Ontem, o governo ilegítimo anunciou que os pontos de bloqueio ocupados pelos caminhoneiros tinham diminuído para cerca de 520 e confiava que, diante das ameaças de Temer e sua tropa de choque, diminuiria ainda mais neste sábado.
Qual nada! Talvez até por conta das ameaças, o movimento recrudesceu, ganhou mais apoios e a própria Polícia Rodoviária Federal já admite que os pontos de bloqueio aumentaram hoje para cerca de 600. A notícia é do Brasil 247:
Em reunião no Palácio do Planalto até o final da manhã deste sábado (26) com a presença de Michel Temer, mas conduzida ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Sergio Etchegoyen, o governo constatou o fracasso de sua tentativa de acabar com a greve dos caminhoneiros e reverter o caos provocado por Pedro Parente. Foram discutidas uma séries de medidas com o objetivo de intimidar os caminhoneiros.
Em entrevista depois da reunião, o ministros Carlos Marun, da Secretaria de Governo da Presidência da República, informou que o governo começará a aplicar multas no valor de R$ 100 mil por hora parada para quem não cumprir a ordem de desbloqueio das rodovias. Acrescentou que a Polícia Federal já tem inquéritos abertos para investigar a origem do movimento e que já existem pedidos de prisão.
Participaram do encontro, além de Temer, Etchegoyen e Marun, Eliseu Padilha (Casa Civil), Raul Jungmann (Segurança Pública), Torquato Jardim (Justiça), Valter Casimiro (Transportes) e Grace Mendonça (AGU). Também estavam o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, e o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Renato Borges Dias, além do deputado Osmar Terra (MDB-RS).
Diferentemente da sexta (25), quando toda a cúpula do governo concedeu entrevista, apenas Marun falou aos jornalistas. Ele não apresentou qualquer balanço da situação do país, mas reconheceu que a situação é grave. Ficou claro na entrevista que haverá um endurecimento e uma escalada repressiva contra o movimento grevista que conta com amplo apoio da população.
As charges abaixo são do Ricardo Manhães (Notícias do Dia-SC), do J.Bosco (Amazônia Jornal-PA), do Cláudio (Agora S.Paulo-SP) e do Lute (Hoje em Dia-MG):
Segundo reportagem do Valor Econômico, o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de Volta Redonda e Região Sul Fluminense (Sinditac-VR), Francisco Wild, disse que o presidente Michel Temer (MDB), em seu pronunciamento nesta sexta-feira (25), piorou uma situação que pouco havia avançado, em sua opinião.
Em discurso, Temer disse que vai usar as forças federais de segurança para desbloquear as estradas. No caso das vias federais, deve ser acionada a Polícia Militar (PM). “O que vão fazer? Levar nossos caminhões? São 40 mil parados somente na Dutra. Onde vão colocar? Não estamos obstruindo. Estamos apenas parados”, disse o líder sindical, em referência à paralisação dos caminhoneiros que entrou, neste sábado, em seu sexto dia.
Pesquisa mensal Barômetro Político Estadão-Ipsos mostra que Lula é o candidato mais aprovado (45% contra 42% na anterior) e menos reprovado (52% contra 54% na anterior) dentre aqueles com mais intenções de voto para as eleições.
Temer tem 92% de desaprovação; Alckmin, 69%; Ciro, 65%; Rodrigo Maia, 64%; Meirelles e Marina, 61%; Bolsonaro, 60%; desaprovação a Moro não para de subir e ele já tem 50% de rejeição. O jornal Estadão, que sempre deu a pesquisa com destaque, agora esconde os resultados, por favorecerem Lula.
Desde junho de 2017, quando a taxa de desaprovação a Lula estava em 68%, ela cai sem cessar. Movimento inverso ao de Temer, que tinha 59% de desaprovação em outubro de 2016 e desde então é mais desaprovado a cada mês.
Bolsonaro teve a menor taxa de desaprovação na primeira rodada de pesquisas, em outubro de 2015, 27%. Oscilou e, desde abril de 2017, quando estava em 48% de rejeição, assistiu a um crescimento consistente da desaprovação, até os 60% de agora.
Sérgio Moro, que a cada dia comporta-se mais como parlamentar e menos como juiz, tem uma curva de desaprovação crescente. Em maio de 2016, dezembro de 2016 e janeiro e maio de 2017 teve as menores taxas de rejeição (22%). Nos últimos 12 meses, sua desaprovação mais que dobrou. Chegou a 53% em dezembro de 2017 e agora está em 50%.
Em sessão da Câmara realizada ontem, 23, os vereadores de Fernandópolis, que não são bobos, rejeitaram o projeto de lei de autoria dos nobres colegas João Pedro Siqueira(PTB) e Aparecido Moreira da Silva(PR), que previa a redução dos salários dos parlamentares fernandopolenses de R$ 6,3 mil para três salários mínimos (R$ 2,8 mil).
Se tivesse sido aprovado, o projeto valeria apenas a partir de 2021, quando os novos vereadores, eleitos em 2020, assumissem suas cadeiras. De qualquer forma, com dez votos contrários e apenas dois favoráveis – provavelmente dos autores – a proposta foi remetida ao arquivo morto.
O povo – apesar de convocado – não compareceu à Câmara para acompanhar votação. Um policial aposentado, o Cabo Santos, bem que tentou arregimentar simpatizantes da proposta para irem à Câmara pressionar os vereadores, mas conseguiu reunir apenas alguns gatos pingados (foto ao lado) que, sem uma faixa ou um cartaz sequer, se limitaram a acompanhar as discussões.
