A prefeita Nice Mistilides está abrindo mais uma frente de batalha, desta vez com o Conselho Fiscal do Instituto Municipal de Previdência Social de Jales – IMPSJ. Na sexta-feira, o atual superintendente do órgão, o servidor Ailton Vieira de Souza, foi comunicado de que já não era mais o titular do cargo.
Até onde se sabe, Ailton não está nem um pouco preocupado com a iniciativa da Ungida. Nesta segunda-feira, logo depois do almoço, ele deverá estar se apresentando em seu antigo local de trabalho, na Tributação.
O problema é que a substituição dele – pela forma como está se dando – não estaria agradando ao Conselho do IMPSJ, que está prometendo uma reação.
Suspeita-se que a troca seria uma retaliação da prefeita à atuação de Ailton na greve dos servidores. Ela não teria gostado do fato de o superintendente ter disponibilizado a sede do IMPSJ para as reuniões da diretoria do Sindicato dos Servidores.
Para o lugar de Ailton, no IMPSJ, a prefeita Nice está escalando a servidora Marynilda Cavenagui Nacca. Ela – que está de licença e fora de Jales por uns dias – também teria sido apanhada de surpresa. Não se sabe, porém, se Marynilda vai aceitar a missão de comandar o Instituto.
Uma lei aprovada nos tempos de Parini estabelece que o superintendente do IMPSJ deve ser um servidor de carreira, escolhido pelo(a) prefeito(a) entre três nomes apontados pelos próprios servidores.
No início de 2013, Marynilda foi uma das escolhidas – Sirlene Pacheco e Ailton foram os outros dois – pelos colegas para integrar a tal lista tríplice. Na época, Ailton foi o nomeado pela prefeita.
Em tese, Marynilda teria, portanto, o apoio dos colegas para assumir o cargo. O problema, como já foi dito, é a maneira como as coisas estão sendo feitas.
Sinceramente, acho que meus poucos neurônios andam cansados, pois não entendi – e nem me esforcei muito para isso – o desenho aí de baixo. Deixo, então, aos leitores que estejam dispostos a gastar um pouco de fosfato a missão de entender. E quem sabe o Pit Bull possa nos explicar.
A notícia foi enviada pelos esforçados rapazes da Secretaria Municipal de Comunicação:
A Prefeitura de Jales deu início na última semana na construção de uma rotatória na Rua 15 e Avenida João Amadeu. A obra faz parte de um conjunto de ações que visam melhorar o trânsito da cidade.
Após vários estudos sobre o que fazer para facilitar a fluidez do trânsito em alguns pontos em que os motoristas apresentavam dificuldade de trafegar, a prefeitura chegou à conclusão de que a melhor maneira para solucionar o problema seria a instalação de rotatórias, tanto nos cruzamentos da Avenida João Amadeu com as ruas 15, 19 e Marginal Ayrton Senna da Silva; Avenida Francisco Jalles com a Rua 10; e Rua das Palmeiras com Avenida Maria Jalles.
Após o Conselho Municipal de Transito deliberar pelo fechamento das passagens no canteiro central da Avenida João Amadeu, a Prefeitura iniciou imediatamente a obstrução provisória com manilhas de concreto e logo em seguida a reconstrução das ligações dos canteiros. Todas as obras são executas com recursos próprios e com funcionários do município, visando assim uma economia para os cofres públicos.
Mudanças na Rua Iguaporé – Na Rua Iguaporé, no Jardim Paraíso, também ocorreram mudanças no trânsito com a instalação de placas de sinalização indicando estacionamento alternado na via. A medida foi bem recebida por moradores e comerciantes da região, que reclamavam do intenso tráfego de veículos.
A Rua das Palmeiras, no Jardim Oiti, também foi sinalizada com placas de estacionamento alternado, garantindo assim maior fluidez no trânsito e segurança para os usuários e dos condutores de cidades da região como São Francisco, Palmeira d’Oeste e Aparecida d’Oeste que utilizam a rua como rota de entrada e saída de Jales.
A indignação é uma mosca sem asas, que não vai além das janelas de nossas casas, é o que sugere a letra de “Indignação”, a música dos rapazes do Skank. Nada mais correto.
Depois de muito falatório, onde muita gente se disse indignada e uma senhora mais exaltada falou até em ” dar uns tiros”, ninguém fez nada de prático contra a poda radical das árvores da avenida João Amadeu.
