Arquivos mensais: agosto 2020

JALES REGISTRA 25 NOVOS CASOS POSITIVOS E A 14a MORTE POR COVID

O boletim epidemiológico divulgado pela Prefeitura de Jales nesta terça-feira informa que a cidade registrou 25 novos casos positivos da covid, nas últimas 24 horas. Com isso, Jales contabiliza 847 casos positivos, dos quais 634, ou 75% do total, são considerados curados. Nesse ritmo, Jales chegará ao milésimo caso positivo em uma semana.

O boletim informa, também, o 14º óbito. Trata-se de uma mulher de 74 anos, que faleceu na noite de ontem, 10/08, depois de ficar internada na Santa Casa de Jales desde o dia 29 de julho. Com isso, Jales registra 06 óbitos em apenas 10 dias de agosto, mesmo número registrado durante todo o mês de julho.

Em Santa Fé do Sul, foram registrados 07 novos casos em 24 horas. A cidade contabiliza 554 casos positivos, com 398 curados e 21 óbitos. 

Fernandópolis registrou nesta terça-feira, mais 18 testes positivos de coronavírus. O município soma agora 1.547 infectados por Covid-19, dos quais 1.063 estão curados. Fernandópolis contabiliza 22 óbitos.

Votuporanga não divulgou o boletim desta terça-feira, pelo menos até o momento em que o aprendiz de blogueiro batucava estas mal traçadas. Ontem, 10, a cidade registrava 2.294 casos positivos, com 2.005 curados e 50 óbitos.

A 50ª vítima fatal, em Votuporanga, foi uma trabalhadora da saúde, a técnica de enfermagem Izabel Maria Pereira, que tinha 51 anos, 15 deles dedicados à Santa Casa daquela cidade. Em Catanduva, a covid levou outro profissional da saúde: o médico neurologista Manoel de Souza Neto, de 63 anos.

SESSÃO QUENTE: VEREADOR CHICO DIZ QUE MACETÃO É “COVARDE”, “POLITIQUEIRO” E PRECISA “TOMAR VERGONHA NA CARA”

A sessão da Câmara Municipal, de ontem, transcorria calma e sonolenta, como sempre, quando, por volta das 22:30 horas, o vereador Chico do Cartório resolveu “sair da casinha” e nos brindar com um discurso muito acima do tom e, de certa forma, ofensivo à, digamos assim, respeitabilidade do seu colega Macetão.

Deu-se a altercação durante a votação de uma emenda a um projeto do vereador Macetão, que resolveu abrir novamente o seu saco de bondades, dessa vez para isentar do IPTU e do ISSQN, por tempo determinado, os contribuintes jalesenses – físicos e jurídicos – atingidos pelas medidas de combate ao coronavírus.

A emenda – que acabou sendo aprovada por seis votos a quatro – alterou o projeto de Macetão, retirando a parte que tratava da isenção do IPTU e deixando apenas o texto referente ao ISSQN. Antes, porém, da votação, Macetão subiu à tribuna para reclamar da emenda e do tempo que o projeto – protocolado em abril – ficou dormitando em alguma gaveta.

O vereador Chico não se aguentou. Abespinhado com o discurso ele também utilizou a tribuna para rebater o nobre colega, classificando Macetão de “cara de pau” e “politiqueiro”. Alterado, Chico encheu os pulmões e bradou: “o senhor tem que tomar vergonha nessa cara!”. Aos gritos, o vereador apontou o indicador para Macetão e esbravejou: “você é um covarde!”. E, para que ficasse claro, tirou a máscara para, incisivo, repetir com mais vigor: “VOCÊ É UM COVARDE!”.

E não foi só. Depois de acusar Macetão de ter estimulado moradoras do conjunto “Honório Amadeu” a, algumas semanas atrás, protestar na porta da Câmara, Chico reiterou: “você é um covarde que não merece estar aqui; você não merece subir aqui para defender o povo!”. 

Depois foi a vez do vereador Deley subir à tribuna para chamar Macetão de “papagaio de pirata”. Chamado à atenção pelo presidente Tiquinho, Deley não se deu por advertido e repetiu: “é papagaio de pirata mesmo!”. E acrescentou: “o senhor não é homem de assumir suas culpas; seja homem!”.

