SEM SER INVESTIGADO, GLENN GREENWALD É DENUNCIADO PELO MPF

A Polícia Federal não viu evidências de participação de Glenn em atos ilegais. Mas a vontade do procurador em denunciar o jornalista era tamanha, que ele ignorou isso. A notícia é do UOL:

O MPF (Ministério Público Federal) em Brasília denunciou hoje sete pessoas, entre elas o jornalista Glenn Greenwald, um dos fundadores do site The Intercept, sob a acusação de invadir celulares de autoridades brasileiras.

A denúncia contra Greenwald, ocorrida no âmbito da Operação Spoofing, acontece apesar de o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ter proibido investigações sobre o jornalista, em agosto passado, sob o risco de ferir a liberdade de imprensa.

São apontadas a prática de organização criminosa, lavagem de dinheiro, bem como as interceptações telefônicas engendradas pelos investigados (leia aqui a íntegra da denúncia). Para o MPF, embora Greenwald não seja investigado nem indiciado, ficou comprovado que ele auxiliou, incentivou e orientou o grupo durante o período das invasões.

De acordo com a denúncia, assinada pelo procurador da República Wellington Divino de Oliveira, o grupo praticava crimes cibernéticos por meio de três frentes: fraudes bancárias, invasão de dispositivos informáticos (por exemplo, celulares) e lavagem de dinheiro.

A denúncia não detalha os crimes de fraudes bancárias. Uma nova ação penal deverá ser apresentada posteriormente para tratar desses crimes, segundo o MPF. A Operação Spoofing pede a condenação dos acusados. Com exceção de Greenwald, todos os outros denunciados são acusados de lavagem de dinheiro.

GOVERNO BOLSONARO GASTA R$ 48 MILHÕES EM AUDITORIA NO BNDES, MAS NÃO ENCONTRA “CAIXA-PRETA”

A “caixa-preta” foi um dos temas dominantes na campanha de Bolsonaro. Ele e seu grupo diziam que seria o maior escândalo da história do país. Logo após a vitória nas urnas Bolsonaro se comprometeu a determinar, no início do mandato, “a abertura da caixa-preta do BNDES e revelar ao povo brasileiro o que foi feito com seu dinheiro nos últimos anos”. Ele gastou R$ 48 milhões para nada.

A notícia foi repercutida em todos os jornalões do país, mas não foi comentada pelo ex-urubólogo. O texto abaixo é da Folha de S.Paulo e foi publicado no portal Metrópoles:

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) gastou R$ 48 milhões com uma auditoria interna que prometia abrir a caixa-preta da estatal. Após um ano e 10 meses de investigação, o banco divulgou, no fim de dezembro, um relatório de oito páginas que não apontou nenhuma evidência direta de corrupção em oito operações com a JBS, o grupo Bertin e a Eldorado Brasil Celulose, realizadas entre 2005 e 2018.

O valor foi pago a um escritório estrangeiro, o Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP, que subcontratou outro brasileiro, o Levy & Salomão. O BNDES não revela quantos funcionários trabalharam na auditoria nem quais critérios foram utilizados para fazer o pagamento pelo trabalho.

A equipe de investigação concluiu que as decisões do banco “parecem ter sido tomadas depois de considerados diversos fatores negociais e de sopesados os riscos e potenciais benefícios para o banco”. “Os documentos da época e as entrevistas realizadas não indicaram que as operações tenham sido motivadas por influência indevida sobre o banco, nem por corrupção ou pressão para conceder tratamento preferencial à JBS, à Bertin e à Eldorado”, diz trecho do relatório.

A abertura da caixa-preta foi uma das missões conferidas por Jair Bolsonaro ao presidente do BNDES, Gustavo Montezano, que tomou posse em julho, em substituição a Joaquim Levy, primeiro nomeado pelo governo para comandar a instituição. Ele se juntou a outros executivos que passaram pelo banco após o fim da gestão Dilma Rousseff e tiveram dificuldades para comprovar irregularidades na concessão dos financiamentos.

