MORRE EM JALES PRIMEIRA VÍTIMA DA COVID DE APARECIDA DO TABOADO. FAMÍLIA SÓ SOUBE DE CONTAMINAÇÃO DEPOIS DO SEPULTAMENTO

Sem saber que o falecido tinha sido vítima da covid, família realizou velório e sepultamento sem maiores cuidados. A notícia é do site Correio News, de Aparecida do Taboado:

De acordo com boletim divulgado pela Secretaria de Saúde na manhã desta quinta-feira (9), o município confirmou o 1° óbito pela doença. Trata-se de um homem, de 72 anos, que estava internado em Jales-SP para tratar um câncer no pulmão.

Eugênia Paiva, coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Aparecida do Taboado, informou que o paciente apresentou alguns sintomas e por esse motivo foi feito o exame no mesmo dia em que a vítima faleceu, no interior de São Paulo, na segunda-feira (6). Entretanto, a Secretaria Municipal de Saúde só foi informada sobre o caso na quarta-feira (8), pela Secretaria Estadual de Saúde.

“Eles não comunicaram a Vigilância Epidemiológica aqui do município que se tratava de um óbito que estava em investigação por Covid-19. Dessa forma, o velório foi realizado sem os devidos cuidados; a gente não sabia da informação de que o exame tinha sido realizado”, explica.

Durante entrevista à imprensa na manhã de hoje, Eugênia explicou que a Vigilância do Estado de São Paulo foi informada após o exame ser realizado, assim como a Vigilância do Estado de Mato Grosso do Sul, mas que o município de Aparecida do Taboado só recebeu a informação depois de toda essa burocracia. “A gente só soube através da nossa Secretaria de Estado e não diretamente da vigilância municipal de Jales, como costuma ser feito, pois a comunicação geralmente acontece de município para município”, reforçou.

A coordenadora disse também que a família da vítima está sendo acompanhada pela Secretaria de Saúde.

DEPOIS DE LIVE QUE BENEFICIOU LAR DOS VELHINHOS, NETO E FELIPE LANÇAM VÍDEO COM RELEITURA DE CANÇÃO GRAVADA POR JOANNA

Neto e Felipe – os meninos aqui de Jales, que estão em São Paulo há algum tempo, buscando um lugar ao sol no mundo musical – lançaram na terça-feira, um novo vídeo no canal deles no Youtube, com uma bonita releitura da música “Tô Fazendo Falta”, lançada pela cantora Joanna.

Composta em 1999 e lançada por Joanna no CD em que ela comemorava 20 anos de carreira (agora já são 40 anos) a música não é de autoria da cantora, como muita gente supõe. Os autores são Álvaro Socci, Cláudio DaMatta e Lucca Ferreira, que teriam feito a música a pedido de Joanna.

Por sinal, Álvaro e DaMatta já fizeram centenas de canções e foram gravados por uma constelação de cantantes, que vai de Xuxa a Amado Batista, de Chitãozinho & Xororó a Zezé Di Camargo & Luciano, e de Latino a Eduardo Costa.

Há alguns dias, Neto e Felipe se apresentaram aqui em Jales, em um live com arrecadação de leite em prol do Lar dos Velhinhos de Jales. Sobre a live, reproduzo, abaixo, a notícia publicada pelo Jornal de Jales de domingo passado:

Neto & Felipe não só encantaram os telespectadores que acessaram seu canal no Youtube mas também deram show de solidariedade ao liderar uma campanha de arrecadação de leite para o Lar dos Velhinhos de Jales.

O show que foi ao vivo no domingo, dia 28/06, ainda está disponível para quem quiser assistir e rendeu 1.900 litros de leite (entre doações em espécie e em dinheiro), o que corresponde a cerca de dois meses da necessidade do Lar.

“Estamos felizes com a repercussão e principalmente com a solidariedade de parentes, amigos e da população em geral, que apoiou a campanha”, disse Neto. “Para nós o objetivo foi até superado”, completou Felipe.

