‘CIDADÃO DE BEM’ QUE MATOU TRANS EM MOTEL GANHA LIBERDADE

Em 2013, entrevistei quatro travestis que ofereciam seus serviços na Rua Quinze, entre a Doze e a Avenida João Amadeu. Informalmente, elas me disseram que cerca de 90% dos homens que as procuravam gostavam mesmo era de “morder a fronha”. Uma delas até reclamou que tinha poucos clientes porque era apenas passiva.

No mesmo ano, em uma matéria sobre Aids, falei com uma ex-travesti aqui de Jales, que tinha a doença sob controle. O rapaz, que largou a vida profana e até se casou com uma mulher, também disse que quase todos os homens com quem saiu – muitos deles casados – pagavam para, digamos assim, serem possuídos. 

Deu no site Pragmatismo Político:

Leonardo Cafer Júnior, de 44 anos, foi libertado pela Justiça de Marília (SP) na última quarta-feira (25). O administrador de empresas é réu confesso no inquérito que investiga o assassinato da transexual Marcelle Brandina, de 23 anos.

No último dia 18 de dezembro, a defesa de Leonardo protocolou um pedido de liberdade provisória, que foi atendido pelo juiz Décio Divanir Mazeto, da 3ª Vara Criminal.

Leonardo, que é casado e tem uma filha, cometeu o crime em um motel após combinar o encontro com a trans pelo celular. Ele foi preso em sua própria casa no dia do crime e admitiu ter assassinado a vítima.

Em depoimento à polícia, o administrador justificou o assassinato de Marcello como uma “reação emocional”. Segundo ele, a vítima teria pedido dinheiro para não divulgar o encontro dos dois.

“Leonardo disse que chegou sozinho no motel e ficou aguardando a vítima, com a qual havia combinado o programa por meio de um aplicativo. Ele disse que pagou R$ 100 do programa, mas Marcelle também teria lhe cobrado pagamento de R$ 60 para o transporte”, conta o delegado Valdir Tramontini.

“Em seguida, o réu teria pago uma nota de R$ 50 e outra de R$ 20 e pediu R$ 10 de troco. Isso teria irritado bastante Marcelle que, segundo ele, passou a exigir a quantia de R$ 500 para não expô-lo nas redes sociais”, afirmou o delegado.

Marcelle foi morta por estrangulamento e teve o corpo abandonado na zona rural de Marília com todos os seus pertences pessoais, como bolsa e celular. Sem subtração de qualquer bem, a polícia descartou caso de latrocínio — roubo seguido de morte.

Leonardo mora em Oriente (SP), cidade vizinha a Marília, responde na Justiça por homicídio qualificado e pode responder ainda por ocultação de cadáver. Ele deve ser submetido a julgamento pelo Júri Popular, mas ainda não há data prevista.

Nas redes sociais, Leonardo Cafer Júnior se comporta como um homem de família que tem aversão à corrupção. Ele se declara apoiador de Jair Bolsonaro e da Operação Lava Jato. Em uma das publicações, o homem chega a defender Flávio Bolsonaro.

JEDIEL DIZ QUE NÃO COGITA SE MUDAR PARA O PSDB

A informação é do portal de notícias A Voz das Cidades, do Betto Mariano.

O portal está dizendo que o ex-vereador e ex-presidente do MDB de Jales, Jediel Zacarias, desmentiu informação veiculada por este modesto blog, segundo a qual ele teve sua filiação ao PSDB vetada pela deputada Analice Fernandes.

Jediel garante que sequer cogitou se transferir para o PSDB e um dos motivos é exatamente porque ele não se bica com Analice.

O ex-vereador confirmou que continua filiado ao MDB e ressaltou que, não obstante ter deixado a presidência do partido por discordar do apoio ao prefeito Flá Prandi, seu relacionamento político com o deputado Itamar Borges continua mais sólido que rocha.

