A morte do cantor, compositor e instrumentista Moraes Moreira – que morreu dormindo na madrugada da segunda-feira, 13 – serviu de mote para críticas à secretária nacional de Cultura, Regina Duarte, e ao presidente Jair Bolsonaro, que não se manifestaram sobre o falecimento.
Regina, por sinal, desapareceu depois do “casamento” com o Bozo. Circula na internet um vídeo onde vários artistas perguntam “Regina, cadê você?”. A última vez que ela apareceu foi para apoiar o chefe em sua cruzada contra o isolamento social.
Do Bozo, não se pode esperar grande coisa. Calado sobre Moraes Moreira, ele foi às redes sociais durante a semana para defender o sertanejo Gustavo Lima, que estaria sendo investigado pelo Conar por aparecer bêbado em uma live.
Moraes Moreira – que tem cadeira na Academia Brasileira de Literatura de Cordel – mantinha-se em quarentena por causa da pandemia de coronavírus. Na madrugada de 17 de março, o cantor chegou a ensaiar um cordel sobre o tema, começando assim:
Eu temo o coronavírus
E zelo por minha vida
Mas tenho medo de tiros
Também de bala perdida
A nossa fé é a vacina
O professor que me ensina
É a minha própria lida
O ator Marcos Caruso, por exemplo, se disse triste e indignado pela omissão do governo federal em relação às mortes de Moraes Moreira e dos escritores Rubem Fonseca e Luiz Alfredo Garcia-Rosa, que também se finaram durante a semana.
Outro ator, Lúcio Mauro Filho, também protestou: “Agora que estamos todos em casa, o mínimo que podíamos esperar era uma palavra de pesar, de carinho para com as famílias desses brasileiros ilustres que acabaram de partir. Mas, desse governo não dá para esperar nada de humano”.
A falha de Regina é indesculpável. Já o Bozo…, bem, é provável que ele nunca tenha ouvido falar em Rubem Fonseca e Garcia-Rosa. Livros não são o forte do presidente, que pode ter lido, no máximo, um dos clássicos da Adelaide Carraro. Ou então o best-seller do coronel Ustra.
Já o Moraes Moreira ele deve conhecer, pero no mucho. Afinal, é sabido que o Bozo prefere artistas que cantam coisas de fácil entendimento, tipo Gustavo Lima e Amado Batista. Ele jamais entenderia, por exemplo, “Meninas do Brasil”, cuja letra, de Fausto Nilo, é tema frequente de questões em concursos e vestibulares.
“Meninas do Brasil”, que Moraes canta no vídeo abaixo, integrou a trilha da telelágrima “As Três Marias”, exibida pela Globo em 1980, com Maitê Proença, Glória Pires e Nádia Lippi, as três moçoilas lá de cima.
A Secretaria Municipal de Comunicação distribuiu um novo balanço do coronavírus em Jales, com os números deste sábado, 18.
A má notícia é que, infelizmente, foi confirmado mais um caso de Covid-19, o terceiro registrado pela Secretaria de Saúde. A boa notícia, por assim dizer, é que, assim como os dois casos anteriores, esse terceiro caso também é importado.
Trata-se de um homem de 61 anos, residente em outro município, que estava de passagem por Jales. Ele foi atendido na UPA e encaminhado à Santa Casa, onde permanece internado na Unidade de Atendimento para Síndrome Gripal.
E o número de casos negativos subiu de 16 para 17, o que significa que o Instituto Adolfo Lutz devolveu mais um exame, cujo resultado foi negativo para Covid-19.
No estado de São Paulo, já são 12.841 casos confirmados e 928 óbitos, 75 dos quais nas últimas 24 horas. O número de municípios paulistas com casos confirmados, que era de 207 ontem, subiu para 215 hoje. No início da semana eram 165.
Uma mulher morreu em um acidente entre um carro e um caminhão na madrugada deste sábado (18) na rodovia Eliezer Montenegro Magalhães, em Jales. Para a polícia rodoviária, o motorista do caminhão disse que seguia no sentido Pontalinda a Jales quando um carro invadiu a contramão e bateu na lateral do caminhão.
No carro estava sozinha Joseli Raquel da Costa, de 36 anos. Ela teve ferimentos graves, foi socorrida e levada para a Santa Casa de Jales, mas morreu no início da manhã deste sábado (18). O motorista do caminhão não se feriu. O corpo de Joseli foi levado para o IML da cidade. O velório e sepultamento devem ser realizados no cemitério de Urânia, onde a vítima morava.
