Ao mesmo tempo, ele reconheceu que os valores foram doados de “forma equivocada”. “O prefeito de Maiquinique, reconhecendo que sua filha cometeu um ato irregular, tratou de regularizar a situação e por isso pede desculpas a toda a sociedade, bem como a Administração Pública”, informou o prefeito em comunicado.
Pedir auxílio indevidamente pode levar à cadeia
O benefício de R$ 600 mensais vem sendo pago desde abril pelo governo como forma de socorrer principalmente trabalhadores informais que ficaram sem renda, desempregados e integrantes do Programa Bolsa Família.
Caso seja requerido indevidamente, na hipótese mais grave, o pedido pode configurar estelionato contra os cofres públicos, com pena máxima de mais de seis anos de prisão.
Relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) aponta que, em maio, 565,3 mil beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600 foram excluídos do cadastro do governo sob suspeita de fraude.
JOSÉ SIMÃO: “STJ CONCEDE PRISÃO ‘DOMICILIANA’ AO QUEIROZ”
STJ MANDOU QUEIROZ PARA CASA, MAS NEGOU PRISÃO DOMICILIAR A JOVEM QUE FURTOU XAMPU
Ressalte-se que a decisão do ministro já era esperada por quem acompanha sua trajetória de puxa-saco do clã Bolsonaro. Deu no Brasil 247:
O STJ (Superior Tribunal de Justiça), que concedeu a Fabrício Queiroz e sua mulher o benefício da prisão domiciliar, por causa da pandemia do coronavírus, negou recentemente o mesmo benefício para um jovem, preso sob acusação de furtar dois xampus, de R$ 10 cada.
A decisão contrária ao jovem foi do ministro Felix Fischer, do STJ. Na decisão, ele afirmou que o jovem que roubara dois xampus ele oferece “risco à sociedade”. O Tribunal considerou que Queiroz não oferece risco à sociedade, apesar de ser o operador do esquema de sustentação financeira do clã Bolsonaro, ser ligado às milícias do Rio e ter ameaçado testemunhas no caso da “rachadinha”.
No despacho em que negou o pedido dos advogados do jovem, Fischer citou sentença de outro ministro do STJ, Rogerio Schietti Cruz, segundo Mônica Bergamo. Na sentença, afirma-se que “a crise do novo coronavírus deve ser sempre levada em conta na análise de pleitos de libertação de presos, mas, inelutavelmente, não é um passe livre para a liberação de todos”. A tese não valeu para o casal Queiroz.
A defesa do jovem apresentou pedido de habeas corpus ao STF (Supremo Tribunal Federal), mas ele foi negado pela ministra Rosa Weber em 30 de junho. O caso aconteceu em 1º de fevereiro, na cidade de Barra Bonita, interior de São Paulo.
Após o furto dos dois xampus em um estabelecimento, o jovem foi preso em flagrante. Fischer é o relator do caso Queiroz no STJ. A decisão de conceder a ele a prisão domiciliar, no entanto, foi de João Otávio de Noronha, presidente da corte, que está de plantão no recesso e deixou de sair de férias para favorecer o clã Bolsonaro.
CHARGE
FESTINHA DE ANIVERSÁRIO RESULTA EM CINCO CONTAMINADOS EM MESÓPOLIS
Eu aposto que a vereadora da notícia é a combativa Vânia Domingues. A notícia é do site Região Noroeste:
Uma “festinha” de aniversário organizada para ajudar uma profissional da Saúde em Mesópolis, região de Jales, rendeu mais cinco contaminadas por coronavírus. O evento teria acontecido no último dia 4.
O alerta do fato teria sido feito por uma vereadora da cidade que ficou indignada com a situação.
As organizadoras da “festinha”, além de outras pessoas, circularam normalmente pelas ruas da cidade. Há informações de que suspeitos estão apresentando sintomas.
Mesópolis tem 11 casos positivos para covid e nove suspeitos.
POLETTO LEMBRA OS 40 ANOS DA MORTE DE VINÍCIUS DE MORAES
Dos grandes poetas e compositores homenageados com nome de rua em Jales – Carlos Drumond de Andrade, Manuel Bandeira, Ataulfo Alves, Ary Barroso, etc. – Vinícius de Moraes foi o único que nos deu o prazer de uma visita. Foi em 1972, quando o poetinha, acompanhado por Toquinho, Trio Mocotó e Marília Medaglia (e não Maria Creuza, como dizem alguns) esteve em nossa cidade para um show no Cine Jales.
Sete anos mais tarde, em 1979, após um show no TUCA, em que Toquinho e Vinícius comemoravam dez anos de parceria, o jalesense Luiz Carlos Seixas perguntou a ambos se eles se lembravam do show em Jales. Toquinho – que, dois ou três anos depois, já sem Vinícius, voltaria a fazer um show em Jales, dessa vez com Maria Creuza e Francis Hime – disse que não se lembrava.
Vinícius – que fez mais de mil shows pelo Brasil naqueles anos de “circuito universitário” – talvez não se lembrasse de Jales, mas lembrou-se de um detalhe: “Lembra, Toquinho, aquela casa bonita, daquele médico nordestino?”. O médico era o doutor Eduardo Ferraz Ribeiro do Valle, na casa de quem Vinícius e seus acompanhantes tomaram alguns uísques antes e depois do show.
Entre os acompanhantes, a bela e jovem baiana Gessy, sétima mulher do poetinha, a quem ele não jurou amor eterno, mas prometeu que seria infinito enquanto durasse. Durou sete anos. Depois de Gessy, veio a oitava, Marta Regina, e a nona e última, Gilda Matoso, que o encontrou morto na banheira, na manhã do dia 09 de julho de 1980.
Hoje, completa-se 40 anos que Vinícius morreu. Sobre a data, o escriba Marco Antonio Poletto publicou, em sua página no Facebook, o texto abaixo:
O Brasil perdeu um pouco de sua métrica, estrofes, rimas e ritmo no dia 9 de julho de 1980 quando Vinícius de Moraes, que nasceu com o nome de Marcus Vinicius de Melo da Cruz Moraes, fechou seus olhos pela última vez após complicações de um edema pulmonar, aos 66 anos, em uma casa no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro. O poeta e compositor deixou em seu legado grandes clássicos como o Soneto da Fidelidade e a música brasileira que mais foi gravada por artistas daqui e do exterior: Garota de Ipanema.
Esta canção surgiu de repente, em 1962, quando Tom Jobim e Vinícius estavam sentados em um bar na praia de Ipanema, quando avistaram uma bela jovem de 17 anos que circulava pela areia a caminho do mar. Ela se chamava Helô Pinheiro e jamais imaginava que alguém lhe observava ou que havia composto uma canção falando de seu andar.







