A Prefeitura de Jales pagou, em 2009, cerca de R$ 3,6 milhões à Associação dos Deficientes Físicos da Região de Jales – Aderj, por conta dos diversos termos de parceria mantidos entre o município e a entidade. Em 2010, esse valor subiu para R$ 3,9 milhões, ou seja, R$ 300 mil a mais.
Já em 2011, o valor pago à Aderj subiu para R$ 5 milhões, ou R$ 1,1 milhão a mais que no ano anterior. Estes, pelo menos, são os números que constam do site do Tribunal de Contas, com base em dados oficiais que são remetidos pela Prefeitura. Seguramente que parte do valor pago a mais, em 2011, se refere aos “acertos” com os funcionários demitidos, já que os termos de parceria foram encerrados.
Os dados reveladores, no entanto, estão no balanço divulgado pela Aderj, neste final de semana, no jornal Folha Regional. De acordo com o balanço, apesar do R$ 1,1 milhão a mais, pago em 2011, a Prefeitura ainda terminou o ano devendo mais R$ 800 mil, referentes a faturas de outubro, novembro e dezembro. Tais valores, ainda segundo o que consta do balanço, seriam pagos agora em 2012.
Curiosamente, em setembro do ano passado suspeitava-se que a Prefeitura devia mais de R$ 1 milhão à Aderj, mas o czar das finanças, Rubens Chaparim, respondendo ao um questionamento da Câmara, afiançou que a dívida era de apenas R$ 267 mil. Desconfia-se, agora, que a resposta pode não ter sido tão verdadeira assim.
Nada como um ano eleitoral para estimular a generosidade dos nossos políticos! O prefeito Humberto Parini mandou para aprovação da Câmara, em regime de urgência, o projeto de lei que concede abono pecuniário aos servidores e empregados públicos que estão ganhando menos que o salário mínimo. Valor do abono: R$ 76,99, para aqueles que recebem o menor contracheque da Prefeitura.
É o caso, por exemplo, dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de endemias, que ganham, atualmente, R$ 534,03, mais um abono de R$ 10,98. Tudo somado, eles passarão a receber R$ 622,00, brutos. Normalmente, o abono somente seria concedido em abril, mas o nosso premiado estadista, diante do reclamos gerais, resolveu abrir o saco de bondades antecipadamente. Ou tardiamente, se considerarmos que o prefeito já devia ter resolvido essa questão há muito tempo.
Mesmo com a benesse concedida pelo magnânimo estadista, os salários dos agentes de Jales ainda vão continuar sendo os menores da região. E vejam como a generosidade pede pressa: a Câmara, que tem reunião ordinária marcada para a segunda-feira, 27, está sendo convocada para uma sessão extraordinária, na sexta-feira, 24, quando se aprovará o abono.
Não sei qual o motivo de tamanha pressa, mas isso não vem ao caso. O que vem ao caso é a constatação, mais uma vez, de que, na administração Parini, não existe nenhum planejamento. O que existe é o improviso, que produz decisões atrasadas e soluções apressadas, nem sempre as melhores.
Depois de muito tempo no abandono, o JACB, pode-se dizer, tem sido um bairro privilegiado pelo governo Parini, nestes últimos meses. Seguramente que a atenção dedicada, ultimamente, àquele bairro, tem muito a ver com o período eleitoral que se aproxima. Como todos nós sabemos, em anos eleitorais os políticos costumam ser um pouco mais atenciosos com os anseios dos eleitores.
Mas o descaso com o JACB era tamanho que, mesmo após duas etapas de recape – quando se investiu cerca de R$ 1,1 milhão no bairro, em conjunto com o Arapuã – ainda é possível encontrar buracos e ruas com o asfalto totalmente deteriorado, como o é o caso da Rua Natal. Vejam os dois exemplos abaixo:
Esse é um trecho da Rua Campo Grande. O sinal de PARE foi praticamente engolido por um buraco, o que, de certa forma, não é tão ruim assim, uma vez que os motoristas são obrigados a parar de qualquer jeito.
Apesar de possuir padrinhos fortes, como se pode ver no muro da casa da esquina, esse trecho da Rua Joaquim da Veiga Pimentel não foi incluído em nenhuma das duas etapas do recape do JACB.