No jornal A Tribunadeste final de semana, matéria do repórter Alexandre Ribeiro, o Carioca, informa que os dois casos positivos de Covid-19 em Jales são importados. O segundo caso positivo é de um homem de 38 anos que teria contraído o vírus em outra cidade. A matéria informa, ainda, que um motorista de caminhão que veio de Ribeirão Preto está entre os dois novos casos suspeitos que foram adicionados à lista na sexta-feira, 17. O jornal apurou que o motorista chegou a Jales na quinta-feira, 16, e, sentindo-se mal, foi direto para a UPA onde foi examinado e encaminhado para internação na Santa Casa. O hospital providenciou um exame laboratorial para o paciente, cujo resultado ainda não ficou pronto.
O jornal destaca, também, detalhes do decreto municipal nº 8.072, assinado pelo prefeito Flávio Prandi e publicado na quinta-feira, 16, que determina, entre outras coisas, que os funcionários dos estabelecimentos comerciais de Jales terão que, obrigatoriamente, usar máscaras de proteção. Além disso, os estabelecimentos estarão obrigados a disponibilizar espaços aos seus clientes para higienização pessoal, com álcool em gel ou álcool líquido 70%. Os comerciantes que desobedecerem as determinações do decreto por ser multados em R$ 5 mil por infração e, caso não paguem, terão o débito inscrito na dívida ativa do município e poderão ter o alvará de funcionamento suspenso por até 60 dias.
A atuação dos fiscais do Procon, que estão autuando comerciantes de Jales que estiverem vendo gás fora do preço; a inauguração do programa “cidades digitais” que vai oferecer internet grátis para moradores de Jales; a excelente avaliação obtida pelo curso de Serviço Social da Unijales, que foi avaliado por técnicos do MEC; a atuação da Polícia Militar de Jales, que, em plena pandemia, não está dando trégua aos bandidos, principalmente os traficantes; e a atuação da equipe municipal de combate às endemias, que está intensificando medidas contra a dengue em Jales, são outros assuntos de A Tribuna.
Na coluna Enfoque, informações sobre o isolamento social em Jales e a quantidade de respiradores mecânicos nas principais cidades da região. A coluna comenta entrevista do deputado estadual Itamar Borges a uma emissora de rádio de Santa Fé do Sul, na qual o bigodudo garante que o MDB de Jales vai muito bem e que o vice-prefeito Garça vai estar junto com o prefeito Flá na busca pela reeleição. Na página de opinião, o santista Victor Pereira pergunta por que nós achamos que o nosso Ronaldo – o Fenômeno – é melhor que o Ronaldo português. No caderno social, destaque para os aniversariantes da semana e para a coluna do Douglas Zílio.
Ela teve aulas de redação com o ministro da Educação. Deu no portal da Fórum:
A blogueira bolsonarista Monique Aguiar, recentemente nomeada como coordenadora técnica da Superintendência do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) no Rio de Janeiro, não economizou em comentários ofensivos contra os beneficiários do auxílio emergencial de 600 reais que o Governo Federal dará às pessoas mais vulneráveis.
Com a tranquilidade de quem receberá um salário privilegiado, Aguiar escreveu, no dia 31 de março: “libera logo, Bolsonaro, os R$ 600 para calar a boca desses pobres de espírito que não gostam de trabalhar”. Dias depois, ironizou dizendo que os críticos do presidente teriam sumido, porque estariam “ocupados fazendo o cadastro para receber o auxílio”.
Aguiar também mostra que o domínio do idioma não é o seu forte. Em uma postagem, ela reclama que “nem todos aqui são milionários para ficar 4 meses de quarentena, correto? Se você é apto e está com sua saúde boa e tem coragem de enfrentar esse vírus, arregasse (sic) as mangas e volte a trabalhar por quem não pode”. Em outra, ataca os partidos de esquerda, dizendo que “Cheguei a uma conclusão: discutir com esquerda é perca (sic) de tempo. Torce o tempo todo para o país se ferrar”.
Como boa direitista, Monique poderia ser defensora da meritocracia, embora isso possa contrastar com sua nomeação ao cargo que assumiu. Seu “mérito” para chegar à coordenação do Iphan no Rio foi o de ser dona do blog “Com olhar turístico”, e bolsonarista convicta. Além disso, se autodefine como “turismóloga e atriz”.
No jornal Folha Noroeste, edição digital deste sábado, destaque para a Unijales, que está comemorando os seus 50 anos e também a renovação do reconhecimento, junto ao MEC, do curso de Serviço Social que obteve nota 4. Segundo a matéria, o MEC, por meio da Comissão de Avaliação, constituída pelas professoras doutoras, Andrea Alice Rodrigues Silva e Regina Maura Rezende, renovou o reconhecimento do curso de Serviço Social da Unijales. As profissionais avaliaram o curso entre os dias 9 e 12 de fevereiro. A qualidade do ensino, a infraestrutura com espaços e recursos adequados, o corpo docente qualificado e atualizado, o projeto pedagógico, a titulação e o comprometimento dos alunos e professores, fizeram com que o curso de Serviço Social alcançasse a nota 4, numa escala de 1 a 5.
