Categoria: Região

TV TEM: JUSTIÇA ELEITORAL DE JALES INVESTIGA TRANSFERÊNCIAS DE TÍTULOS DE ELEITOR

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A matéria diz que uma das cidades investigadas é Urânia, onde existem 9.135 habitantes e 6.673 eleitores. Curiosamente, Santa Salete e Aspásia, onde existem mais eleitores do que habitantes, não foram citadas na reportagem. Deu no Tem Notícias, da TV Tem, e no G1:

O prazo para regularizar o título de eleitor terminou no começo de maio e os eleitores puderam tirar ou acertar pendências do documento, como transferir o título de cidade. Foi justamente a quantidade de eleitores que pediram para votar em outro município que chamou a atenção da Justiça Eleitoral de Jales (SP).

A suspeita da Justiça é que nem todo mundo que pediu a transferência tenha realmente mudado de endereço. A Justiça quer saber se esses eleitores escolheram outras cidades por causa do crime mais comum das eleições brasileiras: a compra de voto.

Pela lei, o eleitor deve votar na cidade onde mora, por isso a Justiça Eleitoral estabelece um prazo para que as pessoas possam regularizar o título e participar das eleições municipais. Para fazer a transferência do local de votação, é preciso apresentar alguns documentos, como o comprovante de residência.

Mas às vezes, o eleitor nem sempre mora onde diz no cartório eleitoral. “Desde que ele more ou trabalhe na cidade, ele precisa comprovar um vínculo com o município, a gente percebe às vezes que o eleitor não sente seguro em responder o endereço, o nome da rua”, afirma o escriturário do cartório eleitoral João Edson Rubelo.

Foram feitas mais de 1.100 transferências de títulos na zona eleitoral de Jales este ano. A Justiça suspeita que nem todas essas pessoas tenham mudado de endereço, por isso vai investigar eleitores de 10 cidades da região para saber se houve fraude. “A averiguação se baseia na visita de um funcionário do cartório eleitoral no endereço que a pessoa declarou para saber se realmente essa pessoa mora no endereço declarado”, afirma o juiz eleitoral Adilson Vagner Balloti.

O juiz explica que um oficial de justiça deve verificar os endereços suspeitos e se a mentira for comprovada, o eleitor pode perder o direito de votar e ainda responder criminalmente. A principal preocupação da Justiça Eleitoral é a troca de favores por voto. “Se for constatado que teve a participação do candidato, se ele aliciou o eleitor, ele também responde ao processo”, afirma o juiz.

MPF EM JALES GARANTE ECONOMIA DE R$ 1,59 MILHÃO COM COMBATE A FRAUDES NO BOLSA FAMÍLIA

As fraudes, é bom deixar claro, são cometidas pelas prefeituras. A notícia é da assessoria de Comunicação do MPF:

A atuação do Ministério Público Federal em Jales, no interior de São Paulo, garantiu o bloqueio e cancelamento de 1.289 benefícios do Programa Bolsa Família que eram mantidos indevidamente em 40 municípios da região. A medida representou uma economia de R$ 1,59 milhão aos cofres públicos em 2015. Inquérito instaurado pelo MPF revelou que nestas cidades inúmeros beneficiários possuíam renda superior à estabelecida pelas regras do programa federal, havendo, inclusive, entre os cadastrados funcionários públicos municipais com rendimentos acima do permitido. Em várias localidades, os valores pagos eram utilizados para beneficiar ilegalmente amigos e parentes de autoridades e servidores dos municípios, bem como eram destinados a eleitores em troca de apoio político.

Para reprimir as fraudes, diversos inquéritos policiais foram instaurados na região. Em 2014, o MPF em Jales decidiu atuar de modo preventivo, expedindo aos 40 municípios recomendações para que as Prefeituras verificassem os servidores públicos e familiares que recebiam o Bolsa Família apesar da renda incompatível. Os procuradores José Rubens Plates e Carlos Alberto dos Rios Júnior também recomendaram que as informações contidas no Cadastro Único dos beneficiários fossem confirmadas por meio de visitas domiciliares. Além do controle, os municípios deviam buscar o ressarcimento dos prejuízos nos casos de fraude intencional por parte dos inscritos no programa.

