É bem verdade que a prefeita chegou ligeiramente atrasada, mas, não se pode negar, estava muito elegante. Faltou apenas a bolsa. A notícia é da Secretaria de Comunicação:
A prefeita Eunice Mistilides Silva – Nice, prestigiou na terça-feira, 4, a solenidade de inauguração da 1ª Vara Federal com Juizado Especial Federal Adjunto da 24ª Subseção Judiciária do Estado de São Paulo, realizada pelo desembargador federal e presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), Newton de Lucca.
A instalação da Vara Federal vai ampliar o acesso à justiça para a população de Jales e região e atenderá causas cíveis em geral, como matérias relacionadas à Previdência e Assistência Social, Sistema Financeiro de Habitação (SFH), Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), tributos federais, além de questões de competência da Justiça Federal.
Durante seu discurso, o desembargador federal Newton de Lucca ressaltou que os juizados são modelo para a Justiça Federal pela rapidez e eficiência proporcionadas pelo rito processual simplificado. “Não há papel, todos os procedimentos são eletrônicos e as ações podem ser peticionadas diretamente pelo cidadão ou por meio de um advogado. A população de toda a região também poderá recorrer ao JEF adjunto para resolver causas federais cujos valores não ultrapassem 60 salários mínimos”, disse o desembargador que complementou: “Era fundamental darmos uma atenção especial àqueles jurisdicionados que mais necessitavam da prestação jurisdicional federal”.
Para a prefeita Nice, a instalação de uma Vara Federal com Juizado Especial Federal é um marco no desenvolvimento do município. “Ganhar uma Vara Federal representa o crescimento. Toda cidade sonha em ter um Juizado e isso nos mostra que estamos no caminho certo e voltando a ser centro de região. Reafirmo aqui a parceria que sempre tivemos com a Justiça Federal e quero dizer que a Prefeitura está de portas abertas para vocês”.
Participaram da solenidade, o juiz federal Fabiano Lopes Carraro, o deputado federal Arnaldo Faria de Sá, a desembargadora Therezinha Cazerta, o desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Luiz Stefanini, o procurador geral da República, Gabriel da Rocha, o coordenador jurídico da Caixa Econômica Federal, Antônio Araújo Martins, o conselheiro seccional da OAB, Carlos Alberto Expedito de Brito Neto e o presidente da Câmara Municipal, Gilberto Alexandre de Moraes.
A notícia é da Secretaria Municipal de Comunicação:
Assim como no ano de 2013, este ano não poderia ser diferente. Na próxima sexta-feira, dia 07, a prefeita Eunice Mistilides – Nice estará recebendo a população em mais uma edição do “Café com a Prefeita”, um projeto que proporciona aos moradores de diversos bairros, a oportunidade de estarem em contato direto com a prefeita, para pedidos, reivindicações, elogios e esclarecem dúvidas.
A ação é proposta para toda primeira sexta-feira de cada mês. Durante o encontro, a prefeita atende individualmente cada munícipe, encaminhando, quando necessário, o pedido aos secretários municipais que também ficam à disposição para ouvi-los.
Mais de mil pessoas já foram atendidas pessoalmente por Nice. “Ouvir o que a população tem a dizer é uma marca desta administração. Neste ano que se inicia não poderia ser diferente, queremos facilitar esse acesso, sem precisar de agendamento prévio e buscar na medida do possível solucionar os problemas apresentados”, afirmou Nice.
Os interessados em conversar com a prefeita não necessitam de agendar horário, apenas comparecerem no dia. O atendimento será por ordem de chegada.
A empresa BX Eventos, do empresário Osvaldo Costa Júnior, o Bexiga, foi a vencedora da licitação aberta pela Prefeitura de Jales para terceirização da Facip pelos próximos três anos.
Pelo menos 13 interessados tinham retirado o edital da licitação, mas apenas quatro – BX Eventos, Mix Eventos(Guapiaçu), Bilheteria 24 Horas(Santa Fé do Sul) e Bassi e Rúbio Ltda(Itajobi) – protocolaram propostas. As duas últimas foram desclassificadas por falta de documentos.
Entre as duas que restaram, a Mix Eventos apresentou proposta de R$ 156 mil – ou R$ 52 mil por ano – enquanto a BX Eventos se dispôs a pagar R$ 160,5 mil pelos três anos de contrato.
De acordo com o que determina a lei, a Comissão de Licitação abrirá o prazo de cinco dias úteis, para apresentação de eventuais recursos, mas é improvável que as empresas perdedoras contestem a vitória da BX.
Bexiga, que aparece na foto acima com os advogados que o assessoraram na licitação – Carlos de Oliveira Mello, de Jales, e Fábio Martins Ramos, de Marília – estava bastante animado. Se tudo correr bem, a prefeita Nice Mistilides deverá homologar a licitação no início da próxima semana, quando o contrato já poderá ser assinado.
A grade de shows que Bexiga havia reservado antes da revogação do decreto que dava à BX Eventos o direito de explorar o recinto de exposições, poderá ser mantida. Ei-la: Bruno e Marrone, Munhoz e Marciano, Cristiano Araújo, Luan Santana e Trio Brasil.