Como se vê, o nível da sessão não foi dos melhores, mas, ao fim e ao cabo, o projeto de Macetão, depois de expurgada a isenção do IPTU, foi aprovado com o voto contrário do… Macetão. Além dele, outros três vereadores – Tupete, Bismark e Zanetoni – votaram contra. Resta saber, agora, se o prefeito Flá Prandi irá concordar com a isenção do ISSQN.

Em que pese toda essa discussão, a verdade é que os contribuintes jalesenses já estão se “isentando” do pagamento de impostos municipais. Uma consulta ao portal da transparência mostra que, até o dia 11 de agosto deste ano, a Prefeitura arrecadou R$ 11,3 milhões com o IPTU, ou R$ 2,7 milhões a menos que os R$ 14 milhões arrecadados em igual período de 2019.

No caso do ISSQN, a redução foi maior ainda. Em 2019, arrecadou-se R$ 7,9 milhões até o início de agosto. Neste ano, no mesmo período, a arrecadação com o imposto sobre serviços caiu para R$ 4,3 milhões, ou seja, R$ 3,6 milhões a menos.

No total, a pandemia do coronavírus causou um estrago de R$ 6,3 milhões na arrecadação proveniente dos dois impostos. Tudo indica que, se os devedores não tiverem alguma espécie de anistia, ainda que parcial, os procuradores jurídicos da Prefeitura terão muito trabalho no ano que vem.

TJ-SP REDUZ CONDENAÇÕES DE ROGER DIB E OUTROS DOIS ACUSADOS DE FRAUDES CONTRA HOSPITAL DE AMOR

A 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) deu provimento parcial aos recursos interpostos pelas defesas dos réus Roger Mauro Dib, Gustavo Viale Berti e Leandro Sampaio de Souza – todos acusados de fraudes contra o Hospital de Amor – e reduziu em quase 2/3 as penas aplicadas a eles pela Justiça de Jales. 

O trio tinha sido condenado em abril de 2019 pelo juiz Adílson Vagner Ballotti, que, à época, era o titular da 5ª Vara Cível e Criminal de Jales, a penas que, juntas, ultrapassavam o total de 90 anos de reclusão.

A sentença do juiz jalesense condenava o ex-diretor administrativo do hospital, Roger Dib, a 43 anos, 09 meses e 18 dias, enquanto o ex-funcionário Gustavo foi condenado a 31 anos e 06 meses, e o também ex-funcionário Leandro, a 16 anos e 10 meses de reclusão.

O TJ-SP, em decisão proferida no final de junho, reduziu as penas dos três rapazes para, no total, pouco mais de 32 anos, ou cerca de 35% das condenações da primeira instância.

A pena de Roger Dib caiu para 17 anos, 2 meses e 3 dias de reclusão, em regime inicial fechado. As penas de Gustavo (10 anos, 3 meses e 16 dias) e de Leandro (5 anos e 20 dias) também foram razoavelmente reduzidas. No caso de Gustavo, o regime inicial é o fechado. Já a pena de Leandro deverá ser cumprida em regime inicial semi-aberto.

Na decisão do TJ-SP, o relator, desembargador Roberto Porto, ressaltou que os três acusados se associaram para cometer crimes contra o Hospital de Amor, por meio de pelo menos sete fraudes distintas, reiteradamente praticadas entre fevereiro de 2013 e setembro de 2016. Juntos, eles teriam obtido vantagens ilícitas estimadas em R$ 788,4 mil.

O relator registrou, também, que “Roger era o verdadeiro planejador dos crimes, utilizando os dois funcionários para levar a cabo os delitos que imaginava”. Para o relator, “todos os delitos decorrem de uma só fonte: a determinação de Roger em cometer crimes, ajudado pelos dois corréus”. O desembargador Porto registrou, ainda, que os réus “formavam um coeso grupo de três indivíduos com um só objetivo: cometer estelionatos”. Não obstante isso, reduziu as penas.

O caso:

Roger, Gustavo e Leandro foram alvo da operação “Corrente do Bem”, que investigou um esquema de fraudes no Hospital de Amor, unidade de Jales. A operação foi deflagrada na manhã do dia 08 de novembro de 2016, pela Polícia Federal de Jales.