No governo Temer, Maria Silvia Bastos Marques evitou o assunto. Paulo Rabello de Castro e Dyogo Oliveira negaram sua existência. “Ou sou um completo idiota ou não existe caixa-preta no BNDES”, chegou a dizer Rabello.

Levy falou em “ter clareza sobre operações do passado”, mas não chegou a avançar na busca por operações fraudulentas. A dificuldade foi apontada como um dos motivos para a insatisfação de Bolsonaro com sua gestão – o executivo pediu demissão após o presidente dizer em entrevista que estava “por aqui” com ele.

EX-VEREADOR UBALDO MARTINS SERÁ SEPULTADO NESSA TERÇA-FEIRA, EM FERNANDÓPOLIS

Ubaldo Martins foi, por muito tempo, gerente da Caixa Econômica Estadual (ou Nossa Caixa Nosso Banco), aqui em Jales. Em 1996, depois de se aposentar, candidatou-se a um cargo de vereador e foi eleito para a legislatura 1997-2000.

Em 2000, ele protagonizou um episódio decisivo para as eleições daquele ano. Naquela ocasião, o ex-prefeito José Carlos Guisso disputou com o empresário Aloísio Moraes Teixeira, em eleição interna entre tucanos locais, a indicação do PSDB para concorrer à Prefeitura de Jales.

Aloísio ganhou por apenas um voto, mas Ubaldo, atento à contagem dos votos, percebeu que algumas cédulas estavam marcadas, o que, em tese, comprovaria que alguns votos teriam sido comprados. Os três ou quatro “vendedores” teriam feito as marcas na cédula, para provar que tinham votado como combinado.

Os votos foram anulados e, com isso, Guisso ganhou a eleição interna do PSDB e, posteriormente, foi eleito prefeito, derrotando o então candidato à reeleição, Antônio Sanches Cardoso, o Rato. Aloísio se mudou para Palmas(TO), enquanto Guisso governou por apenas 11 meses.

A notícia é do jornal Extra, de Fernandópolis:

O velório do empresário Ubaldo Martins, 86 anos, falecido na manhã desta segunda-feira, 20, está marcado para começar às 17h de hoje. O enterro deve ser realizado nessa terça-feira, 21, às 10h, em Fernandópolis.

Ubaldo era morador da cidade de Jales e aportou em Fernandópolis no final da década de 90, após adquirir um colégio particular, reestruturando-o e colocando-o como um dos destaques na área educacional na região.

Ele é natural de Tanabi-SP e casado com Carolina Pupin Martins e tem três filhas: as advogadas Ana Carolina Martins Mapelli e Luciana Martins do Amaral e a farmacêutica bioquímica Patrícia Helena Martins Costa. Ele também foi presidente da Associação de Amigos de Fernandópolis.

Nas redes sociais há intensa manifestação de familiares e amigos em prol de Martins e de seus familiares. 

HOMEM QUE ADOTOU CACHORRO EM VOTUPORANGA E SOLTOU EM JALES É MULTADO E RESPONDERÁ POR MAUS TRATOS

Aqui em Jales, o “Meninão” ficou abrigado em uma farmácia. Deu no portal Votuporanga Tudo:

Um morador de Votuporanga que adotou um cachorro e, depois de alguns dias, abandonou o cão nas ruas de Jales foi identificado por protetores e multado em mais de R$ 5 mil.

A informação foi divulgada hoje (20) pelo vereador e protetor Chandelly em suas redes sociais. De acordo com ele, após ser identificado o homem alegou que familiares tiveram alergia dos pelos do animal, por isso o levou pra Jales.

O animal, ‘batizado’ de Meninão, foi reconhecido em fotos divulgadas nas redes sociais por uma mulher, que acolheu o animal, em uma farmácia.
De acordo com Chandelly, o mau cuidador foi multado em R$2,2 mil pelo Centro de Proteção a Vida Animal da Prefeitura e mais R$ 3 mil da Polícia Ambiental.

O caso também foi registrado na Polícia Civil como maus-tratos, o que pode motivar condenação criminal. Meninão voltou pra Votuporanga e está sob a guarda de uma voluntária.