Vamos, agora, ao vídeo recém-lançado em que eles cantam “Tô Fazendo Falta”:

FIM DA PICADA! TRIBUNAL DE CONTAS CONDENA CORPORAÇÃO MUSICAL DE JALES A DEVOLVER R$ 84 MIL À PREFEITURA

O Tribunal de Contas do Estado (TCE), através do conselheiro Josué Romeiro, condenou a Corporação Musical de Jales a devolver R$ 84,8 mil aos cofres municipais. O valor é parte dos R$ 92 mil transferidos pela Prefeitura em 2017 para a manutenção da Corporação. E o pior: a sentença diz que a entidade não poderá receber novos repasses enquanto não devolver os R$ 84,8 mil.

A decisão do conselheiro deve estar baseada em alguma tecnicidade, mas – com todo o respeito – é um disparate e será, espero, reformada. Quem conhece a história de lutas da nossa Corporação Musical sabe que, durante vários anos, os músicos tiveram que ensaiar em um cubículo sem janelas, embaixo do Viaduto “Antonio Amaro”. Só mesmo muito amor à música pode explicar aquelas pessoas ensaiando num lugar daqueles.

O presidente da Corporação é o servidor aposentado Antonio Maurílio Gonçalves, o Murilo, que alimentou por muito tempo o famoso jacaré da Praça e defendeu o gol do CAJ nos tempos de glória do nosso time. Murilo toca na nossa “banda” há mais de 40 anos. Trata-se de um homem humilde e correto que, tenho certeza, jamais utilizaria de forma errada um único centavo do dinheiro público transferido à Corporação.

Repito que a decisão deve ter alguma base técnica, mas, se tivesse consultado seu colega, o conselheiro Márcio Martins Camargo, que nasceu e viveu aqui em Jales, o Josué saberia que a Corporação é um dos orgulhos da cidade e se mantém graças, principalmente, ao trabalho de voluntários e de músicos abnegados. Certamente, não houve nenhum desvio que justifique a devolução.

Ressalte-se que a Corporação poderá recorrer e comprovar a correta aplicação do dinheiro público.

CORONEL DA PM RENUNCIA POR DISCORDAR DE COLEGAS BOLSONARISTAS E CHAMA PRESIDENTE DE ‘ESTELIONATÁRIO’ E ‘ESPERTALHÃO’

Nem tudo está perdido! O coronel traçou um retrato perfeito do Bozo. A notícia é da IstoÉ:

O coronel da reserva da PM de São Paulo Glauco Carvalho apresentou nesta quarta, 8, sua renúncia ao cargo de vice-presidente da Associação de Oficiais da PM em razão de discordar da maioria dos demais associados, que apoiam o presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada após reunião da diretoria, na qual Glauco expôs seus motivos.

Em carta entregue aos colegas, ele disse: “É a decisão mais coerente que eu poderia tomar. Se apregoo e defendo a democracia, nada mais justo e lícito que pedir minha saída, uma vez que o eleitorado da Associação de Oficiais é majoritariamente bolsonarista”, afirmou.

Glauco comandou o policiamento da capital do Estado antes de passar para a reserva. Em janeiro, em entrevista ao Estadão, disse que se sentia envergonhado como militar diante de “tantas ações atabalhoadas, extravagantes, ridículas e mesquinhas” do governo Bolsonaro. Na carta entregue nesta quarta, o coronel volta à carga contra o presidente.

“Convivi com um jovem deputado chamado Jair Messias Bolsonaro no inicio dos anos 90. Ele é a antítese do que é um militar na acepção lata da palavra”, afirmou.

“Como todo espertalhão, prega a ordem, mas descumpriu a ordem estabelecida em normas legais no final dos anos 80. Como todo falastrão, defende o militarismo, mas foi um indisciplinado por excelência. Como todo estelionatário, prega moralismos, mas é useiro e vezeiro em transgredir preceitos éticos públicos. Como todo incauto, despreza e desdenha da doença e da dor alheias. Como todo insensato, cria confusões e disputas em torno de problemas que na realidade não existem. Como todo radical, agride verbalmente e ofende seus adversários. Como todo imaturo, não pode ser contrariado. Como todo estulto, quer valer-se das armas para depor os mecanismos pelos quais ele foi alçado ao poder. Como todo arrivista, quer o poder pelo poder”, disse Glauco.