Economia – Os 40 municípios da Subseção Judiciária de Jales somam cerca de 300 mil habitantes, dos quais aproximadamente 5,9 mil constavam como beneficiários do Bolsa Família. Enquanto em 2014 foi gasto R$ 15,1 milhões com o pagamento de benefícios na região, em 2015, após as recomendações do MPF, o valor caiu para R$ 13,5 milhões. A grande economia de recursos públicos chama ainda mais atenção considerando-se a crise econômica que atingiu o país no ano passado e que tenderia a aumentar a quantidade de benefícios concedidos. Os valores são pagos a famílias com renda mensal de até R$ 77 por integrante, ou que recebam até R$ 154 por pessoa desde que sejam compostas por gestante, criança ou adolescente.

“Além da atuação preventiva possibilitar que sejam evitadas novas investigações e processos criminais, os efeitos também implicam em medida de justiça social. Isso porque acaba com abusos, possibilitando que outras pessoas, que efetivamente estejam na situação de pobreza e extrema pobreza, venham a ser contempladas com os benefícios a que fazem jus”, ressaltam os procuradores.

Este trabalho foi selecionado como um dos finalistas do IV Premio República de Valorização do Ministério Público Federal, organizado pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), e acabou em terceiro lugar na categoria Constitucional e Infraconstitucional. Além disso, a atuação institucional do MPF em Jales ficou na segunda colocação, na classificação geral, do Prêmio Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) – Boas práticas de gestão.

EX-PREFEITO DE DOLCINÓPOLIS PERDE MAIS UM RECURSO NO STJ E PODE FICAR SEM CARGO DE DIRETOR DE ESCOLA

onivaldo2Vida de ex-prefeito não é fácil. E, em alguns casos, de ex-presidente da Câmara também. Que o diga o ex-prefeito de Dolcinópolis, Onivaldo Batista. Ele está respondendo a três ou quatro ações de improbidade por sua atuação como prefeito. Mas o que deve estar tirando o sono de Onivaldo é uma ação referente ao período em que ele foi presidente da Câmara, em 2001.

Nesta semana, Onivaldo perdeu mais um recurso no Superior Tribunal de Justiça – ou seja, na última instância -, o que pode implicar na perda do cargo de diretor de escola que ele exerce na esfera estadual. Se eu entendi bem, o ex-prefeito já tinha perdido um Recurso Especial no STJ e agora perdeu um Agravo Regimental.

A história toda começou na Justiça de Estrela D’Oeste, onde Onivaldo, por conta de alguns malfeitos denunciados pelo Ministério Público, foi condenado à suspensão dos direitos políticos, à proibição de contratar com o poder público, e, pior, à perda da função pública que estiver ocupando. Professor concursado da rede estadual, a função pública que ele ocupa, atualmente, é a de diretor de escola.

Os malfeitos de Onivaldo na presidência da Câmara? Foram quatro ou cinco, incluindo a compra de panetones para o Legislativo e a doação de “fardamento” para um time da cidade. Mas o que complicou a vida de Onivaldo foram duas doações à Festa do Peão da cidade, realizada pela “Associação Espora Alta”.

O problema, na verdade, nem foram as doações – coisa de, pasmem, minguados R$ 2 mil – mas a forma como elas foram feitas. Numa delas, Onivaldo – que não estava autorizado a fazer doações diretamente à Festa do Peão – emitiu um cheque a favor de uma creche municipal, mas o dinheiro foi parar no caixa da “Espora Alta”.

Noutra, Onivaldo emitiu o cheque em favor de uma empresa de informática, mas… Mas o dinheiro também foi reforçar a conta da “Espora Alta”. De início, Onivaldo e a empresa negaram o malfeito, mas, depois que a Justiça providenciou uma microfilmagem do cheque, eles acabaram admitindo a negociata.

