Categoria: Política

NOVO ASSESSOR JURÍDICO DA CÂMARA DE JALES É VEREADOR EM URÂNIA

Acabo de receber mais algumas informações. O presidente Macetão gravou entrevista para o Jornal do Povo, da Rádio Assunção, que deverá ir ao ar depois das 11:30hs, onde ele diz que precisa de pessoas comprometidas com a Câmara. E prá mostrar que isso não é só discurso, ele está contratando, como novo assessor jurídico do Legislativo, o advogado José Antonio Fuzzeto Júnior, que também é vereador em Urânia pelo PPS. Com certeza, o rapaz terá compromisso com a Câmara. De Urânia!

Para o cargo de assessor geral do Legislativo, o novo contratado é o radialista Wellington Michel Teodoro Pena, da Rádio Moriah, enquanto o novo assessor de comunicação e cerimonial, como já foi dito, será o jornalista Douglas Zílio.

A notícia de que o assessor parlamentar, José Luiz Nunes, permaneceria no cargo, não se confirmou. Para o lugar dele, está sendo escalado Egmar Jamil Berto, que, se não me engano, é advogado. Para o lugar do assessor especial (motorista) do Legislativo, está sendo convocado o Renato Luiz de Lima Filho. Segundo fontes, Renato é filho da conselheira tutelar Aparecida Eva e sua escolha para o cargo teria envolvido uma negociação, onde a mãe seria candidata a vereadora por um dos partidos de Macetão. Durma-se com um barulho desses!

MACETÃO E O PRIMEIRO-DAMO

E já que o Paço não consegue produzir notícias, o novo presidente da Câmara, o Macetão, pelo menos criou um factóide que serviu para movimentar as mesas de discussões neste início de ano. No senadinho, por exemplo, a possível lista de dispensas do Macetão foi o assunto mais comentado, no sábado.

Um mérito não se pode negar ao Macetão: em poucos dias ele já  conseguiu unir o Legislativo. Contra ele! As últimas novidades dão conta de que os outros nove vereadores estariam dispostos a renunciar aos seus cargos na mesa da Câmara e nas Comissões, caso Macetão confirme a sua decisão de trocar todos os cinco componentes da equipe de confiança.

Ao tomar esse tipo de decisão sozinho, Macetão teria descumprido acordo com os vereadores que o elegeram e, pior, estaria repetindo, na Câmara, a mesma postura que ele tanto critica no prefeito Parini, de ouvir apenas a primeira-dama em algumas decisões. No caso de Macetão, tudo indica, ele estaria sendo influenciado pelo seu irmão, André, agora uma espécie de primeiro-damo da Câmara. 

Prá encerrar: como eu já informei por aqui, um dos novos assessores da Câmara seria o jornalista Douglas Zílio, atualmente na Folha Regional. Comenta-se, também, que Macetão estaria contratando um rapaz chamado Egmar Berto – a quem não conheço – e um advogado de Urânia. O presidente tem o direito, é claro, de fazer mudanças nos postos de confiança. De certo modo, isso é até bom prá dar uma sacudidela no ambiente. Agora, cá entre nós, com tantos advogados em Jales, o Macetão vai me trazer um advogado de Urânia?

Post Scriptum: informações fidedignas, obtidas agora mesmo, dão conta de que a mexida de Macetão, na Câmara, faz parte mesmo de um acordo com o prefeito Humberto Parini. As mesmas informações dizem que o vereador Especiato, ao ameaçar deixar seu cargo na Mesa da Câmara, estaria apenas fazendo jogo de cena. Macetão assinou, hoje cedo, as portarias e, ao que parece, apenas o assessor parlamentar, José Luiz Nunes, deve permanecer no cargo. O vereador Claudir Aranda teria ficado “p” da vida, ao saber das negociações entre Macetão e Parini.      

JEDIEL PODE SER A PRÓXIMA BAIXA

A estratégica saída de João Missoni, ao que parece, não será a única. Notícias extra-oficiais, vindas de fontes bem informadas, dão conta de que o chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Promoção Social, Jediel Zacarias, também poderá deixar o cargo nos próximos dias.