O Diário Oficial do Estado, de sábado, 01, publicou o pedido de abertura de um inquérito civil para investigar a estória dos uniformes escolares mais caros da história da cidade. Figuram como investigados a Hebrom Confecções Ltda e o Município de Jales.
O amigo leitor deve estar se perguntando: “mas, investigar de novo?” E eu respondo: não nos percamos nesta confusão de siglas. Desta vez, quem está pedindo a investigação é o Ministério Público Estadual – MPE.
Antes, quem fez algumas investigações preliminares, movido por denúncia do ex-servidor Matogrosso, foi o Ministério Público Federal. O MPF apurou alguns detalhes, inclusive que os preços dos uniformes estão bem acima da realidade, mas concluiu que o caso deveria ser remetido ao MPE.
E o MPE, de sua parte, depois de analisar o que lhe foi remetido pelo MPF, chegou à conclusão de que era preciso aprofundar as investigações.
Só mais dois detalhes: 1) os uniformes escolares ainda não foram pagos porque ninguém da Educação se dispôs a autorizar a Secretaria de Fazenda a fazer o pagamento. 2) A CEI da Câmara, que também está investigando a aquisição dos uniformes, ficou paralisada por quase dois meses, mas deve voltar a debruçar-se sobre o caso neste início de mês.
Duas baixas em apenas três dias. O governo Nice Mistilides está, realmente, fazendo história.
O engenheiro civil Luciano Costa Telles, que é servidor de carreira da Prefeitura de Jales e exerce cargo de confiança – chefe de gabinete da Secretaria de Planejamento e Trânsito – também está pulando fora do Titanice.
Nesta sexta-feira, ele protocolou um requerimento endereçado à prefeita, onde solicita o afastamento do serviço, por um ano, e o desligamento do cargo de chefe de gabinete, para o qual foi nomeado por Nice em fevereiro do ano passado.
Na verdade, Luciano pretendia afastar-se do emprego de carreira no início de 2013, mas, nomeado pela prefeita Nice para a chefia de gabinete, viu seu contracheque engordar razoavelmente e decidiu continuar batendo o ponto em nossa Prefeitura.
É possível, no entanto, que o episódio envolvendo sua colega engenheira, Zinaira Milene Rotta, tenha feito Luciano concluir que o dinheiro não é tudo e que o melhor a fazer, nesse momento, é cair fora antes que o navio afunde de vez e os tripulantes não consigam voltar à superfície.
Se o pedido de exoneração se deu em solidariedade à colega Zinaira, Luciano está de parabéns. Se ele está saindo porque percebeu que o governo Nice não tem salvação, parabéns também. Se a saída é porque ele já não aguenta as manias da prefeita e do supersecretário, Aldo Nunes de Sá, novamente é o caso de parabenizá-lo.
Com essas e outras, a Ungida caminha para terminar seu mandato – se terminar – com apenas um secretário ao seu lado. Ou melhor, um supersecretário.
Sinceramente, já perdi as contas de quantas pessoas já pediram o boné e deixaram a equipe de assessores da prefeita Nice Mistilides. Ontem, tivemos mais uma defecção.
A engenheira Zinaira Milene Rotta, que é servidora de carreira e ocupava o cargo de chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Obras, é mais uma que abandona o barco do governo municipal. Barco que, por sinal, está à deriva.
Zinaira foi nomeada por dona Nice no final de fevereiro de 2013, mas, pelo jeito, não vai querer comemorar um ano no cargo.
Segundo consta, ela teria sido, por assim dizer, “desacatada” pela Ungida diante de seus colegas de secretariado, durante reunião que a prefeita realizou com o primeiro escalão do governo, ao final do expediente de quarta-feira.
Na quinta, a primeira providência de Zinaira, ao chegar para o trabalho, foi limpar gavetas e se livrar dos carimbos que a identificavam como chefe de gabinete da Secretaria de Obras.
De seu lado, o novo secretário de administração, Domingos Correa de Oliveira, que participava pela primeira vez de uma reunião do secretariado deve ter percebido que, com a Ungida, o sistema é bruto.
A Secretaria Municipal de Administração já tem um novo titular. Por sinal, é o terceiro em pouco mais de um ano de mandato da prefeita Nice.
Desde segunda-feira, 27, que o ex-gerente do Bradesco de Jales, Domingos Correa de Oliveira, já está dando expediente como secretário de Administração. Um dos principais assessores da prefeita Nice disse, na segunda-feira, que Domingos estava em período de testes.
É a primeira vez que ouço dizer em teste para ocupar o cargo de secretário. De qualquer forma, parece que o rapaz foi aprovado nos tais testes, pois ele já foi nomeado pela prefeita Nice.
Domingos é o segundo ex-bancário nomeado por Nice, em menos de um mês. Nesse ritmo, é possível que, num segundo mandato da prefeita, sobre uma vaguinha para este aprendiz de blogueiro.