Condenado em Estrela D’Oeste, Onivaldo recorreu ao TJ-SP, onde também foi derrotado. Agora, como já se disse, o caso está no STJ. Onivaldo está alegando a desproporção entre o crime e o castigo. “Essa penalidade, da forma como foi aplicada, extirpa o cidadão da vida pública, não só no aspecto político como também profissional. Retira o direito de o cidadão exercer a profissão, como no caso do apelante, que exerce o cargo efetivo de professor e diretor de escola“, escreveu o advogado de Onivaldo, sem, no entanto, conseguir sensibilizar os ministros do STJ.

Cá entre nós, Onivaldo e seus advogados têm – a meu sentir – alguma razão. Afinal, como pode um cidadão perder seu emprego concursado por conta de R$ 2 mil, ressaltando-se que ele, aparentemente, não obteve nenhuma vantagem financeira pessoal? Não seria mais justo aplicar-lhe uma multa e condená-lo a devolver o dinheiro, devidamente atualizado, como no caso dos panetones e do “fardamento”?     

JUSTIÇA ELEITORAL DE JALES VAI INVESTIGAR TÍTULOS SUSPEITOS

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O blog noticiou, na segunda-feira, que Santa Salete era a única cidade vinculada ao Cartório Eleitoral de Jales que tinha mais eleitores do que habitantes. A informação estava equivocada. Na verdade, Aspásia – onde o ex-fogueteiro Matogrosso quase foi prefeito – também vivencia esse estranho fenômeno. Os amigos leitores podem estar se perguntando: o Cartório Eleitoral não poderia ter evitado isso?

A resposta é não. Se o eleitor apresenta os documentos exigidos, os funcionários do Cartório não podem se negar a fazer o alistamento ou a transferência de um título. Eles podem, no máximo, avisar ao eleitor sobre os perigos de uma declaração falsa, por exemplo. E podem, também, pedir uma investigação, nos casos suspeitos.

E é o que está sendo feito. Segundo o blog apurou, a Justiça Eleitoral – mediante informação da chefia do Cartório – já determinou a investigação de cerca de 30 casos suspeitos. Os municípios não foram citados, mas é provável que Santa Salete e Aspásia tenham casos a ser investigados.

Um dos motivos que levaram os funcionários a suspeitar de possíveis fraudes: os eleitores poderiam comprovar a residência no município, através da apresentação de contas de luz, água, telefone, etc., mas grande parte deles preferiu apresentar declarações feitas pelos proprietários dos imóveis onde, supostamente, moram. Com um detalhe: boa parte das declarações foi preenchida por uma mesma pessoa, segundo indica a caligrafia.

Os quase 30 casos suspeitos poderão ser o fio da meada para se descobrir outros casos. A Polícia Federal poderá ser acionada e, se ficar comprovada alguma fraude, os autores poderão responder por crime de falsidade ideológica. Na região, já houve casos constatados em eleições passadas. E os envolvidos estão tendo dores-de-cabeça até hoje.

No jornal A Tribuna, do próximo final de semana, mais detalhes sobre as suspeitas e as investigações.

E POR FALAR EM BURACOS… VICINAL ‘VITÓRIO PRANDI’ PEDE SOCORRO

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A situação do asfalto das ruas e avenidas de Jales é mesmo caótica. Ontem, um médico me contou o caso de um cliente dele, que viajou mais de 1.000 quilômetros para chegar a Jales e não teve nenhum problema na estrada. Aqui em Jales, porém, ele teve um pequeno acidente – por conta de um buraco no asfalto – que causou avarias em seu carro.

Mas não são apenas as ruas de Jales que estão esburacadas. A vicinal “Vitório Prandi”, que liga Jales a Dirce Reis, por exemplo, está em frangalhos já há algum tempo. Transitar por ela, é quase uma aventura. Um dia desses, um amigo deste aprendiz de blogueiro, que arrumou uma namorada em Dirce Reis, ligou indignado com a falta de providências para tapar os buracos da vicinal.