Na ocasião, a PF cumpriu três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Estadual de Jales, além da prisão dos três envolvidos, todos investigados por desvios de recursos do hospital em benefício próprio, mediante pagamentos suspeitos em supermercados, hotéis, oficinas mecânicas, lojas de pneus, postos de combustíveis, restaurantes, transporte de passageiros, entre outros. 

Cinco veículos pertencentes aos acusados foram apreendidos pela PF e pelo menos dois deles foram, posteriormente, entregues para uso do hospital. Em depoimento à Justiça, o delegado da Polícia Federal, Cristiano Pádua da Silva, declarou que, de início, recebeu uma denúncia anônima que citava apenas possíveis fraudes na locação de veículos para o transporte de pacientes do hospital. Segundo o delegado, as demais fraudes foram descobertas no decorrer das investigações.

NOVO DELEGADO CHEFE DA POLÍCIA FEDERAL DE JALES, NOMEADO ONTEM, JÁ FOI FUTEBOLISTA PROFISSIONAL

O Diário Oficial da União desta terça-feira, 11, está publicando a Portaria nº 13.329, de ontem, assinada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre de Souza, que designa o delegado da PF JACKSON GONÇALVES para a função de chefe da Delegacia de Polícia Federal em Jales.

Como se sabe, a chefia da PF de Jales vem sendo ocupada interinamente pelo delegado Haroldo Barcos Burghetti, desde que o titular do posto, Cristiano Pádua da Silva, foi transferido para São José do Rio Preto.

Jackson Gonçalves – que já foi jogador de futebol profissional, com passagem pelo Grêmio de Porto Alegre – é delegado federal em Ribeirão Preto. Nascido em Cajuru-SP, em julho de 1967, ele acaba de completar 53 anos.

Ao longo de sua carreira como delegado, ele vem se destacando por ações contra a pedofilia e a pornografia infantil. Em dezembro de 2013, atuando na Delegacia da PF em Araraquara, ele prendeu um professor da rede estadual suspeito de pedofilia.

Em novembro de 2016, o delegado Jackson Gonçalves comandou ação que prendeu, em Barretos, o dono de uma loja de rações, flagrado com imagens de crianças no telefone celular, em um tablet e no computador.

Em julho de 2017, ele comandou a Operação Safety, que prendeu cinco pessoas na região de Ribeirão Preto, para reprimir o compartilhamento e a posse de imagens e vídeos contendo pornografia infantil na internet.

E em agosto de 2019, ele participou das investigações que culminaram na prisão de um idoso de 65 anos, suspeito de abusar sexualmente do sobrinho dele, de quatro anos, em Ribeirão Preto. O idoso teria inclusive registrado um dos abusos em vídeo.

No futebol, Jackson era um aplicado lateral. Começou sua carreira no Caxias em 1992 e, um ano depois, já vestia a camisa do Grêmio, onde ficou até 1995. Do Rio Grande do Sul, ele partiu para o Paraná, onde jogou no Londrina, e posteriormente para Santa Catarina, onde envergou a camisa do Figueirense.

Jackson teve passagens, também, pelo Botafogo de Ribeirão Preto, Cruz Alta-RS, Bento Gonçalves-RS e Ijuí-RS.

REVISTA RELATA DRAMA DOS FILHOS DE DONA CIDA, MORADORA DE URÂNIA QUE MORREU DE COVID

A reportagem repercutida pela revista Seleções é bem extensa, de modo que estou reproduzindo, abaixo, apenas a parte que trata da morte da mãe do policial federal David Menezes, que trabalha na Delegacia da PF aqui de Jales:

Post Scriptum: A reportagem, que eu, equivocadamente, creditei à revista Seleções, é na verdade da Folha de S.Paulo, e foi escrita pelo jornalista EMÍLIO SANT’ANNA.

Às 5h da manhã, David e Dierlis precisaram ligar as lanternas de seus celulares. O corpo da mãe, em um caixão lacrado, tinha que ser enterrado. Não havia luz.

Apenas os dois foram autorizados a acompanhar o sepultamento de Aparecida Rodrigues Meneses, 78, no cemitério de Urânia, interior de São Paulo. Era 7 de junho, e uma agonia de 15 dias terminava para outra começar, sem final em vista para os irmãos.