De outro lado, a prefeita ainda não conseguiu encontrar uma nova secretária de Educação, para substituir Simone Aranda. O principal empecilho: ninguém quer assumir a bucha de assinar o pagamento dos uniformes escolares.
Empregos! Em geral, essa é uma das coisas que os políticos, quando em campanha, mais se lembram de prometer aos eleitores incautos. Parini, por exemplo, prometeu empenhar-se para trazer novas indústrias, mas, durante os oito anos em que acomodou seu pesado bumbum na cadeira de prefeito, pouco ou nada fez nesse quesito.
Como resultado da falta de uma política de geração de empregos, Jales frequentou, durante o reinado dos Parini, os últimos lugares entre as principais cidades da região, nas estatísticas sobre criação de postos de trabalho.
Com Nice não está sendo diferente. Findo 2013, os números oficiais do Ministério do Trabalho mostram que Jales produziu apenas 301 novos empregos com carteira assinada, durante os 12 meses do ano. Pela terceira vez em quatro anos, fomos os piores da região.
Para que vocês tenham uma ideia, Santa Fé do Sul, com 60% da população de Jales, conseguiu criar 424 novos empregos, 123 a mais que nós. Outro dado: os 301 empregos formais de 2013 representam o pior resultado obtido por Jales nos últimos dez anos.
É claro que os números de 2013 ainda refletem a inoperância do governo Parini, mas a má notícia é que Nice segue na mesma toada do nosso premiado estadista. Ou seja, se depender do que ela fez no ano passado – ou do que ela não fez, se preferirem – tudo indica que, em 2014, os números do emprego serão piores ainda.
A notícia é da Secretaria Municipal de Comunicação:
A prefeita Eunice Mistilides Silva – Nice esteve em São Paulo no dia 23 e, acompanhada pelo secretário municipal de Esportes, Cultura e Turismo, Bruno Altimari, esteve na SELJ – Secretaria Estadual de Esportes, Lazer e Juventude e garantiu R$ 400 mil que serão utilizados na realização da 57º edição dos Jogos Regionais. Antes o governo repassava apenas R$ 330 mil para a realização da competição.
A verba, que tem contrapartida de 20% do município – R$ 80.000 – vai ser aplicada pela Prefeitura na infraestrutura dos Jogos que acontecem na cidade entre os dias 2 e 12 de julho. Durante as competições, Jales poderá receber mais de 7 mil pessoas, incluindo técnicos, dirigentes, atletas, responsáveis pelas delegações e torcedores visitantes, fato que fortalece o comércio, principalmente nos setores de hotelaria, alimentação e serviços.
Segundo o secretário Bruno Altimari, durante as disputas, a Prefeitura é responsável pela cessão de materiais para as competições, como bolas, redes, tabelas e postes, além da estrutura de informática para a confecção de boletins, segurança, serviços de primeiros socorros, entre outros. A infraestrutura consiste ainda em oferecer alojamento e alimentação para os profissionais da Secretaria de Estado de Esportes, Lazer e Juventude, responsáveis pela organização das competições entre os atletas, em parceria com a Prefeitura.
De acordo com o representante do secretário estadual, José Auricchio Júnior, Mário César Bortolozo, cerca de 450 pessoas da SELJ, entre árbitros, fiscais e delegados dos Jogos, estarão na cidade durante as disputas. A expectativa é que pelo menos 75 municípios participem dos JR e disputem medalhas em suas diversas modalidades esportivas.
Não é só Santa Fé do Sul que reforça a frota de veículos, enquanto a nossa prefeita viaja. O jornal Folha Noroeste, do meu amigo Neco Pedreira, está destacando, neste final de semana, que a Prefeitura de Urânia recebeu 04 novos veículos.
Segundo o jornal, um caminhão basculante, uma ambulância e um micro-ônibus para transporte de alunos foram adquiridos com recursos oriundos de convênios assinados pelo prefeito Francisco Airton Saracuza. E um outro micro-ônibus foi adquirido com recursos próprios.
Enquanto isso, dona Nice Mistilides está anunciando a “conquista” de R$ 400 mil para a realização dos Jogos Regionais. Qualquer pessoa com QI acima de 45 sabe, no entanto, que se trata de uma “conquista”, digamos assim, compulsória. Afinal, o governo estadual envia recursos pra todas as cidades-sede dos Jogos Regionais. Nem precisa pedir.
A questão é saber se este é o momento certo para sediarmos os Jogos Regionais, com nossas praças esportivas abandonadas e a cidade toda esburacada e suja. Certamente que a administração municipal – se tivesse bom senso – deveria tratar de deixar isso pra outra ocasião.
Ainda que mal comparando, talvez a prefeita devesse mirar-se no exemplo do prefeito de Estocolmo, capital da Suécia. Na semana passada, ele anunciou a desistência de sediar os Jogos Olímpicos de Inverno, alegando que a cidade tem outras prioridades, como saúde, transporte, etc.
A isso se dá o nome de bom senso, algo que não devemos esperar dos políticos que temos.