REGINA DUARTE COMEMORA DIA DE SÃO SEBASTIÃO COM FOTO DE SANTO EXPEDITO

Se alguém tinha dúvidas de que a Viúva Porcina está à altura do governo Bolsonaro, elas devem ter se dissipado hoje. A notícia é da Fórum:

A atriz Regina Duarte fez uma publicação nesta segunda-feira (20) comemorando o dia de São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro, mas acabou trocando as bolas e compartilhando a foto de Santo Expedito. A confusão, que aconteceu no mesmo dia em que se encontrou com Bolsonaro, virou motivo de piada nas redes sociais.

“Sou cristã. Católica. O feriado de hoje no Rio é dedicado a São Sebastião. Nada acontece por acaso. Olha só, querido seguidor, que dia importante pra ter sido chamada ao Rio pra uma conversa ‘olho no olho’ do nosso presidente da República”, publicou a atriz em seu Instagram antes do encontro com Bolsonaro. Ao invés de Sebastião, quem aparecia na imagem era Santo Expedito. Logo em seguida, ela fez uma outra postagem corrigindo o erro – sem apagar a original.

Pouco depois da conversa com o presidente ela disse o seguinte: “Nós vamos noivar, vou ficar noiva, vou lá conhecer onde eu vou habitar, com quem que eu vou conviver, quais são os guarda-chuvas que abrigam a pasta, enfim, a família. Noivo, noivinho. Quero que seja uma gestão para pacificar a relação da classe com o governo. Sou apoiadora deste governo desde sempre e defendo a classe artística desde os 14 anos”, disse.

“PENSÃO-SOLTEIRONA”: CONGRESSO PAGA R$ 30 MILHÕES A FILHAS DE EX-PARLAMENTARES E EX-SERVIDORES

Está se falando muito nos gastos da Câmara e do Senado com as “solteironas”, mas reparem que não são apenas as filhas de ex-parlamentares e ex-servidores que são beneficiadas com a pensão.

Filhas “solteiras” de militares (sobre estas o ex-urubólogo Alexandre Garcia não fala nada) e desembargadores também recebem. A atriz Maitê Proença, por exemplo, recebe uma pensão que, há dez anos, era de R$ 24,6 mil.

Maitê é filha de um ex-desembargador aqui de São Paulo, que se suicidou em 1989. Ela nunca se casou de papel passado, para não perder a pensão, embora tenha vivido alguns relacionamentos duradouros. Um deles durou 12 anos e rendeu um filho à atriz.

Outro caso famoso é o da filha de um falecido desembargador carioca. Fotos comprovam que ela se casou de véu e grinalda na igreja, mas, há alguns anos, quando tentaram tomar sua pensão, a Justiça garantiu-lhe o direito de continuar recebendo, pois, no papel, ela continuava “solteira”.

Mas, vamos à notícia do Estadão, reproduzida pelo Blog da Cidadania:

A Câmara dos Deputados e o Senado pagam pensões mensais de até R$ 35 mil a filhas solteiras de ex-parlamentares e ex-servidores. Previsto numa lei sancionada por Juscelino Kubitschek em março de 1958, o benefício atende até hoje 194 mulheres e custa, por ano, R$ 30 milhões – o equivalente ao dinheiro necessário para construir 500 casas populares do Minha Casa Minha Vida. A norma foi derrubada em 1990, mas foi mantido o privilégio para quem já estava na folha de pagamento.

Denúncias de pagamento indevido não faltam. No mês passado, a Polícia Legislativa passou cinco dias no Rio para investigar o estado civil de uma pensionista. A notificação partiu do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou inconsistências no registro da beneficiada a partir de cruzamentos de bases de dados. Num relatório sobre a viagem, um agente da Polícia Legislativa escreveu que, após uma “exaustiva” investigação, descobriu que a mulher tinha um marido. A pensionista foi indiciada por estelionato em inquérito sigiloso encaminhado ao Ministério Público Federal.

Pelos critérios do Congresso, a pensão deve ser paga até a filha se casar, ter uma união estável ou conseguir um emprego público permanente. Mesmo quando completa 21 anos, a filha solteira mantém o direito.