Consta que o Núcleo Central de Saúde, esse aí da foto, teria vivido momentos de tensão na semana passada. Segundo fontes, uma funcionária com patente de chefe teria tido um faniquito, com direito a desmaios, depois de, supostamente, receber uma notificação enviada por seus superiores. Até uma equipe do SAMU foi chamada ao local para prestar socorro à funcionária.
E o que teria de tão importante na tal notificação, a ponto de provocar a queda da pressão arterial da moça? Pelo que se comenta, dias antes a funcionária teria destratado uma pessoa idosa que, sentindo-se maltratada, foi até a Secretaria Municipal de Saúde para registrar uma reclamação. A notificação, tudo indica, deve estar solicitando que a funcionária em questão apresente sua versão para o fato.
Com certeza, a reclamação do idoso não vai dar em nada, uma vez que a moça do faniquito tem sido bastante prestigiada pela administração Parini. A notificação foi só para cumprir tabela. Aliás, há quem garanta que os desmaios foram mero jogo de cena.
Parece que o prefeito Humberto Parini resolveu pagar umas horas extras noturnas aos rapazes que operam o famigerado radar móvel. Hoje, por volta das 22:30 horas, flagrei o radar devidamente instalado na Avenida Francisco Jalles, nas proximidades da rotatória da Vila União.
Eu não ouvi a entrevista que o chefe de gabinete da Secretaria de Planejamento e Trânsito, Luiz Fernando Rosalino, deu hoje ao Antena Ligada. Mas, ao que parece, a partir de agora, o radar vai funcionar, ocasionalmente, no período noturno e também nos finais de semana.
Segundo me foi explicado, ainda não está definido se teremos radar todas as noites e todos os finais de semana. Tudo indica que serão operações pontuais, como a que estava sendo realizada hoje, provavelmente por conta do carnaval. Nesse sábado, o radar e seus operadores deverão estar a postos novamente, entre as 08:00 e as 13:00 horas. No domingo, só Deus sabe.
De qualquer maneira, é bom que os ases do volante fiquem bem atentos à velocidade para não serem surpreendidos. Pode ser que, atrás de um pneu e um poste, como os da foto ao lado, esteja um fiscal do Parini e o tal radar, feito câmeras do Big Brother, espionando a atuação dos nossos motoristas e motoqueiros.
Vejam só a novidade que a assessoria de Comunicação da Prefeitura distribuiu à imprensa, nesta sexta-feira. A nota é um pouco confusa, mas vamos a ela:
As obras da Secretaria Municipal da Fazenda estão avançando, após a planta ser revista e aprovada. Segundo o secretário da pasta, Rubens Chaparim, “até o final da semana, no máximo depois do carnaval, com o levantamento de custo finalizado, será dado o início do processo licitatório para que possamos reiniciar as obras até o final de março”.
“As instalações serão adequadas para todas as atividades da secretaria, para que possamos levar toda a pasta para o local, que são a parte de finanças, como a tesouraria, contabilidade, compras, divisão, licitação, fiscalização, enfim, locar toda a secretaria da fazenda lá”, afirma Chaparim. O intuito é priorizar o atendimento à população com o espaço amplo.
A secretaria vai estar interligada diretamente via online com o gabinete do prefeito, mas de acordo com o secretário há papéis protocolados que terão que ser originais e despachados pessoalmente, uma vez que não poderão fazer parte dos serviços online.
Chaparim ainda destacou que o valor que será gasto em toda a obra está entre R$ 200 e R$ 300 mil reais, e que a secretaria será “um lugar bonito e aconchegante”.
Agora vai! Parece que a empresa contratada para reformar a reforma – também chamada de “revitalização” – realizada no centro da cidade, resolveu, finalmente, iniciar os serviços. A se julgar pelo início da reforma, não se deve esperar grande coisa. Como a foto lá de cima mostra, parece que um dos objetivos do prefeito é trocar aquelas lajotas para deficientes visuais. Os tijolinhos vermelhos vão continuar os mesmos.
Conforme o blog já informou, a responsável pela repaginação será a empresa Ferrari Costa Construções Ltda, de Votuporanga, que promete fazer as reformas anunciadas pelo estadista, por R$ 198 mil. Além de providenciar uma maquiagem na grande obra do segundo mandato de Parini, a Ferrari Costa também dará um trato no viaduto “Antonio Amaro”. Só nos resta esperar para ver o que vem por aí.