Resultado: depois de interromper o serviço por um ou dois dias, a secretária de Agricultura e Meio Ambiente, Sandra Gigante, voltou à carga e determinou a continuidade da poda das árvores.
Ontem, sexta-feira, os encarregados de executar a tarefa já tinham chegado ao quarteirão da Santa Casa, onde, sabe-se lá por quais motivos, pouparam uma árvore.
Na Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, o corte radical das árvores parece não ser unanimidade. Vejam o que o jornalista Roberto Carvalho registrou em sua coluna, na Folha Noroeste:
“Segundo comentários, o engenheiro Tadeu Calvoso, da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, teria levado uma reprimenda por ter questionado a poda drástica das árvores”.
Ou seja, nestes tempos bicudos que a cidade está vivendo, o melhor mesmo é ficar de bico calado.
Parece que a professora Simone Aranda conseguiu, finalmente, se livrar do peso de ser a secretária da Educação. Segundo consta, ela já teria recebido a portaria que a renomeou para o cargo de supervisora municipal de ensino.
Ninguém soube dizer, no entanto, se a prefeita Nice conseguiu arrumar uma candidata para assumir o lugar de Simone, como secretária. Segundo se sabe, várias pessoas foram convidadas, mas ninguém topou a empreitada.
Fontes garantem, ainda, que, antes de findar sua experiência como secretária de Educação, Simone teria assinado a autorização para que os famosos uniformes escolares adquiridos no ano passado fossem, finalmente, pagos.
Em entrevista radiofônica, a secretária de Agricultura e Meio Ambiente, Sandra Gigante, tentou explicar a gigantesca trapalhada – para não dizer outra coisa – em que se transformou a poda de árvores na Avenida “João Amadeu”.
Ela disse que o corte visava atenter pedidos da população, que reclamava contra a escuridão e a queda de galhos das árvores. A explicação parece não ter convencido, pois muita gente ligou para o Jornal do Povo, da Rádio Assunção, para protestar.
Uma ouvinte, bastante revoltada, falou até em “dar um tiro” na prefeita. Osmar Rezende teve que usar toda a sua experiência de repórter para impedir que outras manifestações mais exaltadas fossem levadas ao ar.
O vereador Jesus Martins Batista, desconsolado, classificou o “desmatamento” como uma “falta de vergonha” e, emocionado, chegou a chorar durante a entrevista. Ele lembrou que, como funcionário do Almoxarifado, ajudou a cuidar daquelas árvores por muito tempo.
A prefeita Nice Mistilides, pra variar, viajou e deixou o abacaxi para sua assessoria descascar. Segundo informações, ela teria ido a São Paulo, mas, certamente, deverá dar uma “esticada” até Campos do Jordão, onde começou hoje o 58º Congresso dos Municípios Paulistas.
Por sinal, o tipo de evento que não trará nada de útil para a cidade e servirá apenas para a prefeita desfilar alguma bolsa de grife recém-adquirida, além de gastar um pouco do dinheiro dos nossos impostos.
No final do dia, a Prefeitura distribuiu uma “Nota de Esclarecimento”, onde diz, entre outras besteiras, que “a poda é necessária para não causar qualquer tipo de dano na fiação da rede elétrica, já que a copa de muitas árvores estava atingindo os fios”. Como se pode notar na foto acima, os fios são invisíveis. Eis a “Nota”:
A secretaria municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente esclarece que a poda de árvores feita nas avenidas da cidade está dentro da legalidade e se trata de um projeto de paisagismo e padronização. Dentro de 120 dias, as árvores ganharão nova forma e não será preciso mais esse tipo de poda.
Cabe ressaltar que todo trabalho vem sendo feito por uma empresa idônea, que tem conhecimento de causa e já promoveu o mesmo tipo de poda em mais de trinta municípios da região. A poda é necessária para não causar qualquer tipo de dano na fiação da rede elétrica, já que a copa de muitas árvores estava atingindo os fios.
O trabalho é uma reivindicação da população que visa melhorar a iluminação da avenida para atender calçadas e pista de rolamento, além de aumentar a sensação de segurança no local, principalmente no período noturno.
Embora o procedimento adotado nestas podas possa parecer inicialmente radical e causar estranheza para alguns, a Secretaria reafirma, que tudo está sendo feito de forma técnica correta e os resultados positivos em poucos meses estarão à vista.
