A notícia é da Secretaria Municipal de Comunicação:
Neste mês de setembro, de 18 a 25, acontece a Semana Nacional do Trânsito, e a Administração Municipal de Jales, através da Secretaria de Planejamento e Trânsito, confirmou a realização de várias ações educativas e de conscientização da população.
As ações serão realizadas seguindo o tema “Cidade Para as Pessoas: Proteção e Prioridade ao Pedestre” definido pelo CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito) e contarão com o apoio das demais secretarias municipais, Policia Civil, Policia Militar, Corpo de Bombeiros, Associação Comercial e Industrial de Jales e Associação Off Road.
A programação inclui um concurso de redação nas escolas municipais, com premiações para o primeiro, segundo e terceiro lugar, além da distribuição de panfletos educativos com cruzadinhas; pedágios com orientações da forma correta de utilizar o trânsito com segurança; colocação de faixas informativas pela cidade; distribuição de cartazes no comércio e também uma mini cidade do trânsito informando as crianças sobre a travessia de pedestres, uso de celular o volante, uso de capacete, semáforos e outras atividades.
Um levantamento realizado pelo IBGE em 2014 estima que é de 1,25 o número de veículos por habitantes em Jales, totalizando 39.049 veículos em uma população de 48.825 habitantes. Já os números de acidentes registrados este ano somam 291 ocorrências e 74 inquéritos policiais instaurados por embriaguez no volante.
“Estamos nos unindo com parceiros para aliarmos forças a fim de discutir a temática do trânsito e estimular as pessoas, por meio destas ações, a serem partícipes no processo de alteração de comportamento coletivo no trânsito, proporcionando mais segurança e tranquilidade a todos. Nosso maior foco está nas crianças, que são a melhor ferramenta para essa conscientização, pois elas são multiplicadoras de boas ações, influenciando seus familiares e a comunidade a respeito da importância de cada um no trânsito, cobrando práticas para evitar possíveis transtornos”, comentou a Prefeita Eunice Mistilides Silva- Nice.
O secretário de Planejamento e Trânsito, Aldo José Nunes de Sá, ressaltou que o pedestre é o tema da campanha deste ano, por esse motivo as ações serão voltadas para esse público. “Vamos chamar a atenção para que todos que fazem parte do trânsito tenham uma conduta mais segura, visando proteger o pedestre, que é o personagem mais frágil no trânsito”.
A administração Nice é mesmo cheia de surpresas e novidades. Fiquei sabendo, ontem, que a prefeita vai contratar uma empresa para “implantar (sic!) televisores em espaço público no âmbito do município de Jales”.
Explico: a ideia é instalar televisores nas 10 unidades do programa Saúde da Família e no Núcleo Central de Saúde, a fim de que os usuários possam ver as receitas da Ana Maria Braga, enquanto esperam pelo atendimento médico.
A empresa contratada ficará responsável pela aquisição, instalação e manutenção dos televisores. E o que a empresa ganhará com isso?
Ora, se eu entendi bem, a empresa poderá ganhar alguma coisa vendendo e veiculando algumas propagandas de empresas locais, nesses televisores. Ou seja, é mais uma empresa de fora que virá para dividir um bolo que já está bastante fatiado.
As rádios, jornais, revistas e sites locais ganharão mais um concorrente, que, com o apoio da Prefeitura, poderá vender propagandas às empresas de Jales e região.
E o que a Prefeitura ganhará com isso? Nada! Ao contrário, ficará responsável pelas despesas com energia elétrica e internet.
Quem poderá ganhar alguma coisa é a prefeita Nice, uma vez que a empresa vencedora terá que reservar um tempo para veicular – nos tais televisores – algumas propagandas sobre as “realizações” do governo municipal.
A licitação para escolha da empresa – na modalidade Concurso de Projetos – já tem uma primeira sessão marcada para hoje. Voltarei ao assunto daqui alguns dias.
