SANTA CASA DE JALES INICIA CONTAGEM REGRESSIVA PARA SHOW DE GIAN & GIOVANI

Da assessoria de imprensa da Santa Casa:

Faltando menos de 30 dias para o show com a dupla Gian & Giovani, a Santa Casa de Jales está acertando os últimos preparativos para que seja uma linda festa em prol da instituição.

O show acontece no dia 20 de setembro, o valor do convite inclui água, cerveja, refrigerante, mesa de frios e estacionamento gratuito. A gerente, do setor de Captação de Recursos, Luciana Vicente, informou que ainda restam mesas para vender “Estamos na reta final das vendas e nosso objetivo é que a população contribua com a Santa Casa de Jales adquirindo um convite para participar dessa noite que está sendo preparada com muito carinho para todos”.

Junior Ferreira destacou a importância dessa ação para a Santa Casa de Jales “Nós possuímos despesas mensais que ultrapassam os R$2,5 milhões, com um déficit operacional mensal de R$150 mil. Por isso realizamos eventos em prol da instituição para ajudar a suprir o que falta no fim do mês. Quem ainda não adquiriu seu convite poderá entrar em contato com o setor de Captação de Recursos e ajudar a Santa Casa de Jales.”

Para mais informações ligue (17)3622-5003 e garanta já uma mesa ou convite avulso para prestigiar uma noite especial que ficará na memória de todos com a dupla Gian & Giovani.

JORNAL DE JALES: EX-VEREADOR RIVELINO RODRIGUES GARANTE QUE SEU NOME ESTARÁ NAS URNAS ELETRÔNICAS EM 2020

Eis a capa do Jornal de Jales deste domingo, cuja principal manchete destaca que a Lei do Abuso de Autoridade foi repudiada no Fórum de Jales. A matéria reproduz parte do discurso do juiz José Geraldo Nóbrega Curitiba, diretor do Fórum, no qual o magistrado diz que “uma lei como essa não pode ser aprovada em uma ampla discussão com a comunidade, quando o país vive um momento histórico de combate à corrupção”. Várias autoridade se manifestaram contra o projeto, na movimentação que acompanhou a mobilização que aconteceu em todo o país, pedindo o veto integral ao projeto.

Destaque, também, para a repaginação do Lar dos Velhinhos, que, nesta semana, perdeu um de seus mais antigos e eficientes colaboradores, o Kito. A matéria informa que o prédio da entidade passou por uma remodelagem que incluiu uma pintura geral em todas as suas dependências e na área externa. O serviço, diz o jornal, custou R$ 34,5 mil, autorizados pelo juiz Bruno Valentim Barbosa, da 1ª Vara Federal de Jales, com o aval do procurador da República em Jales, José Rubens Plates. A grana repassada ao Lar é oriunda de penas pecuniárias das condenações que são aplicadas pela Justiça Federal.

As novidades do Cine Jales, que está disponibilizando equipamentos a portadores de deficiência auditiva e visual; os recursos destinados pelo presidente do partido Republicanos, Marcos Pereira, num total de R$ 1 milhão, para obras de infraestrutura em Jales; e a aposentadoria do juiz Eduardo Henrique de Moraes Nogueira, são outros assuntos do JJ. O jornal trata, em seu editorial, do reforço do MPF na luta pela instalação de um hospital regional em Jales. E na coluna Perspectivas, o ex-auditor da Receita, Odassi Guerzoni Filho, o Odassinho, explica por que a Receita Federal em Jales perdeu seu status de agência.

Na coluna Fique Sabendo, o jornalista Deonel Rosa Júnior está informando que o nome do ex-vereador Rivelino Rodrigues vai estar, com certeza, nas urnas eletrônicas, nas eleições municipais de 2020. Só não se sabe ainda, por qual partido ele irá disputar as eleições, nem tampouco a qual cargo – prefeito, vice ou vereador – ele irá concorrer. Segundo o colunista, foi o próprio Rivelino que lhe confidenciou a novidade, durante um cafezinho na Fatec Jales. Rivelino estava filiado até recentemente ao MDB e teria recebido um convite do novo presidente do PSDB local, Osvaldo Costa Júnior, para virar tucano.