Providências, na verdade, até que foram tomadas, mas, por enquanto, não saíram do papel. Em janeiro deste ano, o prefeito Pedro Callado convocou a imprensa ao seu gabinete para anunciar que o governador Geraldo Alckmin tinha autorizado o DER a fazer melhorias na “Vitório Prandi”. Transcorridos, no entanto, quatro meses, nada foi feito.

O presidente da Câmara, Tiquinho, que participou do anúncio, explicou que a obra ainda não saiu porque o DER não dispõe de recursos. A versão foi mais ou menos confirmada por Callado, hoje, durante entrevista ao Antena Ligada. O prefeito disse DSC00404-pqque às prefeituras de Jales e de Dirce Reis, só resta esperar, pois a obra é uma responsabilidade do DER.

Que o DER esteja sem dinheiro, é até compreensível. Principalmente depois de sabermos, por exemplo, que o órgão pagou R$ 2 milhões para uma empresa fazer a rotatória da rodovia “Euphly Jalles”, uma obra que sofre inundações toda vez que uma chuva mais forte cai aqui em Jales. Ou de sabermos que o órgão pagou R$ 552 mil pela construção das muretas da foto ao lado, na rodovia que liga Jales a Vitória Brasil.

Abaixo, dois trechos da vicinal “Vitório Prandi”:

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Neste trecho, um enorme buraco já toma conta quase que totalmente de uma das pistas

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E neste trecho, os veículos são obrigados a transitar na contramão.

POLÍCIA CIVIL PRENDE LADRÃO QUE JÁ ROUBOU MAIS DE R$ 1 MILHÃO

A notícia é do Informa Mais:

Na terça feira (17/5) uma atuação em conjunto entre a Polícia Civil de Santa Fé do Sul, Urânia, Palmeira D’Oeste e Sertãozinho com a finalidade de combater os furtos praticados nas referidas cidades prendeu o suspeito de furtos que totalizam R$ 1 milhão de prejuízo às vítimas.

Durante investigação entre os Setores de Investigação (SIGs) das referidas Delegacias de Polícia identificaram P.T.F., 32 anos, que teria praticado furtos mediante arrombamento em residências e subtraído um total de mais de um milhão de reais das vítimas. 

O investigado violava os portões das casas, mesmo contendo mecanismos de segurança, em seguida levava cofres, joias, dinheiro e outros bens de valor.

 O delegado Higor Vinicius Nogueira Jorge, da Delegacia de Polícia do Município de Santa Fé do Sul, informou que em razão das informações dos SIGs das Delegacias foi instaurado um inquérito policial e, em seguida, houve representação perante o Poder Judiciário de Santa Fé do Sul e foi deferido mandado de prisão preventiva do investigado e mandado de busca e apreensão na sua residência em Sertãozinho, região de Ribeirão Preto.

A atuação em campo da Polícia Civil levou o nome de “Forasteiro” porque o investigado praticava os crimes geralmente em localidades distantes da sua residência, em Sertãozinho, para evitar que fosse identificado pelos policiais, atuando como um “Forasteiro” em diversas localidades do Estado de São Paulo.

Segundo o delegado Targino Donizete Ozório, da Delegacia de Investigações Gerais de Sertãozinho, no decorrer do cumprimento do mandado de busca e apreensão houve a apreensão de grande quantidade de joias, celulares e outros objetos de valor no local.

O investigado foi preso em razão do mandado de prisão preventiva e levado para a Cadeia Pública de Jales.

SANTA SALETE TEM MAIS ELEITORES DO QUE HABITANTES

santa saleteDois leitores saletenses não gostaram dos comentários sobre o assombroso crescimento no número de eleitores de Santa Salete. Como já informado pelo blog, dados do Cartório Eleitoral indicam que Santa Salete ganhou 278 novos eleitores entre 2014 e 2016, ou seja, saiu de 1.557 para 1.835 eleitores. Um aumento de 17,9%, bem maior que o de Jales, que, no mesmo período viu seu eleitorado crescer parcos  0,30%.

