ARTIGO – “NOVO ESTELIONATO” (PEDRO CALLADO)
Por interessante, transcrevo abaixo o artigo do juiz aposentado e ex-prefeito Pedro Callado, publicado no jornal A Tribuna de domingo, 26:
O dólar está numa escalada ascendente, tanto que nesta semana aproximou-se de R$ 4,00. Motivo: o resultado das pesquisas eleitorais, que estariam revelando vitória de candidatos indesejados pelo “mercado”. A economia estaria enfrentando maiores dificuldades por causa das eleições deste ano, ou seja, a eleição, a consulta ao povo, seria elemento de instabilidade econômica.
Como se vê, a eleição direta, que é aquela em que o povo escolhe diretamente seus representantes e governantes, corresponde à exteriorização da democracia. Mas, o tal de “mercado” não aceita o resultado originado na vontade popular. Ele somente aceita o estado de direito e democrático se o resultado indicar que os seus preferidos, ou seja, os seus prepostos, sejam os vencedores.
E assim, COM O AUXÍLIO DA GRANDE IMPRENSA, o tal de “mercado” cria situações artificiais para que os preferidos do povo sejam rejeitados. Criam um ambiente desfavorável aos que têm propostas de interesse popular. O importante para o tal de “mercado” é atender ao sistema financeiro, aos oligopólios e outros do mesmo nível. O interesse do povo, neste incluído o pequeno e médio empresário urbano e rural, fica relegado a um segundo plano.
É tudo uma questão de lógica. Basta verificar que estamos com uma massa de desempregados de mais de 10 milhões de pessoas. São milhares de famílias sem esperança e, enquanto isso, o sistema financeiro vem lucrando como nunca lucrou no passado. Os oligopolistas aumentam seus ganhos e o povo, os pequenos e médios empreendedores, são ignorados e lembrados apenas na época de eleições. Nós, os comuns, somente servimos para o voto. Depois das eleições é outra história.
A relação não é diferente quando falamos dos municípios. Estes, além de humildes, são humilhados. Não se sabe até quando esse quadro vai perdurar, mas uma hora o povo e os municípios irão se cansar e aí, bem, aí não sabemos o que pode acontecer.