ENGENHEIRO PERDE R$ 6,2 MIL EM GOLPE DO WHATSAPP

As autoridades vivem alertando a população para esses golpes, mas tem gente que insiste em acreditar em tudo que lhe chega via WhatsApp. E a vantagem do whats é que ele democratizou o estelionato: antigamente, só os mais ingênuos e os menos instruídos – ou, no caso do bilhete premiado, os mais gananciosos – caíam em golpes. Deu no Diário Região:

Um engenheiro de 51 anos teve prejuízo de R$ 6,2 mil ao pós cair no golpe do WhatsApp. O caso aconteceu na segunda-feira, 23, mas só foi registrado nesta quinta-feira, 26.

De acordo com as informações do boletim de ocorrência, a vítima recebeu uma mensagem de um amigo dizendo que ele estava precisando de um empréstimo e pediu para fazer transferências bancárias.

Ainda segundo o boletim, o engenheiro fez dois depósitos que somados chegam a R$ 6,2 mil. Sendo informado por mensagem que receberia o valor na hora do almoço.

Em seguida a vítima ligou para o amigo e foi informado que o WhatsApp dele havia sido clonado.

A polícia vai investigar o caso. 

MORO SUGERIU 38 VETOS AO PACOTE ANTICRIME E BOLSONARO ACATOU APENAS 09

Com informações da Folha de S.Paulo:

Sérgio Moro sugeriu a Jair Bolsonaro 38 vetos de diversos assuntos do pacote anticrime, mas o seu presidente acatou apenas 9, deixando de fora o veto da criação da figura do juiz de garantias.

É o que revela o parecer encaminhado pelo Ministério da Justiça para Bolsonaro, publicado pela Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (26), que menciona “múltiplas manifestações contrárias ao instituto do juiz das garantias”.

O juiz de garantias é uma espécie de remédio processual contra uma eventual parcialidade do juiz e foi batizada como medida anti-Moro, por impedir a repetição do padrão Lava Jato, em novos julgamentos. 

No documento, no entanto, Moro diz que a figura do juiz das garantias dificulta ou inviabiliza a elucidação de casos complexos, como crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e delitos contra o sistema financeiro. 

“Não há comprovação fatídica (acho que o conje quis dizer ‘comprovação fática’), tampouco científica, de que o modelo atual não vem se apresentando satisfatório e, por isso, necessitando de reformulações tão drásticas”, diz um trecho do parecer, que sustenta o veto na premissa de que a medida impõe a necessidade de aumentar o número de juízes pelo país.

Especialistas destacam que a nova legislação não exigirá mais magistrados, mas sim uma mudança de funções e competência.

UNIVERSIDADE BRASIL DIZ QUE VAI ACIONAR CORREGEDORIA E CONSELHO SUPERIOR CONTRA MPF

E a guerra de informações entre a Universidade Brasil e o MPF continua. Eis a última novidade, divulgada pelo portal DL News:

A Universidade Brasil informou na segunda-feira (23) que vai acionar a Corregedoria e o Conselho Nacional do Ministério Público Federal (MPF) para investigar suposta prática de abuso de autoridade do MPF.

Nota divulgada no site o Ministério Público Federal, na última sexta-feira (20), acusou a Universidade Brasil de utilizar documentos falsos para obter liminar junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que garantiu o número de vagas do curso de Medicina de Fernandópolis.

Por meio da assessoria de imprensa, a instituição disse que a informação é caluniosa e que repudia o comunicado. A Universidade disse ainda que os documentos levados aos autos são verídicos. “O próprio MPF, no julgamento do TRF-1, tentou imputar falsidade aos documentos, o que foi rechaçado pelos desembargadores”, afirmou.

A instituição disse que as recentes decisões judiciais se alinham à posição defendida pela unidade sobre o número de vagas ofertados no curso de Medicina em Fernandópolis.