Uma das maiores pensões do Congresso é paga à filha de um ex-analista do Senado. Desde 1989, ela ganha R$ 35.858,94 por mês, em valores brutos. Outras 29 mulheres recebem, cada uma, R$ 29.432,27 de pensão por serem dependentes de ex-servidores da Casa. Todas estão incluídas na categoria “filha maior solteira” na folha de pagamento.

Na relação de beneficiárias da Câmara está a filha de um ex-deputado por São Paulo, morto em 1974, após nove anos de atuação legislativa. Solteira no cadastro da Câmara, a pensionista mora há 49 anos em Paris e recebe R$ 16.881,50 por mês. Filósofa e pesquisadora, ela atua num centro de pesquisa da capital francesa. A reportagem entrou em contato com a pensionista, que não quis comentar o caso.

É o mesmo valor da pensão que ganha a filha de um ex-deputado federal do antigo Estado da Guanabara, unidade da federação extinta há 44 anos. Empossado em 1967, o parlamentar morreu três anos depois e a sua herdeira entrou no cadastro de pensionistas, de onde nunca mais saiu.

Tanto a Câmara quanto o Senado admitem que dependem das próprias pensionistas para atualizar os cadastros. “O Senado fiscaliza, anualmente, a condição de ‘solteira’ das pensionistas por meio do recadastramento anual obrigatório que elas realizam, sob risco de suspensão ou cancelamento da pensão”, informou a Casa em nota. A Câmara não respondeu ao pedido de esclarecimento.

A pensão para filhas solteiras não é benefício exclusivo do Legislativo. Desembolsos também são feitos para pensionistas da União e do Judiciário. Até 2014, a despesa total custava R$ 2,2 bilhões, incluindo pensões civis e militares. O valor foi levantado em auditoria recente feita pelo TCU.

Em 2016, a Corte de Contas apontou 19 mil pagamentos com suspeitas de serem indevidos para filhas solteiras mapeadas em 121 órgãos da administração pública direta federal.

A fiscalização ocorreu porque o TCU foi confrontado com denúncias de irregularidades na Câmara. As suspeitas estavam tanto na outorga quanto na manutenção de pensões especiais a filhas de ex-servidores e de ex-parlamentares.

O acórdão atacou pagamentos a filhas solteiras que eram, ao mesmo tempo, beneficiárias e detentoras de atividades remuneradas nos setores público e privado. O TCU entendeu que a “dependência econômica” deveria ser comprovada para que os benefícios fossem mantidos. Qualquer remuneração superior ao teto do INSS representaria independência financeira e, portanto, no entendimento da Corte, suspenderia a pensão.

A interpretação do TCU fez com que os órgãos federais, inclusive o Congresso, suspendesse as pensões. Na prática, porém, pouca coisa mudou. As beneficiárias passaram a pleitear a manutenção das pensões no Supremo Tribunal Federal (STF) e foram atendidas.

Em setembro de 2019, o ministro Edson Fachin, do STF, suspendeu o acórdão do TCU e manteve a interpretação original da lei. Ele decidiu que devem perder o benefício apenas as pensionistas que casarem ou assumirem “cargo público permanente”.

ARTIGO – “JALES, 2030”

Abaixo, artigo do procurador da República em Jales, José Rubens Plates, com algumas reflexões sobre nossa cidade:

Com a virada de uma casa decimal no calendário dos anos (19/20), além das aspirações de renovação e de um 2020 próspero, tem-se ocasião bastante propícia para reflexões sobre o futuro da nossa querida Jales, que há mais de cinco anos muito bem me acolhe. Importante pensarmos sobre seus caminhos para a nova década que se aproxima (2021-2030).

Na vida individual ou comunitária, muitas das benfeitorias e amarguras do presente se devem a boas ou más escolhas que fizemos ou fizeram (por nós) no passado. Assim, é necessário semearmos bem, para colhermos ainda melhores condições, para todos, até 2030.

Se o Simpósio “O Combate à Corrupção nos Trinta anos da Constituição Federal”, realizado em 2018, procurou resgatar um pouco a história da cidade de Jales, com a homenagem ao Dr. Roberto Valle Rollemberg que aqui viveu, e teve destaque nos trabalhos da Constituinte, convém também discutirmos e, na medida do possível, planejarmos os anos do porvir.