“Era como se estivéssemos fazendo alguma coisa errada. Enterrar correndo, de madrugada, com a luz do celular, sem poder nem ver minha mãe. É muito cruel”, diz o policial federal David Meneses, 43.

Assim, no escuro, Cida entrou em uma contabilidade trágica que, no sábado (8), cruzou uma barreira tão triste quanto colossal: segundo registros oficiais, pelo menos 100 mil pessoas morreram no Brasil por causa da pandemia do novo coronavírus. O número pode ser maior, pois há indícios de subnotificação.

Apenas 5% dos 5.570 municípios brasileiros, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), têm mais habitantes do que essa multidão de mortos que o coronavírus formou. É como se um Maracanã lotado, com mais 22 mil pessoas na porta, sumisse. Uma centena de milhares de vidas e histórias se perderam até aqui, muitas delas na escuridão de dados, dúvidas, protocolos confusos ou desobedecidos.

No dia em que David e Dierlis perderam a mãe, a lista de mortes brasileiras tinha 35.026 nomes. Ao todo, 645.771 pessoas já haviam sido infectadas no Brasil. Dois meses depois, o primeiro número triplicou. O segundo quase quintuplicou. Hoje, dos quase 20 milhões de casos registrados no mundo, mais de 14% ocorreram aqui, embora vivam no país só 2,7% dos habitantes do planeta.

Negra, septuagenária e com comorbidades comuns à idade, apesar de forte e disposta, Cida espelha os brasileiros mais atingidos pela doença. Foi enterrada poucas horas depois de morrer em um hospital público de Jales, sem que as pessoas da cidade do noroeste paulista pudessem comparecer ao velório, seguindo regras sanitárias.

“Dois meses antes, ela foi à funerária e comprou uma mortalha, a roupa que queria usar quando morresse. Depois eu soube que ela pediu para que não contassem para mim e para minha irmã”, diz David. “Ela nem pôde usar. Foi enterrada dentro de dois sacos plásticos no caixão lacrado.”

Na véspera da morte de Cida, em 5 de junho, com um mês e meio de atraso Bolsonaro inaugurava o primeiro hospital de campanha federal, em Águas Lindas, Goiás. Um longo caminho já fora percorrido desde a primeira morte registrada por Covid no Brasil: a do porteiro Manoel Freitas Pereira Filho, 62, em 16 de março, em São Paulo.

Em Urânia, contudo, nada parecia fora do lugar. As perdas que o país começava a acumular chegavam apenas pela TV e pela internet. Foi assim que seus moradores puderam ver naquele 24 de março, Bolsonaro dizer, em pronunciamento de rádio e TV, que a doença era “uma gripezinha”.

Toda a família de Aparecida contraiu o vírus. Febre baixa, perda de olfato e paladar, diarreia, dores, falta de ar, os efeitos variaram, mas ninguém escapou de sintomas.

O caso de Cida evoluiu mal. O que ajuda a explicar sua morte é uma espécie de tempestade inflamatória provocada pela Covid em diversos órgãos. As mortes são ligadas à síndrome respiratória aguda grave. Isso significa que grandes áreas de inflamação e edemas se formam no pulmão, dificultando a respiração.

Cida não tinha problemas sérios de saúde. No dia em que foi levada de ambulância para o hospital de Jales, nem David, nem a irmã, os dois em quarentena, puderam se despedir. A poucas casas de distância, Dierlis via a mãe pela última vez.

A angústia de David não era menor. “A última coisa que ela me falou aqui em Urânia foi: ‘Filho, eu não quero ir. Eles vão me levar, vão me intubar e eu vou morrer.’”

Ninguém da família nunca mais a veria viva. Essa é uma das dores que os parentes das vítimas carregam. A despedida é como um filme em que faltam cenas, um processo que não encontra nunca seu caminho natural.

PREFEITURA RECORRE À JUSTIÇA PARA OBRIGAR EMPRESA A REPARAR DEFEITOS NAS CASAS DO CONJUNTO “HONÓRIO AMADEU”

A Prefeitura de Jales protocolou na sexta-feira, 07/08, uma Ação de Obrigação de Fazer contra a Tecnicon Engenharia e Construção Ltda – responsável pela construção das 99 moradias do conjunto “Honório Amadeu” – na qual pede que seja concedida uma liminar para determinar que a empresa inicie, no prazo máximo de 10 dias, os reparos de todos os defeitos constatados em cerca de 34 imóveis.

