A reforma da Previdência, ou a “Nova Previdência“, como prefere o governo, finalmente deu as caras. O presidente Jair Bolsonaro entregou hoje seu projeto ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
A definição das comissões que analisarão a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) deve acontecer na próxima terça-feira (26) e elas serão instaladas após o Carnaval.
Servidores de estados e municípios terão as mesmas regras
O projeto que modifica a aposentadoria dos militares deverá chegar ao Congresso em 30 dias. “Eles [os militares] não poderiam entrar na PEC. Isso é uma condição da própria legislação do país”, disse o secretário de Previdência, Rogério Marinho.
O esquisito “Portal de Prefeitura” veiculou, na sexta-feira passada, 15, uma notícia que foi repercutida por outro portal de direita – o “Conexão Política”, que costuma abrir espaços para luminares como Olavo de Carvalho e Alexandre Garcia – onde se diz que o Partido Republicano Progressista (PRP), teria recebido R$ 1,5 milhão para não indicar um candidato ao governo do estado de Pernambuco.
A denúncia teria sido feita por um tal Coronel Meira, que seria o candidato a governador pelo PRP mas foi devidamente rifado. Mas não é só.
A denúncia do Coronel Meira diz, também, que o PRP teria recebido outros R$ 3 milhões para não aprovar a candidatura do general Augusto Heleno, filiado ao partido, como vice de Jair Bolsonaro. O general Heleno, para quem não se lembra, foi cogitado para a vaga de vice do Bozo, pelo PRP, antes de se optar pelo general Mourão, do PRTB.
O Partido Republicano Progressista – que não tem nada de republicano, nem de progressista – foi fundado pelo falecido ex-vereador de Jales, Dirceu Gonçalves Resende, e tem como presidente, desde sempre, o filho de Dirceu, Ovasco Roma Altimari Resende.
Ovasco já esteve metido em episódios nebulosos. Em 2006, por exemplo, ele foi personagem do Jornal Nacional, acusado de tentar extorquir a rica empresária Ana Maria Rangel, àquela altura candidata à presidência pelo PRP.
Em conversas gravadas e divulgadas pelo noticioso da Rede Globo, Ovasco aparece pedindo R$ 14 milhões para financiar a campanha, dos quais R$ 3 milhões deveriam ser pagos à sigla, como sinal, e 800 mil em dinheiro, depositados diretamente em sua conta.
Em 2017, o PRP apareceu na delação premiada da JBS, juntamente com outros 27 partidos – ou seja, quase todos – acusado de se locupletar com as generosas verbas distribuídas pelos irmãos Batista.
Em junho de 2018, Ovasco voltou ao noticiário como o dono do maior salário – R$ 27,5 mil – entre os presidentes de partidos no país. Ninguém teria nada com isso se o salário de Ovasco fosse pago com o dinheiro dos filiados do PRP, mas não é bem assim: os partidos, como se sabe, recebem dinheiro público através do fundo partidário.
Jean Wyllys recebeu a notícia em seu exílio, na Alemanha, onde está sendo ciceroneado por deputados alemães. Deu na coluna da Mônica Bergamo, na Folha:
O Tribunal de Justiça do RJ julgou improcedente uma ação na qual o então deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) acusa o seu ex-colega de Câmara Jean Wyllys (PSOL-RJ) por calúnia, injúria e difamação.
A ação se baseia em uma entrevista publicada pelo jornal “O Povo”, em agosto de 2017, na qual Wyllys se refere a Bolsonaro usando termos como “responsável por lavagem de dinheiro”, “burro” e “fascista”. Ele também usa as palavras “desonesto”, “desqualificado”, “racista”, “corrupto”, “canalha”, “nepotista” e “boquirroto”.
No processo, Bolsonaro pede R$ 20 mil reais de indenização por danos morais – o que foi negado pela sentença assinada pela juíza Marcia Correia Hollanda. A decisão alega que Wylly tinha imunidade parlamentar.
Não se anime! Esse Paulo Preto é tucano e daqui a pouco estará livre. A notícia é do portal Poder360:
A Polícia Federal prendeu nesta 3ª feira (19.fev.2019) Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da empresa paulista de infraestrutura rodoviária Dersa e operador financeiro do PSDB. A prisão faz parte da 60ª fase da Operação Lava Jato, denominada de “Ad Infinitum”.
O ex-senador e ex-ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira Filho foi alvo de 1 mandado de busca e apreensão.
De acordo com a PF, o objetivo é apurar 1 complexo e sofisticado método de lavagem de dinheiro envolvendo o repasse de quantias milionárias ao chamado Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. Ao todo, estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão.
A Polícia federal bloqueou os ativos financeiros dos investigados. A operação é feita com base em depoimentos de doleiros e funcionários da Odebrecht em outras fases da Lava Jato. As transações investigadas superam R$ 130 milhões. O dinheiro correspondia ao saldo de contas controladas por Paulo Vieira na Suíça no início de 2017.
Segundo as investigações, a atuação de operadores financeiros, entre 2010 a 2011, facilitava que a construtora irrigasse campanhas eleitorais e efetuasse o pagamento de propina para agentes públicos e políticos no Brasil.