O jornal está destacando, também, que a Prefeitura Municipal de Jales, por meio da Secretaria de Fazenda, vai realizar neste ano a audiência pública da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício 2021 exclusivamente pela internet. A audiência on-line será por videoconferência, as 10 horas, do dia 24 de abril. Os interessados deverão acessar a página oficial da Prefeitura de Jales no Facebook. O secretário Municipal de Fazenda, Nivael Brás Renesto, ressalta que a realização da audiência cumpre a legislação e respeita o princípio da transparência, mas diante da pandemia do Covid-19, todas as ações da Administração estão acontecendo com o máximo de prevenção possível para evitar a disseminação do coronavírus.
Na coluna FolhaGeral, o impávido redator-chefe Roberto Carvalho repercute indagações inundaram as redes sociais durante a semana, aqui em Jales. As indagações, explica o colunista, se referem aos repasses proporcionados a Jales e a Santa Fé do Sul pelo Ministério da Saúde, para ajudar no combate ao coronavírus. Causou estranheza, aos internautas, a diferença dos valores repassados aos dois municípios. Enquanto Jales – com maior população (local e regional) e uma estrutura hospitalar que atende a 16 municípios – recebeu o repasse de R$ 370.462,06, o município de Santa Fé do Sul foi agraciado com o repasse de R$ 743.084,40. Ou seja, com o dobro.
Nas últimas 24 horas surgiram dois casos suspeitos de Coronavírus. Um deles não reside em Jales, mas apresentou sintomas, foi colhido material para exame e o paciente está internado aqui no município. O segundo caso suspeito passa bem e está em isolamento domiciliar aguardando resultado de exames, sendo monitorado pela Vigilância Epidemiológica.
E enquanto municípios da região afrouxam medidas como o fechamento do comércio, o governo de São Paulo está prorrogando a quarentena no estado, que venceria no próximo dia 22, quarta-feira. Agora, a medida vale até o dia 10 de maio. De acordo com o governador João Doria (PSDB), a medida vale para os 645 municípios paulistas e tem por objetivo evitar o colapso do sistema de saúde.
Havia a discussão se a ampliação valeria em todo o Estado, uma vez que dirigentes vêm recebendo pressões de prefeitos do interior para liberar aberturas parciais do comércio em municípios onde a doença ainda não chegou.
No início da semana, 165 municípios paulistas apresentavam casos confirmados da Covid-19. Nesta sexta-feira, já são 207 os municípios que registram casos confirmados. Na região, além dos 02 de Jales, temos casos confirmados em Mirassol(05), Fernandópolis(04), Nhandeara(01), Tanabi(01), Rio Preto(65), Votuporanga(06) e Araçatuba(33). Santa Fé do Sul não registra nenhum caso positivo.
No estado de São Paulo são 11.568 infectados. Estima-se que 1% da população do estado (450.000 pessoas) será contaminada, mas pelo menos 50% desses nem ficarão sabendo. O problema é que 5% dos infectados (22.500) poderão precisar de internação em UTI’s. Amarremos as calças!
Publicação no jornal alemão Deutsche Welle diz que “A extensão da irracionalidade é aterrorizante e ameaça arrastar o Brasil para o abismo. Para a sua disseminação, há um motivo: o bolsonarismo. Esse nome se deve a um homem cujo livro favorito foi escrito por um torturador. Por conseguinte, o bolsonarismo tem correspondentes ideias para a sociedade: violentas, autoritárias, sem empatia, anti-intelectuais e pseudorreligiosas”
Segundo o jornal, “o bolsonarismo assumiu agora todas as características de uma seita cujos membros estão dispostos a seguir seu líder incondicionalmente, até a morte. Esse culto à morte está se tornando cada vez mais evidente nas manifestações dos bolsonaristas. Um caixão é carregado alegremente; no meio de uma pandemia, expõe-se a si mesmo e a outros ao perigo de um contágio e se grita: ‘A covid-19 pode vir. Estamos prontos para morrer pelo capitão.'”
“Como em todos os cultos religiosos, as contradições são ignoradas. O bolsonarista sempre acha que sabe mais que os outros ‒ mesmo que os outros sejam o mundo inteiro. Ele não segue as estrelas da razão e do conhecimento que fizeram a humanidade avançar ao longo dos séculos (apesar dos inúmeros retrocessos). O norte na bússola do bolsonarista é a satisfação de seu ego insultado”, aponta a publicação.
“O bolsonarista odeia o conhecimento quando este contradiz sua visão de mundo. Ele é como um motorista que anda na contramão na autoestrada e ouve no rádio que há um motorista na contramão e depois grita: “A mídia mente! Não é um motorista, são milhares!”