Que Jales queremos? Qual cidade seremos capazes de construir nos anos vindouros? É viável um aeroporto com voos comerciais? É factível a vinda de uma universidade federal? Na saúde, lutaremos por um hospital regional, ou fortaleceremos as instituições já instaladas? Em quais serviços teremos excelência?

Conseguimos tornar o comércio mais atrativo e o parque industrial mais forte, com mais vagas de emprego e melhores condições aos trabalhadores? Conseguiremos avançar, respeitando às leis e praticando a honestidade no dia a dia?

Nesse período, se não houver alterações nas regras eleitorais, teremos três eleições municipais (Vereadores e Prefeito) e duas eleições gerais (Deputados, Senadores, Governadores e Presidente da República). Faremos um representante na Assembleia Legislativa? E na Câmara dos Deputados? Ou já estamos satisfeitos e bem representados nas casas legislativas?

Na arquitetura urbana, preservaremos os parques e os espaços verdes? Conseguimos organizar uma Cidade Administrativa (como Belo Horizonte/MG) ou uma Cidade Judiciária? Quais equipamentos de cultura e lazer teremos? Quais tecnologias podemos trazer e quais teremos condições de exportar a outras regiões? Tornaremos os governos digitais? Conseguimos uma cidade inteligente e sustentável (smart city)? As atividades agropecuárias continuarão atrativas e pujantes?

Enquanto radicados em Jales, quais sonhos podemos acalentar juntos? Além do sagrado pão de cada dia, atrás do que nós iremos? Conciliaremos tais avanços com o que se tem de mais rico na cultura, como a tradicional Cavalgada no aniversário da cidade, e na religião, como a Romaria Diocesana, dentre tantas genuínas manifestações comunitárias.

Respeitando na íntegra os seres humanos (de esquerda ou de direita, rico ou pobre, negro, branco ou índio, patrão ou empregado, bilionário ou indigente), tenhamos os pés e o trabalho em 2020, e a cabeça voltada no corredor até 2030. Sem ficar a reboque da vizinhança, faremos jus ao título de Jales, Centro de Região.

JOSÉ RUBENS PLATES

Natural de Marília, reside em Jales desde 2014.

 

JORNAL DE JALES: FLÁ AFIRMA QUE A CIDADE TERÁ R$ 25 MILHÕES INVESTIDOS EM OBRAS DURANTE ESTE ANO

Eis a capa do Jornal de Jales deste domingo, que destaca entrevista com o prefeito Flá Prandi, na qual o alcaide afirma que mais de R$ 25 milhões serão investidos na cidade neste último ano de seu primeiro mandato. “Jales será um canteiro de obras em 2020”, afirmou o prefeito, que garantiu, ainda, a continuidade do que chamou de “maior obra de asfalto da história da cidade”. Flá revelou ao jornal que sua maior preocupação é a dívida com a Previdência Social, que vai exigir aportes de R$ 8,7 milhões até dezembro deste ano, além do que a Prefeitura já repassa normalmente. Indagado se pretende se candidatar à reeleição, Flá teria desconversado, segundo o jornal: “no momento o foco é somente a administração”.

Destaque, igualmente, para a segunda Missão Univida Amazônia realizada neste início de ano, sob a coordenação do padre Eduardo Lima, de Urânia. Levando 93 pessoas, entre estudantes, professores e profissionais da saúde, a Missão prestou atendimento em aldeias indígenas e em uma comunidade quilombola. Segundo o padre, foram realizadas centenas de consultas médicas, odontológicas e atuações da enfermagem e da psicologia. O padre ressaltou, ainda, que os resultados superaram as expectativas iniciais.

As posições do presidente da Câmara, Tiquinho, e da secretária de Saúde, Maria Aparecida Moreira, diante da nota de repúdio emitida pelo Conselho Municipal de Saúde; o artigo “Jales, 2030”, do procurador da República em Jales, José Rubens Plates; o levantamento do Tribunal Regional do Trabalho que apontou a Vara do Trabalho de Jales como a primeira do Estado e uma das 7 melhores do país; o 49º Campeonato Aberto de Futsal de Jales, que reúne equipes de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo; e a nomeação do delegado da DISE de Jales, Marcos Negrelli, como novo delegado seccional de Votuporanga, são outros assuntos do JJ.