OS NOVOS BAIANOS – “NA CADÊNCIA DO SAMBA”

Alguns domingos atrás, no programa que apresento aos domingos na Regional FM, o Brasil & Cia, botei para rodar a Cássia Eller cantando um samba e, minutos depois, uma ouvinte ligou perguntando que música era aquela que a Cássia tinha cantado.

Era “Na Cadência do Samba”, uma parceria do Ataulfo Alves com o Paulo Gesta, lançado em 1962. Por sinal, existem dois sambas com esse mesmo nome. O outro, de autoria do Luiz Bandeira, foi lançado primeiro, em 1956.

Quem frequentou os cinemas nos anos 70 haverá de se lembrar do “Na Cadência do Samba” do Luiz Bandeira. O samba era a trilha sonora do famoso Canal 100, que mostrava lances de jogos de futebol, antes da exibição do filme da noite. “Que bonito é, as bandeiras tremulando, a torcida delirando…”. Não se lembra? Ouça a regravação do Casuarina, aqui, ou então veja o Canal 100 com o resumo de Brasil x Argentina, na Copa de 74, aqui.

O assunto do post, porém, não é o Luiz Bandeira, mas sim o Ataulfo Alves, que é nome de rua em Jales. Nascido em uma família muito pobre, na cidadezinha mineira de Miraí, em maio de 1909, Ataulfo morreu em abril – o mês cruel, segundo o Vinícius – de 1969.

Ataulfo é autor de sambas imortais, como é o caso de “Ai, Que Saudade da Amélia”, música que levou a palavra amélia aos dicionários. No Aurélio, por exemplo, significa “mulher que aceita toda sorte de privações e/ou vexames sem reclamar, por amor a seu homem”. No Priberam, “mulher meiga e serviçal”, e por aí afora.

Ele é também o autor – não posso deixar de registrar – da música preferida de um amigo deste blogueiro, o médico Joaquim Severino de Almeida: “Meus Tempos de Criança”, onde ele canta a saudade da professorinha que, lá no seu pequenino Miraí, ensinou-lhe o be-a-bá.

No vídeo, Os Novos Baianos emprestam uma nova roupagem ao samba “Na Cadência do Samba”.

A TRIBUNA: LUIZ HENRIQUE MOREIRA ANUNCIA PRÉ-CANDIDATURA A PREFEITO

No jornal A Tribuna deste final de semana, a principal manchete destaca a manifestação realizada no Fórum de Jales, na qual juízes, promotores, procuradores, delegados e policiais reivindicaram o veto integral do presidente Bolsonaro à chamada Lei do Abuso de Autoridade. O juiz José Geraldo Nóbrega Curitiba falou em nome dos magistrados. Ele ressaltou que a lei de abuso em vigor – promulgada em 1965 – tem condições de coibir os excessos, enquanto uma nova lei é discutida com calma. A matéria do Alexandre Ribeiro, o Carioca, destaca, também, a Nota Pública divulgada pela OAB federal, posicionando-se a favor do projeto aprovado pelo Congresso Nacional, que, segundo a entidade, vai preservar direitos dos cidadãos contra abusos.

Destaque, igualmente, para o anúncio da pré-candidatura do empresário Luiz Henrique Moreira ao posto de prefeito de Jales. O anúncio foi feito pelo próprio pre-candidato, em reunião realizada na noite de quinta-feira, 22, na sede do Banespinha. “A partir de hoje coloco, sim, o meu nome como pré-candidato para disputar a eleição para prefeito, mas quem deve dizer se eu devo ser candidato são vocês”, discursou Luiz Henrique para uma plateia de cerca de 300 pessoas. PODEMOS, PSDB, MDB, PTB, PT, PSD, Progressistas e PSL estavam representados na reunião.

O inquérito policial que vai investigar os ataques contra o prefeito Flá Prandi nas redes sociais; as duas emendas parlamentares destinadas pelo deputado federal Marcos Pereira(Republicanos), num total de R$ 1 milhão, para obras de infraestrutura em Jales; a decisão do TJ-SP, que não conheceu recurso da ex-prefeita Nice contra condenação no caso Expo Show-Casa da Criança; a prisão de uma quadrilha que assaltava propriedades rurais na região; e a anulação de uma sentença que mandava a Prefeitura reformar a casa de uma moradora do Jardim Alvorada, são outros assuntos de A Tribuna.