“Em decisão colegiada, de forma unânime, no dia 16/12/2019, a sexta turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região em Brasília decidiu por reconhecer a legalidade do quantitativo de alunos regularmente matriculados no curso de Medicina da Universidade Brasil”, diz a nota.

A instituição também afirmou que vai mover ação indenizatória contra o Estado. “Os recursos provenientes da demanda serão aplicados na viabilização de um hospital universitário na região de Fernandópolis”, disse a Universidade Brasil, por meio da assessoria.

Investigações:

A instituição é alvo de investigações e ações da Procuradoria da República em Jales (SP) por irregularidades na criação e no preenchimento de vagas no curso de Medicina em Fernandópolis (SP). Segundo denúncias de alunos, vagas para o curso eram negociadas por R$ 120 mil. A atuação de um ex-diretor do MEC no esquema é investigada. Os donos da universidade foram presos em setembro pela Polícia Federal. Eles já foram libertados.

OFICIAL DE CARTÓRIO DE JALES GANHA R$ 1 MILHÃO NO SAÚDE CAP

A notícia é do Jornal de Jales:

Edinice Saura Garcia, a Nicinha, oficial maior do Segundo Cartório de Notas de Jales vai passar o Natal e Ano Novo comemorando com nada menos do que R$ 1 milhão no sorteio do Saúde Cap, título de capitalização para o Hospital de Amor, do último domingo, dia 22 de dezembro.

Ela disse que toda semana compra um bilhete e desta vez resolveu comprar dois e deu sorte. Os bilhetes foram adquiridos de um vendedor da Rua 8.

O número contemplado foi o 078014, quarto sorteado que teve mais três prêmios de R$ 10 mil cada que saíram para apostadores de Estrela d’Oeste, Votuporanga e Rio Preto.

Outra contemplada de Jales foi Síria Jardim de Oliveira que ganhou uma das 20 motos sorteadas no Giro da Sorte. Seu prêmio saiu no sorteio 19, com o número 296222.

UM POUQUINHO DE ALGUMAS COISAS

O ex-prefeito Humberto Parini e a empresa Anísio Miotto Eventos foram condenados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a devolver, juntos, R$ 80 mil ao Ministério do Turismo. Mas não é só: na mesma decisão o TCU condenou Parini a devolver, sozinho, outros R$ 120 mil. Como castigo complementar, o ex-prefeito ainda terá que pagar uma multa de R$ 40 mil.

A encrenca se refere à Facip 2010, realizada entre 14 e 18 de abril daquele ano. O TCU considerou que a prestação de contas referente à contratação da banda Roupa Nova – que fez o último show daquela Facip, por R$ 80 mil  – contém irregularidades. Curiosamente, as prestações de contas relativas aos outros dois shows – Luan Santana e Fernando & Sorocaba – também contratados com dinheiro do Ministério do Turismo mas intermediados por outras duas empresas, foram julgadas regulares. A empresa Anísio Miotto Eventos, que intermediou a contratação do Roupa Nova, está recorrendo.

Apenas uma empresa participou da licitação para execução da reforma da praça “Euphly Jalles”, realizada na sexta-feira, 20. Já se sabia, desde a véspera, que não haveria muita disputa pela obra, estimada em R$ 1,6 milhão. É que até a quinta-feira, 19, último prazo para que as empresas interessadas fizessem a visita técnica obrigatória ao local da obra, apenas duas empreiteiras – uma de Jales e a outra de Paranapuã – tinham cumprido a exigência. No final das contas, somente a empresa de Jales – a Max Construções Ltda – confirmou o interesse.

Circulam nos bastidores políticos, boatos dando conta de que a deputada Analice Fernandes – que manda e desmanda no PSDB de Jales – teria desautorizado o ingresso do ex-vereador Jediel Zacarias no partido. Não se sabe qual motivo teria levado Analice a vetar o pouso de Jediel no ninho tucano, mas especula-se que ela considera que o ex-presidente do MDB é muito ligado ao beijoqueiro Itamar Borges.