O vídeo divulgado por Jair Bolsonaro após o anúncio oficial da exoneração de Gustavo Bebianno foi gravado por exigência do ex-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. O blog apurou que o conteúdo da fala do presidente foi minuciosamente negociado com o ministro demitido. Bolsonaro mimou Bebianno, recobrindo-o de elogios, no pressuposto de que receberá em troca o silêncio do ex-coordenador de sua campanha presidencial.
O comentário do Josias, completo, pode ser lido aqui. E o vídeo, que o prezado leitor provavelmente já viu, vai abaixo:
Aqui em Jales, por exemplo, tivemos muitas professoras votando no Bozo. Eis aí o resultado. A proposta de reforma aumenta de 50 para 60 anos a idade mínima para as professoras se aposentarem. A notícia é do portal MSN:
A professora Mônica Lucas Vieira, 49, contava os dias para se aposentar no segundo semestre deste ano. Com mais de 25 anos de contribuição e problemas de saúde, ela esperava completar 50 anos em agosto para deixar a sala de aula, mas agora pode ter que esperar mais 10 anos para dar entrada no benefício.
A proposta da Reforma da Previdência que Jair Bolsonaro deve apresentar nesta quarta-feira (20) ao Congresso estipula idade mínima de 60 anos para professores se aposentarem, com 30 anos de contribuição, independentemente do sexo.
A equiparação na idade entre homens e mulheres também deve ocorrer para outras classes que contam com regras especiais, como policiais civis e federais, cuja idade mínima deve ser de 55 anos. Para as demais, no entanto, o governo estabeleceu a diferenciação na idade mínima, com 62 anos para as mulheres e 65 anos para os homens.
“Tenho 3 calos nas cordas vocais, problemas de coluna. Me ofereceram para ser readaptada [quando o professor é retirado das salas de aula, vai para funções mais administrativas], mas eu achei que dava conta por mais um ano. Agora não sei como vou fazer. Só me resta esperar”, disse Vieira, professora da rede pública do Distrito Federal.
Pelas regras atuais, professores podem dar entrada no benefício com tempo de contribuição mínimo de 25 anos para mulher e 30 anos para homem, além de idade mínima de 50 anos para mulher e 55 anos para homem.
“Querendo ou não, quando vai chegando perto de aposentar, a gente começa a se organizar até psicologicamente. Comecei a juntar o material da escola, a buscar a papelada para pedir aposentadoria, diminui o ritmo de cursos de atualização”, contou ao HuffPost Brasil.
Vieira leciona na alfabetização, em turmas com crianças com necessidades especiais. “Que precisam de um pouco mais de dedicação”, diz. Ela reclama da incerteza, de não saber se vai precisar trabalhar mais uma década, se terá regras de transição ou se conseguirá aposentar.
Casos como este têm alimentado a revolta dos professores, especialmente em relação às mulheres. Elas são maioria na categoria, representando 81% dos profissionais que lecionam do Fundamental I ao Ensino Médio, de acordo com a Sinopse Estatística da Educação Básica com base no Censo Escolar 2017.
“Elas são as principais afetadas”, afirma o professor Heleno Araújo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). “Em uma sociedade machista, na qual a mulher tem uma intensificação de trabalho em casa, com a dupla jornada, essa mudança só pode ser encarada como mais um desgaste”, diz.
Ele destaca que pesquisas internacionais mostram a dificuldade para desempenhar a função no ambiente escolar nas condições que se encontram. “Um terço dos professores são acometidos por doenças devido às condições que atuamos. É um fator extra que precisa ser levado em consideração. O que vemos hoje mostra que não existe política de valorização do magistério, nem respeito às diferenças.”
Já o porta-voz do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), Cláudio Antunes, disse que “a reforma deixou cada vez mais distante a opção de aposentar, piorou muito a condição do professor. É um impacto sem precedente na vida da mulher, principalmente.”
Para quem não se lembra, Bolsonaro disse em Davos que montou o melhor ministério de todos os tempos, uma verdadeira seleção. Parece, no entanto, que, com menos de dois meses de trapalhadas, o escrete do Bozo já vai ficar sem uma de suas estrelas. Do blog do Gerson Camaroti, no G1:
Diante da crise política em que virou protagonista, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, fez um desabafo para interlocutores próximos e demonstrou profundo arrependimento em ter trabalhado ativamente pela eleição do presidente Jair Bolsonaro.
“Preciso pedir desculpas ao Brasil por ter viabilizado a candidatura de Bolsonaro. Nunca imaginei que ele seria um presidente tão fraco”, disse Bebianno para um aliado, numa referência à influência dos filhos do presidente no rumos do governo, especialmente o vereador Carlos Bolsonaro.
Nessas mesmas conversas, Bebianno demonstra preocupação com o efeito desse protagonismo familiar nas decisões do país. E reconhece que o governo Bolsonaro precisa descer do palanque para administrar o Executivo.
Para aliados de Bebianno, também causou contrariedade o movimento da família Bolsonaro para sacramentar a saída do ministro do governo. No momento em que vários aliados trabalhavam na sexta-feira (15) para baixar a temperatura, contornar a crise e manter Bebianno, integrantes da família do presidente vazaram para a imprensa que o pai havia demitido o ministro, para tornar a queda um fato consumado, sem chance de mudança no fim de semana.