Na coluna Enfoque, a informação de que o juiz da 1ª Vara, Eduardo Henrique de Moraes Nogueira – que iniciou na magistratura em 1987, aqui em Jales – está se aposentando e pretende continuar morando em nossa cidade. Na coluna de opinião, o artigo do doutor Valmor Bolan trata de um assunto bem atual – a Amazônia -, enquanto a crônica do blogueiro Hélio Consolaro trata de pessoas tóxicas, como é o caso do presidente Bolsonaro. No caderno social, a coluna do Douglas Zílio anuncia o noivado do fotógrafo Marcos Oliveira e seu cacho, o Eduardo Almeida. Destaque, ainda, para os 29 anos da Pharmadium.     

LEI DO ABUSO DE AUTORIDADE REPRESENTA RETROCESSO NO COMBATE AO CRIME, DIZEM JUÍZES, PROMOTORES E DELEGADOS

Como parte das manifestações que ocorreram em várias cidades do estado de São Paulo na quinta-feira, 22, juízes e promotores da Circunscrição Judiciária de Jales – que inclui, ainda, Auriflama, Palmeira D’Oeste, Santa Fé do Sul e Urânia – uniram-se a delegados, procuradores da república e representantes das polícias Civil, Militar e Federal, para ato público contra a Lei do Abuso de Autoridade, recentemente aprovada.

Na manifestação realizada na escadaria do Fórum Estadual local, discursaram o juiz José Geraldo Nóbrega Curitiba, o procurador da República José Rubens Plates, e o delegado seccional Charles Wiston de Oliveira. Todos eles deixaram claro que qualquer medida tomada no sentido de limitar as prerrogativas dos integrantes do sistema de Justiça e dos órgãos de combate à criminalidade e à corrupção fere os direitos da sociedade, em nome de quem essas mesmas prerrogativas são exercidas.  

Logo depois, já no salão do Júri do Fórum, o juiz aposentado Pedro Callado também discursou rapidamente, manifestando-se contrário a vários pontos do projeto, defendendo o veto pelo menos parcial da lei. Callado deixou claro que a legislação brasileira já possui dispositivos de combate ao abuso de autoridade e que as corregedorias dos diversos órgãos já atuam com eficiência na apuração de eventuais excessos de agentes públicos.

Matéria do Alexandre Ribeiro, o Carioca, para o jornal A Tribuna deste final de semana, trará mais detalhes sobre a manifestação que, aqui em Jales, foi organizada a quatro mãos pelas juízas Maria Paula Branquinho Pini, da 4ª Vara, e Melissa Bethel Molina, do Juizado Especial de Santa Fé do Sul, representante da Associação Paulista de Magistrados – Apamagis.

Abaixo, texto do juiz José Geraldo Nóbrega Curitiba, lido durante o evento:

O Brasil vive momento histórico no combate à corrupção. O empenho e trabalho de Policiais Civis, Militares, Policiais Federais, Promotores de Justiça e Juízes têm sido divulgados  na imprensa escrita, falada e em diversos meios de comunicação  no Brasil e ao redor do mundo, contribuindo para  a responsabilização de criminosos, para a recuperação de valores milionários desviados do dinheiro público e até para a diminuição do chamado “risco Brasil”, demonstrando que o Brasil é um país sério, com instituições fortes,  comprometidas com a defesa da lei e da ordem  no combate ao crime, com a defesa do patrimônio público, como  o respeito ao Estado Democrático de Direito, tão necessário à construção de uma sociedade segura, justa e solidária. 

Todo esse trabalho que vem sendo desenvolvido pelos atores do combate ao crime –  Juízes, Promotores, Procuradores da República, Policiais Civis, Militares e Policiais Federais, entre outros – pode  vir a sofrer um grave revés, caso o Projeto de Lei n° Projeto de Lei 7.596/2017 venha a ser sancionado tal como se encontra redigido. 

Entendemos que os tipos penais,  que atingem preponderantemente a atuação  de Policiais Civis, Militares e Federais, além de Promotores, Procuradores e Juízes encarregados de combater a criminalidade, tal como redigidos,  comportam imensa carga de subjetividade, gerando insegurança jurídica para todos os agentes que se colocam nas fileiras de frente no combate ao crime.