No “Contexto” do Jornal de Jales deste domingo, o jornalista Deonel Rosa Júnior coloca os “pingos nos is” a respeito da festejada performance da educação municipal de Jales no Ideb 2013. Eis um trecho do que ele escreveu:
As escolas municipais de Jales tiveram média 7,0. Só para estabelecer comparações, a meta estabelecida para o Ensino Fundamental I era de 4,7 e a média nacional foi de 5,2. O desempenho dos jalesenses também superou o índice estadual, que era de 5,8 em 2013.
A performance da rede municipal em 2013, a par de ser motivo de justa comemoração para a atual administração, também encerra uma lição – vale a pena investir em educação e, mais do que isso, não mexer em time que está ganhando.
Como se sabe, se teve um setor onde a administração anterior acertou em cheio foi a educação, sob a batuta da professora mestre Élida Maria Barison da Silva, que comandou a Secretaria por oito anos, obtendo excelentes resultados tanto nas avaliações do Ideb quanto no Saresp.
Élida saiu do governo, mas a equipe ficou, o que desaguou no resultado ora obtido. Também nunca é demais lembrar que os profissionais da rede municipal de educação são os únicos da administração municipal que têm Plano de Cargos e Carreira, conquista obtida através de gestões junto à administração anterior e aos vereadores da legislatura passada. Que este exemplo sirva para os demais setores…
A principal manchete do Jornal de Jalesdeste domingo diz que o senador Aloysio Nunes Ferreira Filho, candidato a vice na chapa de Aécio Neves, ainda acredita nas chances do tucano chegar ao segundo turno. Aloysio esteve em Jales, ontem, para uma visita à Santa Casa e ao Hospital de Câncer.
Outro destaque do JJ é o caso do homicídio ocorrido na Avenida Alfonso Rossafa Molina, no dia 1º de setembro. Segundo o jornal, a polícia espera esclarecer, nos próximos dias, os motivos do assassinato. De outro lado, o advogado Luiz Fernando de Paula afirmou que o principal suspeito – seu cliente – está viajando a serviço e deve se apresentar em breve à justiça.
O JJ destaca, ainda, que o diretor da Fundação Pio XII, Henrique Prata, declarou seu apoio a três candidatos que teriam se comprometido com as causas da saúde: Eduardo Petrov(PT), Sérgio Reis – ele mesmo! o cantor – do PRB, e José Serra(PSDB), que é candidato ao Senado.
Na coluna ‘Fique Sabendo’, o jornalista Deonel Rosa Júnior informa que produtores e técnicos do Norte de Minas Gerais ficarão conhecendo, hoje, três novos tipos de uva de mesa desenvolvidos aqui em Jales. A apresentação será feita por dois pesquisadores – João Dimas Garcia Maia e Reginaldo Souza – da Estação da Embrapa de Jales.
No post anterior, sobre empregos, cito dois empresários que deram seus depoimentos ao programa eleitoral da coligação “Muda Jales”, onde eles se dizem dispostos a trazer suas empresas para Jales, no caso de uma vitória da candidata Nice Mistilides.
No áudio abaixo, temos um trecho do que foi veiculado no programa eleitoral da Ungida, ela menciona os nomes dos dois empresários e reforça o convite a eles, destacando que, na sua futura administração, Jales experimentaria um tempo de crescimento e desenvolvimento.
Obs: a participação do Boris Casoy, bem ao final da fala da prefeita, foi acrescida recentemente. Ouçamos:
Eu repito: há algum tempo, encontrei um dos empresários citados pela prefeita e ele me confidenciou que, um ano depois da posse de Nice, ninguém da administração o havia procurado para tratar da vinda de sua empresa para Jales.
Ontem, o comentarista Alexandre Garcia – um dos arautos do pessimismo da imprensa amestrada – anunciou com grande ênfase a queda de 20% na geração de empregos, na comparação de agosto deste ano com agosto do ano passado.