O chefe de gabinete da Secretaria de Comunicação, Douglas Zílio, informou a este aprendiz de blogueiro que a secretária de Agricultura e Meio Ambiente, Sandra Gigante, deverá explicar o corte das árvores do canteiro central da Avenida João Amadeu, através de uma “Nota de Esclarecimento” a ser emitida ainda hoje.
Assim que começou o corte – ou a poda – das árvores, há 12 dias, algumas pessoas andaram reclamando. Falei com pessoas ligadas à Secretaria de Agricultura e eles me informaram que o serviço estava sendo executado por uma empresa terceirizada.
Me disseram, também, que, tecnicamente, a poda – essa que pode ser vista na foto ao lado – estava correta, por conta da fiação existente no canteiro central da Avenida.
Reparem, no entanto, na foto lá de cima. O trecho da avenida onde as árvores foram cortadas, nesta madrugada, não tem fios. A secretária Sandra Gigante deve ter, portanto, outra explicação. Aguardemos, então, a “Nota de Esclarecimento”.
Em tempo: Nesta cidade, estão sempre acontecendo coisas estranhas na seara do meio ambiente. Não custa lembrar que, na administração Parini, as árvores da Avenida Francisco Jalles foram arrancadas em plena “Semana da Árvore”.
A servidora municipal Edyvânia Therezinha Miotto, que trabalha no Núcleo Central de Saúde, obteve, na justiça, uma liminar onde o juiz da Vara Especial Cível e Criminal, Fernando Antônio de Lima, determina que a Prefeitura a libere imediatamente para gozo de férias, sob pena de multa diária de R$ 500,00.
Segundo se sabe, Edyvânia, que integra a diretoria do Sindicato dos Servidores, já tinha sido autorizada por sua chefe – a secretária de Saúde, Nilva Rodrigues – a sair em férias, mas, depois de sua participação na greve, a autorização foi revista e o requerimento de férias indeferido.
Edyvânia apelou, então, aos advogados do Sindicato, que ajuizaram uma ação no Fórum de Jales. Na decisão do dia 11/03, o magistrado registrou que estava concedendo a liminar para que a autora pudesse “gozar, pelo menos, de um período de férias, tendo em conta que já existem quatro férias vencidas e não gozadas”.
Ele reconheceu que a administração pública tem o direito de negar ou não pedidos de férias. No entanto, ressaltou que “situações existem em que o direito social, que são as férias, deve ser propiciado para que o trabalhador possa descansar e melhor voltar ao desempenho do trabalho. É o que ocorre nestes autos. A autora já tem quatro férias vencidas”.
A Prefeitura, depois de notificada, terá o prazo de 30 dias para recorrer da decisão.
Com o objetivo de otimizar e ampliar o transporte oferecido aos estudantes de Jales, a Prefeitura adquiriu um novo ônibus que vai fazer, prioritariamente, o transporte de alunos que residem na zona rural do município e precisam se deslocar até a zona urbana ou até para outros municípios.
O veículo que custou R$ 227.780,00 foi adquirido através do Programa Caminho da Escola, vinculado ao PAR – Plano de Ações Articuladas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
O ônibus escolar da marca Volkswagen, tem capacidade para até 48 passageiros. De acordo com a secretária municipal de Educação, Simone Aranda, “o novo veículo irá fortalecer o transporte público gratuito de qualidade, que é fundamental para garantir o acesso a Educação por parte dos alunos que residem nas áreas rurais do município”.
A prefeita Eunice Mistilides Silva – Nice, que desde que assumiu a Prefeitura vem investido em educação disse que “a pasta é uma das prioridades dessa administração e vamos continuar investindo para que nossos alunos tenham dignidade, segurança e conforto e qualidade de ensino. Investimos em capacitação de professores, compra de uniformes escolares, salas de aula com ar condicionado, seguro de veículos que transportam nossos alunos, construção de sala de aula, tudo pensando no bem estar, qualidade de vida e ensino de excelência para nossos estudantes”, disse.
Depois de um desgaste totalmente desnecessário, a prefeita Nice Mistilides cedeu e chegou a um acordo com os grevistas, que inclui alguns pontos:
– reposição da inflação (5,9%) em maio, com efeito retroativo a fevereiro (data-base da categoria);
– reajustes de 1,5% em novembro e mais 1,5% em dezembro;
– auxílio alimentação de R$ 140 para todos os servidores;
– cesta básica de alimentos de R$ 100 para os aposentados que ganham até R$ 1.000;
No frigir dos ovos, os servidores terão, até o final do ano, um acréscimo de 9,11% aos seus salários mensais, bem próximo, portanto, dos 10% que eles cobravam da prefeita.