A ação está assinada pela procuradora jurídica do município, Karina Jorge de Oliveira Sposo. Nela, a advogada ressalta que a Secretaria Municipal de Obras notificou por duas vezes a empresa – a primeira em março e a segunda em julho – pedindo providências para reparação dos imóveis, mas, apesar das tentativas amigáveis, a empresa se limitou a apresentar sua versão dos fatos, sem nada fazer em relação aos problemas apresentados nas moradias.

De acordo com a argumentação da Prefeitura, todas as medições realizadas durante o contrato foram pagas à Tecnicon, com exceção da última, cujo valor atualizado está em R$ 56,2 mil. O pagamento não foi feito, diz a advogada do município, porque a empresa não emitiu a nota fiscal.

Ela explica que, desde julho de 2019, existe uma penhora junto à Prefeitura referente a uma cobrança judicial contra a Tecnicon, feita por uma loja de materiais de construção da cidade, no valor de R$ 79,1 mil, o que, em princípio, impediria o pagamento da última medição. Portanto, é provável que a Tecnicon não emitiu a nota fiscal porque sabe que o dinheiro seria bloqueado para pagamento da dívida.

Segundo as alegações da Prefeitura, trata-se de um caso de responsabilidade objetiva da empresa construtora, a qual, de acordo com o contrato, responde pela garantia da solidez e segurança da obra, independentemente da comprovação de culpa. Mesmo sem a realização de laudo pericial, a Prefeitura atribui os problemas das casas à má execução dos serviços e à aplicação de material de má qualidade por parte da Tecnicon. 

Ao fim e ao cabo, a Prefeitura pede – se a Justiça não entender que seja o caso de condenar a empresa – que o município seja autorizado a utilizar o valor da última medição (R$ 56,2 mil), ainda não paga, para realizar as obras de reparação dos imóveis.

A ação foi distribuída para a 2ª Vara Cível de Jales, cuja titular é a juíza Maria Paula Branquinho Pini.      

BOLSONARO DIZ QUE REDE GLOBO “FESTEJOU” AS 100 MIL MORTES POR COVID, NO JORNAL NACIONAL

A Globo, em conluio com o imparcial de Curitiba, ajudou a colocar o Bozo no poder, propagando o ódio contra o PT. Agora, não adianta espernear. Como diria aquele antigo adágio, “quem pariu Mateus que o embale!”

Deu no Brasil 247:

O presidente Jair Bolsonaro criticou neste domingo (9) a Rede Globo pelo discurso do Jornal Nacional de sábado (8) acerca das 100 mil mortes pela Covid-19 no Brasil.

Bolsonaro disse que a emissora, “de forma covarde e desrespeitosa”, comemorou os números “como uma verdadeira final da Copa do Mundo, culpando o Presidente da República por todos os óbitos”. Ele também falou que a Globo usou o coronavírus politicamente contra seu governo.

Jair Bolsonaro ainda afirmou que “não faltaram recursos, equipamentos e medicamentos para estados e municípios. Não se tem notícias, ou seriam raras, de filas em hospitais por falta de leitos UTIs ou respiradores”, contradizendo inúmeras imagens que mostram a falta de equipamentos e profissionais da saúde por todo o Brasil.

A cloroquina não poderia ficar de fora da baboseira presidencial. Bolsonaro disse que “essa mesma rede de TV desdenhou, debochou e desestimulou o uso da hidroxicloroquina que, mesmo não tendo ainda comprovação científica, salvou a minha vida e, como relatos, a de milhares de brasileiros”.

Bolsonaro ressaltou que “a desinformação mata mais até que o próprio vírus”. E completou, afirmando que “o tempo e a ciência nos mostrarão que o uso político da Covid por essa TV trouxe-nos mortes que poderiam ter sido evitadas”.