O coronel também criticou a aproximação de Bolsonaro com o ‘centrão’, afirmando que o Planalto hoje ‘depõe sua confiança em parte do estamento político contra o qual fez toda sua campanha’, como Roberto Jefferson e Valdemar Costa Neto. “Suas relações incestuosas com a família Queiroz são o retrato mais aparente da prática delituosa da família Bolsonaro”, afirmou Glauco.

Dicionário:

“acepção lata” = interpretação mais ampla.

“arrivista” = indivíduo ambicioso que se utiliza de quaisquer meios para conseguir seus intentos. 

“estulto” = burro, estúpido, idiota, ignorante, imbecil, inepto, lerdaço, néscio, palerma, parvo, pateta, tolo.

Obs.: Segundo o escritor Rubem Fonseca, há uma diferença entre ignorante e “burro”. O ignorante até consegue aprender e mudar de opinião. Já o “burro” não consegue. Boris Johnson, por exemplo, aprendeu alguma coisa quando foi infectado pelo coronavírus e mudou seu discurso negacionista. Já o Bozo…   

FACEBOOK DERRUBA PÁGINAS DO GABINETE DO ÓDIO OPERADAS PELOS FILHOS DE BOLSONARO E PELA PRESIDÊNCIA

O bolsonarismo sofreu um duro golpe hoje. Com informações de O Globo:

Facebook tirou do ar nesta quarta-feira (8) 88 contas e páginas com operações ligadas a funcionários de Jair, Flávio e Eduardo Bolsonaro, o chamado gabinete do ódio, segundo informações do jornal O Globo. As contas também têm relações com funcionários dos deputados estaduais Alana Passos e Anderson Moraes (PSL-RJ).

De acordo com o Facebook, as contas derrubadas agiam desde as eleições de 2018 para enganar sistematicamente o público, sem informar a verdadeira identidade dos administradores. Também foram removidas 38 contas do Instagram envolvidas com irregularidades.

Na somatória, o esquema alcançava uma audiência de 2 milhões de pessoas, segundo a empresa Digital Forensic Research Lab (DRFLab), especializada no combate à desinformação.

O DRFLab apontou que o assessor especial da presidência da República, Tércio Arnaud Thomaz (foto acima), é um dos responsáveis de pela administração de algumas páginas, como a “Bolsonaro Opressor 2.0” no Facebook e a @bolsonaronewsss no Instagram.

“Muitas páginas do conjunto foram dedicadas à publicação de memes e conteúdo pró-Bolsonaro enquanto atacavam rivais políticos. Uma dessas páginas foi a página do Instagram @bolsonaronewsss. A página é anônima, mas as informações de registro encontradas no código fonte confirmam que pertence ao Tercio Arnaud. O conteúdo era enganoso em muitos casos, empregando uma mistura de meias-verdades para chegar a conclusões falsas”, diz o relatório do DRFLab

Paulo Eduardo Lopes, o Paulo Chuchu, assessor de Eduardo Bolsonaro, é visto pelo DRFLab como “um dos principais operadores de rede”.

Os pesquisadores não encontraram dados suficientemente conclusivos sobre indícios de participação de assessores de Flávio Bolsonaro no esquema. 

EX-PROMOTOR QUE MATOU FILHO DE EX-JOGADOR DE TIME DE BASQUETE DE JALES DEVERÁ IR A JÚRI POPULAR

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve decisão do ministro Dias Tóffoli que anulou a absolvição do ex-promotor Thales Ferri Schoedl, que chegou a ser designado para trabalhar em Jales. Acusado de matar um estudante e ferir outro em dezembro de 2004, durante uma festa na praia de Bertioga, Schoedl foi absolvido em novembro de 2006 pelo Órgão Especial do TJ-SP, que aceitou a tese de legítima defesa.