Inconformado com a falta de apoio da população para seu projeto, o vereador João Pedro desabafou: “a culpa de os políticos serem corruptos é do próprio povo e dos eleitores que trocam o voto por um saco de arroz, um emprego ou um litro de gasolina”.
João Pedro não foi o único a desabafar. O Cabo Santos, que é fundador do Movimento pela Ética na Política de Fernandópolis e pré-candidato a deputado – eu bem que desconfiava! – também verbalizou sua oportuna indignação: “esses vereadores que votaram contra são traidores do povo”. Mas, onde afinal estava o povo?
Os preços do diesel e da gasolina voltam a subir nas refinarias a partir de amanhã (22); É o 11º aumento do preço da gasolina nos últimos dezessete dias. A notícia é do blog do Esmael Moraes:
A greve de caminhoneiros contra o aumento no preço dos combustíveis atinge 11 estados, nesta segunda-feira (21), com fechamento de rodovias federais.
As paralisações convocadas pela Associação Brasileira de Caminhoneiros (ABCam) e pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) põem Michel Temer contra a parede, pois, segundo os grevistas, o preço do diesel subiu 60% desde julho de 2017. Eles querem redução de 50% no combustível.
Entretanto, parecendo provocação aos profissionais da boleia, a Petrobras anunciou hoje elevará os preços do diesel em 0,97% e os da gasolina em 0,9% nas refinarias a partir desta terça-feira (22). Ou seja, a situação vai piorar nas próximas horas para os cerca de 700 mil caminhoneiros autônomos que transportam o país pelas estradas estaduais e federais.
Eu não sei se tem alguma emissora de rádio em Turmalina. Se tiver, ela terá que, a partir desta segunda-feira, transmitir o horário eleitoral gratuito referente às eleições suplementares marcadas para o próximo dia 03 de junho, para escolha dos novos prefeito e vice daquele município.
A campanha eleitoral teve início no dia 05 de maio, depois das convenções partidárias e da escolha dos candidatos.
Duas coligações disputam a preferência dos quase 2.000 eleitores de Turmalina. A coligação batizada com o nome “A hora é essa, mudança já”,terá como candidato a prefeito Alexandro Ribeiro Pereira(MDB), o Alex Ribeiro, com José Carlos Buzão(DEM), o Calixto, como companheiro de chapa.
Alex Ribeiro foi candidato em 2016 e perdeu para a prefeita eleita, Fernanda Massoni, por 59 votos. Ele está contando com o apoio do deputado Itamar Borges(MDB).
Já a coligação “Juntos trabalhando por Turmalina e Fátima Paulista” terá o atual prefeito interino, Aparecido de Souza Viana(PSDB), o Tutão, como candidato a prefeito, com Moisés Relíquias da Silva(PTB), o Moisés do Jacaré, como vice.
Tutão, que conta com o apoio do deputado Carlão Pignatari(PSDB), era o presidente da Câmara e assumiu o cargo de prefeito em setembro de 2017, depois da confirmação da cassação dos mandatos da prefeita Fernanda Massoni e do vice Alcir Aquino.
Deu no Brasil 247, com informações da Folha de S.Paulo:
O candidato do PSDB à presidência da República, Geraldo Alckmin, apontado como o “santo” das planilhas da Odebrecht, tem um novo problema para resolver, além da baixa popularidade. A CCR, maior concessionária de estradas do país, revelou ter doado R$ 5 milhões para o caixa dois da sua campanha ao governo paulista em 2010. O dinheiro teria sido entregue ao cunhado de Alckmin, Adhemar Ribeiro e a denúncia de propinas também atinge os tucanos José Serra e Aloysio Nunes.
Quem informa é Mario Cesar Carvalho, na Folha. “A CCR, maior concessionária de estradas do país e quinta do mundo, deu cerca de R$ 5 milhões para o caixa dois da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) em 2010, segundo relatos feitos por representantes da empresa ao Ministério Público de São Paulo. O dinheiro teria sido entregue ao cunhado de Alckmin, o empresário Adhemar Ribeiro, segundo a narrativa feita à Promotoria, e não consta da prestação de contas. É a segunda vez que o cunhado é associado a arrecadações ilegais de campanha. A Odebrecht relatou em acordo de delação ter entregue R$ 10,7 milhões a ele, também na campanha de 2010”, relata Mario.
“A CCR não pode fazer doações eleitorais por ser concessionária de serviços públicos, como estradas, metrô e barcas. Já era esse o entendimento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) à época da doação, em 2010. Três anos depois esse veto virou lei na minirreforma política. A empresa tem a concessão de algumas das principais rodovias paulistas, como o complexo Anhanguera-Bandeirantes e trechos da rodovia Castello Branco e da Raposo Tavares”, aponta ainda o jornalista.
Em São Paulo, as tarifas de pedágios estão entre as mais caras do mundo. “Nos relatos reunidos pelo promotor José Carlos Blat, a CCR aparece como doadora de R$ 23 milhões para três políticos tucanos de SP entre 2009 e 2012: além de Alckmin, são citados o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, e o senador José Serra. Os valores que teriam sido entregues a Serra e Aloysio ainda não foram apurados.”
Reportagem da revista IstoÉ em 15 de abril de 2016, dois dias antes da Câmara dos Deputados decidir afastar Dilma pelo impeachment, afirmava que, com um novo governo, poderia haver queda do dólar, retomada de investimentos e redução do desemprego.
O desemprego hoje é recorde, o dólar está nas alturas e não houve a anunciada avalanche de investimentos. E a gasolina, que, em maio de 2016, custava menos de R$ 3,30 aqui em Jales, agora já está sendo vendida a mais de R$ 4,20.