Jediel estaria sendo, digamos assim, “incentivado” pelo seu partido, o PMDB, a sair do governo Parini, a fim de não causar embaraços a uma possível candidatura Garça. De qualquer forma, mesmo que não saia agora, a permanência de Jediel no governo não durará muito, já que ele pretende candidatar-se a uma vaga de vereador.

De seu lado, o chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Esportes, Ilson Colombo, vai mesmo  permanecer no cargo, mas, segundo as mesmas informações, deverá se afastar do PMDB.

A avaliação de fontes próximas ao Paço é de que o prefeito Parini e alguns cupinchas que gravitam em torno dele teriam sentido o baque de uma possível debandada do PMDB. Na reunião de ontem, entre Parini e seu secretariado, o clima – garantem – não era dos melhores. Nos próximos dias ficaremos sabendo se tudo isso é verdade.      

MACETÃO VAI TROCAR ASSESSORIA

O novo presidente da Câmara, vereador Macetão, já começou a trocar os assessores lotados em cargos de confiança no Legislativo. O primeiro a receber a notícia, segundo informações, teria sido o assessor de imprensa Roberto Timpurim Berto, que vai ser substituído pelo jornalista Douglas Zílio, da Folha Regional. Contactado, Macetão confirmou a troca da assessoria.

Além de Timpurim, a Câmara de Jales – que é uma das mais enxutas da região – tem outros quatro ocupantes de cargos de confiança. Corre o boato de que Macetão não teria tomado a decisão sozinho. Algumas trocas fariam parte de um acordo que teria sido alinhavado por um emissário do Paço e discutido durante o encontro que reuniu Macetão e Parini no gabinete do prefeito. Por enquanto, o suposto acordo é apenas boato, mas, em se tratando de política, não se deve duvidar de nada.

Resta saber como vai ser a reação, por exemplo, do ex-presidente da Câmara, Claudir Aranda, um dos aliados do prefeito e concunhado de Timpurim.  

JOÃO MISSONI ANUNCIA QUE ESTÁ SAINDO DA SECRETARIA DE PLANEJAMENTO

O anúncio oficial estava previsto para segunda-feira, mas parece que o João Missoni resolveu adiantar o expediente. Nesta sexta-feira, ele foi o entrevistado do Antena Ligada, onde falou sobre semáforos e radares.  Missoni aproveitou, também, para fazer um balanço de sua gestão à frente da Secretaria de Planejamento e anunciar que está deixando a administração Parini. Terça-feira (10) será seu último dia de trabalho na Secretaria.

Missoni explicou que já não estaria se sentindo muito confortável no cargo de secretário, tendo em vista que o seu partido – o PMDB, do qual ele é o presidente do diretório local – está anunciando o propósito de lançar candidatura própria ao cargo de prefeito, nas eleições de outubro. E, como Parini também já anunciou Especiato como candidato do PT à sucessão, João estaria saindo para evitar falatórios, como ele mesmo explicou.

João não explicou, e também não lhe foi perguntado, como ficarão os outros peemedebistas – Jediel e Colombo – que fazem parte do governo. Tampouco disse qual será a posição dos vereadores do partido – Rivelino e Osmar – na Câmara. Tudo indica, no entanto, que nada vai mudar. Isto é, Missoni está deixando a administração, mas o PMDB continua no governo Parini. E por um motivo muito simples: os peemedebistas não acreditam que Garça vá ser candidato e continuam acalentando a idéia de uma dobradinha com o PT.   

UMA IMAGEM DESPUDORADA

“Na política não há amigos, apenas conspiradores que se unem”, escreveu um antigo pensador. “Nada é tão admirável em política quanto uma memória curta”, escreveu outro. “Em política, sempre é preciso deixar um osso para a oposição roer”, disse um terceiro.  

Particularmente, prefiro a definição do falecido Magalhães Pinto: “A política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Você olha de novo e ela já mudou”. Essa definição também é atribuída a Ulysses Guimarães e a Tancredo Neves, mas isso não interessa muito. O que interessa mesmo é a nuvem. Então, dêem uma olhada na nuvem abaixo e me digam quem ofereceu o osso a quem.