Um dos leitores rebateu os críticos, dizendo que “se eles fossem moradores de Santa Salete saberiam o quanto a cidade cresceu e teve novos moradores nos últimos 10 anos, além da conscientização dos moradores entre 16 e 18 anos“.

Outra leitora – Sandra Molina – afirmou que “trabalho em repartição pública do município e realmente teve um aumento significativo de pessoas que mudaram para nossa cidade. Será que é porque tem melhor qualidade de vida e atendimento em todos os segmentos?“.

Pode ser, mas é improvável! Uma visita ao site do IBGE mostra que, em 2000, o Censo contou 1.379 almas em Santa Salete. Naquele ano, o município tinha 1.390 eleitores. Portanto, em 2000, o município já tinha mais eleitores do que habitantes. 

Dez anos depois, em 2010, os recenseadores contaram 1.447 habitantes em Santa Salete. E o Cartório Eleitoral registrava 1.352 eleitores. Ou seja, pelo menos dessa vez o município  contabilizava mais habitantes que eleitores.  

São grandes, porém, as chances de que, em 2016, as coisas tenham voltado a se inverter.  O Cartório Eleitoral, como já se disse, contabiliza 1.835 eleitores. E a estimativa do IBGE, relativa a 2015, calcula que Santa Salete tinha 1.523 habitantes no ano passado.

A menos que tenha acontecido uma estrondosa explosão demográfica em Santa Salete, tudo indica que em 2016 o município voltará a ter muito mais eleitores do que moradores.

Post Scriptum: Entre os dez municípios vinculados ao Cartório Eleitoral de Jales, apenas Santa Salete registra o curioso fenômeno de contar com uma quantidade de eleitores superior ao número de habitantes.

MPF DE JALES PROCESSA EX-PREFEITO DE SANTA CLARA D’OESTE E MAIS 11 PESSOAS POR FRAUDES EM LICITAÇÕES

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A notícia é da assessoria de imprensa do Ministério Público Federal:

O Ministério Público Federal em Jales, no interior de São Paulo, entrou com ação de improbidade administrativa contra o ex-prefeito de Santa Clara D’Oeste Gabriel dos Santos Fernandes Molina e outras 11 pessoas envolvidas em um esquema fraudulento de licitações que desviou verbas públicas no município paulista. As irregularidades, cometidas entre 2006 e 2011, geraram prejuízo de R$ 430,5 mil aos cofres da Prefeitura, bem como enriquecimento ilícito dos beneficiados pelas fraudes. Por conta das ilegalidades, os réus já respondem a duas ações penais que incluem os crimes de quadrilha, peculato e o de frustrar o caráter competitivo das licitações. A Justiça também aceitou a denúncia contra Gabriel Molina pelo crime de responsabilidade, pois, enquanto prefeito, tinha conhecimento e envolvimento nas irregularidades, e nada fez para interrompê-las.

O esquema, desbarato em 2011 pela Operação SARC, da Polícia Federal, permitiu que a empresa Santa Clara Assessoria S/C Ltda. vencesse os sete procedimentos licitatórios realizados para execução de palestras, cursos e projetos na área social em Santa Clara D’Oeste. As demais companhias que participavam das disputas concorriam de maneira ilustrativa, apenas para simular a licitude do processo. As propostas apresentadas pelas concorrentes eram editadas pela mesma pessoa e exibiam inclusive os mesmos erros de grafismo e português.

Além disso, a vencedora das licitações não oferecia os serviços contratados. As palestras e cursos eram ministrados aos cidadãos pelos próprios funcionários do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), que o faziam em horário de expediente, sem receber qualquer remuneração extra. Para justificar os gastos, a empresa emitia notas frias e recibos falsos, forçando os funcionários a assiná-los, inclusive por meio de ameaças. Nos casos em que era necessária a contratação de terceiros, a companhia expedia recibos superfaturados em relação ao valor pago aos profissionais.