Na coluna Fique Sabendo, o jornalista Deonel Rosa Júnior alerta que os prefeitos de municípios que mandam alunos para a APAE de Jales e que não têm por hábito honrar os compromissos assumidos com a instituição, terão que ficar espertos d’ora em diante. O colunista conta o caso do prefeito de Aspásia, o Calango, que passou por um sufoco depois de empurrar com a barriga, por três meses, o débito do município com a APAE. Segundo Deonel, o presidente da entidade, João Aparecido Papassídero, acionou uma mãe de aluno, que, de seu lado, alertou a Câmara Municipal de Aspásia sobre o que estava acontecendo e, diante do barulho dos vereadores, o prefeito tratou de se mexer e pagar a conta.  

AS GALVÃO – “GUARÂNIA DA LUA NOVA”

É tarde, eu já vou indo, preciso ir embora… (Menino de Braçanã). E ele foi embora mesmo! Luiz Vieira, autor de clássicos da MPB, faleceu na quinta-feira, 16, aos 91 anos.

O texto é do jornalista e crítico musical Mauro Ferreira, no G1:

É natural associar o cantor e compositor pernambucano Luiz Rattes Vieira Filho (12 de outubro de 1928 – 16 de janeiro de 2020) à toada Menino de Braçanã – composta com Arnaldo Passos e lançada em 1953 – e sobretudo ao Prelúdio para ninar gente grande, canção que se tornou popularmente conhecida como Menino passarinho desde que foi lançada em disco em 1962 com repercussão nacional.

A associação está correta. Pautadas por ternura lírica que toca o coração sentimental do brasileiro, essas duas músicas identificam Luiz Vieira no imaginário nacional ao lado de Na asa do vento (parceria com João do Vale apresentada em 1956) e de Paz do meu amor, composição lançada em 1963 com subtítulo, Prelúdio nº 2, alusivo ao grande sucesso do compositor no ano anterior.

Contudo, Luiz Vieira construiu obra extensa no Rio de Janeiro (RJ), cidade para onde migrou ainda na infância, egresso de Caruaru (PE). Foi em hospital do Rio que o artista saiu de cena na manhã de quinta-feira, 16 de janeiro, aos 91 anos, em decorrência de problemas respiratórios.

Em que pesem as cerca de 300 músicas perpetuadas em discos por time de intérpretes que foi de A (de Alaíde Costa) a Z (de Zizi Possi), o compositor teria morrido completamente esquecido se não fosse a iniciativa do produtor Thiago Marques Luiz de orquestrar em 2018 um show coletivo para festejar os 90 anos do artista e entregar a Vieira as flores em vida.

Voz que ecoou primeiramente nos cabarés cariocas da década de 1940, Luiz Vieira se fez ouvir em seguida na era do rádio, inclusive nos bastidores das emissoras. A carreira de radialista foi desenvolvida paralelamente à trajetória como cantor e compositor, cujo auge aconteceu na primeira metade da década de 1960 por conta do sucesso de Prelúdio para ninar gente grande.

Tanto que a saída de cena do artista está sendo lamentada nas redes sociais com frases líricas como “Voa, menino passarinho”. Lirismo que faz sentido porque é pela “ternura tão antiga” e tão eterna da maior parte da sua obra que Luiz Vieira fica na história da música popular do Brasil.

O vídeo abaixo é do show coletivo – Luiz Vieira 90 Anos – citado pelo Mauro Ferreira. Nele, As Galvão – que, segundo especialistas, é a mais antiga dupla sertaneja em atividade – interpretam “Guarânia da Lua Nova”, uma das músicas mais conhecidas do compositor pernambucano.

As Galvão (do sucesso “Beijinho Doce”) iniciaram carreira em 1947 e eram conhecidas como Irmãs Galvão. A alteração no nome ocorreu em 2002, por influência da numerologia.  

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