“CHEGA DE FALAR DE CLOROQUINA”, DIZ MILITAR QUE CHEFIA TESTAGEM DA COVID NOS EUA
Aqui no Brasil, até as emas fogem da cloroquina, mas o militar que ocupa o Ministério da Saúde tenta convencer médicos a recomendar o uso do remédio no tratamento da covid. A notícia é do iG:
No último domingo (02), Brett Giroir, o secretário assistente do ministério da Saúde dos EUA, responsável por coordenar os testes de Covid-19 no país, disse que não há evidência de que a hidroxicloroquina é um tratamento efetivo para o novo coronavírus (Sars-coV-2), apesar da propaganda insistente de Donald Trump.
Em entrevista à NBC, o representante do governo não mencionou diretamente o presidente Trump, mas deixou claro que o consenso científico é de que o medicamento não ajuda a tratar a Covid-19 .
“A maioria dos médicos atuam baseados em evidências e eles não se deixarão influenciar pelo que aparece no Twitter ou qualquer outro lugar. E a evidência científica mostra que a hidroxicloroquina não é efetiva neste momento”, disse.
“Nós temos que seguir em frente e falar daquilo que é efetivo”, acrescentou ele, indicando que medidas de higiene, como lavar as mãos e usar máscaras, bem como tratamentos com o antiviral remdesivir e drogas esteróides, como a dexametasona.
“Até agora já fizeram cinco estudos controlados que não mostraram qualquer benefício da hidroxicloroquina no tratamento de Covid-19. Portanto, atualmente, nós não a recomendamos como tratamento”, continuou.
Desde os primeiros dias da pandemia, Trump tem promovido sua crença de que a hidroxicloroquina, uma droga usada no tratamento da malária, poderia ajudar a tratar a doença. Em maio, ele disse que tomou o tratamento não comprovado, de forma preventiva, por duas semanas.
O FDA (sigla, em inglês, para Departamento de Alimentos e Drogas, a Anvisa americana), rapidamente lançou uma autorização emergencial para que a droga fosse usada no tratamento de Covid-19, mas em junho, o órgão retirou a autorização.
FELIPE NETO DIZ QUE NÃO CONVERSA COM PROPAGADORES DE MENTIRAS
Ontem, enquanto o Fantástico desmascarava o esquema bolsonarista de propagação de mentiras e desinformações nas redes sociais, o influencer Felipe Neto dava uma entrevista na GloboNews, na qual criticou a abertura de espaço na imprensa para negacionistas, cloroquinistas, olavistas e outros vigaristas.
Ele citou nominalmente o ex-ministro Osmar Terra, que, entre outras babaquices, defende a cloroquina e ataca o isolamento social. Osmar Terra disse, há alguns meses, que o pico da pandemia no Brasil seria em abril e que não teríamos mais do que 2.000 óbitos.
Vejam um dos trechos da entrevista de Felipe Neto.
PREFEITA DE OUROESTE É CONDENADA POR PINTAR BENS PÚBLICOS COM CORES DO SEU PARTIDO
A carismática prefeita de Ouroeste é médica (pediatra) e estudante de Direito e, segundo andei lendo no facebook, gosta de lasanha e de andar de bicicleta. Seu perfume preferido é o Light Blue e sua música predileta é “Tocando em Frente”, do Almir Sater. De perfume não entendo, mas a música é de bom gosto.
Seu livro de cabeceira é de autoajuda: “A bússola e o leme”, de um tal Haroldo Dutra Dias. Quanto às suas cores preferidas, não há nenhuma informação, mas acho que nem precisa. A notícia é do Conjur:
A 4ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou a prefeita de Ouroeste, Lívia Luana Costa Oliveira (PSB), por atos de improbidade administrativa, após ter usado verbas públicas para promoção pessoal. A pena foi de suspensão dos direitos políticos por cinco anos e multa civil no valor de 20 vezes o valor de sua remuneração.
Segundo o Ministério Público, a prefeita usou as cores do partido ao qual é filiada (vermelha e amarela) na pintura de prédios e bens públicos, postes e lixeiras, veículos, uniformes de equipes de futebol e de funcionários do município, além de criar e disseminar uma logomarca nas mesmas cores com a frase “Governo 2017/2020”.
A prefeita alegou que o objetivo das pinturas era revitalizar os prédios públicos do município. Entretanto, o argumento foi afastado pelo relator, desembargador Paulo Barcellos Gatti. Segundo ele, apesar da relevância do serviço de pintura e das obras de revitalização de bens públicos, a “escolha inusitada” das cores vermelha e amarela, idênticas às cores do PSB, afrontou os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa.
“Os robustos elementos de prova carreados aos autos indicam que a prefeita de Ouroeste, em comportamento flagrantemente doloso, acarretou danos ao erário e violou o princípio da impessoalidade ao proceder à revitalização de bens públicos com as cores de seu partido, não tendo buscado com essa conduta a realização do interesse público, mas sim a satisfação do desejo de publicidade pessoal, custeada com dinheiro público”, disse.
O desembargador destacou, ainda, que as cores escolhidas pela prefeita para repaginar os bens públicos nada tem a ver com as cores dos símbolos oficiais do município, “haja vista que a bandeira ostenta as cores verde, branca e amarela, ao passo que o brasão é predominantemente verde, e contém também o azul e amarelo, observando-se que o vermelho é reservado unicamente para o nome do ente político”.
Segundo ele, o objetivo da prefeita foi apenas “vincular no imaginário popular que a realização das benesses foi obra do seu partido político”. Além da suspensão dos direitos políticos e da multa civil, a prefeita deverá repintar os bens públicos e retirar a logomarca de todos os equipamentos, com recursos próprios, sob multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.