O que o urubólogo não disse é que, em menos de quatro anos de governo Dilma, o Brasil criou mais de 5,1 milhões de empregos, ou 100 mil a mais que os 5 milhões criados nos oito anos de FHC. Comparar, então, os oito anos de FHC com os oito anos de Lula, quando se criou 15 milhões de empregos, é covardia.
Seria igualmente covardia, comparar a geração de empregos em Jales com outras cidades da região. Nos oito meses de 2014, a economia jalesense produziu apenas 18 novos empregos. Vou repetir por extenso: dezoito. Enquanto isso, Palmeira D’Oeste, por exemplo, criou 57.
Querem mais? Vejam, então, o caso de Iturama(MG), que, nos mesmíssimos oito meses gerou nada menos que 1.709 novos postos de trabalho.
Nossa prefeita Nice foi eleita sob o slogan da mudança e da criação de empregos. Em sua campanha eleitoral, Nice chegou a veicular o depoimento de dois empresários que trariam suas indústrias para Jales, caso a candidata ganhasse.
Pois bem, um dia desses encontrei um dos empresários no centro da cidade. E o rapaz me disse que a prefeita, depois de ganhar as eleições, nunca mais entrou em contato com ele.
Sem querer ser tão pessimista quanto o Alexandre Garcia, acho que, no quesito geração de empregos, Jales ainda vai continuar na rabeira por muito tempo.
Parece que a revista Veja desistiu de seu candidato favorito, o Aécio Neves, e agora agarra-se à candidatura de uma ex-petista como única esperança de tirar o PT do poder. Eis o que foi publicado pelo portal Brasil 247:
Na ausência de um novo escândalo, a revista Veja desta semana optou por dedicar sua capa a uma peça de propaganda em favor de Marina Silva, candidata do PSB à presidência da República.
Na capa “A fúria contra Marina”, a revista acusa o Partido dos Trabalhadores de promover baixarias contra a candidata que, hoje, representa a esperança de vitória de setores mais conservadores da sociedade brasileira na disputa presidencial de outubro. “Nunca antes neste país se usou de tanta mentira e difamação para atacar um adversário como faz agora o PT”, diz o subtítulo.
Veja não se referia às diversas tentativas frustradas comandadas por ela própria para tentar impedir vitórias do PT em 2002, 2006 e 2010, como as capas sobre os dólares de Cuba, o apoio financeiro das Farc ao PT ou os pacotes de dinheiro entregues na Casa Civil – teses que jamais se comprovaram.
O tema da reportagem desta semana é a crítica que começou a ser feita, pelo PT, a algumas contradições de Marina. O texto de Veja lista o que chama de “as 6 mentiras de Dilma”. Seriam as seguintes: Marina vai abandonar o pré-sal, será um novo Collor, Banco Central independente significa miséria para os brasileiros, Marina é sustentada por banqueiros, vai acabar com o Bolsa-Família e vai tirar R$ 1,3 trilhão de reais da educação e da saúde.
O problema é que muitas dessas “mentiras” estão mais próximas da realidade do que da fantasia. Foi a própria Marina quem, em seu programa de governo, negligenciou o pré-sal, dedicando algumas poucas linhas ao grande vetor da economia brasileira nos dias de hoje.
Sobre o fato de ser sustentada por banqueiros, é uma verdade absoluta. Afinal, Neca Setubal, herdeira do Itaú doou 83% dos recursos que bancam seu instituto. E graças a essa generosidade passou a falar em nome da candidata, defendendo uma agenda que atende ao interesse de bancos privados, com propostas como a independência do Banco Central.
Sobre ser um novo Collor, a crítica do PT não é dirigida à personalidade de Marina, mas sim à sua falta de sustentatação política e ao fato de se colocar acima dos partidos, com sua promessa de uma “nova política”.