MACETÃO DEBUTA COMO PRESIDENTE DA CÂMARA NA POSSE DE VENTURINI E REÚNE-SE COM PARINI NO PRIMEIRO DIA DE TRABALHO

Diz-se que os políticos em geral – exceto FHC, que não pode nem ver uma buchada de bode – possuem estômago de avestruz. Apesar disso, hoje pela manhã, quando adentrou o gabinete do prefeito Humberto Parini, é possível que o vereador Luiz Henrique Viotto, o Macetão, tenha repetido o gesto de levar a mão ao nariz.

Afinal, o novo presidente sabe que o panfleto apócrifo que circulou durante a campanha eleitoral de 2008, com ofensas morais à família dele, teria sido – segundo testemunhas – obra de figuras ligadas ao Paço. É sabido, também, que a fracassada tentativa do PMDB de tomar o mandato do vereador, por infidelidade partidária, teve um “empurrãozinho” do prefeito. Além disso, no caso da CEI da Certidão, o vereador foi acusado pelo prefeito Parini de tentar fazer “chantagem”. 

Não bastasse isso, vale lembrar que, durante todo o ano de 2011, quando ocupou o cargo de vice-presidente da Câmara, o vereador Macetão não foi escalado uma única vez para representar o Legislativo, embora tenha comparecido a muitos eventos onde o presidente Claudir Aranda não estava presente. 

O normal é que, nos eventos onde o presidente não comparece, a Câmara seja representada pelo vice, mas, quando Claudir não podia estar presente, escalava-se qualquer outro vereador do grupo situacionista, menos o vice. A ordem era não dar “moral” para Macetão. E é bem possível que a ordem tenha vindo do Paço.

Por isso mesmo, ontem, quando foi convidado pelo mestre de cerimônias, Deonel Rosa Júnior, para falar em nome do Legislativo, na posse do provedor José Pedro Venturini, Macetão deve ter pensado em tudo isso. Era a primeira vez que ele sentava-se à mesa das autoridades, como representante da Câmara.

E vejam como a vida dá voltas: hoje, Macetão foi convidado pelo prefeito Humberto Parini, para uma conversa no gabinete do petista. Não se sabe, ainda, o que eles conversaram, mas, com certeza, o prefeito deve ter pedido a colaboração do presidente da Câmara. Afinal, o mundo pode até não acabar em 2012, mas vai ser um ano muito difícil para muitos prefeitos. Resta saber qual vai ser o posicionamento de Macetão.     

PREFEITURÁVEIS COMPARECEM À POSSE DE VENTURINI

Além, é claro, do ex-provedor José Devanir Rodrigues(PMDB), o Garça, e do presidente da Câmara, Luiz Henrique Viotto(PSD), o Macetão, pelo menos outros três prefeituráveis compareceram à solenidade de posse do tucano José Pedro Venturini.

A única ausência, entre os prováveis candidatos a prefeito, foi do ex-vereador Flávio Prandi Franco(DEM), que estava viajando. Mas ele foi citado pelo mestre de cerimônias, Deonel Rosa Júnior, quando este  mencionou as emendas do secretário estadual de Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia, que beneficiaram a Santa Casa.

Nice Mistilides(PTB), sempre simpática, distribuiu sorrisos e travou uma renhida disputa com o beijoqueiro Itamar Borges no quesito beijinhos e abraços. Mas a Nice, com certeza, saiu-se melhor.

Clóvis Viola(PPS) sentou-se em meio ao público e foi o mais discreto dos prefeituráveis. Mas ele recebeu um afago do Garça, que, em seu discurso, agradeceu o prefeito Parini, mas foi mais efusivo ao citar a fundamental colaboração do “companheiro Clóvis”.

Luís Especiato(PT) também foi discreto, mas fez questão de sentar-se à primeira fila, ao lado do secretário de Saúde, Donisetti Santos de Oliveira, bem na entrada do auditório da ACE. Era impossível chegar ao local do evento e não notar a presença do vereador petista.  

DUPLA FILIAÇÃO: EM JALES, APENAS TRÊS RECURSOS FORAM JULGADOS PROCEDENTES

Como já foi noticiado pelo blog, em Jales foram constatados 31 casos de dupla filiação. Destes, apenas três tiveram seus recursos julgados procedentes pelo juiz eleitoral, Eduardo Henrique Moraes Nogueira. O advogado Aparecido Barbosa de Lima, que deixou o PT e filiou-se ao PSDB é um dos que se livraram do processo por dupla filiação.