Abaixo, o discurso da Globo no Jornal Nacional de ontem:

PARA EX-MINISTRO MANDETTA, POSTURA DE BOLSONARO FOI PREPONDERANTE PARA BRASIL CHEGAR A 100 MIL MORTES POR CORONAVÍRUS

A notícia é do portal da Sputnik Brasil:

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que deixou o cargo em abril, disse neste sábado (8) que a postura do presidente Jair Bolsonaro foi um fator “preponderante” para o Brasil atingir a marca de 100 mil mortes por COVID-19.

A declaração de Mandetta foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo.

“Houve uma série de fatores, mas o fator presidente foi preponderante. Ele deu argumento para as pessoas não ficarem em casa. Ele deu esse exemplo e serviu de passaporte para as pessoas aderirem politicamente a essa ideia”, disse.

Segundo o ex-ministro, prefeitos se sentiam pressionados por Bolsonaro para acabar com o isolamento.

“[Prefeitos] veem a popularidade diminuir, e como tem um contraponto político feito pelo presidente, ficam pressionados”, afirmou.

​Mandetta disse também que o governo federal “abriu mão da ciência” e “ficou em um debate menor, que é a cloroquina”.

“Foi uma somatória de fatores, mas principalmente liderados pela posição do governo, que trocou dois ministros e botou um terceiro que fez uma ocupação militar sem técnicos na Saúde”, completou o ex-ministro.

Segundo a plataforma do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 100.477 mortes causadas pela COVID-19 e 3.012.412 de casos confirmados da doença.

JORNAL DE JALES: CDHU DIZ QUE PROBLEMAS NAS CASAS DO CONJUNTO “HONÓRIO AMADEU” É RESPONSABILIDADE DA PREFEITURA

Eis a capa do Jornal de Jales deste domingo, gentilmente enviada pelo quase tetracampeão Brasilino Pires. Como se pode ver, a principal manchete destaca o anúncio feito pelo prefeito Flá Prandi, dando conta de que ele não disputará a reeleição em novembro. Ao jornal, o prefeito justificou sua desistência, afirmando que “seria irresponsabilidade de minha parte e um desrespeito à população priorizar campanha eleitoral em plena pandemia de coronavírus, quando vidas de jalesenses precisam ser preservadas e quando empresas enfrentam enormes dificuldades e precisam do apoio do poder público. O prefeito disse também que agiu com a razão e não com emoção. 

O jornal está destacando, também, o despacho do promotor de Justiça, Wellington Luiz Villar, questionando a Prefeitura de Jales sobre as providências judiciais e administrativas tomadas em relação à empresa que executou as obras do conjunto habitacional “Honório Amadeu”, a Tecnicon Engenharia e Construções Ltda. A matéria informa, ainda, que a CDHU está tirando o dela da reta, alegando que os problemas estruturais constatados em algumas casas do conjunto não são de responsabilidade da companhia, que se limitou a financiar o projeto, cabendo à Prefeitura, que contratou a empresa, as providências devidas.

A destinação, pela deputada estadual Analice Fernandes, de emenda parlamentar no valor de R$ 300 mil para a APAE de Jales; a volta do padre Edwagner Tomaz da Cruz a Jales, depois de cinco anos de estudos em Roma; o apelo dramático da secretária de Saúde, Maria Aparecida Moreira, à população, visando conter o coronavírus; o depoimento emocionado do jalesense Jarbas Elias Zuri Júnior, sobre seu filho adotivo Lucas; e os casos de uma mulher em Santa Fé do Sul e de um homem de Jales, ambos com a covid-19, que foram pegos circulando por agências bancárias de suas respectivas cidades, são outros assuntos do JJ.

Na coluna Fique Sabendo, o jornalista Deonel Rosa Júnior comenta a repercussão da notícia divulgada pelo Jornal de Jales no domingo passado, informando que entre as 152 assinaturas apostas na “Carta do Povo de Deus”, com críticas ao governo Bolsonaro, estavam as dos bispos de Jales, dom Reginaldo Andrietta e dom Demétrio Valentini. O colunista disse que a notícia causou rumoroso debate e tornou-se prato de resistência de acesas discussões durante a semana. Segundo o Deonel, a mesma notícia, publicada também na edição on line do jornal, gerou 2.568 visualizações, 70 comentários, 04 compartilhamentos e 47 curtidas. 

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