Depois de fazer vários questionamentos – os quais foram todos explicados pela direção e pelo jurídico do Instituto – o Tribunal de Contas do Estado acatou as justificativas apresentadas e julgou regulares as contas do Instituto de Previdência Municipal de Jales, relativas ao ano de 2010.
Um dos questionamentos levantados pelo Tribunal diz respeito à dívida que a Prefeitura de Jales tem com o Instituto. Os técnicos do TC acharam muito estranho a divergência constatada entre o valor da dívida contabilizada pelo Instituto (R$ 15.137.955,64) e o valor registrado no balanço da Prefeitura (R$ 12.035.405,09), uma diferença de R$ 3,1 milhões.
A direção do Instituto confirmou que o valor real da dívida é de R$ 15,1 milhões, conforme contabilizado pelo órgão e comprovado pela equipe técnica de fiscalização do TC. Em suas justificativas, os diretores do Instituto disseram, ainda, ao Tribunal “não entender o porquê do referido valor ter sido registrado a menor no balanço da Prefeitura”.
Resta saber, agora, qual terá sido a justificativa da Prefeitura para essa “pequena” divergência.
Como eu já disse, não entendo nada de construção. Mas há quem entenda! Peço, então, aos entendidos, que dêem uma olhada na casa popular acima. E depois, dêem uma olhada nas fotos mais abaixo. Será que essas casas, que estão sendo construídas no conjunto habitacional “João Colodetti” oferecem alguma segurança às famílias que vão habitá-las? Será que elas resistem a um sopro mais forte do lobo mau?
Talvez fosse o caso de a Câmara se manifestar sobre isso. Se não me engano, o Legislativo tem uma Comissão para fiscalizar obras e serviços públicos. Talvez fosse o caso, também, de o CREA dar sua opinião. Enfim, é preciso que se faça algo agora, para que não tenhamos problemas no futuro.
As fotos acima foram registradas na semana passada. Já a foto abaixo foi tirada em outubro do ano passado, quando a assessoria de imprensa da Prefeitura mandou uma notícia aos jornais locais, dando conta de que o prefeito Humberto Parini tinha feito uma “vistoria” nas obras e havia ficado contente com o andamento das mesmas.
Naquela ocasião, o estadista dizia que o objetivo era entregar as 60 casas do conjunto “João Colodetti” no início de 2012. Comparem as fotos, e me digam se, de outubro para cá, as obras caminharam bem.
Parece que não são apenas os agentes de saúde e os agentes de endemias que estão insatisfeitos com os salários. Recebi, hoje, na caixa de contatos do blog, o e-mail enviado por um amigo, ligado à Secretaria Municipal de Saúde. Eis um trecho da mensagem:
Bom Dia !! Resolvi entrar em contato para informar que os enfermeiros e dentistas também estão na luta por um salário melhor. Eles foram ludibriados por salários prometidos em Edital, já que, no mesmo dia da publicação dos salários, a Prefeitura criou uma Lei Municipal estipulando os salários dos mesmos abaixo do valor proposto em Edital. Eles entraram em contato com o Sindicato e a Prefeitura, mas até agora nada foi feito. Seria uma coincidência ou mais um ilusionismo de nossa gestão?
Não tenho conhecimento sobre essa Lei Municipal que, supostamente, teria modificado os salários divulgados no Edital, mas as coisas na Saúde parecem estar mesmo bagunçadas. Diariamente, chegam reclamações sobre a falta de condições de trabalho.
As agentes de saúde, por exemplo, tiveram – segundo informaram aos vereadores – que comprar material de trabalho, como canetas, blocos e até uniformes. Além disso, estão sendo obrigadas até a limpar quintais. Agora, vejam este outro e-mail, que recebi há alguns dias:
Cardosinho, hj fiquei horrorizada com o salario do pessoal do PACS RURAL, e como não bastasse, falei com algumas auxiliares de saúde bucal e fui informada que elas não tiveram nenhuma orientação a respeito do risco que estão correndo, sem a devida capacitação. Elas entraram lá com a cara e a coragem. Elas foram orientadas a procurar o sindicato para, junto com os advogados, ver o que poderia ser feito em caráter de urgência, pois 3 ou 4 auxiliares foram perfuradas. Cansei de ver tanta coisa errada. Aqui no meu setor, nós estamos esgotados de tanta humilhação.