Os outros dois são a vereadora Aracy Murari Cardoso e este aprendiz de blogueiro, que receberam o cartão vermelho do PT e se filiaram ao PPS. Não sei qual foi a argumentação da defesa do neo-tucano Aparecido Barbosa, mas, no nosso caso, como se tratava de expulsão, cabia ao partido tomar as providências para o cancelamento da filiação.

O presidente do PT local, Antonio Carlos Donizete Nogueira, o Cacaio, foi inclusive muito solícito e, em ofício encaminhado ao Cartório Eleitoral,  reconheceu a falha do partido. Quanto aos demais 28 casos, os envolvidos – incluindo o ex-vereador Mauro Hélio Lopes – tiveram suas filiações canceladas. 

Eles terão que apelar ao Tribunal Regional Eleitoral(TRE) e, se for o caso, ao Tribunal Superior Eleitoral(TSE). Se não forem convincentes, estarão impedidos de disputar as eleições 2012. Abaixo, os 28 eleitores que tiveram as filiações canceladas:  

Nome Partidos
Carlos Donizeth da Silva DEM – PR
Carmem Lúcia Pereira PP  –  PSC
Cláudio Luiz Scatena PPL  –  PTB
Clóvis Romanini PR  –  PSDB
Clovismar de Jesus Balestrero PMDB – PMN
Dênis Venâncio da Costa PSD  –  PHS
Dionir Penha Robles PSD  –  PSL
Domingos Porfírio de Lima PDT  –  PV
Francisco de Assis Alves PMN – PSDB
Francisco Fernandes PMDB – PP
Gilmar Agustini PTB – PT
Helena Maria Gonçalves Fraçon Alves PMN – PP
Israel Roque de Souza PSD – PTB
João Carlos da Silva PSC – PV
José Antonio dos Santos DEM – PSC
José Luiz Fontana Guizzo PSDB – PT
Kolman Santos Martins PSDB – PHS
Marcos Vieira Gonzaga PSC – PTB
Maria Nogueira da Silva PRP – PTB
Mauro Hélio Lopes PSDB – PT
Milton Fermino Carneiro PSC – PT
Renato Costa Júnior PDT – PTB
Renato Luís Lima Silva DEM – PSL
Roberto Vieira dos Santos DEM – PMDB
Roseclair Brandini Branco PSDC – PMDB
Roseli Lopes de Carvalho PSD – PP
Suely Aparecida Francisco PP – PSC
Wesley Henrique Francisco PSD – PSL

QUEM TEM MEDO DO MACETÃO?

O vereador Luiz Henrique Viotto, o Macetão, tomou posse ontem, automaticamente, como presidente da Câmara de Jales. E, ao que parece, algumas pessoas ligadas à administração Parini ainda se mostram inconformadas com a eleição dele para a presidência do Legislativo.

Na verdade, estariam inconformadas com a eleição de qualquer vereador da oposição para a presidência, mas a vitória de Macetão está sendo, aparentemente, mais difícil de engolir. Afinal, Parini e sua entourage  passaram boa parte dos últimos dois anos tentando cassar o mandato do vereador, por infidelidade partidária. E não conseguiram!

Depois do dia 12 de dezembro, quando a prepotência do vereador Luís Especiato levou Macetão à presidência, já surgiram boatos os mais variados. Num deles, dizia-se que o novo presidente iria encher a Câmara de parentes. Noutro, especulava-se que ele já estaria se oferecendo para ser vice de Especiato nas eleições de outubro.

Mais recentemente, surgiu outra novidade: na opinião de setores ligados ao prefeito, os vereadores da oposição teriam dado um “tiro no pé” ao elegerem Macetão. Na avaliação desses setores, o novo presidente seria agora, graças aos vereadores da oposição, um forte concorrente à cadeira de prefeito. 

Trata-se, evidentemente, de apenas mais uma tentativa dos inconformados de justificarem para si mesmos o erro que cometeram ao rejeitar um acordo com a oposição. 

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