A sentença foi, no entanto, anulada por Tófolli em março de 2018. O problema é que Schoedl foi julgado pelo Órgão Especial do TJ-SP quando não estava mais no Ministério Público e, portanto, já havia perdido o foro privilegiado. Para o ministro, o ex-promotor deveria ser julgado pelo Tribunal do Júri, porque o caso envolve crimes dolosos contra a vida.

A designação de Schoedl para trabalhar em Jales, em 2007, causou comoção e revolta entre a população da nossa cidade. Por um motivo simples: o jovem que ele matou – Diego Modanez, de 20 anos – era filho do ex-jogador de basquete Fábio Pira, que defendeu o time de Jales por duas temporadas. Diego, que foi aluno do Anglo, deixou muitos amigos por aqui, que se revoltaram contra a nomeação do promotor para assumir seu posto justamente em Jales.

Na época, foram coletadas centenas de assinaturas em um abaixo-assinado, enquanto a Câmara Municipal, de seu lado, providenciou uma Moção de Repúdio contra a vinda de Schoedl para Jales. Para fechar o assunto: segundo a decisão do STJ, da semana passada, o ex-promotor deverá ser levado a júri popular, como queria a pacata população jalesense.

Em tempo: Nem só de más notícias sobrevive a quarentena do ex-promotor. No mês passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve sentença que condenou a TV Record a pagar indenização de R$ 200 mil a Thales Schoedl, por conta de matérias jornalísticas exibidas entre agosto de 2007 e outubro de 2008, que violaram a privacidade do ex-promotor.

A Record não será, provavelmente, a única a ter que indenizar Schoedl. Em junho de 2012, a RedeTV! foi condenada, em primeira instância, a pagar R$ 320 mil ao ex-promotor, por conta de duas reportagens exibidas em agosto de 2008. Ao julgar o caso, o juiz levou em consideração, entre outras coisas, que Schoedl tinha sido absolvido. Mas, como já dito, a absolvição foi anulada em 2012.

O jornal O Estado de S. Paulo também integra o clube dos condenados por noticiar o caso. Em janeiro de 2012, a 35ª Vara Cível de São Paulo determinou ao jornal pagar R$ 62 mil a Schoedl por tê-lo chamado de assassino antes de decisão judicial. O promotor havia pedido R$ 400 mil de indenização.

A editora Abril, por meio da revista Veja, também pagou R$ 30,6 mil a Schoedl. Isso porque reportagem do jornalista André Petry, intitulada A lógica do deboche, o chamou de “promotor assassino” algumas vezes.

QUATRO EX-ASSESSORES DE CARLOS BOLSONARO TEM SIGILO QUEBRADO NA INVESTIGAÇÃO DA ‘RACHADINHA’

Deu na Folha de S.Paulo:

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), alvo de uma investigação agora sem foro especial, já teve quatro ex-assessores com os sigilos bancário e fiscal quebrados na investigação sobre a suposta “rachadinha” no gabinete de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Todos trabalharam tanto no gabinete de Carlos, na Câmara Municipal, como no de Flávio, na Assembleia Legislativa, no período da quebra autorizada pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal.

O intervalo de 2007 a 2018 foi definido de acordo com o tempo em que o policial militar aposentado Fabrício Queiroz, apontado como operador da “rachadinha”, esteve lotado no gabinete do senador.

Tratam-se da fisiculturista Andrea Siqueira Valle, ex-cunhada do presidente Jair Bolsonaro, Claudionor Gerbatim de Lima, Marcio da Silva Gerbatim (sobrinho e ex-marido da mulher de Queiroz, Marcia Aguiar, atualmente foragida) e Nelson Alves Rabello.

TRIBUNAL DE JUSTIÇA ABRE PROCESSO ADMINISTRATIVO CONTRA JUIZ QUE LEVAVA ÁGUA DO FÓRUM PRA CASA

A notícia é do portal Jota:

O Órgão Especial do TJ-SP, por unanimidade, decidiu rejeitar defesa prévia e instaurar processo administrativo disciplinar (PAD) contra o juiz Antonio Marcelo Cunzolo Rimola, da 2ª Vara Cível do Foro Regional de Itaquera, na cidade de São Paulo, porque, dentre outras razões, “todas as vezes que ele ia ao fórum, ao sair, passava pela copa e enchia uma mochila de garrafas d’água”.