Assessores do prefeito Flá Prandi suspeitam que por trás da ação popular ajuizada pelo vereador Macetão, com o objetivo de paralisar as obras contratadas com o empréstimo de R$ 11 milhões, tem alguma mão de gato. Segundo eles, um dos indícios de que Macetão estaria sujeitando-se ao papel de laranja, seria o fato de sua advogada ser do Paraná. Uma pesquisa no site do TJ-SP mostra que a única ação patrocinada pela advogada no Estado de São Paulo é a de Macetão.

Os protestos de alguns pais de alunos, contrariados com a adesão da EE “Dom Artur Horsthuis” ao Programa de Ensino Integral (PEI), não deverão obter nenhuma repercussão. Um deles disse ao jornal A Tribuna que tentou criar um grupo de pais insurgentes no whatsapp, mas não obteve sucesso. E, contrariando as informações de que muitos pais estão transferindo seus filhos para outras escolas, o “Dom Artur” teria recebido, até a sexta-feira passada, apenas dois pedidos de transferência de alunos.

O prefeito Flá Prandi está convicto de que – não obstante a defecção do ex-presidente do MDB, Jediel Zacarias, e as críticas da nova presidente, Marynilda Cavenaghi – a maioria dos emedebistas locais, inclusive os tradicionais “manda-brasas”, irá apoiar sua reeleição. De outro lado, fontes palacianas garantem que o vice-prefeito Garça e o andar de cima do MDB – leia-se, deputados Itamar Borges e Baleia Rossi, este último o presidente nacional do partido – não ficaram nada felizes com a rebeldia de Marynilda revelada ao jornal A Tribuna.

CHOCOLATE COM LARANJA: LOJA TRANSFORMA FLÁVIO BOLSONARO NO NEYMAR DOS NEGÓCIOS

A charge é do Céllus. Deu no portal iG:

O Ministério Público do Rio de Janeiro suspeita que o senador Flávio Bolsonaro faça lavagem de dinheiro com uma franquia de chocolates em um shopping na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ele ganhou 82% mais com a chocolateria do que declarou ao fisco.

As investigações ainda estão sendo feitas, mas tudo indica que o filho do presidente usou a loja para lavar dinheiro. Afinal, o desempenho financeiro do senador é fenomenal. Ele declarou à Justiça Eleitoral em 2010 ter bens no valor de R$ 690 mil. Mas, na campanha de 2018, para o Senado , declarou ter bens no valor de R$ 1,7 milhão. O pior vem depois: de 2010 a 2017, comercializou 19 imóveis, no valor de R$ 9,4 milhões, obtendo um lucro de R$ 3,089 milhões.

Coisa tão espetacular que seu pai, o presidente Bolsonaro , comparou-o a Neymar , como uma pessoa muito acima da média. Associando esse desempenho de Flávio nos negócios, na compra e venda de imóveis e na chocolateria , o MP do Rio investiga um outro ponto forte de Flávio: a obtenção de dinheiro com rachadinhas de funcionários em seu gabinete no tempo em que era deputado estadual no Rio.

O seu braço direito nas maracutaias na rachadinha era, como todos sabem, seu ex-motorista Fabrício Queiroz , que em dois anos movimentou R$ 7 milhões, dos quais R$ 2 milhões vieram de funcionários do gabinete de Flávio. E, pior, e mais grave ainda. Muitos dos funcionários de Flávio são ligados a milicianos do Rio, como a mulher e a mãe do chefão das milícias cariocas, o capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, empregadas por Flávio em seu gabinete no Rio.

E mais: Flávio homenageou Adriano e outros milicianos na Assembleia do Rio com a medalha Tiradentes, a mais alta honraria. O MP carioca investiga se Queiroz e os milicianos do Rio podem estar ligados aos laranjas do senador, fechando o círculo do chocolate com laranja.

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