Retirar a autonomia de Juízes, Promotores de justiça, Procuradores da República e policiais no cumprimento de sua tarefa de aplicar a Lei,   coloca em risco  a eficácia do trabalho desses operadores do direito,  que poderiam vir a ser criminalizados nas ações de combate ao crime tão só em função do juízo de valor que fizerem diante de situação concreta de risco iminente. 

O mesmo se diga quanto ao trabalho dos juízes, no que respeita à sua livre convicção  na escolha da medida judicial adequada e  necessária para fazer valer a lei e o direito, na tutela à  garantia da ordem pública e da aplicação das medidas necessárias a tutelar a própria aplicação da Lei Penal. 

São liberdades necessárias  para se preservar a própria credibilidade na Justiça e que estão sendo excessivamente limitadas, com risco de serem interpretadas como crime, caso não confirmadas nas instâncias superiores dos E. Tribunais, mediante mero critério subjetivo de valoração das condutas. 

É por tudo isso que, com todo o respeito pelo trabalho do Congresso Nacional, que nos posicionamos contra a sanção do  Projeto de Lei 7.596/2017, entendendo que, tal como está proposto, representa verdadeiro retrocesso no combate ao crime, principalmente  nos delitos praticados pelos detentores do poder econômico. 

Não se olvida que a Lei de Abuso de Autoridade possa ser  objeto de atualização, mas essa não prescinde de um debate aprofundado e análise detida e criteriosa de seus efeitos, alcances e consequências na ordem jurídica nacional, razão pela qual se espera que ele seja vetado pelo Senhor Presidente da República, proporcionando debate mais aprofundado em momento oportuno.

(Jose Pedro Geraldo Nóbrega Curitiba – Juiz de direito da 3ª Vara e Diretor do Fórum da Comarca de Jales).

 

DEU NA FOLHA NOROESTE DE HOJE

No jornal Folha Noroeste, edição digital deste sábado, destaque para a visita que o prefeito Flá Prandi recebeu na manhã de quinta-feira, 22, em seu gabinete. Quem esteve por lá foram os representantes do diretório local do partido Republicanos, o presidente, Alessandro Pereira, e o vice-presidente, Joel Mariano Silvério. Eles levaram ao prefeito notícia dando conta de que o presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira, destinou duas emendas parlamentares no valor total de R$ 1 milhão, para investimentos em obras de infraestrutura. Uma dessas emendas – de R$ 500 mil – já teria até sido liberada pelo Ministério de Desenvolvimento Regional. O prefeito Flá gostou da novidade e mandou agradecer ao deputado.

Destaque, igualmente, para o ato público realizado na manhã de quinta-feira, no Fórum de Jales, quando juízes, promotores, delegados, procuradores da república e policiais federais e militares se reuniram em manifestação contra a chamada Lei do Abuso de Autoridade, aprovada no Senado e na Câmara Federal. A Lei, que define os crimes de abuso de autoridade praticados por agentes públicos, vem sendo apontada pelos representantes das categorias afetadas como uma reação da classe política às recentes operações contra a corrupção.

E na coluna FolhaGeral, o altiloquente redator-chefe Roberto Carvalho está informando que, até o final deste mês – ou seja, até a próxima sexta-feira, o prefeito Flávio Prandi(DEM) vai assinar convênio com o governo estadual, através do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos, para obter a liberação dos recursos que serão utilizados na reforma do Centro Cultural “Dr.Edílio Ridolfo”. O colunista diz que tais recursos – R$ 600 mil – se referem à cota de 2018 do programa estadual paulista MIT – Municípios de Interesse Turístico. Como se sabe, o convênio já tinha sido assinado ao final de 2018, mas uma das primeiras providências de João Dória, ao assumir o governo, foi suspender os convênios assinados pelo ex-governador Márcio França.

APRESENTADOR DE TV INFARTA AO VIVO AO DEFENDER JAIR BOLSONARO

A notícia é do site Observatório da TV:

As posições políticas costumam vir acompanhadas de muita exaltação nos dias atuais. Essa tendência, porém, atingiu seu ápice de forma inusitada durante a edição dessa sexta-feira (23) do programa policial Metendo Bronca, exibido pela TV RBA, afiliada da Band em Belém do Pará.