Réus – Além dos prejuízos aos cofres públicos, o esquema levou ao enriquecimento ilícito de alguns dos envolvidos. Entre 2006 e 2011, os valores pagos pela Prefeitura à Santa Clara Assessoria S/C Ltda. chegaram a R$ 326 mil. A empresa pertence à irmã do então coordenador do Cras, Jerfferson Munhoz, que participava ativamente das licitações com o intuito de beneficiar a parente. Também respondem pelos atos de improbidade os dois servidores municipais que compunham a Comissão de Licitação e que deixaram de cotar em outras empresas o preço dos serviços que seriam contratados, entre outras omissões. São igualmente rés a assistente social que detalhava os projetos e cursos voltados à Santa Clara Assessoria S/C Ltda. e a então primeira-dama do município, que comandava o setor de assistência social da Prefeitura juntamente com Jerfferson Munhoz.

Os proprietários das cinco empresas que participavam das licitações de forma figurativa também constam da ação do MPF. A Procuradoria em Jales pede a condenação dos 12 réus por atos de improbidade administrativa que geraram danos ao erário, enriquecimento ilícito e atentaram contra os princípios da administração pública. As sanções para tais condutas, descritas na Lei 8.429/92, incluem o ressarcimento integral do prejuízo, a devolução dos valores recebidos indevidamente e o pagamento de multa de até três vezes o valor dos danos causados. São previstas ainda a perda da função pública, a suspensão dos direitos políticos de 8 a 10 anos e a proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais ou creditícios pelo prazo de 10 anos.

A indisponibilidade dos bens dos réus já foi decretada pela Justiça na esfera penal.

A ação completa, com os nomes de todos os envolvidos, pode ser lida aqui.

EM DOIS ANOS, ELEITORADO DE JALES CRESCEU MENOS DE 0,5%. EM SANTA SALETE, CRESCIMENTO FOI DE QUASE 18%

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Dados obtidos por este aprendiz de blogueiro junto ao Cartório Eleitoral mostram que a 152ª Zona Eleitoral – integrada por Jales e outros nove municípios – terá 64.885 eleitores aptos a votar nas eleições deste ano. Isso significa um aumento de 1.122 eleitores em relação às eleições de 2014, quando a região tinha 63.763 eleitores.

Com relação a Jales, o crescimento foi de apenas 0,30%. Saltamos de 37.690 eleitores em 2014, para 37.800 neste ano, um aumento de 110 eleitores em dois anos.

Fenômeno estranho aconteceu em Santa Salete. De acordo com os números do Cartório Eleitoral, o município experimentou um aumento de 278 eleitores, passando de 1.557 para 1.835 eleitores. Isso representa um crescimento de 17,8%. Sua vizinha – Aspásia – saltou de 1.801 eleitores para 1.909, um crescimento de 6%.

Enquanto isso, Urânia terá 6.673 eleitores aptos a votar em 2016, apenas 15 a mais que os 6.658 de 2014. Um crescimento de 0,22%, menor até que o de Jales e bem menor que os de seus dois ex-distritos – Santa Salete e Aspásia. 

MINISTÉRIO PÚBLICO DE JALES INVESTIGA FALTA DE ESTRUTURA EM CONSELHOS TUTELARES DA REGIÃO

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Eu achava que o descaso com o Conselho Tutelar fosse só em Jales, mas, pelo jeito, não é só aqui que os conselheiros estão encontrando enormes dificuldades para executar suas tarefas, por falta da estrutura mínima.

Reportagem veiculada pelo Tem Notícias -2ª edição, de ontem, nos dá conta de que o Ministério Público de Jales está investigando a situação dos Conselhos Tutelares da região e já identificou a falta de condições básicas em pelo menos outros seis municípios, além de Jales: Santa Albertina, Paranapuã, Dirce Reis, Pontalinda, Mesópolis e Vitória Brasil.

Segundo a matéria, o promotor Horival Marques de Freitas Júnior abriu um inquérito e já fez algumas recomendações às prefeituras daqueles municípios. A reportagem da TV Tem pode ser vista aqui.

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