Segundo o relator do caso, Ricardo Anafe, corregedor-geral do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), o consumo mensal chegava a 240 garrafas por mês, o equivalente a 6 litros e meio por dia. “Foi um verdadeiro auxílio d’água estabelecido pelo magistrado”, critica. “As garrafas d’água ficavam na copa. Ele passava e retirava. O tribunal ainda não tem auxílio d’água. Não é uma garrafinha de água que foi levada na volta à casa. Não é isso”.

O juiz, de acordo com Anafe, também não comparecia no fórum pelo menos todas as segundas-feiras e algumas vezes em outro dia da semana. Os atos no processo, afirma o relator do caso, se davam por delegação aos servidores, que faziam o serviço, assinavam com o cartão do magistrado, que não conferia as decisões.

Além disso, há relatos de que ele faltava com o dever de urbanidade com os colegas. “A situação é absolutamente contrária à Lei Orgânica da Magistratura (Loman) e ao Código de Ética da Magistratura”, afirmou Anafe, em seu voto, ao indicar que as condutas infringem o artigo 35, incisos I, IV, VI e VIII da Loman.

Ao votar, o desembargador Ferraz de Arruda afirmou que durante todos os anos de atuação no Órgão Especial nunca havia visto algo parecido. “Onde já se viu levar garrafinha de água para casa? E 240 garrafinhas? Seis litros e meio por dia! Desculpe, mas isso chega ao ponto do ridículo”, disse o desembargador.

A representação foi formulada por outros magistrados que atuam no fórum de Itaquera.

JALES FOI CIDADE DA REGIÃO QUE FECHOU MENOS EMPREGOS EM MAIO. E SANTA FÉ DO SUL FOI A QUE FECHOU MAIS NO ANO

As estatísticas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) referentes ao mês de maio demonstram que, entre as principais cidades da região, Jales foi aquela que fechou menos empregos formais, ou seja, empregos com carteira assinada.

Em maio, a cidade perdeu 68 empregos formais, bem menos que Santa Fé do Sul (-139), Fernandópolis (-280) e Votuporanga (-378). Infelizmente, o governo Bolsonaro conseguiu bagunçar até as estatísticas do Caged e agora não é possível saber quais os setores – Indústria, Comércio, Agropecuária, Serviços, Construção Civil, etc – que fecharam mais vagas.

Considerados, no entanto, os cinco primeiros meses do ano – de janeiro a maio – Fernandópolis é a cidade que perdeu menos empregos formais, com 102 postos de trabalho fechados, seguida por Jales (-172), Votuporanga (-682) e Santa Fé do Sul (-789). Como se vê, no quesito “empregos perdidos”, Santa Fé do Sul, com seus 30 mil habitantes, consegue superar até Votuporanga, que possui o triplo de habitantes.

E nem todas as cidades da região apresentam resultados negativos nos primeiros cinco meses. Vitória Brasil, por exemplo, tem um saldo positivo de 12 novos empregos abertos em plena pandemia. Ela é superada por Paranapuã (+15) e Palmeira D’Oeste (+20), mas o grande destaque positivo é Santa Albertina, que abriu 60 novos empregos. É possível que a maioria desses empregos foram abertos no setor Agropecuário, o menos atingido pela pandemia.

O grande destaque negativo da região, entre os pequenos municípios, é, sem dúvida, Estrela D’Oeste. Em cinco meses, a cidade já fechou 239 empregos formais. Santa Clara D’Oeste fechou 50, enquanto Urânia fechou 15.

Sempre é bom reforçar que as estatísticas do CAGED se referem apenas aos empregos formais. Na seara dos empregos informais – aqueles sem carteira assinada – a situação deve estar bem pior. Nas crises, eles são sempre os primeiros a ser atingidos. 

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