O apresentador da atração, Joaquim Campos, aproveitou um gancho entre algumas matérias para defender acaloradamente o presidente Jair Bolsonaro (PSL) em meio à polêmica do desmatamento e das queimadas na Amazônia.

Enquanto enaltecia as políticas ambientais do governo Bolsonaro e criticava ONGs ecologistas, responsabilizando-as pelas queimadas na região, o âncora do Metendo Bronca se exaltou tanto que acabou sofrendo um infarto em plena edição ao vivo do programa!

Em nota oficial, a TV RBA comentou o caso e deu detalhes do estado de saúde de Campos. “O vereador de Belém e apresentador Joaquim Campos sofreu um infarto no final da manhã desta sexta-feira, 23. Foi prontamente atendido e levado para a urgência do Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém. Depois de transferido ao Hospital do Coração, onde foi submetido a um cateterismo, ficou constatada a necessidade de procedimento cirúrgico que deve ser realizado no sábado, dia 24. O quadro de saúde dele é estável”, afirmou a emissora.

BOLSONARO DECIDE “FRITAR” SÉRGIO MORO

Deu no Catraca Livre, do Gilberto Dimenstein:

“Se o senhor não pode ajudar, por favor, não atrapalhe” — disse Bolsonaro para Sérgio Moro, segundo o GLOBO

Reportagem do jornal mostra o crescente desgaste de Bolsonaro com seu ministro.

A suspeita é simples: Bolsonaro humilha seu ministro para forçá-lo a pedir demissão.

Veja um trecho da reportagem:

O abalo da relação entre Jair Bolsonaro e Sergio Moro — que atingiu seu ápice nesta semana com as declarações do presidente de que é ele, e não o ministro, quem manda na Polícia Federal — começou a crescer há quase um mês. Mais precisamente na tarde de 28 de julho, quando Moro foi ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, pedir que ele fizesse uma revisão da decisão em que restringiu o compartilhamento de relatórios do antigo Coaf , hoje Unidade de Inteligência Financeira (UIF), com os ministérios públicos e a Polícia Federal. O movimento do ministro irritou o presidente Jair Bolsonaro.

Desde que soube do pedido de Moro a Toffoli e a outros ministros do STF, Bolsonaro decidiu inviabilizar a presença do ministro no governo. Os dois já vinham tendo alguns desentendimentos desde o início do ano. O pedido foi a gota d’água. A petição para suspender investigações iniciadas com base em relatórios detalhados do ex-Coaf fora feita pelo advogado Frederik Wassef em nome do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente.

Tão logo foi informado do interesse de Moro em reduzir o impacto da decisão de Toffoli, Bolsonaro chamou o ministro para uma reunião no Palácio do Alvorada. No encontro, foi direto ao assunto, com uma breve introdução. Primeiro, o presidente disse que nunca pediu qualquer favor ao ministro. Disse também que Moro nunca ofereceu qualquer ajuda a ele. Mas, naquele momento, precisava deixar as coisas claras.

— Se o senhor não pode ajudar, por favor, não atrapalhe! — disse Bolsonaro, segundo relatou ao GLOBO uma fonte com bom trânsito entre familiares e amigos do presidente.

A partir dali, a conversa teria subido de tom e, ao final, o ministro deixou o Alvorada com o semblante carregado. Dias depois, Bolsonaro foi informado de que Moro, mesmo após o tenso diálogo, continuava fazendo gestões em favor da revisão da decisão de Toffoli. No mesmo instante, o presidente resolveu que ampliaria a beligerância contra o ministro da Justiça.

Na última quinta-feira, o presidente elevou ainda mais o tom, ao dizer que poderia demitir mesmo o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, uma escolha de Moro. Perguntado se não seria uma interferência, dispensou meias palavras, afirmando que é ele quem manda na PF.

A declaração foi interpretada por aliados e críticos do ministro como mais um recado para forçar Moro a pedir demissão. Se não pode mandar na PF, o ministro da Justiça não teria muito o que fazer no governo. O raciocínio era repetido por políticos e policiais, que esperavam uma reação de Moro. O GLOBO tentou, sem sucesso, falar com o ministro sobre os desentendimentos com Bolsonaro.

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