Ao vitimizar Marina, Veja sinaliza que, hoje, acredita mais na candidata do PSB do que em Aécio Neves, do PSDB, como alternativa mais viável para derrotar o PT. Hoje, faltam pouco mais de vinte dias para as eleições presidenciais, período que comporta mais três capas de Veja.
Ao que tudo indica, o arsenal de denúncias da revista se esgotou e resta à editora da Marginal Pinheiros apelar a novas peças de propaganda política.
Eis a capa da edição deste final de semana do jornal A Tribuna, cuidadosamente preparada pelo famoso Forminha. Como se vê, o principal destaque é para o caso do homicídio cometido há duas semanas em uma avenida da cidade. O principal suspeito, pelo que se pode ler na manchete, deverá se apresentar nos próximos dias à polícia.
A visita que o senador Aloysio Nunes Ferreira fez à Santa Casa de Jales, ontem; o excepcional desempenho da Educação municipal de Jales no Ideb, e a entrevista do ex-deputado federal e coordenador da campanha de Marina Silva, em 2010, são outros destaques de A Tribuna.
O jornal traz, também, o caso do empresário João Manoel Ramos Ferneda, que investiu R$ 500 mil na construção de uma lanchonete nas proximidades do Hospital de Câncer. O empreendimento está pronto há quatro meses, mas João Manoel não consegue iniciar as atividades da nova lanchonete porque a Elektro não providencia a remoção de uma rede elétrica que passa sobre o terreno do empresário.
O jornal destaca, ainda, a visita que a prefeita Nice Mistilides e outros prefeitos da região fizeram a Brasília para reclamar da diminuição dos repasses do FPM. Em outra matéria, o jornal mostra que os repasses do FPM para Jales estão abaixo do esperado, mas não diminuíram.
As fotos acima mostram uma rua sem asfalto, que passa pelo Parque das Flores, cuja lateral está sendo utilizada como depósito de entulhos. Como se não bastasse o local não ter asfalto, os moradores ainda são obrigados a conviver com isso.
Um morador enviou e-mail, protestando contra essa situação. Segundo ele, os entulhos estão sendo jogados ali por uma empresa daquelas redondezas. Vejamos o que ele diz:
“Venho deixar a público minha indignação quanto ao desrespeito no bairro Parque das Flores, onde resido. A entrada do bairro está sendo usada como depósito de entulhos por uma empresa das imediações, dando a entender que o motivo para essa atitude é fugir de impostos cobrados pela administração municipal.
Esse tipo de comportamento está prejudicando o local que é utilizado por todos os moradores do bairro como acesso para chegar em suas residências. Pode-se dizer que isso é também um desrespeito à natureza”.
Com a palavra, as nossas autoridades e os órgãos responsáveis pela fiscalização das agressões ao meio ambiente.
Não é só aqui em Jales que a contratação de advogados, pela Prefeitura, está indo parar na justiça. Em Fernandópolis, o promotor Dênis Henrique da Silva ajuizou, em julho, uma Ação Civil Pública contra o ex-prefeito Luiz Vilar de Siqueira.
Diferentemente de Jales, em Fernandópolis o contrato foi assinado depois de um processo licitatório. Mesmo assim, o Ministério Público está pedindo a devolução dos R$ 78 mil pagos ao escritório Fernandes e Callado Moraes Sociedade de Advogados.
O motivo? Para o promotor, a contratação não atendeu ao interesse público, uma vez que a Prefeitura de Fernandópolis possuía pessoal na área jurídica apto a executar as atividades contratadas junto ao escritório de advocacia.
“Nos quadros da administração municipal já existiam servidores, como procurador e assessores jurídicos, que tinham atribuições funcionais que abrangiam o objeto do contrato, não havendo justificativa para contratação de escritório de advocacia”, argumentou o promotor de Fernandópolis.
Em Jales, como já se disse, a Prefeitura dispõe de um procurador geral (cargo de confiança) e mais seis ou sete procuradores jurídicos (cargos efetivos).