Além disso, a prefeita aceitou, também, negociar o polêmico caso das portarias. De acordo com o Sindicato, ela concordou em rever apenas os casos em que a portaria foi concedida em desacordo com a lei. Ninguém soube dizer quantos seriam esses casos, nem tampouco quanto isso representará em economia.
O acordo inclui, ainda, a reposição, por parte dos servidores, dos dias não trabalhados. Depois de tudo acertado, o supersecretário Aldo – que demonstrou não entender nada de acordo salarial – questionou o presidente do Sindicato sobre a legalidade da reposição dos dias não trabalhados.
Por fim, o presidente do Sindicato, José Luiz Francisco, garantiu que, independentemente do acordo, a coleta de assinaturas no projeto de iniciativa popular para diminuição dos cargos de confiança vai continuar.
Com a aprovação do acordo, que foi fechado por volta das 12:30 horas, os servidores já voltaram ao trabalho logo depois do almoço.
A prefeita terá, agora, que dar seus pulos para aumentar as receitas e diminuir as despesas. Segundo rumores, a folha de pagamento de fevereiro já bateu em 56% das receitas. A prefeita terá que baixar isso para 51%, sob pena de ser penalizada pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Alguns vereadores – não todos – assumiram o compromisso de aprovar duas leis que a prefeita estará enviando para a Câmara, com o objetivo de aumentar as receitas. Uma das leis refere-se ao perdão de juros e multas dos devedores de impostos (Refis). A outra diz respeito à cobrança de ISSQN de empresas de fora, que prestam serviços em Jales.
O servidor aposentado Francisco Valdo Albuquerque – ex-presidente do Sindicato dos Servidores e ex-superintendente do Instituto Municipal de Previdência – enviou um manifesto para ser publicado na próxima edição de A Tribuna.
Chama-se “Carta Aberta à Prefeita Eunice Mistilides”, onde ele faz uma análise das promessas contidas no Plano de Governo da prefeita, registrado em Cartório.
Tomo, porém, a liberdade de publicar dois trechos do texto enviado pelo Valdo, como uma espécie de aperitivo. O primeiro trecho trata do vice-prefeito Pedro Callado:
No seu Plano de Governo, a senhora também disse que a vinda do Dr. Pedro Callado para a coligação acrescentou, pois ele tem uma credibilidade e uma experiência muito grande, alem de ser um magistrado brilhante, com uma visão humanística e que é um homem dedicado às causas populares.
E em várias oportunidades durante a campanha eleitoral, a senhora dizia que o Dr. Pedro Callado, por ser do PSDB, seria o tipo de um embaixador junto ao governo do estado, abrindo portas para que Jales conquistasse várias obras. E realmente, a senhora tinha razão, tanto é que se criou uma expectativa muito grande junto à população, para que realmente o PSDB pudesse ajudar a sua administração.
Ocorre, que infelizmente, logo depois de eleita, a senhora criou uma cisão com o PSDB, o que obrigou o Dr. Pedro a se afastar até do Paço Municipal. E isso foi muito prejudicial para o município.
O segundo trecho diz respeito ao item do Plano de Governo, onde a prefeita falava como seria sua relação com o funcionalismo. Confiram:
Valorização dos profissionais com respeito ao servidor que trabalha e se dedica aos serviços públicos da cidade. (Neste item, senhora prefeita, a senhora não só está pecando, como está cometendo um sacrilégio. Se a senhora quisesse valorizar o servidor, a senhora convidaria, pelo menos alguns, para assumirem cargos em comissão, pelo menos alguns já estariam como Secretários e Chefes de Gabinete. Se a senhora quisesse valorizar o servidor, a senhora os receberia através do Sindicato, e pelo menos negociava a reposição salarial. Se a senhora quisesse valorizar o servidor, a senhora demitiria os seus comissionados, para não atrapalhar o reajuste salarial dos servidores de carreira, concursados, e possibilitar que a senhora cumprisse a promessa de campanha eleitoral, que todos os anos daria 10% de aumento. Se a senhora quisesse valorizar os servidores, a senhora não os chamariam de “índios”. E O SERVIDOR, SENHORA PREFEITA, PRECISA SER VALORIZADO!)
O texto, por inteiro, é muito interessante. Espero que os leitores do blog possam conferi-lo, no próximo domingo, em A Tribuna.